Tuesday, May 20, 2014

shift

Amanhã meu filho completa 17 meses. E só depois de 17 meses começo (vejam bem, começo) a pensar que preciso cuidar mais de mim, do meu marido, enfim, de uma vida além-nenê. Não é fácil. Há 17 meses tenho uma relação simbiótica com meu filho. melhorou um pouco quando voltei a trabalhar, mas parece que por causa disso, nas horas que consigo passar com ele, quero espremer tudo, não perder um segundo. É sofrido.

O lado bom disso tudo é que minha relação com meu filho é extremamente sincronizada. Entendo ele muito bem. O lado ruim é sacrificar todo o resto.

Sei lá. Amanhã tenho médica. Da cabeça. Vamos ver o que ela diz. Estou querendo fazer o "shift" mas não sei se sozinha consigo. 

Monday, May 19, 2014

Go, go, go!

Há quase dezessete meses que sou mãe. Ficou mais fácil. Todo mundo que vira mãe fala que vai ficando mais difícil com o passar do tempo porque os problemas vão ficando mais complexo. Bom, eu acho que vai ficando mais fácil. Pra começar, gosto de problemas mais complexos. E para arrebatar, não há problema tão catastrófico para mim quanto a privação de sono. Além da Depressão Pós Parto, que hoje é passado, mas que ainda me arranca lágrimas quando lembro do que aconteceu comigo.

Não vou dizer que minha rotina é fácil. Moro em Nova York com marido e filho, trabalho o dia todo (opção) e meu filho fica a maior parte dos dias no daycare, de onde já voltou mordido, para aguçar bem minha culpa. Chego em casa e mal tenho tempo de brincar com ele. Jantar banho, mamar, dormir. E aí é a hora de se preocupar com os outros dias - o que meu filho vai comer? tem roupa limpa? estou dando verdura o suficiente? Sim, a rotina é exaustiva. Mas foi uma escolha. Não troco pela vida que tinha no Brasil, not for a minute. Novs York é perfeita? Longe, bem longe disso. As pessoas são grossas, há uma tensão constante para que as coisas aconteçam sempre com muita eficiência sem nenhuma razão. Às vezes estou num café sem nenhum cliente na fila, mas as atendentes querem me atender voando, querem que chegue lá já sabendo o que quero. É assim em todo lugar. MAS, again, não troco pelos problemas que tinha que encarar no Brasil. Antes impaciência do que malandragem.

Ainda não achei a vida que me satisfaz. Não sei nem se isso realmente existe. Pelo menos para mim. Mas sei que ainda há mudanças possíveis para que a vida seja melhor. Por ora, vamos tentando terminar cada dia como se fosse um milagre quando tudo dá tempo, e tudo dá certo.