Wednesday, October 31, 2007

Je allons a appris!

Aí, né, que agora ninguém segura. Que eu fiz esse curso. Que é de marketing integrado e tem um monte de matemática em inglês e é difícil e o difícil é legal. Aí que eu estou com aquela síndrome de cérebro-maravilha e acho que posso tudo. Posso aprender tudo, posso e devo. Aí que eu quero tirar nota alta e fazer a lição de casa e ser a primeira a levantar a mão quando a professora (no caso CEO da empresa) pergunta. E aí que o curso acabou mas eu cismei que quero aprender a fazer os cálculos que não consegui. Aí que estou assim, com mania de aprender. Cheguei em casa e comecei meu curso básico de francês. Nous allons à Nice! Oui, nous allons à Nice. J’aime le soleil, la plage et belle et j’aime le vin!

Disparei. Fodeu. Au revoir.

Monday, October 29, 2007

kicking mood

Ando violenta. A culpa não é minha, mas dos filmes que tenho visto. Na semana passada vi Tropa de Elite. Nesse fim de semana, fui ao cinema ver Eastern Promises (não sei o nome em inglês e nem se já chegou no Brasil, mas se passa em Londres e é sobre a máfia russa que aqui vive).

Gostei muito dos dois. Gostei muito de Tropa de Elite. Se é fiel à realidade ou não, não sei. Se a intenção era ser fidedignou ou não, não sei. Gostei do filme como filme. O Wagner Moura tá, como sempre, muito bom. O enredo cativa e prende. Querendo ou não, o filme mostra um dos catch 22 mais intrínsecos e escrotos do Brasil atual: A classe média/alta que não agüenta mais violência é a mesma que consome drogas e alimenta o tráfico - que naturalmente gera violência.

O diretor é o mesmo de Ônibus 174. Para quem acha mesmo que Tropa de Elite glorifica o BOPE, vai ver o outro filme, este sim de tom jornalístico e compromissado com a verdade.

Eastern Promises, achei muito bom. Byrifoy achou que faltou aprofundar na questão, mas como eu nunca soube nada sobre máfia russa em Londres, a abordagem foi perfeita. 110 minutos que passam sem piscar.

Mas sobre eu andar violenta, não é nada novo. Aquela velha história de não suportar multidões. Estava andando pelo centro de Londres com Byrifoy sábado à noite. Mais de meia-noite e aquela multidão (bêbada) pelas ruas. Frio, tarde, porra, vão para casa! Um inferno, um inferno. Seduz-me e muito a idéia de passar um tempo no countryside. Por ora, pelo menos mais um mês há de se passar até que eu me aventure por Leicester Square e adjacências novamente. Amigos londrinos que lêem este blog, não me chamem para eventos no centrão. É sério, eu não vou. Não sou palhaça e não fico bêbada.

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Fora isso, a vida tem cheirado a crisântemos. Estou novamente sentindo vontade de escrever, apesar de estar feliz (porque até agora as duas coisas pareciam inversamente proporcionais). E exatamente um ano se passou e continuo apaixonada. Para comemorar, levei Byrifoy para ver os Shaolin Monks lutando Kung Fu. Adorei o espetáculo. E adorei ver que o presente foi bem escolhido.

Wednesday, October 24, 2007

the bitter taste of trauma

Cheguei. Fiquei doente mesmo. Minha mãe foi embora. A vida voltou ao que era. De volta ao trabalho. Muito trabalho.

Praga é linda, mas cheia de contrastes. Se de um lado ainda dá para notar a influência soviética nos modos das pessoas (grooooossas bagarái), eles também caíram de boca no capitalismo, cobrando para uma mera mijada, para tirar fotos, para absolutamente tudo. Não vá para Praga sem dinheiro se você pretende ficar lá mais de um dia – ou está fadado a se entediar. Já com dinheiro, todas as portas se abrem e você descobre uma Praga maravilhosa.

E no começo consegui ignorar minha gripe, mas com o passar do tempo foi ficando mais difícil. Depois de um dia de muito frio em Terezín, cidade vizinha em que ficava um dos principais campos de concentração da então Tchecoslováquia, caí de cama para assim ficar até a hora de ir embora. Pelo menos consegui ver tudo o que queria. Faltou o que não queria mas que poderia me surpreender. Oh well, tenho que me dar por feliz. O hotel era confortável para abarcar uma hóspede deveras resmungona.

