Friday, February 29, 2008

complete and utter

Como sou velha. Uma vez que vou dormir mais tarde e o dia seguinte é um inferno. Estou com os olhos em meia fase e sem o menor saco de trabalhar. Não é nem pelo trabalho. Estou sem saco de qualquer coisa mesmo – até escrever aqui, agora, tá sendo chato e não entendo por que continuo.

Desastrosa. Simon Cowell diria, you are a complete and utter disaster. Mas preciso me recarregar porque vai ter noitada no Blues Bar, tudo indica. Cafeína na veia.

E chega porque estou realmente completely and utterly sem saco.

Tuesday, February 26, 2008

soft gaze

Hoje, principal matéria no breakfast da BBC: Fluoxetina é placebo. Que jóóóóia! E me drogando com algo que não ajuda nada. Pois segurem seus cavalos – vou tentar parar mais uma vez.

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E por falar em humor, o meu tem flutuado. Bem incomodamente. Tenho tido meus repentes de não-me-procurem e por-favor-me-achem. Ao mesmo tempo, o que é mais curioso.

Acho que preciso ser surpreendida. Faz tempo que ninguém me faz surpresas. Faz tempo que não levo sustos bons. Sempre achei que isso fosse o sinônimo de felicidade imediata. Não aquela budista e zen. Aquela de dar friozinho e te fazer querer chorar. Aquela que junta vinte verbos em um e faz sentido. Faz tempo, mas quem sabe logo mais. Não é? Estou aprendendo a esperar. E a dançar um tequinho mais devagar para acompanhar quem não dança twist.

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Ainda não vou revelar para os quatro ventos, mas uma de minhas melhores amigas está grávida. Serei madrinha. Estou tão, mas tão emocionada que corro o risco de ser temporariamente ignorada por meu namorado. Vontadinha de chorar, mesmo sem motivo. Os hormônios. Acho que eu já sou mãe. Só me falta o bebê.

Sunday, February 17, 2008

a gestação mais longa

Olha só, sem pressão, sem gritos histéricos e sem olhos arregalados porque isso só me assusta: voltei a escrever. Quase timidamente, retomei meu livro. Aquele. Anos em andamento. Nada demais. Escrevi uma página e meia. Mas pelo menos desestacionei. Não sei se desestacionei de vez ou se apenas realoquei a bagaça. O tempo há de dizer. Aliás, o tempo porra alguma. Chega de jogar as responsabilidades em mãos de que não tenho controle. Uma hora é a falta de tempo, depois o excesso de amor, depois a chuva, o frio. Sempre algo fora de mim ou de meu controle. Não mais. Se eu escrever e terminar vai ser lindo. Se eu não escrever mais a culpa vai ser pura e estupidamente minha.

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Fim de semana deveras bom. Começou com uma visita a Kingston na sexta. Fui ver meus antigos colegas de trabalho e me deu uma puta nostalgia. Não é sempre que vou a Kingston. In fact, tenho de reconhecer, pode ser a última. É fora de Londres e de mão. E sou preguiçosa com essas socializações.

Acordei antes das 7 no sábado. Um pouco patético, mas dei uma geralzinha na casa e fiz hora até ir tumultuar Byrifoy. Ele acabou levantando antes de eu acordá-lo, o que foi um infortúnio dado que adoro acordá-lo. De tarde fomos no parque curtir o sol e praticar umas meditações de aikidôs. Foi legal e tal mas minha mão congelou e tivemos de voltar. Sem programa para a noite, deixamos acontecer e pessoas apareceram. E apareceram. Meio surreal até, visto que quem ligava era convidado e aceitava. Isso nunca acontece, mas aconteceu e foi ótimo. Mais pessoas do que o apê comporta, mas foi divertidíssimo.

Hoje novamente no parque, dessa vez sem meditação e com muito mais agasalho, fiquei lendo meu livro e curtindo o sol na cara. Até novamente ficar insuportavelmente frio e nos enxotar para o lado de dentro.

