Friday, December 19, 2008

living on the edge

Só para vocês terem uma idéia:

Comprei um Jornada 720 para levar para a viagem. Jornada é um handheld. Pra escrever minhas coisas e, onde der, acessar a internet via wi-fi.
Aí olhei pra ele e torci o nariz. Principalmente quando meu namorado disse que eu paguei caro por uma máquinha de 2001.
E eu concordei e na hora resolvi devolver.
E tudo isso não teria acontecido fosse eu menos ansiosa.
Aliás, eu seria muito mais rica fosse eu menos ansiosa. Porque não sei quantas coisas comprei porque estava ansiosa para me livrar do errand.
Então, em tempos em que temos poucas semanas para resolvermos tantas coisas, das pequenas às grandes, esse tipo de cagada acontece numa freqüência irritantemente diária.

Vou tentar me ajudar esse fim de semana. Vou fazer um curso de meditação. Parem de rir.
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E saindo do curso vou acompanhada do meu namorado, meu breque humano, até Tottenham Court Road para comprar meu handheld. Vou tentar ir com calma e não deixar que meus olhos brilhem diante do que julgo, do alto da minha ânsia, uma barganha.

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Acabou. Mais de quatro anos de dedicação e ma’boy terminou o doutorado. Sem precisar de NENHUMA correção. Algo extremamente raro em doutorados. Meu homem, meu orgulho.

Ontem levei-o para comemorar num restaurante ultra descolado, Sugar Hut. Hoje é o dia da comemoração geral, num pub de rock a que fomos recentemente e adoramos, o Big Red, em Holloway Road.

Wednesday, December 10, 2008

dias finais

A vontade de escrever anda sendo completamente suprimida pelos zilhões de compromissos e deadlines. Quando partirmos para a Ásia, eu ma’boy provavelmente ficaremos desorientado, meio que sem acreditar que tudo deu certo e que estamos no começo de quase 3 meses de aventura. Falta exatamente 1 mês.

Pensamos em começar um blog a dois sobre a viagem mas desistimos já. Primeiro porque sugeri uns 30 nomes e o Alê não gostou de nenhum. Depois, e principalmente, se resolvermos criar um blog da viagem nos sentiremos na obrigação de escrever o tempo todo, e ficar caçando computador em plena puta que o pariu não é bem a idéia. Portanto, quando der, onde der, acima de tudo, SE der, postarei aqui mesmo.

Que mais.... Vacinas tomadas, livros comprados.

Faltando:

- Visto da Índia
- Visto do Vietnã (que devemos tirar em Bangkok)
- Comprar um kit joinha de primeiros-socorros
- Reservar hotel em Delhi para as primeiras noites (hotel escolhido, só falta confirmarmos as datas, o que só será possível com o visto da Índia em full-colour nas minhas mãos)


Ah sim, claro, falta definir o roteiro. A gente tá indo bem de oba-oba e esse é um dos objetivos, mas não podemos ficar largados demais. A Ásia é imensa e se não traçarmos o roteiro certinho, cortando coisas, vamos perder o quente mais pra frente. Seria típico demais. Preciso fugirda minha previsibilidade for once.

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Fizeram um buraco na minha bochecha e dói e tem ponto.

Agora deixando de manha um pouco: o médico resolveu fazer biópsia naquela pintinha na minha bochecha. Anestesia local que dói pra porra, deu vontade de chutar o saco do doutor. Não que fosse aliviar a minha dor. Só para ficarmos em pé de igualdade mesmo. Meu negócio sempre foi justiça, nem que para ser feita com os próprios pés.

Resultado em uma, duas semanas.

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Amigos bacaninhas para jantar hoje. Farei um macarrão com molho branco, presunto e ervilhas. Delicinha.

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Sábado mudamos de casa de novo. Rumo Fulham, onde ficaremos até o derradeiro adeus.

C’est tout for now.

Thursday, November 27, 2008

cagada, prazer

E então compramos nossas passagens. Entre outros lugares, Índia.

E dois dias depois tem ataque terrorista a *pontos turísticos* em Mumbai.

E então compramos nossas passagens. Entre outros lugares, Tailândia.

E um dia depois o *aeroporto internacional* foi tomado e fechado por manifestantes que ameaçam causar um conflito civil no país.

Olá, essa é a minha vida, prazer.
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Aí recebo um email da minha irmã ontem ENUMERANDO a quantidade de prêmios e sorteios que ela ganhou este ano, inclusive uma viagem com acompanhante e tudo pago para a Austrália.

Eu pergunto, é justo, minha gente?

Vai ser cagada na puta que o pariu. Pobre do meu homem que tem de partilhar do meu azar.

Wednesday, November 26, 2008

Bobby mae

No GTalk: "oh vida... quanto um ser de 54cm pode ainda cagar???"

Wednesday, November 19, 2008

don't loose your faith in me

If you ever had any.

Estou ateh me levando mais a serio. E ja me levo a serio bagarai.

Amei Bruges, Bathatha foi embora, mudei de casae ando muito, muito ocupada com muita coisa, a maioria relacionada a minha volta ao Brasil e ida a Asia.

Ah sim, tem o trabalho tambem. Continua na mesma. Uma bosta.

Fora isso fui no medico ontem e ele me encaminhou para uma clinica de cancer de pele. Jooooia! Mas nao estremecei - soh checar uma pinta na bochecha que nao parece das mais inocentes sardas...

Ah sim, meus sogros chegam na segunda-feira e no final de semana que vem vamos todos pra Madeira, lembrar como eh ser feliz e nao odiar o planeta! Bom!

sumi

Deixo-os com um filminho, por ora:

http://uk.youtube.com/watch?v=7_Eod8g1VEc

Friday, October 31, 2008

brussels, my cheap love

Em Bruxelas, sem dinheiro. Tudo o que eu tinha eram 30 euros guardados de outras viagens. Chego aqui pra tirar dinheiro e, caralho, nao aceitam meu cartao. Gasto meus ultimos 2 euros num cybercafé MUITO fedido, que também é um off licence, e demoro horas pra digitar porque o teclado é todo trocado. O que fiz com os outros 28 euros, voces perguntam. 7 de viagens de metro, 7 de qlmoco podreira, 5 num gorro que consegui perder no tempo recorde de 2 horas (mentira, esse NAO é o recorde) e mais 7 em um chocolate quente com waffle de Bruxelas (o quadrado com açucar).

O que fiz com meu dia? Andei muito, pela Gran Place, pelos parques que beiram o palacio real, pelas ruelas cheias de waffles e mendigos, pelo overrated Maneken Pis, por uma estatua em que todos passavam a mao e eu passei tb sem saber o que era. Quando cheguei no hotel, logo depois do almoco, dormi. Nao soh para o tempo passar aos que nao tem dinheiro, mas tb porque tive de acordar às 4:50 da matina para pegar o trem. Tive pesadelos nessa soneca da tarde mas ja passou. Pensando agora foi ateh engracado, mas fica para uma ocasiao com teclado decente que esse aqui ja me irritou a alma.

E apesar disso, e apesar de todas as pessoas dizendo pra fazer diferente, gostei de Bruxelas. é meio feia, no sentido de nao fazer muita questao de impressionar, mas ao mesmo tempo tem predios fantasticos espalhados. Tenho certeza de que ha muitas Bruxelas aqui. Meu palpite eh que quem vive aqui nao troca por nada.

E chega que a alma esta explodindo de irritacao com os dedos lentinhos nesse teclado torto.

Beijotchau.

Wednesday, October 29, 2008

singer in the snow

Sim, neve em outubro. Primeira vez que isso acontece em meus 4 anos e meio de Londres. Começou com chuva de granizo, dessas que machucam mesmo (eu sei porque estava na rua, eu e mais alguns desafortunados que andavam por Russell Square num trecho sem toldos ou lojinhas para entrar). Aí virou chuva. Quando saímos eu e ma'boy da casa do Henrique e da Carol para a despedida dela, ainda chovia. Quando jantávamos no Carluccio's para comemorar 2 anos de namoro, nevava. Neve mesmo. Flocos grandes que caem leves. Não foi fácil entender. Achei que não estaria mais em Londres quando caísse a próxima neve. Voltamos para casa; eu, encharcada e feliz.

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Os dias com Bathatha e Léo estão voando. No momento eles estão em Paris e eu trabalhando e resolvendo pendencinhas. Enquanto estavam aqui, fizemos o tradicional rolê turístico. Ficou faltando algumas coisas, tipo British Museum, Science Museum, Natural History Museum, Tate Britain, Hyde Park (pena que perdemos a Speaker's Corner).

Depois de amanhã parto pra Bruxelas de Eurostar e passearemos por lá e por Bruges até segunda.

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Resolvemos ma'boy e eu ir com os meus sogros para a Madeira no final do mês. Passagens compradas, Cliff Bay reservado. Não vejo a hora de voltar ao paraíso. Pela quarta vez em pouco mais de 4 anos. Uma ótima média.

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Quase fechando os tickets da Ásia. Detalhes seguem quando estiver tudo certo! De qualquer forma, agora sinto que é real. Entreguei ontem minha carta de demissão no trabalho. Meu último dia será 4 de janeiro. Agora sim, um proper countdown: 67 days and counting!

Thursday, October 23, 2008

inuteu

Aí que ontem me chacoalharam e depois jogaram num puta evento de Smartphone em Earls Court. Eu, meio do mato, com meu sapatênis Nike e meu coletinho Marks & Spencer surrado e sem dois dos três botões, fui. E fiquei rodando aquela porra e recolhendo brindes quando ninguém olhava, porque eu que não queria que viessem falar comigo.

