Sunday, July 30, 2006

C'est Paris once again

Fotas, fotas, fotas!



Essa é do D'Orsay, mas tem muitas outras aqui.

Aos defensores de Paris, repito (porque em dezembro de 2004/janeiro de 2005 também estive lá: o parisiense não merece a cidade que tem. É porco, é fedido, é ranzinza. Não dá. Eu até aceito ser chamada de rabugenta. Mas é uma rabugem fofa. Eu sei. Eles não. Eles são muito malas. Eu não consigo entender. Taí um lugar em que jamais moraria, Paris.

E morri de calor e quase morri mesmo. Mesmo, mesmo. Desidratei. Desesperei. No meio da noite pedi socorro para minha irmã, que tentou arrancar um gesto de compaixão do peito de um senhor com óculos e sem desodorantes que esperava algo acontecer às 3h da manhã e 33 graus celsius. Aí aparece uma menina dizendo que sua irmã está passando mal enquanto milhares de pessoas estão desmaiando e algumas dúzias morrendo com o calor pela Europa. E ele era francês. Fechou a cara. Disse que estava calor para todo mundo. Eu não precisei de muito tempo para arquitetar o seqüestro do ar condicionado do lounge do hotel. Era um desses pimpolhos portáteis. Desci de pijama. Eu e meu pijama mui brasileiro e meu mau humor que desarmaria qualquer tentativa de intervenção. Eu, meu pijama mui brasileiro, o mau humor e uma ruiva de "olheira". Se alguém aparecesse a senha seria SUJOU e eu sentaria o pimpolho no chão.

Água para todos os lados, um elevador que demora mais ou menos 37 minutos para fechar as portas, mas eu levaria aquilo até as últimas conseqüências. Quase chorei quando vi que o bichinho funcionava. Funcionava, esfriava, ventava, oscilava, fazia tudo, ele. Só não me fez cafuné mas mesmo assim dormi flutuando.

E, olha, o calor foi realmente um problema. No primeiro dia, principalmente. Mesmo assim, heroína que sou, fiz aquilo tudo: torre eiffel-barquinho no Sena-Notre Dame-St Germain-Champs Elisée-Arco do Triunfo-D'Orsay-Sacre Coeur. Só faltou o Louvre, mas em dois dias e meio fica difícil fazer tudo. E eu chorava só de pensar em ficar em fila debaixo do sol.


(mau humor no barquinho no Sena -- clique na foto para ampliar)

Foi isso. Amamos Paris, odiamos os parisienses. Chegamos em Londres e mais uma vez tive a deliciosa sensação de voltar para casa após uma pequena e doce guerra.

Wednesday, July 26, 2006

ta dificil

Ta dificil, pessoinhas, ta dificil e vou explicar brevemente por que:

Quatro dias longe do trabalho fodem tudo. Me atolei.

Minha irma estah aqui, o que faz com que meu tempo seja bastaaante canalizado.

Comecei o frila para o meu antigo trabalho, o que me deixara com ainda menos buracos livres no trabalho para atualizar o blog.

Entao eh isso. Vou tentar, now and then, mas nao cobrem porque ta foda.

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Paris foi bom, mas foi um inferno. Conto depois. Juro.

Wednesday, July 19, 2006

Paris 40 graus

Sim, sim, continuo aqui. Correndo mais que o vento. Morrendo de calor. La fora, 37 graus. Saudades do inverno, juro!

Minha Piu na area tambem ajuda a tumultuar! Fico com ela quando nao estou trabalhando. Fomos ver "Stomp" no domingo (sensacional, um dos melhores shows que ja vi na vida) e "Avenue Q" ontem (mais ou menos. Eh um musical super aclamado na Broadway mas nao adianta, nao curto essa coisa de boneco). Passamos o sabado em Brighton, pegando um sol de rachar (juro). Eu nadei meus 15 minutinhos – nao mais porque a agua ainda (sempre) esta muito fria. Aa noite fomoa na festa de uns amigos, housewarming, aquela coisa de sempre. Muito legal. Deveras, deveras.

(Nao sei, esse calor me tira a inspiracao! Cade o frio para me fazer doer o peito? Soh assim escrevo bem.)

