Sunday, April 29, 2007

desmanche

Sozinha de novo, sim. Aquela coisa do mar trazendo e recolhendo pessoas e coisas e lugares. Fru foi. Com bico. Chorosa. Eu me segurei. Aí chorei um bocadinho depois que fechei a porta atrás de mim. Sempre foi assim.

Aqui nada mudou. Os dias estão lindos, tenho feito tudo o que dá, dormindo muito ainda, sempre com aquele peso no coração que todo mundo que dorme muito leva.

E cansada. Inexplicavelmente, porque sou nova e não levo uma vida exatamente estressante. Na verdade, é isso, se os exames saírem todos ok, talvez seja o caso de pegar uma terapia. Via NHS, claro, porque não tô com essa bola toda.

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Ontem vi um filme sensacional. Walking on Water. Um filme israelense. A must-see, my friends. Estou com ele na cabeça até agora. é menos sobre terrorismo que sobre amor. Menos sobre tabus do que sobre a quebra deles. Assistirei novamente qualquer hora dessas.

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Desmanchando, um pouquinho, porque saudade desmancha mesmo.
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Mas acordei toda feliz, apesar de este ter sido um dos domingos mais chatos da minha história em Londres. Não se enganem, o dia estava lindo; eu quem tive que passar o dia em casa preparando uma apresentação para a entrevista de quarta.

E chega. Vou assistir Volver que baixei descaradamente. Fechar o domingo com algo de bom.

Friday, April 27, 2007

Tuesday, April 24, 2007

preciso dizer

Tô meio que um trapo. Sexta-feira vou fazer o maldito exame de sangue e, se até lá não estiver melhor, vou aproveitar para chorar as graviolas para o médico, caso ele não acredite mais nas pitangas.

Minhas pernas estão moles, estou com diarréia, me sinto fraca e não tenho dormido bem. Dizem que é a primavera. Dizem muita bobagem.

Foda-se. Não quero mais ouvir. Todo mundo explica tudo e é um saco, porque eu nunca acredito, então ouço apenas como se não se passasse de mais uma historinha, dessas que a gente discava no 1234 para ouvir. Eu discava, pelo menos. Você discava: Uma historinha por dia pelo telefone. Eu adorava. Mas às vezes acontecia de eu não prestar atenção porque estava criando minha própria historinha. Eu me sentia mal, porque estava gastando dinheiro do vovô com esses “telefonemas”. Mal sabia que deveria era me sentir bem. Criando minhas próprias historinhas.

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Aiai. Que falta que ele faz. Quando ele voltar, vou ter que fazê-lo entender uma porção de coisas que talvez ele ainda não queira entender. E correndo o risco de soar lunática e exagerada (sou mesmo, sempre fui), vou falar de olhos fechados, que é para nada que não seja aprovação e reciprocidade me invada. Porque não sei guardar meus sentimentos, porque não sei fingir que não é nada novo, porque não sei disfarçar que está crescendo e ficando bom, muito bom, assustadoramente bom.

Não sei ser outra coisa senão escancarada, então é isso. Posso me arrepender, assim como posso não ter feito coisa melhor. Só não poderia fazer diferente.

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Ontem assisti a Perfume. Gostei. Achei fiel ao livro. Bem feito. Valeu. Recomendo. Mas ainda assim recomendo a leitura do livro, antes e acima do filme.

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Tenho mais uma entrevista semana que vem. E essa vaga, my friends, eu quero muito. Mais detalhes quando acontecer, se acontecer.

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Hoje vai ser meu último dia de descanso. De amanhã até sábado tem programa todas as noites. Quanto vocês querem apostar que vou dar o cano em pelo menos um deles? Amanhã é aniversário do Daniel, vamos ao Buffalo Bar. Quinta não lembro o que tenho, lembro só que tenho algo (forte candidato ao cano, concordam?). Sexta terá despedida do Cauê (que está indo pra Espanha) e da Fru (que está voltando pra terrinha), provavelmente no Koko. Sábado tem outra festinha de aniversário na casa de um amigo. VIP, I must say. Isso tudo e muito mais para dizer que estou bem, e que, lorão, volta logo! Hehe.

