Thursday, March 29, 2007

só mais um livro

Ontem li, de uma tacada só, o Diário de um Magro, do Mario Prata. Ler bobagem é bom de vez em quando. Principalmente para “realizar” que escrever um livro pode ser feito com os pés nas costas. Nunca achei Mario Prata aquilo tudo, e continuo sem achar. Não acho ele tão engraçado, nem tão inteligente, nem tão sagaz. Mas ele me mostrou que com muito pouco se faz um livro. Não um ótimo livro. Só um livro. E que, com um pouco de nome, como é o caso dele, passa-se fácil com esse só-um-livro da 20ª edição.

Eu preciso é aprender a permitir o esculacho. Porque leio e releio meus escritos e naturalmente na terceira leitura acho tudo uma bosta e eu, uma pretenciosa babaca.

Tenho certeza de que o Mario Prata não fica se relendo. Ou então tem um senso de autocrítica invejavelmente baixo.

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De uma hora pra outra todo mundo aqui resolveu falar da escravidão. O Reino Unido “comemorou” (de memorar-junto, não de celebrar) no dia 25 os 200 anos do fim da escravatura. Nunca se falou nada. Aí, porque é “aniversário redondo”, resolveram fazer marketing. Aí veio o Tony Blair e disse so-sorry e pronto, está tudo ok pelos próximos 100 anos.

E segundo o historiador John Oldfield, as desculpas do primeiro-ministro constituem uma homenagem (forçada) aos imigrantes, que são os novos cidadãos do Ocidente.

Homenagem aos imigrantes pelo fim da escravatura? Não entendi. (Sempre fui ruim de história, anyway.)

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Melhorei da gripe. Já quase passou. Após dormir 4h ontem de tarde e mais 8h essa noite. Um Rivotril natural, essa gripe.

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Agora é oficial: Preciso comer mais verdura. Tenho certeza de que essa gripe só veio porque meu sistema imune, de quem sempre me gabei, está no chão, derrotado, chorando pelos cantos. Abandonado. Preciso comer mais verdes. Eu gosto deles, os verdes, só que geralmente eles requerem *preparo*, e quase todo dia tenho arrepios ruins na nuca só de pensar na palavra *preparo*. Mas é preciso. É preciso cuidar bem de mim.

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Tempo voando – Fru chega no domingo, quinta vamos em NOVE para Bretanha. Lá vou eu, mais uma vez, tentar desfazer a idéia que nasceu empiricamente na minha cabeça de que viajar em grupo grande é uma grande merda.

Pode ser divertido.

O problema é que não agüento gente mole. Gente que demora anos-luz para lavar um rosto, que enrola para acordar, que enrola para escolher, que enrola, enrola, enrola. E convenhamos que em um grupo de NOVE sempre vai haver um atrasildo em tudo. Ficar impaciente is a no-no, Beatrissinger.

Remember: holiday!

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