Thursday, June 29, 2006

bye bye Broo

Meus ultimos dias de convivencia diaria com essa amada bochechuda. Que dificil que eh se apegar a alguem e depois ter que se desapegar.


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Acho que por isso morrer deve ser tao dificil.

Mas tem nada nao. Uma vida que eh toda despedida. Eu ja devia estar acostumada.

bosta

Clonaram meu cartao do banco. La se foram £150. Estou puta demais para ficar explicando. Se entrar em detalhes ficarei ainda mais. Se alguem souber se o banco tem a obrigacao de me ressarcir ficarei grata. Mas quero apenas mensagens de quem entende, nao de motivacao ou religiao ou estarei-sempre-contigo.

O mais ironico eh que eh uma fraude meio estupida. O pessoal tem torrado meu dinheiro na Pizza Hut e na Domino’s Pizza. Claro que nao sou ingenua ao ponto de achar que realmente eles pediram pizza. Mas deve ter alguma gangue trabalhando nesses lugares. Evitem. Pelo menos evitem pagar com cartao. A verdade eh que nao sei onde tudo comecou, ja que deve fazer um ano que comi pizza no Pizza Hut pela ultima vez, e nunca pus o peh num Domino’s. Entao em algum lugar meu cartao foi clonado. Dificil eh descobrir para evitar incorrer no mesmo erro no futuro.

Ai, chega. Falei que nao queria falar.

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Hoje vou jantar no uncle John. Soh a Biggles mesmo para tirar meu mau humor.

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Vendo cigarros por £25 o pacote com 20 macos. Marlboro Lights. Oferta especial de alguem que acaba de ser roubado (antes era £30). Eh serio. Quem quiser comprar, entra em contato. Rapido.

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Agora chega que eu com raiva nao fumciono.

Tuesday, June 27, 2006

esmos

Acho que estou desenvolvendo uma linguagem propria. Nao eh ingles, nem portugues, e nem deriva de nenhuma dessas. Eh estranho. Sou estranha.

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Estou em processo de ser convidada a assistir uma rodada de RPG. Meda e panica, horrora e desespera. Eu vou. Watch this space.

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Muita coisa acontecendo. Ultimos dias de Brooninha em casa, poucos dias para babai chegar. Poucos, tambem, para minha amada Piu. Poucos dias, sempre, para tudo mudar. Se fossem dias demais, nem sentiria que seriam mudancas. Entao nao reclamo. Eu gosto de reciclar. Reciclar sem perder a docura, claro.

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Estou tentando guardar cada uma das frases fantasticas que leio em Abismos do Coracao, mas acho que eu teria que decorar o livro.

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Cheguei no trabalho as 8am e vou pular o almoco. Espero que o sacrificio valha a pena, hein, Brasilzao?!

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Se eu pudesse, me teletransportaria. Ficaria ali no canto mais importante da plateia, em algum lugar em que, de relance ela pudesse me ver sem se assustar. Eu ficaria quieta quando fosse hora de ficar quieta, e riria quando fosse para rir, e todos ririam comigo, e daria tudo certo. Meu aplauso seria o mais alto (maos vermelhas das pancadas), e seus olhos, os mais brilhantes. Um sorriso que nao cabe em um soh rosto. Extravaza pelos olhos, pinica o nariz. Se eu pudesse me teletransportar, acho que invadiria o palco alucinada de amor e orgulho. Ela eh minha, ouviram? Soh minha. Mas voces tambem podem assisti-la. No final, eu vou ficar com o melhor mesmo.

Te amo, minha pequena grande atriz, e um dia nao precisarei me teletransportar para te ver no palco.

Monday, June 26, 2006

sweet days, sweet dreams

Foi um grande final de semana. Sexta-feira, como sempre, foi dia de nadar. Broo foi comigo. De la fomos ao Wagamama, por que nosso assunto nunca acaba? Por que nao eh assim com todo mundo? Por que justo com uma querida que vai morar em outra cidade? Olha, ela nao cansa de repetir que nao estah se despedindo, mas eu nao me canso de nao me deixar convencer por essas palavras, porque, sim, muda tudo.