Um show de desenvolvedores de tecnologias para celulares, minha gente. Empresas de GPS, de câmera de celular, de novos sistemas operacionais, yadda yadda. Não fazia a mais puta idéia do que estava fazendo lá. A não ser, claro, recolher brindes. E só pelo esporte mesmo, porque a maioria dos brindes, depois de conquistados, perderam a graça e foram deixados pra trás nas esquinas escuras do evento.

Aí eu achei o Organiser’s Office e resolvi que eu precisava me fazer útil. Comecei a ajudar a organizar os displays etc. Saí de lá 6 e meia pensando que a hérnia futura da organizadora do evento provelmente será a minha hérnia. Cheguei em casa ainda meio sem entender por que me mandaram pra esse evento. Perda do meu tempo e do dinheiro da empresa, claro, que me paga para fazer essas idiotices. Eu não entendo mesmo o mundo corporativo e estou considerando cada vez mais veementemente tirar um tempo para escrever meu livro e (sobre)viver de frilas.

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Hoje chegam Bathatha e Leo. Logo mais pousam em Heathrow e estarei com o celular por perto caso dê merda na imigração e eu tenha que ir até o aeroporto resgatá-los. Mas não vai dar problema nenhum. Amanhã estou de férias e segunda também, pra passear com os queridos.

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E pirando na viagem pra Ásia. Decidimos mudar de novo o roteiro. Tiramos Austrália e Nova Zelândia para baratear, para aproceitar mais a Ásia e para poder voltar pra Londres antes de ir pro Brasil de vez, de forma que poderemos levar coisas que otherwise despacharíamos por mais uma nota preta.

Estamos pensando em fazer assim: Índia e Nepal por umas 3 semanas, e de um mês e meio a dois meses para o sudeste asiático, incluindo: Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Malásia e Indonésia (Bali e Lombok). Voamos de volta a Londres de Kuala Lumpur ou Singapura. Ficamos de três dias a uma semana em good ol’ England e partimos finalmente para o Brasil.

AAAAHHHH.

Está acontecendo.

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Para os de Londres, estamos vendendo um monte de coisas. Tem algo que queiram comprar? Um liquidificador? Bicicleta? Patins? Máquina fotográfica? Luminárias, abajour, escrivaninha, sofá-cama? AAAAHHHH de novo. Mudamos dia 13 de novembro pra casa do vizinho que vai nos alugar o apê por um mês. Velhinho fofo, recusou-se a nos mostrar o apartamento ontem porque concluiu, depois de confabular com sua senhora, que “8 da noite é muito tarde”. Tem como ser mais vovô amado que isso?

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Que mais... Papito fez aniversário. Ele disse que odeia aniversário mas adora o rebuliço que se faz para ele, tenho certeza. Ele, melhor que ninguém, sabe apreciar uma boa FESTINHA.

Nada de Noah nascer e enquanto isso Bobby vai ficando imensa e inquieta. Angústia! Quero ver a cara do bichinho!

Que mais. Tô de saco cheio do trabalho, mas isso não é mais, isso é velho. Uns dias off vão ajudar a restabelecer o equilíbrio zen (rarrarra) mas ainda assim já comecei a contagem regressiva. Faltam dois meses e bem pouco.

Friday, October 17, 2008

Das mimagens do meu homem

Gente, depois eu é que sou a mimada. Dêem uma séria analisada no diálogo que se sucedeu.

Contexto: eu lendo na cama antes de dormir, homem entra no quarto e...

- Tá frio, né? – ele diz
- Tá. – eu digo
- Ligo o aquecedor?
- Não.
- (pequena pausa para analisar minha resposta e) SE EU QUISER EU LIGO!!!

Posso?

Thursday, October 16, 2008

adjuntos

Dor nas costas do tipo MEDO. Meio que no pulmão. Só sei que não posso morrer antes da minha viagem pela Ásia, antes de voltar pro Brasil, e antes de ser mãe. E antes de escrever um livro. E antes de ser avó, tentando chutar alto. Eu, do alto dos meus 28 anos, já penso em ser avó. Isso é que é gastar neurônios pensando, minha gente.

Bobby está para parir. Todo dia entro no Gtalk e espero ansiosamente bater umas 11, 11 e pouco da manhã (7, 7 e pouco no Brasil) para ver se ela entra. Pra mim, não entrou está parindo. Pequeno Noah virá ao mundo de Bobby a qualquer momento. Como gira esse mundo. Ontem mesmo dividíamos cama e desgraças na desgraçada Shadwell. Éramos pobres e felizes, mesmo quando não éramos (felizes, porque pobres, sempre).

Que mais.

Vou para Ásia só em janeiro. Para compensar a longa espera, vamos viajar por mais tempo do que estipulamos a princípio. Provavelmente dois meses, talvez até um chorinho a mais. Vamos ver. Esse fim de semana vamos na agência ver se compramos o ticket ou pelo menos acertamos o itinerário.

Brasil então, minhas crianças, só em março.

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Faltam 56 pounds pra pagar meu tênis. Que belezura.

E falta uma semana para a vinda de Bathatha e Leo. Nem acredito que essa vaca amada vem!

O que mais falta... 12 dias para eu e meu menino completarmos 2 anos da mais feliz e doce união. Ele ainda não sabe, mas vai me levar para jantar nesse dia.

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Meu primo vai casar. O Rols. Aquele que foi um amado logo que cheguei no UK e me ciceroneou e me enturmou e me afofou.

Conheceu Danielle, 31, nos EUA no deserto de Nevada. Ele ajudou ela a montar sua barraca de acampamento e, voilá, 6 semanas depois eles anunciam o casório, que ocorrerá num cartório em baixo da Golden Gate, em São Francisco, no dia 30 deste mês. Nada de conhecer a família do outro. Só os dois tentando se bastar. Felizes são eles que têm um coração correndo e levando o corpo atrás.

Wednesday, October 15, 2008

aiai.

varias coisas.

varias.

Thursday, October 02, 2008

terceiras pessoas

Quase que não era eu escrevendo o email. Sempre fui assim: quando preciso fazer algo que exija um pouco de guts, resolvo o problema saindo de mim, olhando pra minha vida em terceira pessoa. Sempre funcionou para tirar peso de situações desnecessariamente carregadas. E sempre fiz uma puta tempestade em copo d’água, e sempre matei formiga a tiro de canhão. Se você é assim, dica: saia de você de vez em quando para agüentar as verdadeiras tempestades e as formigas gigantes (er...).

E foi o que fiz quando precisei de um pouco menos de mim e de minha ansiedade para mandar um email pro meu chefe. Coisa boba:

Hi Stuart,

Can we have a quick chat when you have 5 min?

Thanks

E o problema nem foi escrever, o problema foi mandar. Porque agora depende dele responder. E quando ele vier e falar, vamos ali conversar, terei de ir, e terei de falar. Que vou. Não sei quando, mas vou. Antes do final do ano, vou. Vou tentar não demonstrar que na verdade, verdade mesmo, não vejo a hora de sair deste prédio pela última vez. Vai ser estranho e lindo. Vou chorar com o peito apertado e livre, e vou rir do choro e chorar do riso. Sempre mais arregaçado, sempre mais agudo. Eu ainda não sei quanto agüento, mas sei que agüento muito.

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E estava outro dia nos segundos que antecedem o mergulhar no sono, pensando: acho que foi aos 20 anos que realmente parei de crescer e comecei a envelhecer. Eu lembro direitinho quando aconteceu. Foi aterrorizante mas ao mesm tempo libertador. Você descobre sem perceber que já não precisa sofrer tanto para que as coisas aconteçam. Elas agora dependem muito menos de você e muito mais do mundo. Ao mesmo tempo que o mundo não depende nada, nem um cuspe, de você. Duro e libertador.

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Essa noite sonhei com bebês, para variar. Eu tinha uma menina e estava num parque de topless, dando de mamar. E rodava e brincava com minha filha. Eu estava atrasada para alguma coisa, mas resolvi parar para brincar de levantá-la nos meus braços e ela sorria tão doce que eu percebia, com um quentinho doce no coração, que nenhum compromisso era mais importante do que aquele, de ver minha filha sorrir e gastar muito tempo com ela, deixando que todas as urgências, com o tempo, fiquem supérfluas. Foi um sonho indescritivelmente espiritual e encantador.

Depois sonhei com outro bebê, a Manu, filha da Cá. Sonhei que ela era seqüestrada e que nós duas ficávamos desesperadas atrás dela. Que sabíamos quem a tinha levado mas que o sujeito era perigoso e teríamos que sair da festa (rolava uma festa) de mansinho. Esse sonho não foi bom.

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Falando em sonho, ma’boy anda sonambulando novamente. Nada de jogar travesseiros desta vez. Ontem ele acendeu o abajur, ficou em pé em pose de Cristo Redentor. Claro que, com a luz, acordei. Diálogo:

EU: - Tá tudo bem?
ELE: Tudo bem!
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Hã?
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Hã?
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Pra te mostrar!
EU: Mostrar o quê?
ELE: Não sei!
EU: Aiaiai, então deita e apaga a luz.

E ele obedeceu. E, claro, não lembrou de nada no dia seguinte.

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Meu astuto coleguinha Herrmann me mandou:

Blogging: Never before have so many people with so little to say said so much to so few.

Adorei.

Monday, September 29, 2008

tulipas

Ganhei tulipas do meu amor. Tulips laranja. Ontem fizemos 1 ano e 11 meses de namoro. Pessoas sempre acham sem graca ganhar flores ateh ganharem tambem. Eh uma delicia. Nao tirei o sorriso do rosto o dia inteiro e Ernesto e Samantha tiveram de aguentar meu bom humor.

