Monday, September 29, 2008

tulipas

Ganhei tulipas do meu amor. Tulips laranja. Ontem fizemos 1 ano e 11 meses de namoro. Pessoas sempre acham sem graca ganhar flores ateh ganharem tambem. Eh uma delicia. Nao tirei o sorriso do rosto o dia inteiro e Ernesto e Samantha tiveram de aguentar meu bom humor.

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Faltam 70 pounds de caminhada para pagar meu tenis.

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Depois de aliviar o peito contando para todos (menos para meu chefe direto, que estah de ferias) que vou sair, segunda-feira nem foi mais tao assustadora. Se eu soubesse que teria esse efeito positivo, teria avisado que ia sair muito antes.

Thursday, September 25, 2008

sublimando

Eu não vou escrever como estou e como vão as coisas porque acho que só de pensar vou desanimar, e me irritar, e meu coração acelera e me falta o ar – sou assim sensível. Então apenas um alô, tá tudo indo, vou vivendo aprendendo cada dia mais quão pouco vale a pena me estressar com a burrice alheia.

Não posso deixar que o saco cheio do trabalho interfira outros setores da minha vida que vão muito bem, obrigada.

Vamos lá, falar de coisas boas. Esquecer que passo 8 horas do meu dia me sentindo um alien num ambiente de trabalho que não é compatível comigo.

* Comprei um tênis de corrida que custou £80. Para pagar a mim mesma o valor do tênis, me propus a andar de casa pro trabalho ou do trabalho pra casa ou os dois. Costumo gastar uns £3 por dia com transporte. Imagino que em uns 30-40 dias consigo pagar pelo brinquedo. Faltando agora £73, vou fazer contagem regressiva aqui no blog.

* Fui numa agência de viagem e ajudou bastante a definirmos nossa viagem à Ásia. Resolvemos que iremos apenas à Tailândia, Vietnã, Laos e Camboja, em vez de ficar gastando grana, tempo e saco em passagem de avião. Nepal fica pra próxima, Japão fica pra próxima, Filipinas fica pra próxima. Acho que pegaremos um return ticket para Bangkok e de lá faremos a volta. Outra possibilidade é chegar em Cingapura e voltar por Bagkok. De qualquer forma, está bem mais claro e real, e isso é ótimo.

* Queria muito fazer a viagem acima com uns 5, pelo menos 5 quilos a menos. De banha, digo, não de bagagem. Estou de regime de novo, minha gente. Cheating a bit, acho, já que estou tomando 5-HTP. Não sei se funciona e nem se é o que preciso, mas vou tomando até dar errado, se der. Não sabe o que é 5-HTP? Pesquisa.

* A primeira malinha da mudança pro Brasil já está feita e encontra-se nas confiáveis mãos da Francine, namorada do Bruno. Eles vão ao Brasil em outubro por apenas duas semanas e a Fran vai levar minha mala. A avó dela mora pertíssimo da minha irmã, que irá buscar meus bens amados. Conteúdo da mala? Dois pares de sapato, uma gaita, um iPod velho, algumas bijouterias e o resto, tipo uns 10kg, só de livro.

* Estamos quase definidos sobre onde vamos ficar depois do dia 13 de novembro, quando acaba nosso contrato na atual casa. Em breve começaremos o processo de desapego, onde estaremos dando/vendendo quase tudo e nos mudando basicamente com o que vamos levar conosco para o Brasil. Spooky!

* Acreditam se eu disser que esses dias, quando caia no sono, tive uma idéia ótima de livro? Pois é verdade. Mas do jeito que as coisas vão, não sei se o livro escorrerá da minha cabeça para as mãos. Veremos.

E só de me desligar por alguns instantes do trabalho estou bem melhor, mais leve, mais confiante de que o tempo há de voar para eu poder pôr fim a essa palhaçada.

Wednesday, September 17, 2008

ah, sim

Mas hoje o que eu quero mesmo é ir para casa e ler a luz de velas na minha banheira anos 60. Meu patinho de borracha flutuando ao redor e uma música de folclore irlandês tocando no fundo. Umas pitadas de sal de banho para me refogar direito.

Foi o que eu queria dizer e esqueci quando apertei o PUBLISH.
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Eu sempre esquecendo do mais importante.

procrastination, that's my name

Ah, e claro, agoooora que minha dor-de-cabeça inexistente passou, eu resolvo ter uma de verdade. Cínico, esse que por nós zela.

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Resolvi que vou trabalhar na Bloomberg quando for pro Brasil. Eles ainda não sabem, mas eu vou.

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Eu queria muito conseguir ficar interessada no casamento da Sandy, porque do jeito que a mídia propagou, tenho que achar que o resto do Brasil inteiro se interessou. Me senti meio de fora. Sou a única que caga montes para Sandy ou Júnior ou o escambau?