Monday, April 23, 2007

within the arms of slumber


O plano para hoje à noite será um só: assistir O Perfume e dormir. Talvez no meio do filme, talvez depois.

Hoje quase não consegui atrasar. Adiei o despertador por 10 minutos. Não tomei café. De sexta para sábado dormi um total de quase 15 horas. Não sei o que está acontecendo. Se for algo que a medicina explica, em breve saberei. Isso se os homens da medicina que me atenderem forem competentes, claro.

Mas pode ser que eles digam que não é nada. Nesse caso eu vou ter que aprender a conviver com tanto sono? Na boa, não vai rolar. É bom que os homens da medicina descubram qual é o problema. Não quero passar metade da minha vida dormindo e a outra metade querendo dormir.

Na verdade, ando pensando muito, de novo, obsessivamente, em como quero passar minha vida. Enquanto isso, ela passa.

E sem que muito aconteça eu canso.
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Mas aí eu sempre sei no que pensar para tudo melhorar. E melhora, viu? Melhora sim.

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Ontem assisti Pan’s Labyrinth. Puta filme. Fiquei toda esquisita depois. Na verdade, já tava esquisita antes. Fiquei ainda mais. Perguntando o tempo todo para meu umbigo se sou dessas pessoas que enxergam as coisas também, ou se sou das que deixa passar. Ainda não descobri.

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Tomei sol esse fim de semana. Ficou marquinha. Juro.

Sunday, April 22, 2007

erase and rewind

Eu preciso mudar. Sério, preciso mudar. Preciso de uma religião, ou de alguma convicção do gênero. Preciso de um assunto que me apaixone de novo. Preciso muito. Eu nunca vou deixar de precisar mesmo, então que seja assim, que eu continue precisando de coisas mais nobres ou que deixem o mundo mais mascarado, ou menos ridículo, e as pessoas menos cuspíveis, e os lugares menos sujos, e minha gargaanta menos apertada.

Sempre me orgulhei de não ter TPM. Eis que o feitiço vira.
AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!

Thursday, April 19, 2007

sobre saudade e o que ela tem de bom

Muito trabalho, meus amigos. Os dias voam, não posso reclamar. E sempre dou um jeito de arranjar umas arestas nos minutos para escrever.

Agora, por exemplo, quero escrever sobre saudade. Quero escrever também sobre amor. E quero escrever sobre incômodo. Quero escrever sobre o que *realmente interessa*. Sobre o fato de olhar para fora da janela quando o mundo acontece do lado de dentro. Quero escrever sobre o que está entalado e entalado permanecerá. Porque não é a hora, nem o local. Eu costumo ser péssima nessas coisas de hora e local. Fico ansiosa para me livrar das palavras que querem sair. Mas estou aprendendo que ansiedade pode ficar no estômago, quebrando tudo, mas nunca vai me matar. Porque se eu resolver ceder a cada tortura, vou acabar torturada mesmo cedendo. Então não faz sentido. Se é para ser torturada, que seja uma vez só, longa e sofrida, mas uma vez só.

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Byrifoy está indo para o Brasil por 17 dias. Vou ficar com saudades. Mas o lado bom é que ele também vai. E depois, tem a volta, sempre a volta. Ele ainda não foi mas já quero pensa na volta. Nada como um pouco de saudade para entender alguns vazios. Eu, na verdade, já entendi. Saudade só existe se um dia houve felicidade. As saudades serão grandes.

E chega que eu vou melar tudo.

Monday, April 16, 2007

proibida

Dá um pouco de medo, confesso. É uma delícia, a gente se diverte, mas dá medo do que vem aí. Tudo indica que teremos um verão do tipo torradeira. O fim de semana foi todo ensolarado e eu cheguei a erqguer as calças jeans até o joelho no Hyde Park. Um pouquinho cedo. Por isso dá medo. Se for pior que no ano passado, o inferno somos nós.

