Wednesday, May 30, 2007

tim-tim pra mim

Comemoremos! Pra quem é de comemorar, claro.

Até sexta-feira saberei quem é meu novo empregador. Por enquanto, sei que terei um novo emprego.
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Mas vou dizer que cansou. Mas eu consegui. Mas cansou. Mas eu consegui.

Porque pra mim o copo está sempre meio cheio e meio vazio. Ao mesmo tempo. E não tente me convencer do contrário. Funciono na base do real. Mesmo muitas vezes voando bem além dos healthy boundaries.

Ouvi dizer que mesmo assim funciona, dá pra ser feliz.

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Minha nova moda? Insônia, claro. Estou cansada, deito cedo, leio, leio, está tudo me direcionando para um sono tranqüilo, apago o abajour e nada acontece. Nada querendo dizer nada mesmo. Não durmo. Ontem deitei antes das 9:30pm e li 40 páginas do meu livro, e tentei dormir e não consegui. Levantei de novo, fui fazer outra coisa, xixi quem sabe, li mais um pouco. A última vez que olhei no relógio era quase meia-noite.

Nada bom para minha propensão ansiogênica. Nada bom.

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Por que reclamo tanto? Porque continua cinza. Pela primeira vez em muito tempo o clima da Inglaterra tá dragging me down.

Talvez porque agora já era de se esperrar o mínimo do bom tempo. Estamos quase em junho e ainda estou usando sobretudo.

Monday, May 28, 2007

mirror to the moon

Eu realmente não precisava passar por esse cinza e esse frio nesse momento. Estou naquelas épocas de ouvir obsessivamente a mesma música por nenhuma razão específica. Como eu fazia há uns 10 anos. Quando era boba e usava saias curtas e estourava bolas de chiclete todos os dias. Eu precisava sangrar a música. Aí de vez em quando isso volta e parece que é uma droga. Vicia. Já nem faz mais bem. Mas parece que se eu parar de ouvir a vida vai parar de girar. Preciso parar com essa idiotice.

A culpa é do dia. Dos últimos dias. Todos cinzas e molhados. E eu fiquei cinza e molhada também, e meu coração passou a bater de acordo com a bateria dessas músicas que me perseguem e não posso mais, não posso mais. Meu coração precisa bater como um coração. Chega de inundá-lo de cargas elétricas e faze-lo desempenhar o papel de ditador do ritmo. Eu não agünto, não agüento.

Vai ver foi tempo demais em casa. Isso acontece. Não há para onde ir! Só chove faz três dias. Eu bocejo a cada cinco minutos e espirro a cada dez. Um relógio triste.

Como sempre, minha gente, reclamo de barriga cheia. Mas é aí que tá o problema. Só barriga cheia não faz ninguém parar de reclamar.

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Preparei minha apresentação de amanhã e, sinceramente, ficou faltando graça. Ela ficou que nem eu hoje, cinza. Não vai ser nenhum desastre, mas também não será brilhante.

Desastre mesmo será ter que chegar lá na entrevista às 8am se o tempo continuar assim. Depois de tantos meses de frio, acho que merecemos um pouco de calor. Estamos quase em junho. Dia 20 será o dia mais longo do ano aqui. And yet estou com o aquecedor ligado e com pantufas e com frio. Não é justo.

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Vou fechar um pouco mais os olhos, e tapar um pouco os ouvidos. E dizer menos com os olhos e mais com os lábios. E vou tentar entender. Entender de verdade, não isso que eu acho que já sei, não essa minha pretensnao de achar que em 5 minutos se conhece uma vida e se vê uma história e se chega a toda e qualquer conclusão. Alguém, por favor, chute meu pedestal longe. Me faça cair e quebrar docemente a perna. Preciso ser chocada. Preciso ser contrariada. De verdade. De embaçar a vista e perder o chão. Preciso ver furacões que jamais previ vindo em minha direção. Preciso parar de tentar enxergar amor o tempo todo. Como cansa tentar ver amor. Como cansa tentar entrar no outro. Como cansa dormir precisando muito descansar.