Minha gemeazinha vai morar em Bristol. Vou ficar orfa ateh agosto. Claro que nesse meio tempo, nem ouso reclamar. Estarei com babai, depois minha Piu e depois babae. Mas mesmo assim. Minha amiga das mais queridas vai para longe, entao sim, da lincenca que eu me vejo no mais digno direito de ficar triste.

E sabado foi soh arrumacao. Na verdade, acordei ja quase a tarde. Compramos coisinhas, arrumamos a casa e, finalmente, nos arrumamos. Era a festa do B. Todo mundo deveria vir vestido de algo que comece com a letra B, o que acabou nao acontecendo.

Eu ia de beijinhos, ja que tinha uma camiseta cheia de beijinhos e pensei em fazer outros mil beijinhos na minha cara e nos meus bracos. Mas ai a Broo achou que era meio foda ir com blusa furada e encardida e eu concordei. Entao resolvi ir de boneca. Pus uma blusinha com uma boneca russa estampada que a Bathatha me deu no meu ultimo aniversario, sainha preta, meia de listras coloridas areh o joelho e sapatilha. Maria-chiquinha e maquiagem de boneca tambem. Fiquei tao boneca que se me deitassem eu fechava os olhos automaticamente.

Broo foi de baiana. Ela custou a reconhecer, mas a verdade eh que ela quis ir de baiana porque sempre quis usar turbante e nunca achou um bom pretexto. Ai foram chegando as pessoas e percebemos que pouquissimas entenderam que realmente falamos a serio quando falamos da festa do B. Mas valeu anyway. A zona foi ateh 4.30am, com direito a convidado overnight inclusiveam...

E domingo, apos generosas quatro horas de sono, fui ao Thorpe Park, uma especie de Playcenter aa inglesa. Foi bem legal. A Joo e a Re tinham um convite extra cada para o "fun day out" da empresa delas, e eu e Broo tivemos a felicidade de sermos as escolhidas (valeu, meninas fofas!). Fomos em montanha russa de tudo quanto eh tipo - ateh uma no escuro e toda de costas que era mais engracada que assustadora, nao sei por que. Talvez fosse o sono.

Chegamos em casa como criancas que passaram o dia correndo atras de patos. Nem consegui assistir ao jogo de Portugal e Holanda ateh o fim. Dormi, dormi, dormi, e acordei meio sem entender que quase dez horas haviam se passado desde que pisquei pela ultima vez.

Friday, June 23, 2006

saia rodando da minha vida

Eu sempre fui assim, de entrar em sintonia com minhas amigas. Sempre. No caos, principalmente.

Primeiro a avoh de minha Bathathinha falece.

O mundo de Bobby cai.

Broo vai para longe de mim.

Fru nao vem mais esse ano.

Milao deve estar quase vomitando para o grande dia: amanha ela vira mulher casada.

Ha muitos outros, mas eu nao sei. Estou longe, entao nao interesso mais.

Tudo rodando bem mais rapido que o conveniente. Eu, daqui, passo por muitas e boas, e tento fingir que saio ilesa. Sempre esse risinho ironico no canto direito, que eh para nao esquecer que a vida eh uma piada mesmo em seus desfechos mais tragicos. Eu no meu barco de papel que ameaca virar a qualquer momento, e por isso nao pode ser levado a serio. Eu e um pequeno mundo que anda toda vez que eu ando, porque sou profunda, quero crer, e todo mundo que eh profundo leva consigo um mundo ao redor.

Entao vou rodando saia, tropecando sem estar bebada, mas fingindo estar para fazer mais sentido. Vou virando tequilas imaginarias e dancando tangos que desconheco. E quando se encherem de dancar tango comigo, eu sambo sozinha, eu grito ateh as jugulares nao aguentarem. Eu deixo que toda a minha garganta sangre, para eu secar com exaustao uma ansiedade insaciavel.

Quanto mais eu bebo, mais seca e sobria fico. Estou me lavando. Todas as canetas que me riscaram por dentro agora vao sair por meus cabelos. Toda a tinta me vai pingar dos olhos. No final soh fico eu, no cantinho de um quarto claro - que eh pra eu ver minha miseria – enrolada em mim mesma, tentando guardar o que restou do meu mundo. Um ponto-final. A lapis para poder apagar amanha.

Thursday, June 22, 2006

voo baixo

Nao sei de quem estou com mais pena, se do Ronaldo ou da Varig. Ambos devem ter seus voos cancelados hoje. Ambos devem sofrer dura queda.