Enfim, estou com minha amada Piu, essa pessoinha tao querida. Amanha vamos a Paris. Dizem que la tambem estah bem quente. Eu nunca pensei que essa seria uma preocupacao minha morando na Europa. Estou obcecada com noticias do tempo.

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Estou fazendo minha primeira venda via eBay. Dois tickets de adulto para a Eurodisney. Sim sim, minha princesinha caiu em si e viu que Paris tem bem mais a oferecer do que o Mickey e a Minnie e o Pluto e o Pateta. La vie en rose, ma non troppo afinal. A torre Eiffel que não se foda mais, certo? Certo.

Amanhã, então, voamos a Paris, eu e minha bola de fogo. Vai ser deveras histórica essa viagem. Watch this space.

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Quente. Muito quente. Estou com pena de minha condição de usuária do transporte público nessa cidade. A gente sofre e nem se diverte.

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Esse mês de agosto promete ser uma correria. De fim de julho a fim de agosto voltarei ao meu emprego do coração, como redatora do melhor site crítico da rede, in my humble opinion. Sempre falei de peito estufado que quatro anos no Observatório me fizeram uma jornalista com algo mais. Bem mais. Vai ser bom voltar por um mês. Minha vida mudou tanto... E no entanto voltarei a fazer o que fazia há seis anos no Brasil. Gostoso. Por um mês é gostoso.

E no final, quase como se eu já previsse e me desse de presente, a viagem com babãe para Lisboa. Para fechar agosto em grande estilo.

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Comigo é assim: esse negócio de "beija, beija, tá calor, tá calor" é mais "deixa, (me) deixa, tá calor, tá calor". Entenderam? Não, né? Legal.

Thursday, July 13, 2006

so be it

Em caso de tedio, eu escrevo. Nao que nao haja coisas para fazer no trabalho. Tem e muita. Mas estou entediada. Simples assim. Quero fazer o que tenho que fazer, mas nao consigo. Olho para onde tenho que olhar e nao foco. Uma porcaria. Me deem um travesseiro e eu faco da minha escrivaninha o mais confortavel dos futons.

A realidade eh que o tedio se mistura e se soma ao sono. Tenho dormido pouco, como ja expliquei, mas agora estah comecando a pegar. Dormi pouquissimo na segunda, na terca nao deu para por em dia, ontem fui nadar e cheguei pilhada, hoje tem festa do Ernesto, amanha cedo chega minha Piu e sabado cedo vamos para Brighton. E a noite tem outra festa. Nao posso reclamar, eu sei, mas reclamo. Fui atropelada por bicicletas de afeto. E caminhoes de preguica.

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A verdade eh que achei que rolaria pelo menos, eu disse pelo menos, uma mensagem de texto de tchau. Mas nao rolou. Oh well. Por que nao estou surpresa?

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Tem alguem que logo logo estah indo para o aeroporto de Guarulhos rumo a Heathrow… Quem?? Quem?? Quem te ama??

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Na minha vida posso dizer que ja fiz muito joguinho, e ja fui sincera alem do necessario. Hoje em dia, ja nao sei mais dizer. Eh triste.

Tuesday, July 11, 2006

faraway

Sei que faz tempo. Nao deveria. Estou com tudo entalado, querendo sair. Eh assim quando acumula. Tanta coisa acontecendo tao rapido que eh dificil focar – que nem os olhos dos outros no metro.

Mas estou mais viva que nunca. Dormindo menos, comendo menos – nadando menos, confesso. Reclamando menos. Porque ultimamente ha bem pouco de que reclamar. Deixa eu ver… Babai veio e foi. Isso eh triste. Estou com muito trabalho. Isso eh de um triste quase feliz. Estou nadando pouco. Eh triste que o dia soh tenha 24 horas. A Broo se foi. Isso eh triste, sim.

E soh. Nada mais me aborrece. Minha Piu estarah aqui em poucos dias. Vou buscar minha fogueteira no aeroporto na sexta. Nao poderia pedir mais.

O trabalho vai muito bem. Cada vez mais responsabilidades caem nas minhas maos, e eu nem tremo nas bases. Acho que aprendi mesmo a enganar.