Mas resolvi que agora que o tempo está melhor, vou passar o maior tempo possível outdoors. Fui de bicicleta até a estação de trem, em vez de pegar metrô. Fui até Richmond Park na hora do almoço e fiz um mini-piquenique. Vou voltar, claro, de bicicleta. Na verdade preciso entender/aprender algumas coisas da minha bicicleta que ainda não ficaram claras, tipo: como mudar de marcha sem que a corrente saia das roldanas. É irritante. Mas eu chego lá.

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Hoje vou no dotô. Estou andando com uma amostra da minha urina na mochila do trabalho. Um charme.

De qualquer maneira, daqui a pouco vou lá descobrir quantas mil coisinhas estão erradas comigo, quando na verdade ESTÁ TUDO BEM.

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Eu deveria ser proibida. Censurada. Execrada. Eu deveria ser quarentenada. Still, as pessoas vêm aqui e gostam do que eu escrevo e acreditam nas mentiras que conto. São poucas, é vero, mas existem. Na maior parte das vezes em forma de omissão. Como já disse, se resolver me abrir demais, vai doer e vai sangrar e quem sabe até feder. Não quero ser o motivos dos rostos se virando para mim. Contra mim.

De onde foi que saiu isso? Céus, eu realmente deveria ser proibida.

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A degustação acabou não rolando esse fim de semana. Aparentemente não conseguiram fechar negócio com a loja. Agora é esperar a próxima oportunidade.

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Estou tendo umas idéias. Mas para pôr as idéias em prática preciso de uns £4,000. Du-vi-do que alguém me dê. Duvido. Nossa, duvido muito.

Tá, não vai funcionar. Acho que vou ter que trabalhar para juntar. Em uns dois aninhos rola. Mas aí eu lembrei que não sei planejar coisas para além de 6 meses, quanto mais dois anos.

Ah, sei lá.

Projeto em banho-maria.

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Tenho uma entrevista de emprego. Outra. Na quarta-feira, depois do trabalho. Não sei, não sei. Parece legal, vou ver qual que é.

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By the way, o fim de semana foi inteiro bom. Desde sexta, quando fui passear com o Byrifoy por Clapham e jantar no Portuga, até o sabadanoite, festa do Byrifoy que foi muito, muito boa (fazia tempo que não me divertia tanto numa balada londrina), e até domingo, em que, depois de merecidas várias horas de sono, fomos para o Hyde Park, onde mais umas 30 pessoas da mesma turma se juntaram. Terminamos no GBK, o melhor hamburguer de Londres, em Fulham - para matar as saudades. Primavera, my friends.

Friday, April 13, 2007

Fuck me pumps

Aí fui no Asda, uma versão inglesa e gastronômica das Casas Bahia, comprar meu almoço. Aí vi uma barra de chocolate por 25 pences. Vinte cinquinho. Comprei. Gente, o chocolate é salgado. Salgado. Não dá pra entender, não dá pra ser chocolate. Até fui checar na embalagem. Chocolate salgado. Ao leite salgado.

Mas juro que não vou reclamar. Esse foi o grande desastre da sexta-feira 13 so far. Quinta-feira 12 foi bem mais pavorosa: metrô fechado, pisada na bosta, tropeço patético e quasi-desastroso, 40 minutos de atraso pro trabalho, wireless que não funciona no meu Mac lindo novo, ninguém disposto a assumir responsabilidades e tudo (mesmo) caindo sobre minhas costas, Fru derrubando cerveja na minha cama e eu derrubando todo o meu jantar no chão.

Acho que eu estava meio que no Japão. Não há dúvidas de que meu dia do cão foi ontem.

Chocolate salgado é sopa no mel. Eca.

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A semana foi curta, mas para mim custou a passar. Eu queria, na verdade, um dia, um diazinho só, para poder acordar sem despertador. E acordar, e enrolar, e constatar que o dia está imperdível e lindo, e ainda assim voltar para a cama.

