Saturday, August 25, 2012

funny times

Olha que se a senha do Gmail não fosse a mesma do blogger era capaz que eu não conseguisse mais entrar aqui.

Mas entrei, voltei, não sei se para ficar ou não. Muita coisa aconteceu neste ano, muita coisa boa, algumas ruins também, como é digno de qualquer ano. O que eu não sabia era que seria um ano de acontecimentos tão grandiosos e que com isso a certeza de que 2013 vai ser igualmente importante, e assim serão vários anos por vir.

Escrevo do sofá e vejo no chão o vômito com que minha gata acaba de me presentear. Incrivelmente a preguiça me vence e deixo a sujeira lá até terminar de escrever. Não há por que correr, a sujeira já foi feita, e o cheiro não chega em mim. Eu vou limpar, mas quando eu quiser. Como tem que ser. Com o vômito da gata e com tudo, ou quase.

São tempos esquisitos. Quase engraçados. Não chove faz muito tempo, a nitidez das coisas quase cega. Ao mesmo tempo por dentro está tudo embaçado. Um turbilhão de pensamentos, de sentimentos, me impede de distinguir o que está acontecendo do que acho que está acontecendo, duas coisas completamente distintas, infelizmente. Questiono meus pensamentos mais racionais, e acho razões para qualquer sentimento desgovernado também. E todo mundo entende, é incrível! Todos os olhos se viram para mim, e nenhum é de desprezo. Alguns de preocupação, outros de inspiração, com certeza muitos de inveja, e isso não é imaginário! É real. Consigo pegar, ver, cheirar. Tem que ser real. E o silêncio que se segue após cada olhar, é ensurdecedor e difícil de interpretar. Algumas vezes quente, outras morbidamente gelado. Sinto-me perto de algumas pessoas como se estivesse dentro de um caixão. Vejam só a ironia!

Por vezes me pergunto se a dose de remédio está adequada. Muito alta? Talvez muito baixa, dadas as circunstâncias. Deixo que cuidem de mim. Não me sinto capaz disso agora. Claro que me sinto vulnerável, mas não é este o centro de minhas preocupações. A órbita está girando em torno de outro planeta, um planeta que não conheço, e é essa minha preocupação. Entender esse planeta e saber que eu, querendo ou não, involuntariamente giro também em torno dele. Para sempre.

Ainda não sei o nome, mas acho que chegamos finalmente em Leonardo. Ele chega em dezembro e a vida mudará para sempre. Estou louca pra conhecer o que será de todos os próximos tempos.

Transbordando de amor e hormônios,

Bia.