Thursday, June 28, 2007

obsessões do Bem

Agora vou falar um pouco das minhas últimas obsessões. Uma delas se chama Freecycle. Freecycle é uma rede de listas de discussão. Você entra na sua lista local e enconta milhares de pessoas querendo se livrar de coisas, outras querendo, outras levando o que é oferecido, outras dando o que é pedido. E é lindo. Posso dizer com a maior sinceridade que dar é tão bom quanto receber. Estou me desfazendo de coisas que não uso e sei que vão para pessoas que realmente precisam e darão alguma utilidade. Por outro lado, já fui premiada com algumas doações ótimas. Coisas que eu compraria e que me foram dadas, tipo um aquecedor elétrico, um ferro de passar, um colchão de ar para visitar (né Djones?).

Eu recomendo, muito, para quem quer se livrar ou para quem precisa de algo e tá sem grana. Freecycle.org. Tem no mundo inteiro, mas no Brasil ainda é pequeno. Acho que só tem no Rio, Sampa e, se não me engano, Porto Alegre. De qualquer forma, vale a pena entrar no grupo, ler as instruções, e reciclar de graça.

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Pronto, passando o discursinho Madre Teresa (mas levem a sério, Freecycle é mó legal e vira uma obsessãozinha do bem), outra obsessão é o meu joelho, que dói mais a cada semana.

Not much I can do. Já fui em medico, fisioterapeuta, o escambau e a resposta é sempre a mesma, que eu preciso fazer Pilates e/ou RPG. Quem sabe seja hora de então fazer Pilates de fato. Largar a mão de ser teimosa.

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Ontem fui ver o show do David Cross. Quem não o conhece, entre no Youtube e digite David Cross. E abra qualquer vídeo que aparecer. Ele é ótimo. A melhor stand-up comedy desde Seinfeld. Aliás, melhor ainda, vou facilitar. Vejam o vídeo abaixo.



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Amanhã vou pra Bristol, visitar a Broo e o Má e passear com o Byrifoy. Domingo devemos passar o dia em Bath. A previsão? Oras, chuva, é claro. Mas não tô nem aí. Vai ser bom com sol ou chuva.

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Estou prestes a adquirir minha bicicleta nova. A ver.

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Post informativo, quase dissertativo, para compensar a molengueza do anterior (interior?)

Tenho esta irradiante. Estranho isso, logo quando resolvi parar de tomar a fabulosa Fluoxetina.

Monday, June 25, 2007

Manuela

Ela chegou. Meu coração partiu em mil porque eu queria estar lá. Ela chegou e o mundo fiocu um pouquinho menos difícil. Ela trouxe inocência e delicadeza. Como eu sei? Eu não sei. Eu só sinto. Eu queria saber depois de ver, de tocar. Mas talvez não precise. Talvez essa sensação de formigamento no coração seja suficiente. A pequena e abençoada Manuela chegou.

E eu chorei no trabalho vendo as fotos. Quase todas as fotos desfocadas. Quem é que consegue segurar direito uma câmera numa hora dessas? Se fosse focada seria mentirosa. Bem-vinda, Manu, ao primeiro dia da sua vida.

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Essa semana vou ver a standup comedy do David Cross. Vocês não conhecem? Não creio. Se conhecessem, estariam com vontadinha de ir também.

E fim de semana que vem vou com Byrifoy para Bristol e Bath, visitar a Bru e o Ma e tomar um banho nos spas medievais.

Ah, life is good.

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Fim de semana fui meia.
Se não fosse uma outra metade teria sido meia-boca.
Se fosse sozinha seria um copo meio-vazio.
Sendo como foi, fui meia complementada com outra metadinha.
Adorei cada riso e bocejo.
Mesmo quando estava minutos sozinha com a chuva correndo pela janela.
Tédio dividido é meio tédio.
Alegria dividida é dupla alegria.
É quase matematicamente possível ser feliz (quando já se está feliz).

Wednesday, June 20, 2007

bailarina


Tenho congelado no trabalho. O ar condicionado aqui é muito forte. Sei que no alto verão vai ser pecado reclamar. Mas sempre fui um tantinho pecadora. E reclamona.

