Monday, June 28, 2004

tidbits do fim de semana

Foi bem legal. Sexta aa noite fui na casa do Ernesto ver Amores Perros.

No sabado aa tarde fui no Tate Modern, e foi bem lah dentro que Piu, babae e - ai meu deus, quase tive um enf(ofur)arte - vovozinho me ligaram. Claro que veio um fiscal maldito dizer que era proibido. Ora, ora. Malditos! Todos! Taome ligando do Brasil, seu puto!

Noite de sabado foi bem menos depre que o previsto. Fui numa festa na casa de uma brasileira. Lah conheci um monte de gente (muitos brasileiros) e troquei e-mail e telefone com as pessoas com quem tive maior afinidade.

No domingo, fez um dia lindo e fomos a Hampstead Heath, um parque lindo lindo numa regiao linda linda. Fui com Roland e Paige e lah conheci uns amigos do Roland ultragente boa.

Enfim, Londres eh Londres, o tempo virou, comecou a chover e fomos embora. Aa noite, quando eu tava quaaaase nanando, Bathatha fofucha ligou no meu celular. Fiquei feliz da vida! Parecia que estavamos a alguns andares de distancia, hehehe! Foi esse o fim de semana. Hj acordei, esqueci de preparar meu sanduiche do almoco, entao tive que comprar um sanduba natural. Amanha comeca uma greve de metro e deve ir ateh quarta. Nao sei como vou fazer pra vir trabalhar... E estou meio roxa, deve ser saudade do meu amor.

A vida vai se assentando, as you all see.

Wednesday, June 23, 2004

corre-corre

Hoje perdi a hora. Foi ridiculo, como jah contei por e-mail a alguns. Meu despertador toca aas 8h. Certo? Certo. Entao eu levantei, certo? Errado. Resolvi simplesmente PISCAR, e o pisco durou meia hora. Olhei para o relogio, 8h30, fodeu fodeu fodeu. Eu tenho que sair de casa aas 8h50 para chegar no trabalho aas 10h.

Engoli meus cereais com leite, detonei o suco em menos de 10 segundos e corri fazer meu sanduiche de almoco. Na falta de peru (sem malicias!) tive de por salame (sem malicias!), mesmo nao gostando de porco. Corri, corri, saih, estava chovendo, lembrei que nao posso mais adiar a compra da porra do guarda-chuva numa cidade como Londres.

No final, como sempre, cheguei 10 minutos antes, mas, por causa da chuva, nada de passeio no parque como fiz ontem. Ontem o dia tava ensolarado. Cheguei uns 10 minutos mais cedo e resolvi passear no parque que rodeia a Tower of London. Alias, ainda vou visita-la a fundo. Foi ali que a cidade comecou. E fica a 10 minutos do meu trabalho. Quem sabe amanha, se o tempo ajudar?

Enfim, cheguei mais cedo, meio caindo de sono. Mas jah fiz tudo o que tinha que fazer. Isso se nao me passarem mais nada. Sao duas horas para enrolar.

E neste exato momento eu confiro mais uma notinha assinadammmmmm. Meu CV agradece. Ei-la:

"Portuguese press round-up
Portuguese newspapers are looking forward to their team's quarter-final clash with England by highlighting the visitors' apparent frailty during set-pieces. Writing in O Jogo, Manuel Casaca notes that three of four goals conceded by England in the competition so far have come from free-kicks, while the other was Zinedine Zidane's penalty. David Beckham has failed to score, and one of England's main strengths has become a weakness.

Jornal de Noticias carries an interview with Nuno Gomes, the Portugal forward whose goal against Spain ensured qualification for the host nation. Gomes made his tournament debut for Portugal against England in Euro 2000, when his side came from two-goals behind to win 3-2. He compares the current England team with their European Championship predecessors and believes that this year's more youthful line-up is stronger. "In 2000, England had two or three players of huge experience, like Tony Adams and Alan Shearer. Now, the focus is on youth. Wayne Rooney is just one example."

Gomes denies that Portugal were happier to meet England than France in the quarter-finals, stating that the qualifiers from group B have totally distinct styles of play. Nevertheless, he believes that Portugal has the skills to beat England and that they can progress to the semi-finals by showing the same attitude and willingness that they demonstrated in the final group game against Spain."

Neste exato momento, parte 2, meu celular toca e eeh a Erica, uma menina que fez o Ielts comigo no Brasil. Ela estah aqui em Londres. Talvez nos encontremos amanha. Se bem que amanha tem jogo, acabei de lembrar, Inglaterra e Portugal. Enfim. Vai ser legal encontra-la.

para quem acha que nao dah

Dah sim. Ontem foi meu segundo dia de trabalho no Times. E saih com uma notinha.