E tem tambem o coracao, neam? Que estah sempre mais acelerado que o normal, voces ja sabem, mas raramente me surpreende com isso. Hoje estou surpresa. Voces ja dormiram mal aa noite, acordaram um bagaco e ficaram felizes cada momento do dia seguinte em que sentiu essa *bagaceria* porque o motivo eh adoravel? Porque eh otimo lembrar? Por que eu sou assim, tao filme?

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Aproveitei o unico fim de semana babaiano para rodar a cidade. Sexta uncle John e Jane vieram em casa e saimos para jantar. Foi muito bom. Biggles, o cao amado, tambem veio, e agora eh o papel de parede do meu celular.

Sabado fomos no Victoria & Albert museum ver uma exposicao sobre Modernismo. Achei meio pequena, mas bem legal. Quebrou um pouco do meu preconceito contra essas expressoes muderrrnas. Mas soh um pouco. Ainda sou uma mocinha de familia, que gosta dos impressionistas e suas donzelas rechonchudas e rosadas.

De la fomos aa Waterstones de Piccadilly, acho que a maior livraria de Londres. Me perdi, me perdi. Quase terminei um Bukowsky sem piscar.

Aa noite fomos passear e jantar em Putney. Vimos a Alemanha ganhar o terceiro lugar o que, por um lado, me enfureceu, por outro me fez chegar em segundo lugar no bolao do escritorio, ja que era essa a posicao que eu havia previsto para os anfitrioes.

E domingo viemos para o lugar em que mais tempo passo: Kingston. Babai viu onde trabalho, mas fomos adiante, ateh o rio, onde estava tendo uma regata. Passeamos, passeamos, voltamos. Assistimos aa final da Copa em casa e saimos para jantar num indiano la perto, divino.

Pronto. Aqui estah meu fim de semana a la meu-diario. Ha muito mais alem disso, claro, porque eu estava parada enquanto minha cabeca dancava a mais doce valsa.

Puta merda, como sou romantica.

Wednesday, July 05, 2006

subamos

Como todos devem saber, Babai’s inda house. Que delicia eh ter meu barbudinho do lado, todos os dias. Ser a ultima pessoa que vejo antes de dormir e a primeira quando acordo. Eh tudo o que um filhote carente poderia querer.

Ansioserrima novamente. A pressao do meu novo cargo no trabalho estah subindo, a chegada de babai tambem subindo, a perspectiva de ver minha suprema Piu em pouco mais de uma semana subindo, e historias, historias de ontem, e de anteontem, e do mes passado, historias subindo. Ontem foi quase, viu? Coracao palpitando, respiracao acelerada, muito calor, subindo, subindo, subindo. Aih parei, respirei, me concentrei e passou. Mas foi quase.

E eu ateh queria escrever mais, neam?, mas tem gente demais lendo esse blog. Vou ter que guardar para mim. Pelo menos por enquanto.

Monday, July 03, 2006

efemérides

Impressionante. Há uma semana, uma semaninha apenas, para tudo mudar. Eu realmente não posso acreditar que as coisas são. Elas sempre estão. Eu, inclusive. Não sou nada. Apenas estou. E nessa condição é que tiro o peso de tudo o que fica. Se eu fosse uma pedra, por exemplo, minha vida seria bem mais difícil. Eu seria. Agora, apenas estando, posso fazer e desfazer o que bem entender. A vida não é minha; ela está minha.

E estando assim, preciso entender que o mundo dança. Que eu posso acordar amanhã completamente diferente. Que um pôr-do-sol roxo pode ser sucedido por um amanhecer cinza. Não dá para saber. Por que teimamos em permanecer? Por que, no entanto, admiramos o que passa sem apego – uma estrela cadente (sinal de sorte), uma rosa vermelha (sinal de paixão), uma borboleta (sinal de beleza). Por quê, se nada duram?

Enfim. Eu quero dizer que estou feliz. Que este foi um fim de semana muito bom. Especial. Que mais uma vez terminou como jamais imaginei, e é por isso que já é lembrado com doçura de anos que passam rápido. Quero dizer, ou melhor, gritar, que o Brasil perdeu, mas eu ganhei. Está tudo aqui, guardadinho, nas gavetas que sempre fiz questão de manter arrumadas. Tudo aqui.