Isso jamais vai acontecer se eu continuar no ritmo em que estou. Jamais.

Saudade da terapia. Dos tempos em que eu, com ajuda da minha santa milagreira Gisa, sabíamos *onde* cuidar de mim, que pedacinhos estavam supervalorizados e que pedacinhos tinham sido jogados às traças.

Eu, que nunca soube fazer coleta seletiva.

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Amanhã é aquele dia de novo. Todo ano é assim. Estou aqui, com vontade de estar lá, no tumulto doce do meu furacão ruivo. Minha princesa faz anos, o azar é só meu que não estou do lado dela para comemorar junto.

Instead, amanhã é comemoração do niver do meu Byrifoy. Comemorarei em dobro. Encherei a cara, dançarei sobre o balcão do bar com meia-calça rasgada e rímel borrado até o queixo. Acabarei a noite jogada ao lado de uma privada pública sem um sapato e com o cotovelo sangrando, sem saber como nem por quê. Coisa rotineira.

BTW, babái, é *brincadeira*. É *mentirinha*.

Vou me embriagar de coisas bem mais saudáveis.

Thursday, April 12, 2007

busy bee, early bird

Busy busy busy as hell. Até demais. Demais do tipo corro-riscos. Sim, é muita coisa nas minhas costas nesse momento. Cansada e feliz. Happy and bleeding.

Mas bleeding bagarái. Alguém me explica por que eu teimo em não confiar nos outros e assumir todas as responsabilidades para mim? Alguém, melhor dizendo, me ensina a mudar? Acho que a uma altura dessas já era para eu ter aprendido, mas vai que tem algo que funciona e eu ainda não tentei?

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Hoje levantar da cama foi missão impossível. Do alto do meu ataque hipocondríaco, tenho certeza quase divina de que estou com anemia. A checar segunda-feira, no meu novo dotô.

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Meu bebê chegou. Lindo, branquinho, limpinho e funcionando desde o primeiro botão.

Tuesday, April 10, 2007

Bretagne, mon amour

Mais uma páscoa sem ovo de páscoa. Não tem problema, não tem problema. Entrei de regime, um dois e já.

Na verdade a páscoa não foi bem páscoa. Quando se está viajando, o dia que é ou que será é o que menos importa.

Voltei da Bretanha diferente. Diferente bom. Mas, primeiro, vamos falar de lá para depois falar de cá.

Dia 1
Acordamos às 5am, pouco depois das 6am estávamos os nove rumo a Portsmouth. Pegamos a balsa, que é na verdade um shopping center pequeno e ruim onde se é obrigado a ficar por quase 6 horas. Mas foi ótemo. Dia lindo, brisa do mar, boa companhia. Tudo certo. Chegamos na França e, claro, nos perdemos já que nenhum dos 9 tinha um mapa da Bretanha.

Aí veio aquela onda de estresse básica para um grupo de 9 viajando havia 15 horas. Sempre tem um ou outro mais mimado, mais enxaquecado, mais bicudo. Inevitável e inviável numa viagem em grupo (se cada um resolvesse emburrar eu teria agarrado ma’boy para um feriado romântico a dois e apenas dois). Anyway, depois tudo mudou. Mas o primeiro dia foi tenso. Tensão esta quebrada com um crepe às 10pm. Na verdade, dois crepes, ou galettes como eles dizem lá.

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Dia 2
O combinado era sair às 9am, saímos às 10am. Fiquei satisfeita. Oito brasileiros e um coreano. Uma hora de atraso. Tá bom pra mim.

Fomos ao Mont St Michel. Lugar lindo, lindo. Parece uma ilhota encantada. Sobre um monte, a abadia. Para chegar na abadia, ruas estreitas e íngremes. Lá de cima, vista de tirar o fôlego. Era tudo tão rústico que dava vontade de se fantasiar de Idade Média e sair com candelabros por aí. Mas era dia. Seria estranho.