Alias, deixo registrado aqui o meu completo horror perante a situacao da Varig. Como uma filha da decada perdida, preciso confessor que Varig para mim era sinonimo de alegria. Viajar pra fora, e ainda por cima de Varig, era ser feliz sabendo. Eu e minha irma faziamos muito mais planos para as horas que passariamos no aviao, do que para o proprio local de destino. Guardavamos guardanapos, roubavamos cobertores (se eu fosse um pouquinho mais obsessiva acharia que contribui para a ruina da companhia), ficavamos extremamente empolgadas com as refeicoes e admiravamos as aeoromocas.

Varig era sinonimo de felicidade. Era uma marca solida em minha pequena vida. Ateh commercial da Varig eu parava para ver quando era menor. Ai, quando a grana ficou mais curta, nao deixamos de viajar, mas escolhiamos linhas aereas mais “dodgy”, como Aerolineas Argentinas (gulp). Odiavamos a viagem. As aeromocas eram velhas e a comida insuportavel. Nao que a da Varig fosse otima, mas era pelo menos mastigavel. E sempre que voamos, pensavamos que poderia estar bem melhor se fosse com a Varig.

Meu primeiro choque veio recentemente, quando voei pela Swiss Air de Sao Paulo a Zurique. Um ano e meio depois, voei TAM de Paris ao Brasil. Em ambas as ocasioes fiquei estupefata com a alta qualidade dos servicos e das aeronaves. Enquanto isso, ouvia que a Varig, tadinha, soh piorava. Servico pessimo, comida pessima, tudo, tudo pessimo. E me deu um apertaozinho. Como aquele que da quando o nosso brinquedo favorito de infancia perde a graca.

E a punhalada final veio hoje, quando na primeira pagina da Folha Online, leio que mais da metade dos voos programados para hoje, uns 180, foram cancelados. Pobrezinha. E que ha apenas sete aeronaves fazendo voos internacionais. Sete. Nada restou da Varig da minha infancia.

Tuesday, June 20, 2006

acordes em desacordo

Estou querendo ver o jogo da Inglaterra em algum pub. Mas ainda nao decidi se quero ser pisoteada/amassada hoje.

Com esse calor, perdi a fome.

Mas ganhei em ansiedade. Estou pilhada. Perigo, periguissimo.

Eu e Broo vamos dar festa la em casa. Eh a festa do "B". Eh nesse sabado. E no domingo vou no parque de diversao com a Re e a Joo. Eu vou morrer de tao pouco tempo para tanta coisa.

Ontem fui no show da BBC com a Broo. Amamos! Mesmo so entendendo metade!

Em alguns dias meus queridos Rodrigo e Camila, casal dos mais tops da minha vida, estao finalmente trocando aliancas. Aiai. Como eu odeio a distancia e os custos para transpassa-la.

Outro dia eu ouvi na natacao que eh muito bom ver meu lindo sorriso. Aih eu devo ter escancarado os labios de tal maneira que minha boca quase rasgou para sempre. Foi um elogio bem vindo, vindo da pessoa certa.

Estou comendo uma salada de fruta curiosa. A manga tem gosto de limao e o melao tem gosto de nada. E eh essa a salada de fruta. Salada de duas frutas.

Existe um jeito de ficar calma sem ter que tomar Rivotril e morrer de sono? Alo, industria farmaceutica?

Achei UM blueberry na salada de fruta. Piada, nao?

Monday, June 19, 2006

se tudo pode acontecer

Mais uma segunda-feira de muito, muito sono. Mais um fim de semana muito, muito bom se passou.

Apesar de que me rendi aos encantos do Rivotril.

Mas eh que nao deu. Eu estava extremamente ansiosa e, depois de ter ido dormir as 3 da manha na sexta, acordo no sabado as 8. Isso porque estava arrebentada depois de uma semana de pouco sono. Ai acordei, o corpo atropelado mas a cabeca a mil. Nao conseguia dormir. E foi entao que ele, o meu anjo salvador e entorpecente, meu santo padroeiro Rivotril, foi entao que ele mais uma vez me salvou. Dormi, letargica, ateh uma e meia da tarde, quando Bobby ligou para nos encontrarmos. Fui flutuando tomar banho. Flutuando almocei, e flutuando fui ateh o metro para encontra-la. Rumo a Angel.