Ei-la, bonitinha, assinada, registrada no meu curriculoaaaammmmmm:

"Rooney, the forca da natureza (Portuguese for "force of nature")
Wayne Rooney's two-goal display against Croatia last night has grabbed the attention of the entire footballing world. Luis Antunes, of Portugal's Jornal de Noticias lauded Rooney's "lethal" display and spoke of the "English prince" and the "emerging myth" of the 18-year-old. Writing in Porto's Publico, Carlos Filipe described Rooney as a "force of nature". Looking forward to the quarter final against Portugal, Antunes commented that Sven-Goran Eriksson's decision to substitute Rooney mid-way through the second half was to save him for "other wars". Lancenet, the website of the Brazilian football weekly Lance!, noted that England's game against Croatia came two years to the day since Brazil knocked England out of the World Cup in Japan and South Korea. Brazil's coach on that day, whose team went on to win the World Cup, was Luiz Felipe Scolari, the man who will attempt to mastermind another quarter-final defeat of England as coach of Portugal.

Marcelo Damato, of Lance!, considers both England and France to be the favourites in their quarter-finals against Portugal and Greece, respectively. He also considers England to have been more impressive in the group stages than the reigning champions, despite France topping the group."

Monday, June 21, 2004

As Times goes by

Cah estou, novamente, no Times. Desta vez, para valer. Quer dizer... Sao 11h30. Faz quase duas horas que estou aqui e tudo o que fiz ateh agora foi atualizar a tabela de pontos da Eurocopa. Mas nao reclamo, claro. Reclamaria se me entupissem de tarefas. Por enquanto fico aqui, escrevendo no blog, lendo e-mails, respondendo, enfim...

(...)

Jah eh uma da tarde. Um homem resolveu vir aqui me ensinar como funciona O SISTEMA. Entendi medio. Eh que eh muita coisa. Depois atualizei mais alguns dados. Estou vendo que essa serah minha grande work experience, cujos detalhes, obvio, omitirei no meu curriculo.

Minha barriga ronca e nao sei se devo esperar algo acontecer para eu almocar ou se simplesmente saio da sala e vou comer meu sanduba num canto. Meu chefe saiu, mas acho que foi para fumar, nao sei. Vou dar um tempo e, se ele nao voltar, simplesmente vou.

com acento

Esse post era para ter sido postado na sexta-feira, mas nao rolou pq o computador tava podre. Ei-lo:

Estou fazendo minha primeira tentativa via notebook. Neste exato momento, está tudo quase exatamente como em Sampa. Estou de moletom, escrevendo e escrevendo, com um saquinho de chocolates ao lado. Hershey’s, que minha irmã pôs de surpresa na mala. O celular ao lado, já quase completamente desvendado. Um sorriso de orelha a orelha por ter falado com tantas pessoas importantes na minha vida. Primeiro foi o Ti, no MSN. Depois, babãe. Aí, minha Piu amada ligou e, uns cinco minutos depois, tive a agradabilíssima surpresa de falar, pela primeira vez d’além-mar, com babái.

Ainda hoje falei ao telefone com o tio Hans. Ele é meu tio avô, tem 95 anos, e eu vou conhecê-lo em breve. Infelizmente cometi a cagada de marcar minha ida a Brighton, que é onde ele mora, para a quinta-feira da semana que vem. Esqueci que já estarei trabalhando no Times. Oh well, haverá outras oportunidades. De qualquer maneira, foi realmente emocionante falar com ele por telefone e descobrir que sua voz é idêntica a de meu avô. Se for tão fofo quanto, estarei perdida. O velhinho ficará sem bochechas. Sério mesmo. Também falei com Odile, cujo parentesco com meu tio avô minha mãe já me explicou trocentas vezes, mas eu teimo em esquecer. Enfim, ela é minha parente em algum ponto da árvore genealógica e estava do lado do tio Hans quando liguei. Só que ela falou muito enrolado e foi foda, a ligação estava péssima porque não era local, mas no final deu tudo certo. Como podem ver, muitas conversas importantes hoje. Foi um dia produtivíssimo para ser um dia bunda.

À noite encontrei com dois amigos brasileiros. Os dois não se conheciam e foi ótimo porque é mais um contato para cada um deles também. Andamos feito uns camelos aqui por Willesden Green e não achamos o maldito pub que deveria existir por ali. Voltamos tudo e fomos num desses fried chickens da vida, já que os pubs de fato não servem comida na hora do jantar, um grande paradoxo em minha concepção de pub, mas enfim. Eles insistiram na pint, então fomos a um pub depois do frango. Quase me empurraram goela abaixo metade de um copo de cerveja. Não foi tão ruim, mas nada tão bom que me faça querer repetir. De qualquer maneira, foi reconfortante passar umas horinhas só falando em português, bem rápido e entendendo tudo.