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Faltam 70 pounds de caminhada para pagar meu tenis.

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Depois de aliviar o peito contando para todos (menos para meu chefe direto, que estah de ferias) que vou sair, segunda-feira nem foi mais tao assustadora. Se eu soubesse que teria esse efeito positivo, teria avisado que ia sair muito antes.

Thursday, September 25, 2008

sublimando

Eu não vou escrever como estou e como vão as coisas porque acho que só de pensar vou desanimar, e me irritar, e meu coração acelera e me falta o ar – sou assim sensível. Então apenas um alô, tá tudo indo, vou vivendo aprendendo cada dia mais quão pouco vale a pena me estressar com a burrice alheia.

Não posso deixar que o saco cheio do trabalho interfira outros setores da minha vida que vão muito bem, obrigada.

Vamos lá, falar de coisas boas. Esquecer que passo 8 horas do meu dia me sentindo um alien num ambiente de trabalho que não é compatível comigo.

* Comprei um tênis de corrida que custou £80. Para pagar a mim mesma o valor do tênis, me propus a andar de casa pro trabalho ou do trabalho pra casa ou os dois. Costumo gastar uns £3 por dia com transporte. Imagino que em uns 30-40 dias consigo pagar pelo brinquedo. Faltando agora £73, vou fazer contagem regressiva aqui no blog.

* Fui numa agência de viagem e ajudou bastante a definirmos nossa viagem à Ásia. Resolvemos que iremos apenas à Tailândia, Vietnã, Laos e Camboja, em vez de ficar gastando grana, tempo e saco em passagem de avião. Nepal fica pra próxima, Japão fica pra próxima, Filipinas fica pra próxima. Acho que pegaremos um return ticket para Bangkok e de lá faremos a volta. Outra possibilidade é chegar em Cingapura e voltar por Bagkok. De qualquer forma, está bem mais claro e real, e isso é ótimo.

* Queria muito fazer a viagem acima com uns 5, pelo menos 5 quilos a menos. De banha, digo, não de bagagem. Estou de regime de novo, minha gente. Cheating a bit, acho, já que estou tomando 5-HTP. Não sei se funciona e nem se é o que preciso, mas vou tomando até dar errado, se der. Não sabe o que é 5-HTP? Pesquisa.

* A primeira malinha da mudança pro Brasil já está feita e encontra-se nas confiáveis mãos da Francine, namorada do Bruno. Eles vão ao Brasil em outubro por apenas duas semanas e a Fran vai levar minha mala. A avó dela mora pertíssimo da minha irmã, que irá buscar meus bens amados. Conteúdo da mala? Dois pares de sapato, uma gaita, um iPod velho, algumas bijouterias e o resto, tipo uns 10kg, só de livro.

* Estamos quase definidos sobre onde vamos ficar depois do dia 13 de novembro, quando acaba nosso contrato na atual casa. Em breve começaremos o processo de desapego, onde estaremos dando/vendendo quase tudo e nos mudando basicamente com o que vamos levar conosco para o Brasil. Spooky!

* Acreditam se eu disser que esses dias, quando caia no sono, tive uma idéia ótima de livro? Pois é verdade. Mas do jeito que as coisas vão, não sei se o livro escorrerá da minha cabeça para as mãos. Veremos.

E só de me desligar por alguns instantes do trabalho estou bem melhor, mais leve, mais confiante de que o tempo há de voar para eu poder pôr fim a essa palhaçada.

Wednesday, September 17, 2008

ah, sim

Mas hoje o que eu quero mesmo é ir para casa e ler a luz de velas na minha banheira anos 60. Meu patinho de borracha flutuando ao redor e uma música de folclore irlandês tocando no fundo. Umas pitadas de sal de banho para me refogar direito.

Foi o que eu queria dizer e esqueci quando apertei o PUBLISH.
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Eu sempre esquecendo do mais importante.

procrastination, that's my name

Ah, e claro, agoooora que minha dor-de-cabeça inexistente passou, eu resolvo ter uma de verdade. Cínico, esse que por nós zela.

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Resolvi que vou trabalhar na Bloomberg quando for pro Brasil. Eles ainda não sabem, mas eu vou.

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Eu queria muito conseguir ficar interessada no casamento da Sandy, porque do jeito que a mídia propagou, tenho que achar que o resto do Brasil inteiro se interessou. Me senti meio de fora. Sou a única que caga montes para Sandy ou Júnior ou o escambau?

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É hoje que acabou meu beloved A Suitable Boy (Sutapopói pros íntimos – e depois de 9 meses a gente cria uma intimidade). 1.500 páginas, meus amigos, do mais puro romance histórico na Índia nos anos 50.

Também não entendi por que fui me interessar, mas adorei. Também na reta final do Super-Cannes, que começou bem meia-boca e foi esquentando. Mas acho que se voltasse no tempo com esse conhecimento escolheria não lê-lo.

unblindness

O velhinho fofo agora também tem blog!

Tuesday, September 16, 2008

loosing it, finding it

Dias diferentes, estes. Alguma coisa mudou. Ainda não entendi bem o quê, mas sou dessas que primeito sente e depois entende.

Ontem não fui trabalhar. Motivo: Enxaqueca inexistente. Na verdade ela existiu no domingo, mas achei sacanagem ser bem num domingo e resolvi transferir pra segunda. Então a segunda foi meu domingo e meu domingo foi minha segunda. Tudo para dizer em várias palavras que dei o gato no trabalho sem dó nem piedade. E hoje foi difícil acordar e aleguei que estava groggy dos remédios. Mentira, só queria dormir um pouco mais. A semana começa bem melhor quando começa quase na quarta.

Sobre domingo, a enxaqueca tem uma ótima razão. Fui voar com ma’boy e Bruno. O Bruno voa aviões pequenos, particulares. Ele alugou um por uma hora e meia e fomos os três, em um Piper que por dentro lembra o mais detonado dos fusquetas, voar até Dover. Então imagino que a enxaqueca se deva ao excesso de sol, ao headset que esmagou minha cabeça para eliminar o som do motor, e à mudança de pressãozinha básica. Além de todos os meus hormônios.

Ponto alto do vôo aconteceu uns 5 minutos após a decolagem: eu aponto à esquerda e, feliz da vida, grito: “Olha, olha, que legal! Um outro avião passando do nosso lado!” Foi por BEM pouco. Estimamos que o outro avião estava a uns 20 a 30 metros do nosso.

“Olha, olha, que legal!” Típico!

E depois de dormir 12 horas de domingo para segunda, quando regava minha pimentinha (ela é toda trocada, como eu: as pimentas crescem para cima, as flores apontam para baixo), ma’boy me conta que o Lehman Brothers caiu. Eu não consigo mais negar, então vou bradar aos quatro ventos: sinto um prazer imenso com esse tipo de catástrofe. Imenso mesmo. E eu espero que o mercado imobiliário continue me trazendo mais destes júbilos.

Agora, após tomar minha sopinha de tomate e esfregar bastante as têmporas em falsa dor, vou ali trabalhar um pouco. Sou palhaça, mas dessas certinhas.

Tuesday, September 09, 2008

curtas

Hoje vou ver uma pré-estréia de graça. Poxa, como gosto de coisas de graça. Fico realmente empolgada.

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Ainda sem definições quanto a datas. Estou ficando indócil com o trabalho. Meio na dúvida se vale a pena dar uma de louquinha e ser feliz nesses próximos meses. Talvez o negócio seja agüentar mais um pouco pra poder depois viajar sossegada.

De qualquer forma, até agora a única coisa oficial é que ficaremos na nossa casa até 13 de novembro. Depois disso, ou seguimos para a Ásia, ou é bom acharmos nova acomodação.

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Esse fim de semana fomos visitar a Dora, filhinha recém-nascida do Diter e da Dulce (e eles juram que não têm nada com a letra D, pura coincidência). Eu entro em uma sintonia completamente nova quando carrego um bebê no colo. Como se mais nada existisse ou importasse. Eu tenho quase vontade de SER aquele bebê sem história e sem caprichos, sem liberdade e sem responsabilidade. Completamente a mercê. Eu queria me deixar ser assim um pouco. Mas já passou a fase. Faz uns 28 anos.

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Sonhei com campos abertos e satélites e celulares sem sinal. Hoje recebi uma mensagem da minha operadora dizendo que se eu não pagar a conta (e é certo que não vou pagar – outra hora explico porquê) meu celular será desligado. Cagando montes, estou.

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Essa semana comemoro com meu amado 1 ano de morando juntos. Andamos mais autistas do que nunca, e mais apaixonados também.

Thursday, September 04, 2008

há cinco anos

Eu fazia quase poesia, todo dia:

"O melhor da vida é comer as bordas". É simples e é uma verdade absoluta e contraditória. O melhor da vida é o que vem anexado, sem querer, a ela. O melhor não era exatamente a competição, mas tudo o que a rondava. A felicidade não é exatamente nada, mas tudo o que não é exato e circunscreve a exatidão.

Foi lá em maio de 2003.

Friday, August 29, 2008

asas para baixo

De volta a esse lugar que me suga pelos olhos e me cospe todas as noites. Sempre perguntando o que estou fazendo com minha vida, sempre tentando entender como é que há gente que acredita ser feliz aqui e agora. Conversa que só consigo ter com meu umbigo, que não me julga e não é mais ou menos feliz que eu.

Porque ninguém é capaz de genuína e convincentemente me explicar o sentido deste blog, por exemplo, enquanto uma mosca morre de asas para baixo na minha escrivaninha.

