Thursday, August 30, 2007

sai, uruca!

E a saudade?

“Bia, a única novidade é a saudade. Principalmente saudade de vc nas travessias.
Vc estava nadando muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito...lembra! Prova de 10Km...não é
para qualquer um!”

Saudade do meu técnico brigando comigo. Quando ele manda um email como o acima dói ainda mais. Ele não é de elogiar o certo, ele é de xingar o errado. Assim fico ainda mais longe daquela realidade.

**

Talvez eu mude esse fim de semana, talvez não. Talvez eu vá acampar em Kent, talvez não. Consegui o microondas, vou buscar na sexta. Falta pouco para tudo mudar. Estou feliz.

**

Incrível como tem gente que simplesmente não suporta ver os outros felizes quando estão infelizes. Eu tive o azar de ter uma pessoa dessas tão próxima de mim. Mas fica um conselho: não rola. Já era. Desista. Não gaste sua pouca energia. Tô feliz e forte e além do ponto em que suas pequenices sejam capazes de estragar. É bem maior que você, a minha felicidade. No máximo solto umas fumacinhas de raiva e depois lembro do quanto estou bem, e do quanto você está fodida, e aí a raiva vira pena.

E de novo, de novo você perdeu. Porque se continuar querendo cultivar intrigas, você jamais vai sair da merda, e vai sempre perder, e as merdas que você cultiva hoje vão voltar para te afundar porque você ainda não aprendeu a superá-las, então está fadada a repeti-las. Você é meio burra. E você me cansou. Eu tentei ajudar, agora pouco me importa se a merda te tapa os olhos. Você já não me interessa. Por favor, fique longe de mim e do que é meu. Espalhe sua infelicidade e frustrações, suas faltas de orgasmos e sorrisos, com os pobres coitados que vão ter que te aturar. Eu só terei que agûentar esse veneno por pouco tempo.

Que pena que você virou esse monstro.

A verdade é que fui cabeça-dura – eu devia ter ouvido as pessoas ao meu redor.

Tuesday, August 28, 2007

empty sobbing

E cá estou, mais uma vez, tentando recuperar o tempo perdido. Não vou entrar em detalhes porque em detalhes só se entra quando se escreve todo dia, então não tenho mais esse direito, não agora.

O dia de me mudar para a casa nova parece galopar na minha direção. Eu acho ótimo. Quero mudar logo, me estabelecer logo e parar de, ridícula e injustamente, sentir saudade dele no meio da noite.

Esse fim de semana arrecadamos umas panelas ótimas. Acho que de principal só falta mesmo o microondas.

Ontem foi a festa de dissolução da casa do Byrifoy. Triste e feliz. Eu, bem mais feliz que triste. Mas, claro, vou sentir saudade de chegar lá com saudades. Tem nada não. Guardo as saudades para outras pessoas e situações. Não me faltam aparatos.

**

Minha vó tá mal. Não sei quão mal, mas na idade dela qualquer malzinho já assusta. Foi internada ontem no hospital. Fiquei sabendo no meio da festa na casa do Byrifoy. Estragou, confesso. Fui embora porque não tava mais sendo simpática. Aos que sentiram falta do meu beijinho de tchau (e lêem esse blog quase bissexto), ei-lo aqui, smack, e fiquem contentes.

Parece que ela melhorou um pouco hoje. Princípio de pneumonia nunca é bom. É tão ruim estar longe... Me sinto por fora, meio desolada, mas pelo menos não me sinto sozinha.

Saturday, August 18, 2007

oi

Calma. Não tá fácil arranjar tempo. Na verdade, verdade mesmo, falta inspiração. Como já disse, tem mais coisa acontecendo fora do que dentro, então, pela primeira vez em muito tempo, preciso cuidar de fora e o de dentro vai ter que esperar.

Os highlights são os seguintes:

* Byrifoy e eu achamos casa. Vamos morar em Pimlico, bairro ótimo e central. Mudamos dia 9 no máximo. Não vejo a hora.

* O trabalho novo é bem legal. Bem mais puxado, o que acho ótimo. Ainda não me entrosei muito com o pessoal, mas aqui é assim mesmo. Até te chamarem pra tomar um café em casa pode contar pelo menos um ano.

* Estou pensando em passar esse fim de ano aqui e ir pro Brasil só no começo do ano que vem. A ver.

* Adoro sábado de manhã.

Friday, August 10, 2007

home and away

Tá. Eu sei que bati o recorde. Foda-se. Não tenho tido tempo e nem vontade de escrever. Talvez porque esteja num dos raros momentos em que tem mais coisa acontecendo fora do que dentro de mim.

Trabalho novo. Estou me assentando aos poucos. Curtindo. Ainda sou aquela menina nova, sem amigos, estrangeira, mas foda-se. Sempre foi assim e nunca foi um problema. O trabalho em si está bem legal. Bem mais que o antigo. Claro que o antigo era cheio de pessoas que eu conhecia e de quem gostava. Mas é uma questão de tempo, I know. Aqui, ainda mais que no Brasil, amizade leva muito tempo. E mesmo assim, depois de anos, a intimidade ainda é superficial. Ou é brasileiro que é muito intrometido. Ou um pouco de cada, o que é mais sensato.

**

Vou mudar de casa. Resolvemos nas últimas semanas. E “resolvemos” não envolve minhas flatmates, e sim eu e o Byrifoy. Resolvemos tentar morar juntos. Haha, coitado.

Brincadeira.

Sou muito legal e cordata.
.
.
.
Estamos naquela insanidade de ver casas, ver termos, pensar em todas as possibilidades e limitações, e lá vou eu para minha sétima residência em Londres.

**

No mais, o sol brilha e minha mente está quieta sob o cafuné doce da Fluoxetina, minha amante preferida – eu vou embora e ela me recebe de braços abertos quando volto.

Esse fim de semana, além de ver casas, vou ciceronear a Déa, que vem de Paris cheia de bicos passar o fim de semana comigo. A primeira vez que a vejo em mais de três anos. O tempo muda de significado quando se mora fora do Brasil. Ficar sem ver alguém por três anos equivale a três meses quando se está perto. Pensando assim, pelo menos, minha vida fica menos absurda.

E chega. Acho que enferrujei.