Almoçamos por lá e voltamos para St Malo. Nosso hotelzinho deveras modesto mas limpinho era muito bem localizado, na própria cidade intramuros. Fizemos a volta toda pela muralha, todos os ângulos da cidade, todos os ângulos do mar. Eu começava a perder o ar com tanta beleza.

Nesse dia jantamos num lugar legal, mas derrubei água no meu Byrifoy. De noite, não conseguia dormir e nem deixá-lo dormir porque não conseguia parar de gargalhar lembrando do pulo que ele deu para escapar da torrente. Fiquei imaginando se a Piu estivesse junto na hora. Seriam gargalhadas incontroladas, insuportáveis, até o amanhecer.

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Dia 3
Mais realistas, acordamos mais tarde. Fomos para o sul. Antes do destino final, passamos por Dinan, um vilarejo todo apertável, cheio de história, com cara de cidade-fantasma mas coração de cidade histórica.

Depois chegamos na floresta do Merlin. Passeamos, vimos um olho gigantesco de pedaços de espelho (juro, juro), mato, água, tudo bom demais. Acho que até os insetos na França são elitistas. Nada dessa coisa pobre de ficar subindo nos outros, rastejando, picando, fazendo o nariz coçar.

Voltamos para St Malo cansados, já que a viagem até a floresta do Merlin é relativamente longa.

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Dia 4
Resolvemos ir para Dinard, outro vilarejo a beiramar bem próximo de St Malo. O dia estava lindo mais uma vez. Fomos até a praia mas estava frio, muito frio, apesar do sol, muito sol. Fui até o mar benzer meus pés, como de costume, mas teve que ser aquela benzida bem avacalhada já que dez segundos de imersão já me anestesiaram os pés e comprimiram meus ossos. Mesmo assim, mar gélido e vento gélido, valeu.

Rodamos um pouco por ali e voltamos para St Malo para aproveitar o resto do último dia pela cidade. Fomos para o forte e assisti a boa parte do pôr-do-sol com o Byrifoy. Um dos momentos mais sublimes da viagem. Que lugar fantástico, esse.

Mais tarde fomos num barzinho, Pelican, fechar a viagem fechando o bar. Foi muito divertido também. Cantamos Parabéns a Você em francês e português, tudo junto, para o Byrifoy, à meia-noite.

Fui dormir feliz, como se a viagem estivesse apenas começando

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Dia 5
Aquela coisa. Hora de voltar. Só sobrou tempo para passar numas lojinhas e comprar uma ou outra coisinha de lembrança, biscuit du beurre pro pessoal do trabalho e dar uma última olhada ao redor, antes de voltar pro futuro.

A balsa estava cheia. Cheia demais. Aliás, quase perdemos, já que a parada para almoçar em Caen durou mais que o previsto. Almoço esse que, até agora, me revolta o estômago. A coisa mais nojenta que eu já comi. Ou uma das. Mas nem quero escrever sobre isso porque estou no trabalho e vou ficar com ânsia e não vai ser legal. Digo apenas que no meio do prato tinha um ovo de páscoa forçado. Mas o ovo não era de chocolate.

Cheguei em Graceland quase meia-noite. Foi tudo muito bom, foi tudo muito memorável. A viagem passou, mas aí tem o outro lado, o outro lado que ficou. Estou irritantemente romântica e a culpa por essa catástrofe é toda dele. Vão reclamar.

Wednesday, April 04, 2007

jelly fishing

Beatriz.

I will miss you. When I was a kid I had a pet jelly fish once.
Tony.


Ai, que vontade de chorar! Na verdade, não é uma despedida do meu clube. É apenas um break. Não faz sentido pagar £45 por mês e não ir, ou ir tão pouco. E com a Fru por aqui, sei que vou acabar não indo nadar. Então parei de pagar e mandei um email pro meu técnico. A resposta é essa que você leu aí em cima.

Que droga.