Andamos, rimos, andamos, tomamos café, rimos, engasgamos e rimos mais. Fomos para sua casa, onde falamos ateh nao aguentarmos mais o som de nossas proprias vozes. Falamos de homens, de casa e filhos, de trabalho, do futuro, de desgracas, de livros, de programas de TV, dos outros. E mais uma vez lembrei que Bobby eh uma das minhas pessoas favoritas. Nao canso de estar com ela.

Fomos dormir la pela meia-noite, porque meu camarada Rivotril ainda estendia seus tentaculos sobre meus olhos que lutavam para permanecer abertos. Mas fui embora e soh acordei na manha seguinte, com Bobbynha ao peh da cama, fazendo de tudo para chamar minha atencao.

Primeiro ela me chamou. Nao funcionou.

Ai ela comecou a cantar musiquinhas. Nao funcionou.

Ai acho que ela perdeu a paciencia e, meio indignada com meu estado letargico, declamou: “Bi, o Bussunda morreu, po!”.

Entao ta, acordei.

Fui para casa depois de mais tagarelice. Um banho, comida, eu ainda flutuava, embora menos. Fui ao jogo entao. O lugar era maior, mas as telas menores. A farra nao foi tanta quanto do outro jogo, mas o jogo foi melhor. Tinha menos brasileiros, mas mais amigos meus que da outra vez. Sempre assim, para equilibrar os sorrisos.

O jogo. Olha, o Brasil foi mais Brasil no segundo tempo, mas ainda deixou a desejar. Eu queria ver uma goleada melhor que a que a Argentina deu na Servia e Montenegro. Nao chegou nem perto. Mas ganhou. Unico time do grupo que ganhou todas as partidas ateh agora. Calma que vai esquentar. Tenho fe!

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E quando eu digo que perdoo, eu perdoo meeeeesmo. Eu ateh queria ser uma pessoa mais dura em geral, mas o argumento de que soh se vive uma vez sempre vence. Eu fico eterea e maleavel. No bom sentido, claro. Fico leve, leve. E eh assim que estou me sentindo.

Aconteceu. De novo.

E apesar de passar o fim de semana todo flutuando, sai da casa dele com os pes devidamente fincados no chao.

Friday, June 16, 2006

i'm going to Jackson

Ontem eu me dei duas bermudas.

Ontem eu ia encontrar com a Randa em Earlsfield e nao rolou. Acabei indo lavar roupa suja. Sentido figurado.

Ainda nao sei o que vai acontecer. Mal sei o que aconteceu. Ainda preciso de mais alguns dias para digerir e fazer meu veredicto. Foi tudo muito rapido, e tudo o que eh muito rapido fica surreal. Que nem a morte. Que nem o nascimento. Fins e comecos sao sempre surreais. E rapidos.

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Ja estou novamente empolgada para o jogo do Brasil. Nao sei se eh a Copa que tem me deixado ansiosa, mas deus bem sabe que eu dei umas olhadas de soslaio para o meu vidrinho de Rivotril.

E a Argentina ganhando de 6 x 0 da Serbia e Montenegro so nao estragou meu dia porque hoje eh sexta-feira.

Aiai.

Hoje vou nadar. Hoje vou nadar. Hoje vou nadar.

Mas estou tao cansada... mas vou.

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Fim de semana bem Bobbuxo este promete. Te vejo amanha, esposinha! Ai poderemos freak out together, como nos velhos tempos.

Thursday, June 15, 2006

Eu e Lino. Lino e eu.




Esse é o filho que eu ainda não tive.

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Wednesday, June 14, 2006

dois anos

Isso mesmo. Ha dois anos larguei-me num mundo desconhecido. Deixei familia, amigos, namorado, emprego e esporte por uma tela em branco. Uma nuvem de potenciais trovoes ou de mera dissipacao. Troquei 8 por 80, como de costume. Quase esmoreci, eh verdade, mas acho que fui fraca demais para aceitar o fracasso. Nao voltaria ao Brasil fugida. Quando acontecer, vai ser bonito. Vai ser novamente um 80 por 800.