Thursday, May 24, 2007

drifting

Teve um dia que estávamos na balsa e ele comia o sanduíche de atum, a cara estava ótima, mas eu não queria porque estava levemente enjoada, levemente surtada. E ele me disse que eu tinha que experimentar, que eu não me arrependeria. Eu disse tá bom. E ele ficou genuinamente feliz. E antes de me dar a mordida ele mordeu as pontinhas do pão, para que eu pudesse morder bem o recheio. E foi aqui que fodeu tudo, meus amigos. Uma das vezes em que percebi que era um caso perdido (ganho?). Ali eu percebi que também tem quem cuide de mim, e que é bom deixar cuidar.

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Verão chegando e estou com medo. Ontem meu quarto estava bem mais quente que a temperatura lá fora. Talvez seja o caso de investir em meu des-desespero e comprar um ar-condicionado, como sugeriu Byrifoy. Se o verão for como no ano passado, estou literal e figuradamente frita.

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E eu esqueci do Bank Holiday. Quase chorei de alegria quando lembrei. Feriado na segunda. Uma benção divina. Às vezes o mundo colabora.

Aí comecei a pensar que ia passar o dia na praia. Aí lembrei que segunda-feira às 8am tenho entrevista E apresentação. No caso, não vou mais estar viajando.

Wednesday, May 23, 2007

trinta segundos de monólogo com minha irmã

e acho que minha bicicleta tem probleminha
que nem minha cabeça
porque todo mundo me passa na rua
e você sabe como sou competitiva
fico bufando, tentando ir atrás
e não rola
então resolvi que a culpa é da bicicleta

cinema mood

A verdade é que estou exausta.

Mas falei para ele, meu chefe, que vou tentar. Mas que estou desmotivada.

Falei tudo, tudo. Não gosto de mentir porque sempre me esqueço do que inventei. Aí fica feio. Quem não mente não precisa ter boa memória.

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Ontem assisti The Pursuit of Happiness. Gente, não é que eu achei buuuunitinho? Vejam se estiverem num dia daqueles de cantarolar, sim, cantarolar.

Assisti outro filme também, recentemente: Secrets and Lies, de um dos meus diretores favoritos, Mike Leigh. Já tinha visto, mas fazia tempo. Atores fantásticos, diálogos fantásticos, ninguém melhor que ele sabe arregaçar a classe-média-mais-pra-menos inglesa.

Finalmente, assisti a dois brasileiros que mexeram com meus já sensíveis brios: Ônibus 174 e Estamira. O primeiro é de revoltar, o segundo, de revirar. O estômago. Porque eu, sempre que fico angustiada, fico com o estômago espancado sem que ninguém o tenha tocado.

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Exausta, como disse no começo. Mas um pouco mais feliz. Não, feliz não. Um pouco mais leve. Foi bom quebrar o gelo no trabalho e voltar a me comunicar com meu chefe.

Semana que vem deve ser mais uma repleta de entrevistas. É muito cansativo.

Monday, May 21, 2007

preciso ir de mim

Enxaqueca. Devo estar exagerando. A de sempre incapacidade de cuidar de mim, de olhar para mim, de entender que estou x mesmo sentindo y. Que y na verdade não existe, mas eu é que não tenho as manhas de enxerar longe e ver que na verdade sinto x, sou x, vivo x.

Ninguém deve estar entendendo nada.
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Entrevista hoje, entrevista amanhã. Vamos ver até quando vou agüentar.

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O fim de semana? Menos do que eu esperava. Dei uma desanimada. Acontece. Comigo, acontece muito. Enche o saco.

Mas chega. Tem gente que reclama que eu reclamo muito. Tem gente que reclama tanto que tem a impáfia de reclamar das minhas reclamações. Mas esse blog é sobre mim, não sobre os outros.

Acordei cheia de dores, sim. Enxaqueca, sim. Desânimo, sim. TPM, sim. Tenho direito e vou reclamar, sim.