Mas tenho que encarar que era dinheiro pelo ralo. Claro que ainda posso voltar, mas não esse mês. Não até maio. Até lá? Não sei.

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Meu Mac novo. Em breve. Tão lindo, tão lindo.


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Volto na terça com muitas novidades e brincadeiras, cheries. Au revoir!

Tuesday, April 03, 2007

de gusta!

Então que resolvi arranjar mais uma para minha cabeça, porque há poucas semanas de algumas mudanças bruscas o marasmo já estava me incomodando. O problema do marasmo é que ele dá sono, e é ruim sentir sono sem poder dormir. Mas essa já é outra história.

Agora virei degustadora.

É verdade.

Bicos, bicos. O primeiro vai ser sábado, dia 14 de abril, aniversário do meu furacão ruivo. Das 10 às 16h estarei lá, engomadinha no Partridges de Sloane Square, servindo degustação de queijos e chourizos portugueses para o pessoal que come de tudo mas peida lírio – a fina bossa de Londres, if there is one.

Ainda não sei direito, mas vou aprender tudo sobre queijos e chourizos. Ainda tentaram me empurrar vinho também, mas tive que recusar (sei de gente que vai querer me matar pela recusa mas, oh well, odeio vinho). Vou encontrar a mocinha responsável hoje, e se ela gostar de mim, semana que vem tem treinamento. Nem ganha bem, nem nada. É só muito divertido. Acho.

Fora que há algum tempo eu queria fazer um bico de fim de semana, algo diferente do que faço durante a semana, algo com gente e vida e sem computador. Uma ajudinha na conta bancária se eu de fato for realizar todas as viagens que idealizo.

Fora que tudo o que me tire um pouco da rotina já me faz melhor. E mal não há em aprender. E eu amo queijo muito. E, e, e...

Sério, tô empolgada!

foi mal





C'est St Malo. Foi mal aê.
É depois de amanhã.

Monday, April 02, 2007

totalmente medíocre

Sabe o que reparo? Que sempre criticamos pessoas que começam a namorar e se isolam no relacionamento, se afastando dos amigos. Tem gent que faz isso mesmo. Maior cagada. Mas a verdade, pelo menos na minha experiência, é que as pessoas é que isolam o casal. Nada drástico, calma. Mas sei lá, por puro medo de incomodar, acho. Se um casal quiser ficar sozinho, ele vira as costas e fecha a porta. Se um casal diz “entra, senta, fala”, não é por educação. É para socializar. Nada muda. Pessoas continuam pessoas. Pessoas não viram a Entidade Casal. E nem andam apenas com outras Entidades Casais. Segurar vela é um termo triste para uma situação feliz. Nada como estar na companhia de alguém que se dê bem com ambos os pombinhos. Eu, pelo menos, adoro. Tanto sair com um casal de amigos, como estar com meu namorado na presença de um amigo querido.

Sei lá por que falei isso. Acho que porque algumas pessoas (inclusive leitoras desse blog, ah-ham...) se afastaram de mim nos últimos meses. Uma pena.

Just a thought.

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Minha querida Fru chegou. Amada, esquilinha, sorridente, carinhosa, de cabelo curtíssimo, linda linda, Fru bolinho. Ela chegou. Com mais de três horas de atraso, mas chegou. E por quase um mês ela é quase toda minha.

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Esse fim de semana teve festa lá em casa. Aniversário da mexicana. Puta merda, nunca mais. Daquele jeito nunca mais. Fiquei genuinamente desesperada quando vi o estado do carpete da sala. Estou ficando velha pra essas coisas. Na verdade, acho que nunca vi muita graça nessas coisas, mas antes não me preocupava muito com as conseqüências. A casa ficou uma zona e eu tive arrepios verdadeiros, físicos. Será que estou virando uma dessas limpinhas chatinhas?

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Estou indisputavelmente sem inspiração. Uma criança recém-alfabetizada faria uma redação mais empolgante que eu. Por isso chega. Mais depois.