Um dia eu tentei ser a melhor. E acreditei que poderia, até. Alguns chegaram a me convencer disso por alguns instantes, e por esses instantes deixei às vezes escorrer lágrimas de alegria. Mas alegria, gente, alegria não é felicidade. Alegria é a esmola que me jogam com desdém sem me olhar no rosto. E eu aceito, claro, for that's all I have for today. E tentar ser a melhor é uma merda sem tamanho, porque não existe melhor, porque posso ser menos que a mosca morta de asas para baixo. Posso ser menos que as anteninhas inertes.

Não sei o que há comigo hoje. Vontade de me mandar ao inferno, mas séria desconfiança de que já estou nele.

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A viagem para a Espanha foi divina. Madrid é bem legal, mas parte do meu coração ficou em Barcelona. Em algum lugar nos anos deste blog falei que sou uma pessoa altamente apaixonável por lugares, e que isso era bom por um lado, mas acabava me convencendo a me afastar de pessoas igualmente apaixonáveis. Barcelona é mais um exemplo disso. Acho que se a vida não der certo por algum motivo no Brasil e eu pensar em voltar para a Europa daqui a alguns anos, consigo me ver perfeitamente morando lá. Logo mais coloco fotos no meu Flickr. Aqui só algumas palavras mesmo, sobre a cidade que tem absolutamente tudo o que julgo essencial numa cidade, e ainda um charme todo dela. Encantadora. Virei mais uma dessas malas apaixonadas por Barcelona.

Queria escrever mais, mas não tô na pilha agora. Shame.

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Amanhã vou para Dover com meu homem. Levaremos as bicicletas no trem e passaremos o dia entre cliffs, praias, castelo e ruas pitorescas. O último dia de verão inglês, dizem. Havemos que aproveitar.

Wednesday, August 20, 2008

beijing beijing

e tchau tchau. Férias, mon cheries. Madrid e Barcelona. Volto com minhas pataquadas portuñolas e muito, muito mais! Quinta-feira da semana que vem eu volto. Até lá só atualizo sob tortura.

Aos familiares: estou levando celular, mas como resolvi não pagar mais a conta (longa história, a culpa é daqueles putos da operadora) pode ser que ele morra n'além mar. Neste caso, sosseguem o facho (faixo? faxo? faicho?) e quando der eu mando um alô.

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Ai, me senti tão amadora nas minhas maratonas aquáticas... Aquelas mulheres nadaram 10km como quem nada 1km. Fiquei boquiaberta. Lindo lindo. E muito nostálgico.

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Chove...

Friday, August 15, 2008

notícias de ontem

Troco quase nada por tudo. Sempre quis sair ganhando nos meus, como chama mesmo, mucambo? macambo? ando esquecendo de palavras que usava toda semana em português. Como chama aquele esquema de troca dos índios? Era marambo, mumbaque, algo assim.

Enfim, não gosto muito de fazer mau negócio. Seja a inegável raiz judia, seja o medo mesmo, medo de sair perdendo na vida. Aqui e ali, um pouquinho todo dia faz diferença. Eu não gosto de dormir hoje menos do que era quando fui dormir ontem.

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Ver a natação nas Olimpíadas tem me dado uma coceira sem tamanho. Mas enfim, vai ficar coçando até a carne ficar viva (ela é morta antes disso? perguntas, perguntas). Não há muito, agora, que eu possa fazer.

Meu amado me perguntou se penso em voltar a nadar como antes quando voltar ao Brasil. Well, amor, eu disse, se eu voltar a nadar como antes vou ficar uma gostosa sem tempo e energia para mais nada. Você quer? Eu na verdade não perguntei porque não importaria a resposta. Eu não quero. Gostaria muito de mergulhar sem ser de cabeça, mas nunca me ensinaram e eu nunca senti falta também. Então não sei. Entrar pela beirada, sentindo os dedinhos frios primeiro nunca foi a minha. Mas me enerdecer (c) na natação novamente não vai dar.

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Na verdade vim aqui escrever porque nada mudou, mas como o tempo passa e o blog vai ficando velho e chato e desatualizado e às moscas, de vez em quando venho aqui jogar poeira e fingir que morar em Londres é sempre tudoaomesmotempoagora e que, uhu, é verão, festival, uau. Não, nunca será assim. Não para mim.

Enfim.

Estava aqui escrevendo e meu amado começou a perguntar sobre o que eu estava escrevendo. E aí falei "depois você lê no blog, oras" e ele gritou agudo e eu perdi a concentração. Então é isso. Até a próxima desatualização.

Monday, August 04, 2008

torcicolo

Sempre cometendo os mesmos erros. Admirando fotografias sem perceber que as pessoas POSAM para elas.

é falso. é artificial. é longe, muito longe do que realmente foi.

e com as cartas a mesma coisa. simplesmente um a tentativa celulósica de diminuir uma distância que não, hon, não diminui. E uma falta de memória, e uma quase vontade de me machucar. não sei porque ainda faço isso comigo, mas é quase incontrolável. amo meu passado e odeio o passado dos outros.

**

Torcicolo significa alguma coisa? Estou com torcicolo. Carreguei umas sacolas muito pesadas na quinta-feira e meu ombro virou um pedaço de pão velho. Aí o ombro foi melhorando e o pescoço travando. Fui fazer massagem e acupuntura hoje e ainda não sei se melhorei. O china me entuxou (?) de coisinhas herbais caras que comprei porque não tava na onda de resistir, sabe?

Mas esse negócio de olhar para trás, Beatriz, não ajuda a melhorar o torcicolo.

Será que eu quero doer? Mas dói tanto... Será que eu gosto? Não pode ser.

Tuesday, July 29, 2008

a place called us

I remember everything.
A curse, I’d say, to remember everything.
But I kinda like it.
You and me and all our beautiful and not so glorious moments
You and me and the times when we just really didn’t care.
They are still here somewhere.
As I get away from what’s around me
(And inevitably I do)
I get closer and closer to you.

Monday, July 28, 2008

não entendo

Putz. Mais uma dessas segundas-feiras em que penso sem parar no Sentido Disso Tudo. Não existe. Pedem para eu não pensar muito nisso, sem entenderem que não há como pedir uma coisa dessas. É inerente. É sufocante. E é incontrolável. Não entendo muito vir ao trabalho todos os dias. Não entendo muito despertador. Não entendo muito ter que ficar das 9am às 5.30pm no trabalho se consigo fazer o que preciso em 4h de trabalho. Não entendo porque deveria fazer o dobro de quem ganha bem mais que eu. Não entendo nem porque isso deveria ser um problema. Não entendo para onde vai o dinheiro que ganho, nem entendo qual o meu papel Nisso Tudo. Não entendo, gostaria de ser feliz em minha ignorância mas não consigo, não consigo.

Acabo de voltar do banheiro e arrancar mais um fio branco. E apesar disso continuo assim, com os pensamentos mais adolescentes do mundo. Puta saco.

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Acredito que Woody Allen entrou numa fase melhorzinha agora que parou de ser engraçado. Match Point e Cassandra’s Dream são bem melhores de tudo o que já vi dele. Nunca fui huge fan, agora estou um pouco mais convencida de seu talento. Still, não está na lista dos meus favoritos.

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E o que ainda me faz respirar feliz são os planos. Vai ser muito bom o futuro breve.

Tuesday, July 22, 2008

ordem e regresso

Prometi para mim mesma parar com essa coisa de ansiedade.
De deixar tudo sempre dentro da bolsa fechada como se fosse sair correndo a qualquer minuto.
Preciso aprender a me espalhar, para entender por que as pessoas espalham sem nem perceber. Eu percebo demais. Mas se eu começar a me forçar, uma hora fica natural. A velha técnico da dramaturgia de forçar até que fique natural. E fica.
Ontem, por exemplo, só tirei a chave da bolsa quando estava na porta de casa. Geralmente é tudo bem calculado. Aproveito o tempo parada na escada rolante do metrô para pegar a chave. Passo o Oyster na catraca e já enfio logo na bolsa para fechá-la. Tudo para evitar pequenos desastres que estão esperando para acontecer.
Porque pequenos desastres procuram sempre pessoas com quem têm contas a pagar. E eu acho, por algum motivo, que sou uma dessas pessoas. Acho que os desastres estão à espreita para compensar as minhas sortes na vida e deus está louco para fazer tudo ficar 50%.
Sou muito, muito esquisita.

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Um querido no post abaixo perguntou sobre minha incursão na morna literatura brasileira. Vai chegar. Espera só eu ser avó pra você ver.

Brincadeira.

Vai chegar antes disso. E, claro, com estardalhaço.
Quando for.

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Montei o Twitter do Observatório. Vão lá e assinem!

Monday, July 21, 2008

agreed greed

Então que assistir Into the Wild no meu atual estado de espírito não ajuda a enfrentar uma sgeunda-feira ensolarada dentro do escritório.
Ainda mais quando não sei direito o que estou fazendo e, mais importante, por quê.
Ainda mais sabendo que em alguns meses vou largar tudo.
Ah, não vejo a hora. Alguns meses, só alguns meses mais.
Alguns updates da viagem para Ásia: devemos começar pela Coréia e Japão. Isso porque dos lugares que vamos visitar, são os mais frios. Logo, quanto antes formos (novembro provavelmente), melhor.
De lá ainda estamos num maze que inclui Filipinas, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Índia (em vez de Tibet-Nepal). Gostaríamos de, na volta, passar por Israel. Tudo ainda incerto.
E longe.
Então preciso focar em coisas mais próximas e palpáveis. Espanha em um mês!