Até que venha quem sabe o que faz e me amoleça toda. Aí não tem TPM que resista.

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Vou botar uma placa do lado de fora do meu corpo: família vende tudo.

Olha lá, tudo a preço de banana, hein?!

Thursday, May 17, 2007

a cabeleireira

Hoje aproveitei minha hora de almoço para ir ao cabeleireiro. Um lugar que cobra £17 para lavar e cortar. Isso, aqui, é barato. O lugar fica dentro de um shopping center em Kingston, o Bentall’s. Cheguei lá e pedi lavagem e corte. A mulher que veio me atender abriu um sorriso tão simpático que cheguei a ficar desconcertada. Eu queria saber ser assim simpática.

Depois foi perguntando o que eu quero, como eu quero, quantos inches era para tirar e depois de tudo certo, eu fiz a pergunta já sabendo a resposta: de onde você é? Ela respondeu, num sotaque forçado, Brazil. Sorri e disse que eu também. Ela não acreditou. Eu disse para esquecer esse negócio de inches que eu não entendia, e que era para tirar dois ou três dedinhos, two or three little fingers. Caímos na risada. Ela chama Lucia. É bióloga. Minha mãe chama Lucia e é bióloga. Ela mora aqui há treze anos. Desde que chegou é cabeleireira. “Adoro. Cortar principalmente. A gente tem que aprender a fazer de tudo, pintura, permanente, mas eu gosto mesmo é de cortar”.

Disse que não gostava do cabelo freezy que tenho na parte da frente. Tentamos pensar numa tradução para freezy. Eu só consegui pensar no gesto dos cabelos desgrenhados. Ela riu mais. Sorrateiramente aplicou no meu cabelo um produto que custaria £3 a aplicação. Sim, é brasileira mesmo.

Ela é casada, mas não tem filhos. Ficou desconfortável com a pergunta. Consigo imaginar ela e o marido brigando na noite passada, ela querendo engravidar, ele falando que ela tava louca, que a vida deles não era estável. Ela chorando no canto da cama, pensando que merda de vida alguma é estável. Ele lavando a louça para passar o tempo. Sim, deve ter sido assim. Ela trazia nos olhos aquele brilho estranho de quem já desistiu de muita coisa na vida, mas nem por isso azedou.

Perguntei se ela também atendia por fora, a domicílio. Ela disse que sim, mas não pareceu muito empolgada. Para que complicar?, ela parecia dizer sem falar. A vida dela não devia ter muitos percalços, principalmente porque ela procurava evitá-los, evitando assim, também, súbitas euforias.

Ela disse assim, out of the blue, “poxa, você é muito simpática” e eu fiquei meio sem saber o que fazer com um elogio gratuito. Como se me jogassem na mão um presente fora de ocasião e desmerecido. Abri um sorriso aberto demais, acho.

E ela disse para eu vir sempre às quintas, porque aí é garantido que ela estará lá. Perguntou “onde você aprendeu esse inglês?” e ri, sem graça, porque nem eu sei. E fiquei com vontade de saber mais, mas é estranho. Ela foi tão, tão simpática que fiquei com vontade de virar amiga dela. A gente tem dessas coisas aqui. Presta muito mais atenção nas pessoas à nossa volta já que não são tantas, ou não tantas que realmente importam, anyway.

Mas ela voltará pro Brasil. Não sabe quando, mas está nos planos do casal. Ela também não me pareceu entusiasmada ao falar da volta. Parecia mera reprodução do discurso do marido, com entonações artificiais e didáticas.

Sorri para disfarçar o suspiro. Às vezes é tão difícil ser feliz.

Wednesday, May 16, 2007

alive and kicking

Estou viva!

Levei uma picada de algum mosquito no bumbum!

Três entrevistas de emprego essa semana, uma delas com apresentação em power point!

Vários telefonemas que não posso atender!

