Friday, March 28, 2008

Acho que estou meio deprimida. Ando pensando séria e repetidamente em cometer bloguecídio.

no Baci que acabei de comer

O amor não faz girar o mundo. O amor é o que faz com que o trajeto valha a pena.

F.P. Jones

Thursday, March 27, 2008

shut my eyes

Sono cão. Não tenho dormido bem. Na noite anterior foi justificável. Fui com ma’boy no show do Velvet Revolver. Nada programado – um amigo comprou dois ingressos e não pôde ir, então fomos nós, em cima da hora e na faixa, como a gente gosta.

Mas de ontem para hoje não tinha desculpa. Deitei antes das 11pm e dormi relativamente rápido, mas às 3am acordo com uma dor no estômago e ma’boy tentando vorazmente usar meu braço de travesseiro pela segunda noite seguida. Não dormi de novo antes das 4am.

Em uma semana e um dia embarco para o Brasil. Está tudo explicado. Estou eufórica com a possibilidade e meio assustada ao mesmo tempo. Não vai ser uma visita normal. Terei muita saudade para matar, claro, mas muitos problemas a resolver.

And yet, com tanta coisa para pensar, uma das que mais me recorre é que meu Lexotan deve estar vencido e não tenho como me dopar para enfrentar as 12h de vôo. Sugestões?

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No caminho para o trabalho, em plea Trafalgar Square, um acidente entre uma moto e um ônibus. O ônibus vazio. O motoqueiro estatelado no chão recebendo CPR dos paramédicos. Aquele torção na espinha que percorre e gela o corpo inteiro. Me senti quase idiota em retomar a leitura do meu livro. Mas era necessário. A imagem, no entanto, não sai da minha cabeça. O corpo inerte e completamente submisso ao paramédico cumprindo sua rotina. Às vezes odeio minha sensibilidade.

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Ouvindo muito.

I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn't have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose
I swear i'll never give in
No, I refuse

Wednesday, March 19, 2008

a solução

A solução é chutar. Mas e cadê perna?

Maldito bolo na garganta.

Saturday, March 15, 2008

me, myself, and my fucking stupid I

Uma noite de sábado fria. Como me sinto humana tentando beber um golinho de Bailey’s. Inclusive, vencido. Porque tenho uma garrafa há mais ou menos 2 anos, e é a única garrafa de alguma coisa alcoólica que um dia comprei.

Um pouco mais humana. É isso o que as pessoas fazem sozinhas num sábado frio, não é? Eu também quero fazer, mesmo que depois me sinta uma idiota fazendo algo que não gosto só para sentir gosto salgado nas lágrimas, e açúcar nos sorrisos. Como deve ser, como fui ensinada, como todos fazemos para, juntos, sempre, caminhar. Não é? Haha.

Mas não se preocupem. O Bailey’s tá velho, não vou conseguir tomar. Tá ruim. E não tinha gelo, então peguei um daqueles plastiquinhos com gel dentro que fica no congelador para quando me esborracho. Algo que provavelmente sera de grande utilidade em alguns minutos, mas que aí não vai estar mais frio, porque usei pra esfriar o Bailey’s. E por causa disso, também, o Bailey’s fede. Eu, um Bailey’s velho, um plastico fedido e gelado dentro, e um sábado sozinha e com frio. What a combination. Eu devia estar em outro lugar.

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Hoje fui a Bricklane. Adoro a região. Meio de longe, como qualquer um que já morou por ali e volta para visitar. Almocei num restaurante de pizzas artesanais fantástico. Chama não-sei-o-que-lá store. Very helpful, I know, mas agora não lembro o nome. Foi bom rever meu ex-flatmate. Ele voltando para a Austrália, eu voltando pro Brasil. Não canso de repetir: londres é líquida, e esse é um dos motives que me faz amá-la e odiá-la. O que é ruim vem e vai, mas o que é bom também.

Bom mesmo é o Brasil, que bom e ruim estão todos entalados e não conseguem sair.

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Enfim, chega porque começaram a aparecer uns patches vermelhos na minha cara e não tô nada feliz. Se bem que seria bom qdescobrir que sou alérgica a álcool e as pessoas pararem de me encher o saco para beber.
Ou vai ver é porque o Bailey’s tá velho.
Ou vai ver eu realmente não sei e deveria me preocupar um pouco mais. Mas não dá. Um pouco mais e a preocupação é maior que eu.