Friday, July 11, 2008

tweet tweet

Agora eu também twitto.

de volta

Quase um mês sem escrever. Acontece. Encheu o saco. Parei. Agora voltei, e posso parar de novo.

Bem típico por sinal. Eu realmente nunca sei bem o que quero. Tenho até dificuldades de aspirar a algo. Se um gênio da lâmpada me conceder três desejos é capaz de eu falar, ah, não sei, escolhe aí. Só para depois não ter que carregar o peso de ter feito a escolha errada.

Noruega foi um tesão. Muita natureza e pouca gente. Era tudo de que eu precisava.

Voltei, comecei no cargo novo essa semana. Ainda está muito no começo para dar qualquer veredicto. Fiquei bem perdida nos primeiros dias. Comecei na segunda e eles me mandaram para um congresso terça e quarta. Meio complicado, já que eu não sei direito em que focar minha atenção.

Mas passou e cada dia está ficando um dedinho mais fácil. Daqui a um mês eu vou rir de ter pensado hoje que posso ter feito a escolha errada.

Obviamente, não é o que pensa minha conta bancária.

Mas sinto falta dos colegas. Me dava muito bem com o pessoal. Nada insubstituível, claro. Amizades de trabalho. Mil promessas até o último dia. Um ou outro encontro após isso e pronto, morreu. Mais fácil morrer com promessas de vida.

Na verdade não sei por que vim escrever. Claro que muita coisa aconteceu, mas para contar direito eu teria que dispor de um tempo que agora não tá rolando. Tem a Noruega, e tem o trabalho novo. Tem eu um pouco mais de bem com a vida, e tem o de sempre, que é falar muito sem falar nada.

Por ora é isso. Depois eu volto, seja lá o que depois for.

Tuesday, June 17, 2008

crocodilo

"Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens."

J. Guimaraes Rosa

Amem.

grasp

Existem algumas maneiras de fazer direito.
Existem muitas, inúmeras maneiras de se fazer errado.
E existe o não fazer.

E o vazio que segue o não fazer.

Mas o pior vazio é o que segue o fazer sem sentido. Fazer, fazer, fazer muito, e perceber que o que se fez era volátil e não muda nada. Nada, nada. E que esse é o princípio da inquietação. Não essa inquietação mundana de todo dia. A Inquietação.

Eu não sei.

Saturday, June 07, 2008

holy hole

Subir as escadarias do meu trabalho e entrar por aquela porta onde sei quem vai estar sentado onde, e ligar o computador e fazer o que sabia que iria fazer ontem, e anteontem. E pensar, claro, pensar. Pensar que nada faz realmente muito sentido. Nada vai MUDAR. Para mim e para o mundo. Aí a vontade de fazer todas as coisas que eu tinha para fazer some. Decido dar uma checada nos meus emails. Praticamente só propaganda. Onde foram parar meus amigos? A culpa é minha? Quando chega a hora do almoço eu preciso sair. Muitas vezes ligar para alguém, mas quem? Tem muita gente que gostaria de receber meu telefonema, mas elas têm o que falar? Elas lembram dos seus sonhos? Elas entendem que cada dia vivido é um morrido?

Não ando muito bem. Ando tropeçando muito. Qualquer coisa me faz chorar, qualquer coisa que me fazia rir antes não tem muita graça mais. Ando com vontade de estudar. Não sei vocês, mas sempre que caio nos meus muitos buracos, tenho vontade de estudar. Até mestrado no Brasil ando considerando, eu que depois da faculdade passei a não acreditar em ensino no termo ortodoxo da palavra. Talvez ainda não acredite e a solução é estudar por conta própria.

Aí eu olho para o meu amor. Ultimamente tão focado no doutorado que quando ele pega o violão para tocar me dá vontade de ser o violão. E me vem aquele medo também. Quando estou como estou, fico destrutiva. Jamais me perdoaria se destruisse uma das poucas coisas bonitas que soube construir. Mas o medo de destruir ajuda a destruir. Ele vai ter que ter paciência comigo. Eu vou ter que ter paciência com o doutorado dele.

Na verdade, estou me oferecendo muitas saídas. Estou tentando cuidar de mim mesmo no buraco. Ontem entrei na academia. Good ol' serotonina, se deus for pai. Semana passada bookei uma viagem a dois para Noruega. É no final do mês. Vamos para Stavanger conhecer os fiordes. Something to look forward to. Também estou fazendo aulas de caiaque no Tâmisa. Uma experiência fantástica e uma nova perspectiva da cidade que, após 4 anos, achava difícil ainda haver. É o que diz o folheto anyway.

But yet... Estou contando mesmo com a ida ao médico no dia 17 de junho. Vou meio de cabeça baixa, me sentindo uma puta loser, mas acho que não é a hora de ficar sem boletas. Para meu desapontamento, e do meu amor também - que embora negue, é claramente contra anti-depressivos. O problema, como disse a ele, é que ele não me conhece sem antidepressivo. Fico não só insuportavelmente ansiosa, como irritadiça (ao extremo: tenho vontade de socar, por exemplo, mulheres andando de salto alto atrás de mim. não perguntem) e muito negativa. Basicamente invirto a polaridade da minha energia. Basicamente, viro uma bosta de pessoa. Eu sem boletas.

Então é isso e chega.

Monday, May 19, 2008

the girl with far away eyes

Precisou que alguém querido apontasse o que estava debaixo do meu nariz para eu enxergar. Estou indo atrás de tudo o que quero. Pedi aumento (que veio em forma de humilhantes 4.3%, mas veio); estou perdendo peso de forma lenta e estável, como se deve fazer; parei há mais de duas semanas de tomar Fluoxetina. Sou hoje uma pessoa mais próxima do que quero ser do que era há um mês.

And yet, ainda não estou satisfeita. Aliás, quando fiquei? Acho que sou muito dura comigo mesma.

Um pouquinho desinspirada. Muita coisa desimportante ocupando espaço grande na minha cabeça. Se eu morresse hoje, julgaria-me fútil por achar, depois de 28 anos, que as pequenas coisas realmente importam.

E o sono, claro. Todo fodido. Deve ter a ver com a interrupção da medicação. Mas acho que não é só isso. Faz um mês que voltei do Brasil e já parece que faz um ano. Como pode? Cada dia mais entendo menos porque fui me meter nessas de vida corporativa. Não tem a ver comigo. Agora não há muito o que eu possa fazer, mas tenho planos maiores e melhores para mim. Assim que eu descobrir exatamente o que quero.

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Mas terei novidades até o final da semana. Que não tem a ver com trabalho, antes que me sabatinem. Só quero falar depois que acontecer.

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Ontem fui ver Persépolis. Adorei. E olha que para eu falar que adorei desenho é porque realmente este é imperdível. Sensível e ao mesmo tempo straight to the point. Recomendo muito.

Tuesday, May 06, 2008

let the sunshine in

Clima supimpa, esse. Sol que queima, bem vindo à Inglaterra! Aí, agora que ele chegou, posso feliz da vida reclamar que tenho que ficar enfornada num escritório quente e meio sujo. Sim, acharam camundongos por entre as baias outro dia. Eu pensei em fingir uma fobia irracional para poder tirar uns dias de férias justificadas e pagas, mas pensei demais e não daria mais para simular, posto que fobia irracional não espera para estourar.

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O regime. Continua lindo. Dias mais bonitos hão de me ajudar a comer menos e me mexer mais.

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Agora vou - ali pedir aumento pro meu chefe. É sério.

Saturday, April 26, 2008

never alone, alone all the time

Ai, a solidão. Eu tinha esquecido como era. É ruim e passageira e inspiradora. Meus melhores textos foram escritos nos momentos mais solitários e nos dias mais ensolarados. Quanto mais paradoxal, melhor.

Mas claro que a culpa não é de ninguém senão minha. Sempre tentando passar a imagem de que me basto sozinha, de que gosto de pessoas até o ponto em que não gosto mais. E esse ponto varia. É preciso entender. Continuo achando que muitas vezes estou melhor sozinha do que acompanhada (claaaaro, depende da companhia, mas vocês entenderam). É que ficar sozinha é bom e me faz querer ficar mais e mais sozinha. Aí quando eu vou ver, as pessoas esquecem que eu existo, que estou por aqui, que estou até torcendo para ser chamada para programas, mesmo que os rejeite. Eu e minha mundaneidade.

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Minha irmã ganhou uma promoção da Ofner em que tinha que criar uma frase usando várias palavras dadas num total de 15 palavras. Foram 22 mil frases. A rabuda ganhou. O prêmio? Uma viagem de 10 dias para Austrália (alô, Austrália) com tudo pago em hotel 5 estrelas yadda yadda. Rabuda. Ela sempre foi. E rabudo o namorado dela também, porque é o acompanhante escolhido. Senão fosse ele, seria eu. Não é a minha cara?

Mas estou muito feliz por ela. É bom ter algo assim to look forward to.

Com essa história, fiquei empolgada em participar de promoções por aqui também. Mas logo me arrependi. Tinha que deixar o número de telefone, e estou sendo bombardeada por telemarketings e SMSs. Cagada, cagada. Mais uma vez, a minha cara.

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Sem querer soar patética, já tô morrendo de saudade do meu loiro. Nossa ida ao Brasil juntos foi mais um degrauzinho subido, quando achávamos que já tínhamos subido o suficiente. Votei para cá ainda mais certa de quem consegue me fazer feliz. É animal conhecer a outra vida de quem mora com você.

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Lindo dia hoje. Perfeito para dar início ao plano de correr. By the way, o regime vai bem, obrigada. Me pesei ontem à noite e perdi 2kg já, o que me assusta um pouco, mas juro que não passei fome.