O tempo voou naquela cidade de brinquedo. Voltei meio com medo de voltar para alguma coisa que não sei bem o que é. No dia seguinte à minha chegada, não fui trabalhar porque ainda estava gripada. Mas sair para fazer compras no supermercado foi difícil, e não pela gripe. Sair foi difícil. Por algum motivo que não consigo entender, estava com medo de sair na rua. Vejam bem, entendo a sensação; não é a primeira vez. Não entendo apenas a razão. Medo de sair na rua e ter que desviar das pessoas que parecem correr na minha direção? Talvez. Mas não é só isso. Medo de ter esquecido, de ter enlouquecido mais um pouco. De não conseguir trabalhar com a eficiência com que tenho trabalhado. Acho que estou chegando mais perto. Tem a ver com a sensação que tenho toda vez que volto de viagem desde que a merda da Business Monitor fodeu com a minha cabeça quando saí de férias e, quando voltei, tive de enfrentar duas chefes medrosas que precisavam culpar alguém por não ter atingido uma meta que eu não tinha como atingir já que estava viajando.

Maybe I got to the bottom of it, maybe not. Escrever é bom. Quase, quase cheguei perto de começar a esquecer.

Mas enfim, estou de volta ao trabalho e meu chefe disse que a semana em que estive ausente passou sem sustos ou pendências, além de ter tido resultado de vendas bem favorável, para meu alívio e quentinho no coração.

Aquela Business Monitor realmente fodeu com a minha cabeça. Já faz três anos e cá estou, ainda sentindo o aperto no peito e o medo do mundo que eles me impingiram.

Wednesday, October 17, 2007

praga de Praga

OE de PRAGA.

Estou doente.

A cidade eh linda, mas estou doente.

O tempo estah lindo, mas estou doente.

Tudo eh lindo mas estou doente. Eh a primeira vez no ano que fico doente, e tem que ser quando venho pra Praga. Que praga...

Estou adorando. Mas meio que cuspindo sangue. E com dor de cabeca e talvez febre. Mas estou pensando em aplicar aquele meu golpe basico de fingir que nao eh comigo e sair mesmo assim. Ai se amanha estiver pior eu sossego. Eh isso. Soh sossego se piorar. Porra, cidade tao linda e eu de cama? Nao, nao.

Vou sair e soh volto antes da hora para o hotel se estiver muito, muito mal.

Wednesday, October 10, 2007

foca brega, arrogante, supimpa

Continuo sem tempo. Acho que não é mais um estado, e sim uma constante. Mas eu gosto de escrever no blog, mas eu canso às vezes. Mas eu gosto, eu gosto, preciso lembrar que eu gosto. De escrever e de ser lida.

Tá. As novidades. Não muitas. Quer dizer, sempre tem.

Minha mãe chega amanhã. Segunda-feira vamos para Praga por uma semana.

Continuo firme na minha proposta de cozinhar algo novo pelo menos uma vez por semana. Já fiz bolo de cenoura, strogonoff, chicken hot pot (não sei a tradução!) e macarrão ao forno. Até agora tudo deu certo, ou quase. Juro que estou tentando pegar gosto pelo negócio.

Ganhei um bônus pelos meus dois primeiros meses de árdua labuta no emprego novo. Sardinha pra foquinha. Não tô reclamando, não. Vai pagar boa parte dos meus gastos na Ilha da Madeira em dezembro. Sou nojenta ou não sou? Uma foquinha arrogante.

Logo mais Byrifoy e eu completamos um mês na casa nova. E mais um pouquinho completamos um ano juntos. Vou parar de escrever - altos riscos de breguice. Não se enganem though, a breguice está guardada aqui no meu peito e será bastante usada entre quatro paredes.

Supimpa. Minha vida está supimpa.

Monday, October 01, 2007

um pouco

Em resumo, porque continua foda.

- Minha avó morreu. Finalmente a velhinha descansa. Claro que fiquei triste.
- Mudei de casa já faz duas semanas. Estou amando a nova casa, a vizinhança e o novo “roommate”. Claro que estou feliz
- Fiz o primeiro bolo da minha vida. Bolo de cenoura. Ficou “muito bom”, segundo o roommate Byrifoy. “Melhor que o meu”, lembro-o dizer.
- Terminei um freela para o Observatório da Imprensa – um dos motivos da ausência no blog.
- Peguei outro freela de revisão – um dos motivos da minha ausência no blog nos dias vindouros.
- O trabalho vai bem. Trabalho muito mas estou gostando. E sendo reconhecida.
- Em menos de duas semanas binha bãe chega. Em duas semanas, vamos para Praga.
- Temos Wii em casa. E uma freeview box. Mais motivos para ausência.
- Ainda não temos internet – mas o vizinho tem, e, *poor thing*, deixa a rede aberta para parasitas como nós chupinharmos. Mas essa semana já devemos estar dentro da lei de novo, com nossa própria internet.