Saco cheio do meu chefe! Será que por que logo logo vou sair daqui? Ontem tirei metade do dia de férias (isso pode aqui) e o fdp deu meu celular, MEU NÚMERO DE TELEFONE PESSOAL, para um fornecedor. Estou eu em casa, lesada depois do almoço com as pernas no colo do Byrifoy e toca o celular e é uma mulher querendo saber se eu vou ou não pôr anúncio na revista dela, do Chartered Institute of Accountants in Scotland. Ora, tenha dó! Fiquei puta. Claro que meu chefe deu meu número. Ele não podia. Não tinha esse direito.

Mas vou engolir. Não vale a pena construir confusão se não há muito mais o que construir por aqui.

Estou cansada. Mas com bons pressentimentos.

E esse fim de semana será bom, mesmo sem o Byrifoy. Estou com ótimas intenções. Depois eu explico.

Thursday, May 10, 2007

Me and my belly-button

Que ontem não se repita, Miss.

Eu sei, foi feio, né?

Feio não, pavoroso.

Não sei como foi acontecer

E você pensando em largar a Fluoxetina. Rá-rá.

Ainda penso em largar. Não quero passar minha vida com sinapses que não são minhas.

Bom, ontem você teve uma boa amostra de que não pode ter controle sobre suas sinapses.

Mas depois eu chorei e eu dormi, e pronto.

Sim, mas foi difícil, não foi?

Foi muito difícil.

Ah, sempre é.

Devo apenas me acostumar?

Tuesday, May 08, 2007

blurry

Para quem se comprometeu a fazer tanta coisa esse fim de semana prolongado, fazer metade já está de bom tamanho. Todos os dias foram bons. Inclusive ontem, em que só dormi e fui comer pão-de-queijo com o Lino. Inclusive anteontem, em que passei a tarde perambulando por livrarias em Charing Cross. Inclusive anteanteontem, em que caminhei por meu parque preferido em Londres.

Nada de baladas, nada de muito tarde, nada que me fizesse feder a cigarro. Aliás, looking forward para o 1º de julho, quando será proibido fumar dentro de pubs/bars/clubs em toda a Inglaterra.

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Aquela coisa de muito sono continua. E continuo sem saber o que é. Cansaço do mundo? Pode ser. Mas puta coisa triste. Acho que estou precisando de mais rumo. Os últimos meses foram tão bons como foram, desplanejados, aleatórios, que achei que a vida fosse melhor assim desgrenhada.

Mas quem sabe não. Quem sabe eu precise planejar os próximos três ou seis meses da minha vida – mais que isso não sei fazer. Quem sabe eu realmente esteja precisando mudar de emprego, porque esse muitas vezes me entedia. Quem sabe o médico idiota está certo e preciso começar a reduzir meus remédios.

Essa coisa de pensar em começar uma terapia está me dando preguiça. Demora tanto para alguém *realmente* me entender... Se é que isso chega a acontecer.

E no final das contas, eu sei, reclamo de barriga cheia. Arrasto meus puffy eyes para todos os cantos, mas sei que por dentro eu rio. Rio quietinho e quentinho, mas rio. Rio do sono que eu sinto, que não é normal. Rio de pensar que hoje, mais tarde, estarei bem, bem mais feliz. Rio bem fraco, pra dentro, só eu entendo, e isso é ótimo. É ótimo só eu entender.

Friday, May 04, 2007

full speed, long way, wrong direction

Aí que eu liguei por médico, e aí que eu descobri que estou pefeita, que não tem nada errado comigo, que meu blood count tá lindo, lindo. Inclusive meu TSH indica que eu estou tomando hormônio demais para tiróide. Não é poético?

E aí?

Não faço idéia. As próximas mudanças na minha vida serão: mudar a pílula (quero tomar uma mais fraca do que a que eu tomo) e tentar descolar um psicólogo na faixa via NHS (o sistema de saúde daqui, uma espécie de SUS de batom).