À noite o plano é me afofar com Sam e ver filmes até não agüentarmos mais. Devo dormir por lá mesmo, abandonada e retirante (rarará) que sou.

Saturday, April 12, 2008

notícias d'além-mar

Com calor às 8.05pm. Que saudade, que saudade. Sei que em um ano isso vai me irritar mas, por ora, que saudade. Sol no osso, sabe? Você sente o raio ultravioleta detonando você toda e isso é curiosamente recebido com um sorriso de satisfação interno. Ninguém tem o direito de julgar alguém que passou tanto tempo longe do sol, alguém cuja melatonina já desencanou de responder.

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Estou me divertindo à beça aqui. Já cumpri a maior parte da chatice que queria resolver. Agora estou revendo alguns queridos e conhecendo outros. Fui a Campinas e conheci (quase) todos que fazem parte da vida do meu menino e que agora fazem parte da minha também. Foi muito bom, e estranho porque parecia que já conhecia todos. Me senti extremamente à vontade e saí de lá amando ainda mais meu Byrifoy. Amanhã ele chega aqui e espero, ansiosamente, que ele sinta pelos meus o mesmo que senti pelos seus. E espero que ele entenda um pouco mais dos meus nós, e que fiquemos ainda mais nós, e que saiamos da experiência com a convicção de que estamos no caminho certo. Nada se compara ao alívio da certeza de que se está feliz.

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Digam adeus à branca gorda. Digam olá à futura, er, branca. Porque não quero mais me encher de adjetivos pejorativos.

Sério agora: engordei mais de 10 quilos desde que cheguei na Inglaterra há 4 anos. E toda vez que venho ao Brasil algo ou alguém me lembra dessa extra banha. Seja minha médica ("Puxa, mas você não mudou nada, só engordou um bocado"), sejam minhas roupas que riem quando fecho a porta do armário sem coragem de prová-las.

Então resolvi apelar. Vou ver a nutricionista da minha irmã essa semana. Descobrir como emagrecer num país que cobra £0.20 em uma barra de chocolate e £1.00 em uma fruta.

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Sim, vai, o blog está de volta. Não sei por quanto tempo though. Vivamos como se cada post fosse o último. Heh.

Friday, March 28, 2008

Acho que estou meio deprimida. Ando pensando séria e repetidamente em cometer bloguecídio.

no Baci que acabei de comer

O amor não faz girar o mundo. O amor é o que faz com que o trajeto valha a pena.

F.P. Jones

Thursday, March 27, 2008

shut my eyes

Sono cão. Não tenho dormido bem. Na noite anterior foi justificável. Fui com ma’boy no show do Velvet Revolver. Nada programado – um amigo comprou dois ingressos e não pôde ir, então fomos nós, em cima da hora e na faixa, como a gente gosta.

Mas de ontem para hoje não tinha desculpa. Deitei antes das 11pm e dormi relativamente rápido, mas às 3am acordo com uma dor no estômago e ma’boy tentando vorazmente usar meu braço de travesseiro pela segunda noite seguida. Não dormi de novo antes das 4am.

Em uma semana e um dia embarco para o Brasil. Está tudo explicado. Estou eufórica com a possibilidade e meio assustada ao mesmo tempo. Não vai ser uma visita normal. Terei muita saudade para matar, claro, mas muitos problemas a resolver.

And yet, com tanta coisa para pensar, uma das que mais me recorre é que meu Lexotan deve estar vencido e não tenho como me dopar para enfrentar as 12h de vôo. Sugestões?

**

No caminho para o trabalho, em plea Trafalgar Square, um acidente entre uma moto e um ônibus. O ônibus vazio. O motoqueiro estatelado no chão recebendo CPR dos paramédicos. Aquele torção na espinha que percorre e gela o corpo inteiro. Me senti quase idiota em retomar a leitura do meu livro. Mas era necessário. A imagem, no entanto, não sai da minha cabeça. O corpo inerte e completamente submisso ao paramédico cumprindo sua rotina. Às vezes odeio minha sensibilidade.

**

Ouvindo muito.

I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn't have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose
I swear i'll never give in
No, I refuse

Wednesday, March 19, 2008

a solução

A solução é chutar. Mas e cadê perna?

Maldito bolo na garganta.

Saturday, March 15, 2008

me, myself, and my fucking stupid I

Uma noite de sábado fria. Como me sinto humana tentando beber um golinho de Bailey’s. Inclusive, vencido. Porque tenho uma garrafa há mais ou menos 2 anos, e é a única garrafa de alguma coisa alcoólica que um dia comprei.

Um pouco mais humana. É isso o que as pessoas fazem sozinhas num sábado frio, não é? Eu também quero fazer, mesmo que depois me sinta uma idiota fazendo algo que não gosto só para sentir gosto salgado nas lágrimas, e açúcar nos sorrisos. Como deve ser, como fui ensinada, como todos fazemos para, juntos, sempre, caminhar. Não é? Haha.

Mas não se preocupem. O Bailey’s tá velho, não vou conseguir tomar. Tá ruim. E não tinha gelo, então peguei um daqueles plastiquinhos com gel dentro que fica no congelador para quando me esborracho. Algo que provavelmente sera de grande utilidade em alguns minutos, mas que aí não vai estar mais frio, porque usei pra esfriar o Bailey’s. E por causa disso, também, o Bailey’s fede. Eu, um Bailey’s velho, um plastico fedido e gelado dentro, e um sábado sozinha e com frio. What a combination. Eu devia estar em outro lugar.

**

Hoje fui a Bricklane. Adoro a região. Meio de longe, como qualquer um que já morou por ali e volta para visitar. Almocei num restaurante de pizzas artesanais fantástico. Chama não-sei-o-que-lá store. Very helpful, I know, mas agora não lembro o nome. Foi bom rever meu ex-flatmate. Ele voltando para a Austrália, eu voltando pro Brasil. Não canso de repetir: londres é líquida, e esse é um dos motives que me faz amá-la e odiá-la. O que é ruim vem e vai, mas o que é bom também.

Bom mesmo é o Brasil, que bom e ruim estão todos entalados e não conseguem sair.

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Enfim, chega porque começaram a aparecer uns patches vermelhos na minha cara e não tô nada feliz. Se bem que seria bom qdescobrir que sou alérgica a álcool e as pessoas pararem de me encher o saco para beber.
Ou vai ver é porque o Bailey’s tá velho.
Ou vai ver eu realmente não sei e deveria me preocupar um pouco mais. Mas não dá. Um pouco mais e a preocupação é maior que eu.

Friday, March 14, 2008

alone in the light

Eu estava em alguma festa em que três pessoas eram escolhidas por várias outras. Eu não era escolhida. E depois eu era. E por isso eu ficava feliz, mas uma parte de mim se envergonhava dessa falicidade rasa. Foi um sonho estranho.

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Sozinha este final de semana. Aceitando convites para passar o tempo. Para pará-lo também, mas nunca vi isso antes, então está dado o desafio.

Se ninguém aparecer, tenho minhas miudezas para fazer, meus livros pra ler, meus errands to run.

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Cagada me pôr para trabalhar na janela, hein?! Cagada. Eu não reclamo, claro. Amo. Mas eles não sabem da minha capacidade de deixar o ambiente e passear por aí, sem sair da minha escrivaninha. Tenho divagado mais do que minha quantidade de trabalho permite. Deve ser a ida ao Brasil, as coisinhas todas que preciso fazer antes de ir. A logística de tudo, preciso comprar uma mala nova, aliás. Das grandonas. Mas das grandonas moles, para caber dentro da grandona dura. Tudo isso eu penso o tempo todo. No Brasil em três semanas. E mais a viagem para a Ásia no final do ano. E mais a visita à Informa do Brasil. E mais a viagem que quero fazer ao Lake District mas que ainda não saiu do papel. Aliás, boa miudeza para o fim de semana – nota mental: procurar B&Bs em Windermere e adjacências. E mais os lugares da Europa que quero conhecer antes de sair daqui. Ainda não fui pra Barcela, nem Bruxelas, nem Budapeste. Nada contra a letra B, pura coincidência. Ainda não fui pra Viena e para muitos vilarejos na Toscana que adoraria conhecer. Indo além, também quero ir para a Croácia, Chipre e Grécia. Se eu fizer 50% do que quero, fiz bastante.

Isso aqui deixou de ser blog. É quase um mural de auto-recados.

Aliás, estou pensando se desmancho o blog quando voltar pro Brasil. Continuo Singer, mas não in the Reign... Talvez readapte pra Singer in the Rain(Forest). Aguardo idéias melhores. As minhas estão um pouco atrapalhadas.

curtain

the final curtain on one of the longest running
musicals ever, some people claim to have
seen it over one hundred times.
I saw it on the tv news, that final curtain:
flowers, cheers, tears, a thunderous
accolade.
I have not seen this particular musical
but I know if I had that I wouldn't have
been able to bear it, it would have
sickened me.
trust me on this, the world and its
peoples and its artful entertainment has
done very little for me, only to me.
still, let them enjoy one another, it will
keep them from my door
and for this, my own thunderous
accolade.


C. Bukowski

Sunday, March 09, 2008

truco

Mais um final de final de semana curto. Como demoram a chegar os feriados nessa terra. Em meio a uma gig ontem, um nhoque ao forno hoje, umas dezenas de páginas lidas, as horas passam como minutos. Estou cansada como se fosse sexta. Preciso muito de férias. Sei que sempre falo isso. Agora falo querendo dizer, mais que nas outras vezes. Sempre mais. Faltam 26 dias para eu chegar ao Brasil. Duas míseras e maravilhosas semanas. Terei de fazer com que caiba tudo: responsabilidades e saudades. Acima de tudo, precisam caber meus planos para uma vida no Brasil. Vai ser estranho ir para o Brasil com olhos de quem vê um futuro ali, e não como alguém de férias. Quando for a hora de voltar, sei que vai se surreal.

