Tuesday, October 09, 2012

30 semanas

30 semanas carregando meu feijão, que agora pesa 1.5kg e me lembra, aos chutes e pontapés, que está lá, e quase chegando aqui.

E vou ficando cada vez mais emotiva e estranhamente lembrando dos meus tempos de blogagem diária. Acho que eu era mais feliz quando as coisas aconteciam comigo e imediatamente eu jé as vias em forma de post. Agora é diferente. As coisas acontecem e em seguida são substituidas por outras coisas que acontecem e não dá tempo de digerir. Elas apenas se sucedem rapidamente e eu dou sorte quando consigo apenas observá-las.

Mas agora, na reta final - deve ser a ocitocina - estou conseguindo demorar um pouco as coisas. Pensar em como vai ser cada pormenor, e desvalorizar coisas grandes, imensas, que podem e devem ser desvalorizadas. Meu deus, como dei atenção a pequenezas nos últimos tempos! Como fui deixar isso acontecer? Como permiti me perder desse jeito? Fiz o que sempre critiquei nos outros: sucumbi. A massa me levou de certa forma, e eu me deixei levar, claro. Porque só vai quem quer.

Mas tudo tem volta nessa vida, nada precisa ser pra sempre. E eis-me aqui pensando com muito mais afinco na música que ninará meu filho do que no projeto que vai me dar mais dinheiro. E é certo pensar assim, é colorido, é leve, é doce. É certo e simples como o parto dos felinos.

É claro que penso em muito mais coisas e paranóias do que cabe em uma cabeça. Mas sei colocar um filtro e focar no que realmente importa, naquele túnel, e naquela pessoinha que vai sair dele e de repente arrastar minha vida junto.

Que seja assim, estou prontinha para ser arrastada. Amor e sangue me transbordando dos olhos e estamina para cair e levantar quantas vezes forem necessárias, contanto que na frente esteja ele, meu leãozinho, me arrastando vida adentro.