Thursday, December 27, 2007

I'll make the most of it

Vim trabalhar de novo. Só eu, claro. Estou sozinha em todo o meu andar e a sensação de abandono é quase ensurdecedora. Mas vou tocar meu trabalho. Enquanto isso, ouço CBN pela internet. O Heródoto acaba de noticiar que este foi o primeiro natal em não sei quantos anos que não houve nenhum seqüestro registrado na cidade de São Paulo. Uma grande conquista pra cidade, não é mesmo? Mas uma comemoração meio tosca para quem está “do lado de cá”.

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Byrifoy e eu enfrentamos o terror do Boxing Day em Oxford Street. Guerreiros, conseguimos manter o bom humor e sair da batalha com um par de tênis cada um, pela bagatela de 15 pilas, e um jogo de Wii deveras, deveeeeras divertido e viciante.

Vou dar uma passadinha na Topshop na minha hora de almoço. Oras, tenho que me fazer agrados depois de chegar no trabalho e saber que sou a única em todo o meu andar. É deprimente, gente. As luzes são sensíveis a movimento, então se quero ir até a cozinha fazer um café, tenho que andar abanando os braços, senão tropeço e me esborracho – sozinha.

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Natal? Foi ótimo. Apesar de muito longe, como disse anteriormente, value a pena. A Dri Pinheiro cozinha muito. Muito mesmo. Cozinha como adulto, sabe? Peru inteiro, , farofa, pernil, risoto, um espetáculo gastronômico. Fizemos inimigo secreto e ganhei um tapa orelhas. Inimigos brandos, esses.

Foi gostoso. Acho que todo mundo meio que escondeu as saudades e a vontade de estar em outro lugar atrás de álcool e otras cositas más. Eu, que não tenho esconderijo, quase estraguei a já branda maquiagem ao falar com a Bathatha quando bateu meia-noite aqui em Londres. Foi estranho. Ninguém comemorou, as pessoas não saíram se abraçando. Da nossa parte, eu e Byrifoy entramos numa bolha e selamos um feliz natal com um beijo rápido. Ou talvez nem isso, ou mais que isso, não lembro. O estranho é que não fazia diferença. Como se fosse um natal de mentira. Gostei, claro, mas gostei como gostaria de uma festa de Halloween em fevereiro. Uma festa boa, mas cujo motivo de comemoração continua vazio.

Que venha o ano novo.

Monday, December 24, 2007

"trabalhando" no natal

O que mais há para se fazer quando se tem que trabalhar no dia 24 de dezembro? Escrever no blog, claro. E fazer besteira.. O plano do dia é fazer uma coisinha ou outra e depois roubar o aquecedor portátil que não é usado para levar para o pé da minha cama, onde será acolhido com amor por quatro gélidos pés. Sim, roubarei temporariamente. Devolverei no final do inverno. É pequeno para caber numa sacolinha do Sainsbury’s, e vai fazer toda diferença e felicidade de um lar já feliz.

Então é natal. Eu e Byrifoy (esse apelido, de tantos novos que surgiram, já virou um clássico demodê, mas criei a tradição aqui, então assim permanecerá) vamos passar o natal da casa da Dri Pinheiro, uma fofa que mora longe, bem longe. Conosco, uma cambada de brasileiros.

Aaaanyway, falo do natal quando ele acontecer.

Vou falar da Madeira. Foi fantástico. Mesmo. Uma das melhores férias que já tive, senão A melhor. E essa foi minha terceira vez na Madeira. Acho que a companhia influenciou um pouco, hehe. Byrifoy e eu ficamos no Cliff Bay, um hotel sem palavras. Fomos tratados como reis, ficamos na melhor suíte e fomos sujeitos a todas as regalias possíveis e imagináveis. Tínhamos TV de tela plana no quarto. Tínhamos uma cama de casal do tamanho de duas camas de casais. Tínhamos uma varanda que praticamente nos jogava no mar. Tínhamos chuveiro e banheira. Tínhamos vinho de graça (só para constar; o vinho nem foi aberto). O café-da-manhã era um desbunde. Comi french toast todos os dias. Tínhamos duas piscinas para escolher, e mais uma jacuzzi. Tínhamos serviço de quarto duas vezes ao dia. Enfim. Não vou listar mais pormenores senão isso vai parecer meus diários de bordo de quando eu tinha 10 anos e colava uma amostra do papel higiênico do hotel na página. É sério. Easily amused, I was.

E a Madeira. Porra, não preciso falar muito. Quem foi sabe que as fotos do post abaixo não fazem jus ao lugar. Madeira é encantada em tantos aspectos que chega a ser uma sacanagem com o resto do mundo. O clima é perfeito. Tem praia, tem montanha, tem mato, tem cidade. Tudo ao alcance de todos. Povo simples e feliz. Simpático. Comida estupenda. Brisa Maracujá. Byrifoy e eu não acreditávamos que cada dia chegava ao fim sendo mais um dia perfeito. Também fizemos um curso de mergulho. Somos mergulhadores certificados PADI e já estamos atrás de parceiros de viagem para se perder em mares muito d’antes navegados, por favor, porque somos principiantes.

A primeira sugestão amiga foi Egito, da Bea Preguiça. Eu tô dentro. Em algum momento do ano que vem.

Por ora é isso. Vou trabalhar por pelo menos uma horinha. E olhe lá – posso ser bem mal-criada já que não vou ganhar presente de natal anyway.

Friday, December 21, 2007

Friday, December 07, 2007

countdown

Acho que bati o recorde. Dez dias sem escrever, é isso? Estou bem e viva. Nessa ordem. Continuo igual – reclamando do tempo, de sono, de ter que viver em meio a milhões de pessoas que também lamentam viver entre milhões de pessoas. Continuo, no entanto, sorrindo para coisas pequenas que ninguém mais percebe, tenho certeza.

Mas estou sublimando isso tudo porque Byrifoy e eu vamos para Madeira. E é nessa terça! Eu disse ESSA TERÇA – só para garantir que Byrifoy realmente entendeu que não é quinta, como ele achava até ontem.

Vamos ficar no Cliff Bay. Eu sei, eu sei, eu também ficaria com inveja se não estivesse indo. Oito longos dias à beira-mar ou no topo da montanha, o que mais nos aprouver na hora. Estamos também querendo fazer curso de mergulho e finalmente tirar aquele certificado que cobiço há anos. Meu tio Michael vai nos emprestar um carro, então já estamos resolvidos para transporte também.

E chega porque estou cansada e com fome. Viram? Não mudei.