Mas é sério. Estou com o XALE de uma amiga. Imaginem a cena... Havaianas e XALE. Tá buniiiiito, minha gente. Ê Brasilzão.

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Como estou num momento resgate, tenho tentado falar com queridos no Brasil. Ontem foi a vez da Djones via Skype. Se tudo der certo, ela vem de BsAs pra Europa e, enquanto estiver em Londres com a irmã, ficará hospedada lá em casa. Uma farra.

Depois liguei pra Milão, minha amiga de tantos anos (quase dez, quase dez, como voa!) que está para ter bebê a qualquer momento. Falei com a secretária eletrônica mas hoje recebi um email lindo dela. Vou tentar ligar de novo.

A próxima da fila (em nenhuma ordem específica, sem chiliques!) é a Frubinha, que já me alertou para possíveis novidades piscáveis. Aguarde meu telefonema, viu, sapequinha bolinho-de-carne?

O resto dos meus amigos? Então. Tenho um monte. Muitos dos quais gostaria de ligar também. Mas muitos dos quais não parecem interessados! Então, não há santo que faça milagres, também acabo perdendo interesse. Mas esses amigos sabem quem são, sabem onde me achar, sabem que vou adorar um contatinho e que vou buscar ao máximo não vomitar punições por terem sumido.

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Ontem conheci um dos melhores amigos do Byrifoy, o Tonhão. Ele e a esposa vieram passar a lua-de-mel na Europa e passaram por Londres para ir ao show do Ozzy Osbourne, que foi ontem.

E, sou boba mesmo, é uma delícia entrar assim, aos pouquinhos, na vida do loiro. I’m absolutely loving it. Talvez por isso falte a inspiração. Cadê todo o peso do mundo para eu poder amaldiçoar? Eu não sei.

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Ainda sonho com o dia de acordar e dar de cara com uma declaração de amor. Não eterno, porque há que ser real. Amor de hoje. Amor de muita carne e pouca alma. Amor de alma sem fantasias. Amor entendível, agarrável, perdível, fotografável.

Mas não é assim que funciona. Não existem declarações pedidas.

Vou continuar dançando mesmo sem música.

Monday, June 18, 2007

never quite as it seems

Sexta fui no show da Dolores O’Riordan – para os desavisados, a vocalista do Cranberries; para os perdidos, Cranberries é (era) uma banda irlandesa de rock que foi sucesso nos anos 90. Gente, eu não dava muito. Gosto de Cranberries mas nunca fui alucinada. Fui mais para acompanhar o Byrifoy e perder o medo de shows. Gente, eu adorei. Mesmo. A ponto de agora achar que posso encarar qualquer show (o que sei que não é verdade). Mas foi bom. Quase mágico. Comecei a acreditar em shows, e a não achar um absurdo gastar centenas de reais e/ou libras para sentir a vibração ao vivo (me segurando para não usar a palavra “vibe”, da série palavras-que-odeio).

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Depois de anos sem contato, uma feliz ocorrência. Um email dela que já foi uma grande amiga e que sumiu sem grandes explicações, apesar da minha nem tão assídua insistência. Um desses pequenos afastamentos que vão aumentando sem percebermos até que entrar em contato de novo não faça mas sentido. Mas ela entrou em contato e sentido nunca foi uma palavra forte no meu dicionário. Agora, depois de anos de silêncio, vamos nos encontrar. Talvez em Paris, onde ela vai passar um mês. Talvez aqui em Londres. Talvez, melhor de tudo, em algum outro lugar, onde nenhuma de nós se sinta em casa – a melhor forma de reatar uma amizade quase perdida.

Em agosto, a confirmar.

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Olha só, eu tô tentando ser menos mimada. Eu vou continuar tentando. Pode não funcionar muito, mas você vai ver, estou tentando! É que na verdade sou mimada por mim mesma. Coloco a expectativa no mesmo patamar que colocaria se fosse você em relação a mim. E aí cruzando os dados dá uma grande baderna sem sentido. Ah, mas isso você já sabe. De novo, o sentido. De novo, o estranho sentido.