**

Tenho pensado como adulta. Em coisas que adultos pensam, não eu. Em geral, não penso como adulta nem como criança. Penso de um jeito bem Bia. Estranho e pouco convincente, porque o objetivo jamais será convencer, e sim complicar. Cada vez mais, complicar. Mas agora não. Agora estou mesmo pensando na vida daqui a um ano e até dois. Isso é inédito. O máximo que soube planejar até hoje foram 6 meses, que foi o tempo que levei para resolver vir para a Inglaterra. Agora estou pensando mais longe. Faz parte do envelhecer ou estou apenas mais ansiosa (ainda)?

Foda-se, os planos que tenho para daqui a dois anos são deliciosos, então quero mais é pensar neles.

**

Desafio qualquer um que esteja lendo a fazer um nhoque ao forno melhor que o meu. Sério. Nunca comi um tão bom. Só não foi bom o suficiente para tirar meu amado da frente do computador jogando Starcraft. Mas foi bom a ponto de eu lançar o desafio. Aos concorrentes, boa sorte.

Friday, February 29, 2008

complete and utter

Como sou velha. Uma vez que vou dormir mais tarde e o dia seguinte é um inferno. Estou com os olhos em meia fase e sem o menor saco de trabalhar. Não é nem pelo trabalho. Estou sem saco de qualquer coisa mesmo – até escrever aqui, agora, tá sendo chato e não entendo por que continuo.

Desastrosa. Simon Cowell diria, you are a complete and utter disaster. Mas preciso me recarregar porque vai ter noitada no Blues Bar, tudo indica. Cafeína na veia.

E chega porque estou realmente completely and utterly sem saco.

Tuesday, February 26, 2008

soft gaze

Hoje, principal matéria no breakfast da BBC: Fluoxetina é placebo. Que jóóóóia! E me drogando com algo que não ajuda nada. Pois segurem seus cavalos – vou tentar parar mais uma vez.

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E por falar em humor, o meu tem flutuado. Bem incomodamente. Tenho tido meus repentes de não-me-procurem e por-favor-me-achem. Ao mesmo tempo, o que é mais curioso.

Acho que preciso ser surpreendida. Faz tempo que ninguém me faz surpresas. Faz tempo que não levo sustos bons. Sempre achei que isso fosse o sinônimo de felicidade imediata. Não aquela budista e zen. Aquela de dar friozinho e te fazer querer chorar. Aquela que junta vinte verbos em um e faz sentido. Faz tempo, mas quem sabe logo mais. Não é? Estou aprendendo a esperar. E a dançar um tequinho mais devagar para acompanhar quem não dança twist.

**

Ainda não vou revelar para os quatro ventos, mas uma de minhas melhores amigas está grávida. Serei madrinha. Estou tão, mas tão emocionada que corro o risco de ser temporariamente ignorada por meu namorado. Vontadinha de chorar, mesmo sem motivo. Os hormônios. Acho que eu já sou mãe. Só me falta o bebê.

Sunday, February 17, 2008

a gestação mais longa

Olha só, sem pressão, sem gritos histéricos e sem olhos arregalados porque isso só me assusta: voltei a escrever. Quase timidamente, retomei meu livro. Aquele. Anos em andamento. Nada demais. Escrevi uma página e meia. Mas pelo menos desestacionei. Não sei se desestacionei de vez ou se apenas realoquei a bagaça. O tempo há de dizer. Aliás, o tempo porra alguma. Chega de jogar as responsabilidades em mãos de que não tenho controle. Uma hora é a falta de tempo, depois o excesso de amor, depois a chuva, o frio. Sempre algo fora de mim ou de meu controle. Não mais. Se eu escrever e terminar vai ser lindo. Se eu não escrever mais a culpa vai ser pura e estupidamente minha.

**

Fim de semana deveras bom. Começou com uma visita a Kingston na sexta. Fui ver meus antigos colegas de trabalho e me deu uma puta nostalgia. Não é sempre que vou a Kingston. In fact, tenho de reconhecer, pode ser a última. É fora de Londres e de mão. E sou preguiçosa com essas socializações.

Acordei antes das 7 no sábado. Um pouco patético, mas dei uma geralzinha na casa e fiz hora até ir tumultuar Byrifoy. Ele acabou levantando antes de eu acordá-lo, o que foi um infortúnio dado que adoro acordá-lo. De tarde fomos no parque curtir o sol e praticar umas meditações de aikidôs. Foi legal e tal mas minha mão congelou e tivemos de voltar. Sem programa para a noite, deixamos acontecer e pessoas apareceram. E apareceram. Meio surreal até, visto que quem ligava era convidado e aceitava. Isso nunca acontece, mas aconteceu e foi ótimo. Mais pessoas do que o apê comporta, mas foi divertidíssimo.

Hoje novamente no parque, dessa vez sem meditação e com muito mais agasalho, fiquei lendo meu livro e curtindo o sol na cara. Até novamente ficar insuportavelmente frio e nos enxotar para o lado de dentro.

Começamos a assistir a Samsara, filme ótimo que já vi no Brasil mas Byrifoy dormiu no meio. Antes que minha família me zoe com minhas escolhas cinematrográficas, ele estava gostando do filme, sim. Só dormiu porque estava cansado. Sei lá, meditou demais. O filme é bom.

Thursday, February 14, 2008

valentinos e desvalentinos

Hoje, famoso dia de São Valentino. Mulherada apavorada para arrumar programas. Ninguém quer ficar sozinho hoje à noite. O escritório está manchado de vermelho. Buquês a cada tropeço. Para mim, não significa muito. Aliás, é o tipo de coisa que significa muito quando não temos alguém. Sentimo-nos mais vazios que o normal quando estamos sozinhos, mas não nos sentimos mais repletos que o normal quando temos alguém. É apenas mais um dia, mais uma noite, quem sabe com um presentinho no meio. E só.

De minha parte, vou jantar num restaurante bem cosy perto de casa, só para não passar em branco mesmo. Datas importantes somos nós que fazemos, não o sistema capitalista.

**

Ai, a volta. Ai. É mais difícil do que a maioria pensa, mas mais fácil do que eu penso. Já reconstruí minha despedida zilhões de vezes, cada vez de um jeito. Da mesma forma que reconstruí minha chegada definitiva. E ainda ouso dizer reconstruir algo que nem construído foi ainda. Estão entendendo? Um mar de magma, é o que tenho aqui dentro.

De modo geral acho que estamos lidando bem com a idéia toda. O que me assusta um pouco é a mudança no estilo de vida que nós, como casal, teremos. Hoje temos os mesmos amigos e nenhuma família por perto. Logo mais teremos amigos diferentes e uma família de cada lado para dar atenção. Pode não parecer muito coisa mas, acreditem, é. É o que tem me tirado o sono essa semana. Semana que vem vai ser a busca de emprego, e na seguinte vai ser achar moradia. Quando se esgotarem, os ansiogênicos entrarão em looping. É assim que funciono: todas as minhas ansiedades organizadas, semana por semana. Assim todas têm a sua vez de me deixar louca.

Tuesday, February 12, 2008

shit happens

doente, fodida, fraca.

Não sei qual é a desse lugar que me faz ficar doente com tanta freqüência. Tô realmente cansada. Peguei aquilo que chamam equivocadamente de stomach flu. Básica e teoricamente isso envolve vômito, diarréia e tudo o que acompanha essas condições. Quem me conhece sabe que eu não vomito (sim, é uma regra pessoal que meu corpo obedece há 12 anos). Logo...

Fora isso, nada. Não saí de casa o fim de semana todo, não vim trabalhar ontem e vim hoje porque sou uma mula teimosa. Dói tudo, principalmente o fundo dos meus olhos, o que faz com que eu fique com cara de peixe morto o tempo todo porque tento deixar meus olhos relaxados. Quando alguém me chama, fecho os olhos, viro a cara e abro os olhos novamente, tal como um robô dos anos 80. Um espetáculo.

Volto quando meu humor voltar.

Tuesday, February 05, 2008

wake-up light

Byrifoy comprou uma daquelas luzes-despertadores que imitam o nascer do sol. Uns 15 minutos antes da hora de acordar, a luz começa a acender. E quando chega na hora de despertar, um som de ondas do mar começa baixinho e aumenta, sem nunca ficar alto a ponto de irritar. O objetivo é você acordar naturalmente, pouco a pouco, em vez de pular da cama com o despertador e passar a manhã sonâmbula até a primeira xícara de café.

Olha, funcionou. Acordei muito disposta, como se estivesse realmente descansada, embora não tenha dormido mais que o normal, e o normal é eu acordar me sentindo cansada. Adorei e recomendo. Não imaginei que a maneira como acordo pudesse afetar tanto meu humor. Vamos ter que arranjar lugar na bagagem para levar isso pro Brasil.

Monday, February 04, 2008

assistam

O Cheiro do Ralo. Melhor filme brasileiro dos ultimos tempos, in my humble opinion.

Sunday, January 27, 2008

lista de livros 2007

Aqui vai a já tradicional lista anual dos livros que li e, em negrito, os top 3.

1) O silêncio da Chuva – Luiz Aldredo Garcia-Roza – livro leve e indolor. Também não deixa grandes vestígios na memória. Recomendável para uma tarde de chuva na praia.