Sempre em frente. Faz dois anos que tento nao olhar com muito apego para tras. Faz dois anos que chorei compulsivamente e pensei que o mundo nao pudesse ser mais insuportavelmente doloroso. Faz dois anos que acreditei que apenas um milagre me faria ficar nessa terra. Pois ca estou, dois anos inteiros, muita coisa boa e muita, muita coisa ruim tambem. Um milagre.

Eu vi serenidade crescer em mim, mas tambem vi rugas e cabelos brancos. Eu vi a independencia, finalmente, mas vi tambem o medo paralisante do depender apenas de si mesmo.

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Dias meio estressantes. Nada ruim. Estresse bom, do tipo que prova que na veia ha sangue correndo e rapido. Fiquei extremamente ansiosa com o jogo ontem. Extremamente. Ta, digamos que ao jogo somou-se uma irritacao daquelas bem mundanas, que eu odeio confessar que mora em mim. Mora, sim.

A verdade eh que nao me irritei com o fato dele, que nao eh nada meu, agarrar a menina na minha frente. Irritei-me foi com a falta de respeito desde o dia zero. Sim, pela mesma porta em que na manha de sabado deixei sua casa, na mesma tarde entrou outra.

Isso nao teria problema algum, mesmo mesmo, se eu mal o conhecesse. O negocio eh que ele eh meu amigo. Ele faz parte do meu grupo de amigos, convivemos muito juntos. E achei muito descaso. Me senti descartavel, e o problema eh que me levo a serio demais para ser banalizada pelos outros.

Ateh pensei em mandar um email, ou ligar, ou chamar para um papo tete-a-tete mesmo. Mas ai me veio um desanimo. Filminhos repetidos na minha cabeca. Quantas vezes nao tentei desentortar homens? Nao adianta, nao adianta. E, mesmo sendo um cara cuja amizade eu quero preserver acima de qualquer one-night-stands, ainda assim nao sei se vale o esforco de ter de me comunicar, de ter de explicar que isso nao se faz, que eh feio, que eh errado, que doi. Soh de pensar me da preguica. Porque ninguem estah aberto a ser rotulado de filho da puta, mesmo quando mais claramente o eh. Entao eu ja consigo antever horas de DR que nao vao levar a lugar nenhum e soh vao doer mais ainda.

Ontem, durante o jogo do Brasil, ainda tentei quebrar um pouco o gelo que vinha sendo disfarcado com risinhos e piadinhas nervosas de ambas as partes. Mas ele nao aceitou bem. Um a zero para o silencio. Sigamos, entao. Eu eh que nao vim ao mundo para ensinar habilidades sociais.

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Ai, gente, tadinho do Ronaldo.

Com a palavra, Soninha: “Deve ser difícil ser Ronaldo e admitir: “Cansei. Não quero mais”. O mundo inteiro no seu pé, recordes a cair (partidas jogadas, gols marcados), talvez o próprio ego estrilando porque, se não deixou a careira no auge, não pode deixar agora sem provar outra vez que é capaz de se superar e surpreender etc. etc. etc. E aí não dá pra voltar atrás, e é como a tentativa de corrigir uma gafe: a gente vai deixando as coisas cada vez piores.”

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E ai, neam, que minha nova camera digital chegou! Eh uma Nikon fofa fofa, daquelas Nikon-para-amadores mesmo. Estou carregando a bateria, e fico de meia em meia hora conferindo se a luzinha de recharging ja parou de piscar. Enquanto nao rola, entrem no meu flickr clicando na foto do post abaixo! Entrando la tem muitas outras.

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Menos de tres semanas para babai amado vir. Um mes exato para a vinda de minha amada Piu. Pouco mais de dois meses para chegar binha bae. Eh verao e estou sorrindo mais, apesar dos oopsy-daisy da vida. Nao vejo a hora de me sentir em casa.

Monday, June 12, 2006

vem, tchutchuca


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Originally uploaded by Bia Singer.
Essa foi de sexta-feira, na festa do Bruno. Vai vir mais logo mais.

Sunday, June 11, 2006

these are the thoughts

Meu sonho me vem em pedaços desconexos. Em pedaços desconexos, fidedigna que sou, hei de relatá-los.