Friday, March 14, 2008

alone in the light

Eu estava em alguma festa em que três pessoas eram escolhidas por várias outras. Eu não era escolhida. E depois eu era. E por isso eu ficava feliz, mas uma parte de mim se envergonhava dessa falicidade rasa. Foi um sonho estranho.

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Sozinha este final de semana. Aceitando convites para passar o tempo. Para pará-lo também, mas nunca vi isso antes, então está dado o desafio.

Se ninguém aparecer, tenho minhas miudezas para fazer, meus livros pra ler, meus errands to run.

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Cagada me pôr para trabalhar na janela, hein?! Cagada. Eu não reclamo, claro. Amo. Mas eles não sabem da minha capacidade de deixar o ambiente e passear por aí, sem sair da minha escrivaninha. Tenho divagado mais do que minha quantidade de trabalho permite. Deve ser a ida ao Brasil, as coisinhas todas que preciso fazer antes de ir. A logística de tudo, preciso comprar uma mala nova, aliás. Das grandonas. Mas das grandonas moles, para caber dentro da grandona dura. Tudo isso eu penso o tempo todo. No Brasil em três semanas. E mais a viagem para a Ásia no final do ano. E mais a visita à Informa do Brasil. E mais a viagem que quero fazer ao Lake District mas que ainda não saiu do papel. Aliás, boa miudeza para o fim de semana – nota mental: procurar B&Bs em Windermere e adjacências. E mais os lugares da Europa que quero conhecer antes de sair daqui. Ainda não fui pra Barcela, nem Bruxelas, nem Budapeste. Nada contra a letra B, pura coincidência. Ainda não fui pra Viena e para muitos vilarejos na Toscana que adoraria conhecer. Indo além, também quero ir para a Croácia, Chipre e Grécia. Se eu fizer 50% do que quero, fiz bastante.

Isso aqui deixou de ser blog. É quase um mural de auto-recados.

Aliás, estou pensando se desmancho o blog quando voltar pro Brasil. Continuo Singer, mas não in the Reign... Talvez readapte pra Singer in the Rain(Forest). Aguardo idéias melhores. As minhas estão um pouco atrapalhadas.

curtain

the final curtain on one of the longest running
musicals ever, some people claim to have
seen it over one hundred times.
I saw it on the tv news, that final curtain:
flowers, cheers, tears, a thunderous
accolade.
I have not seen this particular musical
but I know if I had that I wouldn't have
been able to bear it, it would have
sickened me.
trust me on this, the world and its
peoples and its artful entertainment has
done very little for me, only to me.
still, let them enjoy one another, it will
keep them from my door
and for this, my own thunderous
accolade.


C. Bukowski

Sunday, March 09, 2008

truco

Mais um final de final de semana curto. Como demoram a chegar os feriados nessa terra. Em meio a uma gig ontem, um nhoque ao forno hoje, umas dezenas de páginas lidas, as horas passam como minutos. Estou cansada como se fosse sexta. Preciso muito de férias. Sei que sempre falo isso. Agora falo querendo dizer, mais que nas outras vezes. Sempre mais. Faltam 26 dias para eu chegar ao Brasil. Duas míseras e maravilhosas semanas. Terei de fazer com que caiba tudo: responsabilidades e saudades. Acima de tudo, precisam caber meus planos para uma vida no Brasil. Vai ser estranho ir para o Brasil com olhos de quem vê um futuro ali, e não como alguém de férias. Quando for a hora de voltar, sei que vai se surreal.

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Tenho pensado como adulta. Em coisas que adultos pensam, não eu. Em geral, não penso como adulta nem como criança. Penso de um jeito bem Bia. Estranho e pouco convincente, porque o objetivo jamais será convencer, e sim complicar. Cada vez mais, complicar. Mas agora não. Agora estou mesmo pensando na vida daqui a um ano e até dois. Isso é inédito. O máximo que soube planejar até hoje foram 6 meses, que foi o tempo que levei para resolver vir para a Inglaterra. Agora estou pensando mais longe. Faz parte do envelhecer ou estou apenas mais ansiosa (ainda)?

Foda-se, os planos que tenho para daqui a dois anos são deliciosos, então quero mais é pensar neles.

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Desafio qualquer um que esteja lendo a fazer um nhoque ao forno melhor que o meu. Sério. Nunca comi um tão bom. Só não foi bom o suficiente para tirar meu amado da frente do computador jogando Starcraft. Mas foi bom a ponto de eu lançar o desafio. Aos concorrentes, boa sorte.