Saturday, November 21, 2009

quente demais

É sempre a mesma desculpa que uso para não fazer nada e reclamar da vida. Quente demais. Na verdade, não é desculpa. é fato. quando está muito quente até desisto de letras maiúsculas. cada passo é um pouco demais e não vale lá muito a pena.

Realmente não nasci para o calor, biologicamente falando. Tenho ascendência alemã, inglesa, russa e húngara. Tá, tá, sou brasileira de coração etc. Mas o que importa nessas horas é minha composição genética. Sou bem branca e bem calorenta. E cá estou, em terreno de mulatas que sambam com a mesma facilidade com que comem.

Enfim. Este post não ia ser sobre isso e acabou sendo. Ia, na verdade, comentar o quanto eu e meu NOIVO (estranho) já avançamos, e o quanto, ao mesmo tempo, ainda falta. Que cada decisão precisa ser devida e chatamente planilhada, que não vou, por um bom tempo, me dar ao luxo de comprar aquela bolsa que custa um pouco mais que aquela outra e é tão mais bonita. Escolhas! 2010 será um ano difícil, eu sei, mas difícil ou não, será nosso. Isso já o faz vale demais.

E quando digo nosso, sempre pode ser de alguénzinho que ainda nem está por aqui. Quem sabe? Nossa Senhora da Planilha sabe.

Wednesday, November 04, 2009

one sweet day

Amanheceu céu azul. Não havia tempo a perder. Fomos ao Horto Florestal e, entre cachoeiras, relembramos Laos, Camboja, Tailândia. Esperamos que algumas borboletas pousassem sobre nossos joelhos enquanto comíamos o sanduichinho feito horas antes. Fizemos promessas de sermos pessoas melhores - uma daquelas promessas que fazemos quando estamos bem e queremos retribuir o mundo. Depois passou.

Continuamos passeando, pelo centro de Capivari, pelo Véu da Noiva, a cachoeira mais ou menos mais para menos de Campos do Jordão.

E cansamos. Voltamos para nosso apê, fizemos um pouco de hora e fomos ao ofurô. Havíamos marcado para 19h e 15 minutos antes estávamos lá. O ofurô estava quente, a fumaça saindo da água o fazia ainda mais lindo. Apesar do clima, estava quente demais para mim, mas eu precisava ficar lá, observando aquele rosto e pensando, meu deus, que bom que ele é meu. E a noite foi caindo. A luz das velas foi ficando mais forte e o que já estava romântico ficou insuportavelmente apaixonante. Até que não aguentamos mais e nos rendemos. Aconteceu. Aquele rosto lindo me pediu para ser não apenas sua mulher, mas também sua esposa.

Minhas lágrimas responderam de pronto.