Começamos a assistir a Samsara, filme ótimo que já vi no Brasil mas Byrifoy dormiu no meio. Antes que minha família me zoe com minhas escolhas cinematrográficas, ele estava gostando do filme, sim. Só dormiu porque estava cansado. Sei lá, meditou demais. O filme é bom.

Thursday, February 14, 2008

valentinos e desvalentinos

Hoje, famoso dia de São Valentino. Mulherada apavorada para arrumar programas. Ninguém quer ficar sozinho hoje à noite. O escritório está manchado de vermelho. Buquês a cada tropeço. Para mim, não significa muito. Aliás, é o tipo de coisa que significa muito quando não temos alguém. Sentimo-nos mais vazios que o normal quando estamos sozinhos, mas não nos sentimos mais repletos que o normal quando temos alguém. É apenas mais um dia, mais uma noite, quem sabe com um presentinho no meio. E só.

De minha parte, vou jantar num restaurante bem cosy perto de casa, só para não passar em branco mesmo. Datas importantes somos nós que fazemos, não o sistema capitalista.

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Ai, a volta. Ai. É mais difícil do que a maioria pensa, mas mais fácil do que eu penso. Já reconstruí minha despedida zilhões de vezes, cada vez de um jeito. Da mesma forma que reconstruí minha chegada definitiva. E ainda ouso dizer reconstruir algo que nem construído foi ainda. Estão entendendo? Um mar de magma, é o que tenho aqui dentro.

De modo geral acho que estamos lidando bem com a idéia toda. O que me assusta um pouco é a mudança no estilo de vida que nós, como casal, teremos. Hoje temos os mesmos amigos e nenhuma família por perto. Logo mais teremos amigos diferentes e uma família de cada lado para dar atenção. Pode não parecer muito coisa mas, acreditem, é. É o que tem me tirado o sono essa semana. Semana que vem vai ser a busca de emprego, e na seguinte vai ser achar moradia. Quando se esgotarem, os ansiogênicos entrarão em looping. É assim que funciono: todas as minhas ansiedades organizadas, semana por semana. Assim todas têm a sua vez de me deixar louca.

Tuesday, February 12, 2008

shit happens

doente, fodida, fraca.

Não sei qual é a desse lugar que me faz ficar doente com tanta freqüência. Tô realmente cansada. Peguei aquilo que chamam equivocadamente de stomach flu. Básica e teoricamente isso envolve vômito, diarréia e tudo o que acompanha essas condições. Quem me conhece sabe que eu não vomito (sim, é uma regra pessoal que meu corpo obedece há 12 anos). Logo...

Fora isso, nada. Não saí de casa o fim de semana todo, não vim trabalhar ontem e vim hoje porque sou uma mula teimosa. Dói tudo, principalmente o fundo dos meus olhos, o que faz com que eu fique com cara de peixe morto o tempo todo porque tento deixar meus olhos relaxados. Quando alguém me chama, fecho os olhos, viro a cara e abro os olhos novamente, tal como um robô dos anos 80. Um espetáculo.

Volto quando meu humor voltar.

Tuesday, February 05, 2008

wake-up light

Byrifoy comprou uma daquelas luzes-despertadores que imitam o nascer do sol. Uns 15 minutos antes da hora de acordar, a luz começa a acender. E quando chega na hora de despertar, um som de ondas do mar começa baixinho e aumenta, sem nunca ficar alto a ponto de irritar. O objetivo é você acordar naturalmente, pouco a pouco, em vez de pular da cama com o despertador e passar a manhã sonâmbula até a primeira xícara de café.

Olha, funcionou. Acordei muito disposta, como se estivesse realmente descansada, embora não tenha dormido mais que o normal, e o normal é eu acordar me sentindo cansada. Adorei e recomendo. Não imaginei que a maneira como acordo pudesse afetar tanto meu humor. Vamos ter que arranjar lugar na bagagem para levar isso pro Brasil.

Monday, February 04, 2008

assistam

O Cheiro do Ralo. Melhor filme brasileiro dos ultimos tempos, in my humble opinion.