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Mais um coleguinha entregou sua carta de demissão aqui na empresa. Como o mundo dos empregos é volátil nesse país! Os ingleses passam a idéia de pessoas de tradição, raiz, lealdade, rotina, mas acho que isso não passa de teoria ultrapassada hoje. Nunca vi uma dança das cadeiras tão ativa. Não à toa as agências de emprego são tão numerosas e competitivas. Um mercado saboroso.

Inclusive, como sabem, eu estou na fila.

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Ontem fui jantar com dois queridos, o Renato e o Daniel. Fomos no portuga do lado de casa. Falamos mais do que comemos, e olha que comemos bem. Eu, no caso, mais ouvi. Estarrecida. Say no more. Tsc, tsc.

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Eu que pensei que hoje chegaria em casa e assistiria um filme quietinha no meu Mac lindinho, LEDO ENGANO (da coleção palavras e expressões que odeio). Vou ter que ir até o pub do cretino do landlord porque simplesmente a companhia de luz, EDF, apareceu em casa querendo trocar a fechadura da nossa porta. Isso mesmo, a FECHADURA. Por quê? Porque o mongolóide safado não paga conta de luz e gás há tempo suficiente para acumular uma dívida de mais de £3,000 com a EDF. E, claro, nós, pobres, fracas e cansadas, nos fodemos.

Estou tão irada, tão irada, que não sei se vai ser uma boa idéia aparecer lá hoje. Mas vou, ah vou. O objetivo da visita? Explicar que nenhum aluguel será transferido enquanto todos, I mean TODOS os problemas da casa forem resolvidos.

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Voltei a escrever música.

Thursday, May 03, 2007

vamos passear no parque

Quinta-feira, moçada. Estamos quase lá.

Essa coisa de usar Mac em casa e PC no trabalho é complicada. O teclado é diferente. Así que vou sugerir a adoção de Mac no escritório, claro. Eu que não volto ao mundo infernal dos PCs.

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Ontem finalmente passou, e, com ele – o ontem –, a segunda entrevista, temida, ansiolítica, taquicardíaca. Fiz a apresentação. Foi ok. Eles perguntaram perguntas bobas, protocolo apenas, desconfio. Vou saber do resultado na sexta. Mas a grande novidade é que não quero. Na verdade quero, claro, mas a ooooutra oportunidade, a da Cannons, é bem mais empolgante. E se eles exigirem uma posição straight awau, terei que declinar. Já me vejo fazendo cursos e virando aquela coisa de cabeça pra cima. Sim, cima! Muita calma nessa hora, sempre – NOT!

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Fim de semana. Estou tentando desenhar:

Sexta – nada. No máximo sair pra jantar num lugar baratim.


Sábado – Hampstead Heath. Meu parque preferido em Londres. Quem quiser se juntar será muy bienvenido (veja fota). Estou inexplicavelmente hispanica hoje.

Sabadanoite – tem festa da Tânia em Norwood. Ainda não sei.

Domingo – caminhada com os Rambleiros em Epping Forest.

Segunda – é feriado aqui, mas não sei o que vou fazer ainda. Preciso cortar o cabelo, então talvez.

E passando ansiosamente do fim-de-semana prolongado para a semana que vem...

Terça depois do trabalho – finalmente estar com meu Byrifoy!

É.

Tuesday, May 01, 2007

intimidade

Foi foda. Eu já esperava. Uma hora eu precisaria vomitar aquilo tudo, mas por que sempre, sempre do jeito mais doído? Pelo menos foi, por ora. Amanhã não sei, porque não sei o motivo. Como me odeio por não saber o motivo. Uma pena eu não poder me chutar -- deus sabe o que faz, bendita seja a limitação do joelho.

Ouvindo Paolo Nuttini e querendo vir de uma cidade pequena para grande. A verdade é que tendo crescido em São Paulo, nada me assusta e quase tudo me encanta. Porque é fácil ser melhor que Sampa, convenhamos. Alguém me disse há pouco tempo que eu deveria viver no interior. Interior de qualquer país. Interior. Pouca gente, porque gente é o que me mata. Gente que eu não escolho.