Monday, August 31, 2009

crawling back

O Brasil é um ótimo país quando se está longe dele. Foi a conclusão a que cheguei depois de 5 meses de volta. Meio que esqueci por quê eu queria tanto voltar ao Brasil, e meio que lembrei porque saí. O que não significa que estou louca para ir embora, de jeito nenhum. Ajeitei minha vida e continuo ajeitando, um pouco todo dia. Maior prova disso é que estou prestes a comprar meu apartamento, junto com o Alê. Mas isso não impede nem vai impedir que as coisas mudem no futuro. Já diz o senso comum que para sempre é tempo demais e sou a primeira a concordar.

No momento curto a angústia de não ter tempo para o que realmente importa. Reclamo de barriga cheia e odeio muito segundas-feiras, daí o profundo lamento mesmo tanto tempo depois de ter escrito pela última vez. A Grande Angústia, na verdade, se deve à conclusão de que não existe, de verdade, um lugar para mim. Any place is better. Me sentia uma outsider em Londres e me sinto uma outsider em São Paulo. E não tenho condições de sair pesquisando mundo afora o lugar que poderei chamar de meu, mesmo porque ele pode perfeitamente não existir.

O problema é eu insistir no erro de que a felicidade está fora de mim. O tal lugar está dentro, mas ainda não o encontrei nesse mundo labiríntico que é minha cabeça. Não encontrei e, após 29 anos, meio que cansei de procurar. De repente eu sem querer tropeço nele, no botãozinho? Um dia qualquer que eu resolver passear em vez de dormir a tarde toda? Quem sabe um dia.

Enquanto isso, estou aqui. Completando 4 meses num trabalho I’m not too sure about, ainda morando com a mãe, sem tempo para coisas de que gosto, dormindo demais nos fins de semana e pensando qual outra vida eu poderia estar vivendo e não estou por falta de coragem. E tentando prever quanto tempo vai levar para a bomba-relógio explodir e eu, mais uma vez, começar tudo de novo.