Fragmento 1: Estava num lugar desconhecido. Precisava escapar sozinha. Eu era a única de todo mundo que conseguia usar um equipamento que me permitia respirar debaixo d’água. Eu era a única, portanto, capaz de mergulhar no escuro de um tanque gigantesco. E havia a possibilidade de um monstro em algum lugar do prédio. E eu ali sozinha, pronta para morrer lutando, a qualquer momento. Quando volto à tona, todo mundo já havia debandado. Ando de maiô na noite fria, sem tempo para ma vestir, já que o monstro ainda estava ali de alguma maneira, e nada o impedia de vir atrás de mim. Até que chegava numa avenida onde carros passavam mas eu não sabia onde iam. Não sabia onde estavam todos daquele grupo que, juntos, deveriam eliminar o monstro. Eu havia sido deixada para trás.

E no aperto mais agudo do desespero, um carro pára. Era minha mãe. Minha mãe veio me buscar. Eu não sabia mais dizer se o desespero era meu ou dela. Eu estava indo embora.

Fragmento 2: O país todo estava obcecado com a Copa e só se pensava em jogo. Não havia mais lugar para assistir. Eu não conhecia aquela cidade, então não sabia onde podia entrar, onde mostrariam o jogo, onde seria *divertido*. O jogo já havia começado quando, aos prantos, consegui achar um lugar. Mas não consigo me lembrar qual.

Fragmento 3: Eu era alvo de piedade. Meu pai morrera. Fazia dois dias. Todos distantemente condescendentes. Eu precisava que alguém tirasse de mim um pouco da tristeza desesperada, da agonia mais afiada da minha vida. Mas quanto mais eu tentava fazer as pessoas entenderem o que acontecera, mais eu me distanciava de todas elas. Todas elas tinham pai. Todas emanavam um afeto que não durava nem um segundo, e a dor, céus, a dor. Como era forte. Como era desamparadora. Eu estava sozinha. Porque todas as outras pessoas, cada uma estava sem tempo para sentir minha dor por mim e me aliviar um pouco. Todos estavam preocupados em sanar suas grandes e pequenas dores. Eu me sentia jogada na sarjeta, pronta para morrer.

Friday, June 09, 2006

agua que canarinho bebe

Esse negocio de Copa estah realmente me pegando. Acho que por estar longe do Brasil fico ainda mais nacionalista. Eu e os bebados. Ja perceberam como todo bebado eh nacionalista?

Hoje vou assistir ao kick-off da Copa num pub aa beira do Tamisa, com amigos, aproveitando o sol que soh vai cair depois das 22h. Todos merecemos, apos um inverno escuro e frio.

Amanha devo arranjar alguem para curtir o jogo da Inglaterra junto. Porque essa historia de ver jogo sozinha eh que nem ganhar na loto quando o mundo acabar.

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Querem saber como foi a competicao, neam?

Com a palavra Derek, um de meus coleguinhas de bracadas:

On 7th June the South London Swimming Club celebrated the centenary of their home, the Tooting Lido, with an invitation fun relay event to which Wandsworth SC sent two Master's teams. The Lido, at 100 yards long, the largest fresh water pool in England proved a daunting and extremely chilly task for all the participants.

The Wandsworth 'A' team of Karen Mitchell, Beatriz Singer, Will Reader and Derek Sansom, comfortably beat their team mates in the first event, the 4x100 yards medley relay. This first dip into the water brought it home to the swimmers just how cold and unheated outdoor pool in the middle on Tooting Bec Common could be. Not to be put off, however, the teams lined up again 15 minutes later for the 16x1 length freestyle relay.

The most difficult task facing the teams on this occasion was that of swimming in a straight line - no mean feat in a pool with around 30 other teams and no markings to help guide them. The Wandsworth 'B' team of Dion Harrison, Liz Stoyel, Vicki Booth and Mark McNerney were looking for revenge and all appeared to be going well with both teams neck and neck until the 9 th leg when 'B' team swimmer Vicki Booth went AWOL. Enjoying the sunshine and the conversation of a young man at the side of the pool meant her team lost the advantage and despite her Herculean efforts to pull back the gap this gave the 'A' team an unassailable advantage, brought home by Beatriz, with the comment "Oh, so are we all finished, then?"


Foi isso mesmo. A competicao terminou e eu nao percebi. Achei que ainda tinha gente para nadar o revezamento. Fiquei toda confusa. Haha.