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É hoje que acabou meu beloved A Suitable Boy (Sutapopói pros íntimos – e depois de 9 meses a gente cria uma intimidade). 1.500 páginas, meus amigos, do mais puro romance histórico na Índia nos anos 50.

Também não entendi por que fui me interessar, mas adorei. Também na reta final do Super-Cannes, que começou bem meia-boca e foi esquentando. Mas acho que se voltasse no tempo com esse conhecimento escolheria não lê-lo.

unblindness

O velhinho fofo agora também tem blog!

Tuesday, September 16, 2008

loosing it, finding it

Dias diferentes, estes. Alguma coisa mudou. Ainda não entendi bem o quê, mas sou dessas que primeito sente e depois entende.

Ontem não fui trabalhar. Motivo: Enxaqueca inexistente. Na verdade ela existiu no domingo, mas achei sacanagem ser bem num domingo e resolvi transferir pra segunda. Então a segunda foi meu domingo e meu domingo foi minha segunda. Tudo para dizer em várias palavras que dei o gato no trabalho sem dó nem piedade. E hoje foi difícil acordar e aleguei que estava groggy dos remédios. Mentira, só queria dormir um pouco mais. A semana começa bem melhor quando começa quase na quarta.

Sobre domingo, a enxaqueca tem uma ótima razão. Fui voar com ma’boy e Bruno. O Bruno voa aviões pequenos, particulares. Ele alugou um por uma hora e meia e fomos os três, em um Piper que por dentro lembra o mais detonado dos fusquetas, voar até Dover. Então imagino que a enxaqueca se deva ao excesso de sol, ao headset que esmagou minha cabeça para eliminar o som do motor, e à mudança de pressãozinha básica. Além de todos os meus hormônios.

Ponto alto do vôo aconteceu uns 5 minutos após a decolagem: eu aponto à esquerda e, feliz da vida, grito: “Olha, olha, que legal! Um outro avião passando do nosso lado!” Foi por BEM pouco. Estimamos que o outro avião estava a uns 20 a 30 metros do nosso.

“Olha, olha, que legal!” Típico!

E depois de dormir 12 horas de domingo para segunda, quando regava minha pimentinha (ela é toda trocada, como eu: as pimentas crescem para cima, as flores apontam para baixo), ma’boy me conta que o Lehman Brothers caiu. Eu não consigo mais negar, então vou bradar aos quatro ventos: sinto um prazer imenso com esse tipo de catástrofe. Imenso mesmo. E eu espero que o mercado imobiliário continue me trazendo mais destes júbilos.

Agora, após tomar minha sopinha de tomate e esfregar bastante as têmporas em falsa dor, vou ali trabalhar um pouco. Sou palhaça, mas dessas certinhas.

Tuesday, September 09, 2008

curtas

Hoje vou ver uma pré-estréia de graça. Poxa, como gosto de coisas de graça. Fico realmente empolgada.

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Ainda sem definições quanto a datas. Estou ficando indócil com o trabalho. Meio na dúvida se vale a pena dar uma de louquinha e ser feliz nesses próximos meses. Talvez o negócio seja agüentar mais um pouco pra poder depois viajar sossegada.

De qualquer forma, até agora a única coisa oficial é que ficaremos na nossa casa até 13 de novembro. Depois disso, ou seguimos para a Ásia, ou é bom acharmos nova acomodação.

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Esse fim de semana fomos visitar a Dora, filhinha recém-nascida do Diter e da Dulce (e eles juram que não têm nada com a letra D, pura coincidência). Eu entro em uma sintonia completamente nova quando carrego um bebê no colo. Como se mais nada existisse ou importasse. Eu tenho quase vontade de SER aquele bebê sem história e sem caprichos, sem liberdade e sem responsabilidade. Completamente a mercê. Eu queria me deixar ser assim um pouco. Mas já passou a fase. Faz uns 28 anos.

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Sonhei com campos abertos e satélites e celulares sem sinal. Hoje recebi uma mensagem da minha operadora dizendo que se eu não pagar a conta (e é certo que não vou pagar – outra hora explico porquê) meu celular será desligado. Cagando montes, estou.

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Essa semana comemoro com meu amado 1 ano de morando juntos. Andamos mais autistas do que nunca, e mais apaixonados também.

Thursday, September 04, 2008

há cinco anos

Eu fazia quase poesia, todo dia:

"O melhor da vida é comer as bordas". É simples e é uma verdade absoluta e contraditória. O melhor da vida é o que vem anexado, sem querer, a ela. O melhor não era exatamente a competição, mas tudo o que a rondava. A felicidade não é exatamente nada, mas tudo o que não é exato e circunscreve a exatidão.

Foi lá em maio de 2003.