2) The Line of Beauty – Alan Hollinhurst – overestimated. Muita gente ama. Eu achei ok. Um desses page turners que fecha e não é mais aberto. Favorito do público gay.

3) Não Espere Pelo Epitáfio – Mario Sergio Cortella – Surpreendentemente bom. Não punha muita fé no autor, professor de teologia da PUC. Mero preconceito meu. Ele é bom e inspirador.
4) Dubliners – James Joyce – Gostei, mas deveria ter estudado algo de Joyce antes. Ele é difícil, hermético, um ótimo aviso de que não estou pronta para Ulysses ainda. O foda de Joyce é que você invariavelmente se sente burro.

5) Diário de Um Magro – Mario Prata – divertidinho. Para ler na praia num dia de sol e depois dar para outra pessoa ler.

6) Fear and Loathing in Las Vegas – Hunter Thompson – Jornalismo gonzo sujinho, cruzinho. É ok, mas acho que não é o melhor de Thompson. Lerei The Rum Diary em 2008 para comparar e te falo.

7) Ela e Outras Histórias – Rubem Fonseca – terceiro colocado, esse livro me prendeu em vários aspectos. Não só a leitura solta te prende, quanto os personagens ambíguos e profundos de Fonseca apresentam semelhança quase desconcertante com atos censuráveis que muitas de nós, mulheres, faríamos se necessário. Leiam, leiam, leiam.

8) Longe do Abrigo – David Lodge – bom livro, quase pedagógico sem ser mala, sobre a vida de americanos na Alemanha pós-Guerra, e da situação na Inglaterra. Um paradoxo lindo sobre a vida sofrida por que passaram os ingleses (que “ganharam” a Guerra) e a vida divertida e sofisticada dos americanos que continuaram na derrotada Alemanha. Lodge costuma escrever sobre ciência. Aqui ele mostrou que é mais escritor que cientista.

9) The Time Traveller’s Wife – Audrey Niffenegger – Empatado em primeiro. Um livro que tem o dom de misturar ficção científica bem leve com romance bem contado. Quase um sci-fi de saias. Espetacular. E escrito por uma escritora que escreve com o estômago. Não podia pedir mais nada. Mas tenha um kleenex em mãos.

10) As Vidas de Chico Xavier – Marcel Souto Maior – Minha tentativa de entender mais o espiritismo. Gostei bastante e entendo mais. Também fiquei surpresa com o dom do Chico. Mas, convenhamos, não é material literário, e esta é uma lista literária.

11) The God’s Delusion – Richard Dawkins – Chato. Chato, chato, chato. O tempo todo o mané podando a religião. Não sou religiosa mas não vejo graça em quem passa mais de 400 páginas tentando justificar o fato de não ter fé menosprezando aqueles que têm. Não passei de 200 páginas.

12) The Kite Runner – Khaled Hosseini – O outro primeiro lugar. Muita gente leu esse livro e tenho certeza de que se sente redimido ao ver que essa pérola também está no topo da minha lista. Leiam antes de ver o filme. Sério. Ainda não vi o filme, mas por experiência própria, a ordem é importante. Depois venha conversar.

13) Freedom in Exile – HH The Dalai Lama – mais político do que eu esperava, mas ainda assim muito bom para quem tem interesse em entender o Tibet.

14) Travels with Charley – John Steinbeck – Sempre Steinbeck. Relatos de sua viagem ao redor dos EUA em um caminhão chamado Roncinante. Com Charley, seu poodle gigante e francês. Leia para aprender travel writing.

15) O Vendedor de Histórias – Jostein Gaarder – Surpresa boa. Minha mãe achou esse livro no setor infanto-juvenil e, acreditem, ele aborda temas que a maioria dos livros adultos não ousa. Muito bom e criativo.

16) A Spot of Bother – Mark Huddon – Mesmo autor de The Curious Incident… um livro que fez sucesso aqui. Ainda fico com o primeiro. De longe.

17) As Pequenas Memórias – José Saramago – ah, mas será que nunca mais o Saramago vai escrever algo que chegue aos pés de Ensaio Sobre a Cegueira? Aceito sugestões.

Thursday, January 24, 2008

ainda aqui

Passou meu aniversário, fiquei doente, melhorei, (quase) decidimos realmente voltar ao Brasil, comprei minha passagem para ir em abril de visita. Não me peçam encomendas de cá para lá pelo amor de alá porque estarei voltando com parte das coisas que quero deixar no Brasil. Encomendas do Brasil pro UK, beleza, within reason.

E assisti filmes, e estou viciada em Desperate Housewives, e semana que vem recomeça Lost, e hoje começo Yoga. Programa de inverno, meus caros. Because one needs to look forward to something.

E, sei lá, passou tempo demais desde meu último post. Meio que esqueci de muita coisa. Não esqueci que meu amor me levou pra ver o Cirque du Soleil no meu aniversário - isso não esqueci. Também não me esqueci das mensagens amadas. E infelizmente não esqueci daqueles que esqueceram! Acho que é por isso que não gosto muito do meu aniversário. É sempre motivo para frustração. Acho que eu devo valorizar demais a data. É tempo de let it go. Em 2009, em 2009.

Ah, e ultimamente tenho tido uma vontade de abrir meu próprio negócio... Só não sei que negócio. Mas é que fazer dinheiro pros outros cansa um pouquinho. Vontade rápida, já já passa. Se não passar, em breve aqui um convite para a inauguração de sabe deus o quê.

Sunday, January 13, 2008

está chegando a hora?

Devagar para eu não entrar em pânico – e nem vocês. Algumas das decisões que eu sabia que deveriam ser tomadas em 2008 estão tomando forma precocemente. Ainda não sei dar estimativa, porcentagem, nada. Sei que é PROVÁVEL que este ano eu volte para a terrinha.

Isso faz com que meus amigos que moram no Brasil e lêem este blog:

a) fiquem felizes porque há boas chances e eu voltar
b) fiquem putos porque tiveram 4 anos para virem para Londres com hospedagem gratuita e companhia de ouro, e desperdiçaram
c) estejam pouco se fodendo porque nem gostavam tanto assim de mim
d) estão genuinamente achando que estou fazendo merda de voltar para o buraco.

A verdade é a seguinte: Londres cansou um pouco. Não me entendam errado – Londres sera por muito tempo minha cidade preferida ever e precisará de muito para ser desbacada. Só que cansa também. Cansa o frio. Cansa a liquidez das relações. Cansa as despedidas que acontecem sem que você vá a lugar nenhum. Todo mundo indo e vindo o tempo todo. Cansa a falta de frutas tropicais. Cansa a falta de luz e vontade de nadar. Cansa achar que sou sempre um pouco inferior porque inglês não é minha primeira lingual, apesar de muitos dizerem que isso não é realmente um problema. Cansa estar longed as pessoas mais importantes da minha vida e, acima de tudo, cansa pensar que a pessoa mais importante na minha vida no último ano e pouco poderia estar longe de mim.

E nessas horas parece que não importa que eu more num país que me paga decentemente e que me permite viver bem e viajar pelo mundo. Parece não importar que no Brasil o pouco dinheiro que te sobre após as taxas acaba, vira e mexe, no bolso de outro ladrão. Lembro que ao sair do Brasil o que mais me impulsionou foi a vontade de sair do buraco e fazer a vida num país que me valorizasse. No Brasil sempre me senti podada, e pode ser que isso volte a acontecer. Pode ser. Mas as circunstâncias são outras. Antes, eu não tinha um real motivo para voltar para o Brasil; hoje eu tenho. E é isso que me faz ver 2008 como um ano que promete. Se for para ser, voltarei ao Brasil com gusto. Sorriso de orelha a orelha e vontade geuína de ver as coisas funcionando, na minha vida e no país.

E se não der certo, well, se não der certo de novo, nada, por enquanto, me segura em lugar algum.

E chega de cansaço. Londres é minha cidade preferida, mas ela me deixa meio envelhecida. Quero recomeçar restless. Vamos ver o que os ventos trazem.

Wednesday, January 02, 2008

'moaning' no primeiro post do ano

Eu tinha esquecido por quê não gostava de escrever no blog pelo meu Mac e agora lembrei. O Word pra Mac é uma bosta, como tudo que a Microsoft faz pra Mac.

O ano mal começa e já destilo meu veneno e espalho meu mau humor. Ontem foi um dia beeem ruinzinho para ser o primeiro do ano. Uma dor de cabeça inexplicável para quem não bebe, um sono latente inexplicável para quem dorme muito, uma preguiça inexplicável para quem, ultimamente, não faz nada.

Aí acordei com a cabeça explodindo no meio da noite. Tomei remédio e acordei nova.

Ano novo foi muito gostoso. Não vi fogos apesar de eles estarem etourando diante do meu nariz. Pelo menos não cuspi fogo com pessoas pisando no meu pé. Fiquei no lado de trás do barco, onde nada se via mas pelo menos se respirava. Foi gostoso. Só a gente e o reflexo dos fogos nas janelas.

Mais uma vez, não fiz promessa de ano novo. Não porque tenho algo contra, mas porque sempre fico meio confusa e acabo não decidindo se a promessa é cumprível ou não. Tenho vontades, e sei que ficarei feliz se x ou y acontecerem, mas não vou prometer. Prometer é muita coisa para alguém que se leva a sério. Parece que não, que o tempo todo tiro sarro de mim mesma, mas isso não passa de uma defesa para não encarar o sério e certo. Riri de si próprio é o gesto mais sério que se pode ter. Porque se levar a sério o tempo todo, meus amigos, isso sim é que é piada.

E lá vai mais um post sem pé mas com cabeça.