Derek esqueceu de mencionar, felizmente, o triste evento de eu perdendo meus oculos. Ele foi parar no queixo. Tive que parar *no meio* da competicao para ajeitar a barbeiragem. Um colega que me esperava do outro lado da piscina achou que eu tivesse batido a cabeca no fundo. Essa *ainda* nao aconteceu comigo. Que mais? Fiquei com uma falta de ar do cao porque a agua estava muito fria e nao deu tempo de aquecer. Tem fotos? Teeeem. Tem video? Teeeeem. Eu mostro assim que a Broo baixar no computador.

Alias, Broo se revela cada dia mais minha roadie. Uma fofa, isso sim. Fofa com F maiusculo.

Wednesday, June 07, 2006

If you don’t have a date – celebrate

Desculpem-me todos os que voltam religiosamente todo santo dia ao meu blog em busca de minhas palavras divertidas. Esses dias rolou muito, muito trabalho e nenhuma, nenhuma inspiracao em consequencia. Agora melhorou um pouco.

Eh que a Randa, que trabalhava aqui do meu lado, saiu. Foi trabalhar no Evening Standard. Bem legal, coisa e tal. Soh que o trabalho que ela deixou pela metade caiu para cima de quem? Sim, sim. Por que? Porque sim.

E, sejamos francos e diretos, a menina fez tudo errado. Tudo nas coxas, tudo esquisito. Mas agora ja foi e ja ganhei controle da situacao. E, claro, novamente nao reclamo. Ficar sem trabalho eh bem mais chato que ficar atolada. Eu acho.

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Fim de semana foi um dos tops do ano. Sexta fui nadar depois de 10 dias parada por causa da gripe. Me surpreendi com o fato de ter nadado bem, ter feito bons tempos, apesar de ter quase vomitado.

Broo foi para Bristol para o fim de semana, entao fiquei home alone. Sabado eu tambem me mandei cediho: fui para Cambrisge, conhecer a cidade de que todos falam tao bem e ver a Karlinha, uma amiga da minha irma muito, muito fofa. Fizemos tudo o que tinha que ser feito por la: punting, catedrais, mirantes, visitas a campi de faculdade, passeios a esmo, ateh que acabamos num festival meio hype meio hippie. Me senti num Woodstock da era eletronica. Montes de gente estranha. Divertidissimo. Eu era tao normal ali que fiquei estranhissima.

Voltei para casa feliz e queimada de sol. Muito calor.

Domingo fiz uma faxina geral na casa. Estava precisando. Depois encontrei o pessoal de sempre do frisbee no Hyde Park. De la fomos para o quase-de-sempre Wagamama. Soh fui chegar em casa as 23h. Tarde para um domingo. Estava ansiosa para dormir logo, mas feliz.

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Hoje tenho competicao. Numa Lido em Tooting Bec. Inclusive eh a maior piscina da Europa. 90m x 33m.



Estranho, neh? Pois vamos ver. A piscina nao eh aquecida. Vai ser lindo. Caimbras e tal. Lindo lindo. Looking forward to.

Mas, falando serio, se nao tivesse revezamento, nao sei se iria, porque os dez dias afastada das aguas fez diferenca no meu pulmaozinho escarrento.

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Ganhei mais tickets da BBC para ser plateia das gravacoes. Desta vez eh para o programa de Sir David Frost, na BBC Radio 4. Ele discute politica e atualidades com convidados. Se ele fizer a parte dele, prometo fazer a minha – nao dormir.

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Hoje ateh canga eu trouxe para o trabalho para deitar no parque na hora do almoco. Os dias estao liiiiindos.

Vou agora, ja, comprar uma saladinha e deitar e ler e talvez ateh dormir, porque nao posso com tanto sono. E o sol brilha. Muito, muito a se comemorar.

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Lendo, no momento, Bricklane e Abismos do Coracao. Lindos. Ambos. O primeiro nao da para parar de ler. O segundo eh inspirador, quase tanto quanto Clarice. Leiamos todos. Esbaldemo-nos. Eu queria muito que todas as pessoas conseguissem sentir o prazer que sinto quando estou diante de um livro. Porque ai eu ficaria ainda mais motivada a terminar de escrever os meus.

Falando nisso, sim, estah em andamento. Muito andamento. Tres deles. Tomara que eu pegue no tranco.