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Olha, gente, eu não mordo, viu? Quem quiser falar comigo, elogiar o blog ou meu cabelo, pode vir. Eu vou achar legal (embora não acredite na parte do cabelo)

Thursday, June 14, 2007

a faxineira

Eram quase seis e eu já estava atrasada. Tinha que estar às 7pm em Wandsworth Town para assistir a uma palestra. Fui ao banheiro e, ao sair, dou de cara com uma das faxineiras do escritório. Ela não olhou para mim, só eu para ela. Novamente, não foi a cara, não foi nada que ela falou (ela não abriu a boca), mas o jeito de pegar o papel-toalha, de enfiar os braços cruzados por dentro do avental, de lavar as mãos com a planta de um dos pés recostada sobre a lateral da outra perna. Não tive dúvidas e, mesmo atrasada para pegar meu trem, tive que perguntar.

E novamente, era brasileira. Novamente aquele sorriso escancarado que me faz sentir erroneamente especial por também ser brasileira e *entender*, mesmo que nossas vidas sejam completamente diferentes. Mesmo que meu dia-a-dia tenha mais a ver com o de uma inglesa nowadays.

Mora aqui há três anos, como eu. Aliás, três anos exatos HOJE. Veio por causa da irmã. Casou com um português. Mora em Surbiton, uma região muito boa no Surrey. Trabalha de faxineira, vai de carro a todo lugar. Não me pareceu envergonhada por isso. Carioca, graduada e faxineira. Ela realmente não ligava.

Me senti pequena por ter um dia ligado de confessar que apesar de toda a minha formação, toda a minha bagagem intelectual, eu por um tempo virei salva-vidas. Eu tinha vergonha, claro. Salva-vidas não faz nada. Fica o dia inteiro sentado na cadeira olhando os outros se divertirem, vez ou outra apitando para quem se divertia inadvertidamente atrapalhando os outros. E quando não estava na piscina, estava limpando banheiros, espelhos, passando aspirador de pó na recepção, contando band-aids nas caixas de primeiros-socorros.

Mas voltando à moça, Monica, ela não quer voltar. Ela fala português com sotaque de Portugal. Ela bufou de saco-cheio quando disse que os ingleses do escritório vivem tentando cantá-la. Ela bufou, mas não desgosta. Ela bufou sorrindo.

Descrevi para ela onde no escritório fica a minha escrivaninha. E no mesmo momento me perguntei por que fui dizer isso. Que diferença faz? Talvez eu tenha pensado, num flash, que minha mesa pudesse ser uma ilhota de refúgio. Saber que uma brasileira senta ali poderia trazer qualquer coisa de familiar para um escritório tão vazio, sem rostos, apenas um ou outro zumbido de hardware que não foi desligado.

Me arrependi de falar onde sento. Achei que ela pudesse achar arrogância, já que tenho um so-called “proper job”. Aí pensei novamente que não é porque a mulher é faxineira que preciso ser cheia de dedos e cuidados, achando que sua profissão a faz mais sensível, mais suscetível a enxergar ofensas onde não há. Prepotência minha. Ela estava tranqüila. Ela nem devia desconfiar de metade do que se passava na minha cabeça estranha. Se soubesse, claro, me acharia uma louca varrida.

“Bom”, ela disse, “melhor eu agilizar aqui”. Claro, claro, eu disse. E pensei que fazia tempo desde a última vez que alguém terminou a conversa por mim. Geralmente eu termino, por falta de interesse, por falta de tempo, por falta do que falar.

Peguei o telefone dela para dar para alguém que esteja precisando de faxineira. Ela disse que adorou conversar comigo. Abriu mais um daqueles sorrisos bem brasileiros, de rir com boca, olhos, nariz e quase orelha, e antes de eu virar as costas perguntou: “Onde mesmo fica sua escrivaninha?”

Wednesday, June 13, 2007

no caso, senhor

Novo link na minha barra à esquerda.
Nocaso.org.
O site é formado por cabecinhas boas, a maioria vivendo aqui em Londres. Um dessas cabecinhas, por sinal, é loira com raízes escuras, e byrifoy.
Todo mundo lá.
Eu, por exemplo, estou sempre metendo o bedelho.
Um dia, quem sabe, estarei lá como colaboradora.
Enquanto isso atuo de PR e tendo difundir site e autores. Nas horas bem vagas(bundas).

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Ganhei um livro lindo de Dia dos Namorados. Afobada que sou e desconfortável em ganhar presentes, nem vi que tinha dedicatória.

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Ontem assisti a Notes On a Scandal. Adorei. A mulher lá, a velhota – esqueci o nome, preguiça de pesquisar, alguém que assistiu, help, plis – está espetacular como protagonista. Vale a pena ver. Babái, você vai adorar. Ao contrário do que eu pensava, não é baseado numa história real. Ainda assim, poderia bem ser.



*ah, sim, no momento em que pesquisava a imagem para colocar aqui, vi o nome da velhota. É a ótima Judi Dench.

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Arrombaram o escritório da binha bãe. Levaram um par de óculos que lhe custou 20 reais. Sério. De um escritório todo levaram só isso. Ladrões burros, incompetentes.

Arrombaram escritórios vários distribuídos em quatro andares do prédio. Levaram laptops, dinheiro, enfim. Foi uma gangue. Entre 6 e 8 infelizes.

E ainda me perguntam por que eu cansei do Brasil.

Na real, moro num dos bairros mais violentos de Londres e ainda sim estou mais segura aqui do que no Itaim Bibi, bairro em que cresci em São Paulo – o mesmo onde fica o escritório de binha bãe.

Tuesday, June 12, 2007

esmalte

Agora resolvi ser mocinha. Não sei quanto tempo vai durar. Mas comprei um kit manicure. Juro. É verdade. Meu primeiro kit manicure ever. Comprei lixa decente, acetona, base, esmalte. Aí ontem, quando fui fazer minha própria mão, lembrei que esqueci de algumas coisas, como aquela pazinha de empurrar cutícula. Também não quis me preocupar muito com cutículas. Nada de água quente, de empurrar, de tirar. Acho que estava ansiosa para pôr o esmalte logo. Ficou bom. Amador, mas bom. Vamos ver se dura.

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Hoje tenho minha segunda aula de introdução ao Budismo. Looking forward to.

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Menos de um mês pro meu furacão ruivo assolar terras britânicas. Pouco mais de um mês para sair do meu trabalho. Que ridículo, quanto mais perto fica de eu sair, mais começo a gostar do meu trabalho. Deveria ser o contrário, não?

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Ontem terminei, em meio a muitas lágrimas, The Time Travaller’s Wife. Puta merda, que livro, que livro. Escrito com o estômago e a cabeça ao mesmo tempo – coisa que não sei fazer ainda, só escrevo com o estômago. Recomendo muito. Empresto o meu depois que o Byrifoy ler. 500 e poucas páginas que parecem cento e algumas. De novo, recomendo muito.

Sunday, June 10, 2007

I want to be a good woman

Um fim de semana delicioso, apesar dos nãos da vida, tive sins que compensaram. De verdade. Vários pequenos sins (do plural de sim) compensando um Grande Não. Não achei que isso fosse possível - vários e simples e pequenos sins obnubilando um dos maiores nãos da minha pequena e fútil história -, mas é. Me senti tão leve, tão leve. Até quase me esqueci de chorar e, quando lembrei, era tarde demais, a vontade já tinha passado.

Culpa sua, que faz tudo com tanto cuidado e que sabe me fazer sorrir quando me debato no que deveria ser o mais ardido dos espinhos.

No final, como sempre, o medo é pior do que seu motivo.

Não preciso fazer muita coisa para que você esteja certo, ou faça o certo. Ao contrário de mim, você não precisa fazer muita força para fazer o bem.

De qualquer forma, vou estar aqui, cuidando, não demais, para não te irritar; mas o suficiente para me fazer quase necessária.

I want for you to be a good man.

Thursday, June 07, 2007

almost out of drugs

Tava lendo no Guardian uma notícia que mais soa como piada. Vocês sabiam que no Irã neguinho precisa se registrar junto ao governo para ter um blog? É simples: você dá seu username E senha para o governo e pronto! O que acontece se você se recusar a dar sua senha? Seu blog será filtrado/bloqueado de acesso para pessoas no Irã e até fora do país.

Matéria inteira aqui:

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Resolvi diminuir a fluoxetina. Por conta própria. Por quê? Porque cansei, oras.

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Acabo de voltar de uma reunião. Me pergunto se foi realmente boa idéia ter baixado a Fluoxetina.

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Ontem vi Ask the Dust. Adorei. Uma surpresa mesmo, já que sou apaixonada pelo livro homônimo e é difícil acontecer de eu gostar do filme. Assistam. Antes, claro, leiam o livro.

Wednesday, June 06, 2007

efemeridades

Não era para ter lido. Não era.

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A primeira aula de introdução ao Budismo foi bacana. Classe pequena e um professor para lá de fofo, como a maioria dos budistas que conheço. “Nosso curso vai começar sempre às 6:32pm”, ele disse. “Por alguma razão todo mundo sempre chega às 6:32pm quando marco às 6:30pm”. Primeira aula foi básica. Ele explicou alguns termos usados na tradição budista, alguns preceitos básicos – a maioria eu já sabia, mas é sempre bom reiterar – e algumas das diferenças entre as diversas vertentes budistas.

Ele explicou que no Budismo não há Deus. E que não há alma, ou “self”. Que não há nada que esteja realmente estagnado. E eu percebi o quanto é difícil para nós ocidentais assimilarmos realmente alguns desses conceitos básicos (como o de reencarnação em animais), porque fomos criados para assimilarmos outras coisas. Aí parece que algumas coisas da cultura oriental são piada. Nós, ocidentais, é que sabemos da verdade. Que há céu, e inferno, e purgatório, e pecados, e dízimos, e muito mais que não sei citar porque realmente desconheço.

Terça que vem tem mais.

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Assinei o contrato e mandei. Pronto.

Aqui no trabalho todos já sabem. Recebi mensagens muito amadas. O editor de quem mais gosto e com quem tenho que trabalhar diariamente, foi o mais querido. Disse que fazia anos que a companhia não tinha um “marketeer” como eu. Achei estranho ser chamada de marketeer. Outra editora me disse “you are not allowed to leave!”

Enfim, feliz e triste. Vou sair à brasileira, fazendo alarde e, se se fizer necessário, chororô.

Monday, June 04, 2007

muito do mesmo

Não me entendo. Uma hora resolvo que a vida é boa e quero achar emprego na área editorial. Hoje, mesmo com um emprego novo e mais promissor nas mãos, me pego no site da Catho procurando vagas de marketing no Brasil. Por nenhum motivo específico. Não quero voltar e, se voltar, não acho que vá trabalhar com marketing. Não me entendo, mas também, não me reprimo. Quem sabe mais pra frente tudo vá fazer sentido.
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Hoje entreguei minha carta de demissão.

*Alívio*

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Fim de semana perfeito, para compensar o tédio do anterior. A bagunça começou na sexta, com jogo do Brasil e Inglaterra na TdM. Convidados seletos, tudo como planejado. Foi ótimo. De lá, fomos bater um GBK, o melhor hamburguer de Londres.

Sábado acordei relativamente cedo. Fui para o parque na frente de casa, tomar sol e ler. Saí quando a pirralhada começou a jogar futebol do lado e tive ímpetos satânicos de furar a bola big time se ela caísse mais uma vez perto de mim.

Fui encontrar meus ex-flatmates Izac e Diego no Borough Market. Eu e minha bike, minha bike e eu. Foi uma delícia, o dia estava perfeito (talvez até um pouco quente demais). Chegando lá o Raí e sua PANCINHA DE CHOPP davam o ar da graça. Sério, o Raí, jogador de futebol, pancinha. Acho que ele pode, néam?

Papo vai, papo vem, monto na bike e vou para a casa do Byrifoy. Vamos para o kennington Park onde – nem sei como explicar – ficamos atirando bolinhas uns nos outros (eu, Byrifoy e Bruno).

Chego em casa, tomo banho e Byrifoy passa para me pegar de moto. Queimo a perna no escapamento, olá queimadura, olá bolha, bem vindas. Vamos para um bar chamado Escape que fica em Herne Hill, pra lá de Brixton. Era lançamento da marca de roupas da Tânia e o Byrifoy foi modelo.

Dia seguinte fomos com Bruno na escola de aviação dele. Programa diferente. Na pqp. Estação de debden, zona 6, já em Essex. Foi legal. Só tava muito quente. Estendemos uma canga e eu dormi sobre pedregulhos. Nunca fui assim, não sei o que me deu. Deve ter sido a alta qualidade do travesseiro.

De lá fomos direto para o oeste de Londres, churrasco do Renato em Earl’s Court. Fiquei com um pouquinho de saudade de morar no oeste. Mas logo passou.

Terminei o fim de semana tentando entender porque este foi tão bom e o anterior tão ruim. Concluí que a culpa não é do fim de semana. E nem tanto do clima quanto eu pensava. Eu até sei a resposta, mas não consigo prová-la. Eu chego lá.

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A meta de hoje é passar no South Bank Gym Club. É do lado de casa e, teoricamente, barato. Voltar a me mexer.

Amanhã devo ir à minha primeira aula de Introdução ao Budismo.

O que estou tentando fazer: Ressuscitar paixões, despertar outras. Algo que me faça gritar de vontade. Ultimamente tem havido pessoas que me fazem ficar assim, mas não atividades, lugares, coisas. Claro que é melhor desse jeito, mas porque não ter de tudo? Meu mundo precisa de mais descobertas, paixões, vontade de revirar, de saber mais, de sonhar de noite com assuntos sobre os quais não paro de pensar de dia, de me devotar, me obcecar. Sou assim.

Friday, June 01, 2007

vrum

Daqui a pouco vou falar com meu chefe.

MEDA PÂNICA HORRORA DESESPERA SOCORRA.

Não vai doer, mas bom também, não pé. Vou dizer que me foi feita a oferta de um outro trabalho, no estilo mais prolixo e cheio de dedos inglês. Do tipo, me foi oferecido um emprego, não tenho culpa, sou agente da passiva.

Por enquanto mandei um email rapidinho, dizendo que quando ele tiver “a mo”, vir falar comigo. Ele já deve saber. Ele já estava antenado. Não vai doer, ele vai facilitar as coisas.
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Falei. Pronto. E como num passe de mágica, o escritório todo já sabe. Não sei como eles fazem isso. Mas isso é o menos importante. Meu último dia aqui é dia 17 de julho. Meu primeiro dia lá é dia 30. Isso mesmo. Férias de quase duas semanas para a princesa aqui. Mais do que merecido, mais do que eu esperava. Porque sempre espero menos, anyway.

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Ontem fui jantar num restaurante coreano com Byrifoy e mais um casal de amigos. Foi a primeira vez que comi comida coreana. E amei (apesar da pimenta das entradas). Saudável e saboroso. Claro, comi coisas palatáveis. Nada de ovo cru no meio da comida, como vi no prato dos coreanos ao lado.

Ontem foi um dia bom, como um todo. Cheguei na casa do Byrifoy completamente exausta, mas com um sorriso de canto. Eu, sozinha, vivi tanta coisa em um só dia e sobrevivi. Dormi quase imediatamente. Acordei inchada de sono e esperança de que o sol vai brilhar o fim de semana inteiro.

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Hoje Brasil e Inglaterra jogam. Impressionante como estando fora fico mais ligada nesses eventos nacionalistas. Claro que faz sentido, mas é estranho ser parte da manada. Estranho, e estranhamente confortável.

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Estou virando motoqueira. Jaqueta de couro e tudo. Adoro. Babãe, babái, Piu: não tem motivo pra alarme. Por enquanto, e por um bom tempo, só penso em ser passageira.

(Na verdade andar de moto é uma desculpa para ter que agarrar bem agarrado quem está dirigindo.)