Acabei de chegar em casa. Voltei o caminho todo apagando as mensagens de texto antigas no celular do Owen que agora é meu. Cheguei e conversei um pouco com a Jane, a mulher do meu tio John, lembram? Ela é professora de inglês, mais especificamente literatura inglesa, em colégios.

Talvez amanhã role um teatro com Roland e Paige à noite. Mas não sei. Acho realmente chato o John não me deixar pagar nada. De qualquer forma, vejo que ele *quer mesmo* dar esse presente. Aliás, um presente caro: 25 libras por pessoa, o equivalente a uns 140 reais.

Chega. Estou cansada e vou deitar. Estou lendo Alain de Botton, A Arte de Viajar, que Piuzinha me emprestou. Está sendo absurdamente importante. Não imaginei que fosse tanto. Aliás, todo mundo que quer, vai ou já passou por essa experiência de morar fora e viajar pelo mundo deveria ler. Um verdadeiro tratado sobre os vazios que sempre vivenciamos, muitas vezes omitidos em nossa expectativa.

Agora chega mesmo. Como podem ver, estou por mais um motivo feliz: consegui escrever como uma verdadeira rapariga, com acentos. Aos que mandarem e-mails (alguns me perguntaram isso), podem manter os acentos.

Thursday, June 17, 2004

hooray!

Cah estou, resistindo bravamente aa tristeza de escrever sem meus amados acentos. Aqui nao rola, pelo menos nao neste computador.

Estou em Londres!

Tive sorte nesses primeiros dias. Os dias estao lindos e eu cheguei a me queimar ontem, depois e um dia inteiro batendo perna. A viagem foi chata, estranha, ruim, quase desesperadora. Nao vou mentir. Soh consegui relaxar apos tres gotinhas de Rivotril. E apos um papo cabeca com um xama siberiano que sentou do meu lado e falou varias coisas legais sobre o meu futuro que me deixaram felizes da vida, mesmo eu nao acreditando muito nessas coisas.

Bom, jah conheci uma parte daqueles lugares must-go de Londres. Fiz algumas das must-do. Claro que ainda falta um monte, mas mesmo assim tirei o dia de hoje para bundar. Acordei meio-dia, fui com meu primo, Roland, atras de um chip de celular. Jah estou diretamente comunicavel! Resolvi o perrengue dos adaptadores. Na verdade, resolveram para mim. Owen tinha um sobrendo e Roland tinha um cabo que posso plugar no meu notebook. Estou quase serelepe.

Ontem fui pela primeira vez a um pub, com dois amigos, um brasileiro e um mexicano maluquissimo que soh conheci mesmo ontem. Antes disso, me perdi sozinha pela cidade. Deliciosamente. Nada como se perder e descobrir que depois voce se acha. Marquei com meu amigo em frente aa estatua de Sherlock Holmes, em Baker Street. E nada de achar a estatua maldita. Depois de zanzar e perguntar, achei. Fui primeiro a um pub onde havia concentracao de portugueses para ver o jogo de Portugal e Russia na Eurocopa. Mas nao ficamos ateh o fim pq jah tinham fechado a cozinha (isso era tipo 20h). Ok.

Fomos entao a um pub americano (???) chamado Henry P. Beans (???) e estava delicioso. E aih cheguei em casa aas 23h, destruida.

Daqui a pouco vou com dois amigos brasileiros a outro pub, provavelmente. Mas o ponto alto do dia foi, sem duvida, meu celular. Estou toda feliz. Aos poucos estou conseguindo fazer coisas que me deixem mais confortavel. Fundamental. Nao dah para escrever mais agora. E desculpem a falta de poesia. Isso foi quase um relato jornalistico.

Monday, June 14, 2004

as últimas vezes

Vou dizer que não foi fácil, mas também não foi tão difícil como eu pensei. Porque, vocês sabem, eu sempre fico ali, arando um monstro na minha cabeça, e no final das contas não aparece nada além de um gremlin. Um monstrinho feio, mas pequeno.

As últimas vezes de tudo foram menos dramáticas porque de alguma forma não parecem últimas e, na verdade, parece que não, mas isso tudo é um filme e a hora de eu entrar no avião está a anos-luz de distância. A verdade é que algumas horas ficam a anos-luz. Dentro de, sei lá, oito horas, já estarei voando. E todos os sentimentos do mundo se misturam num sopão. E meu estômago é o caldeirão. E o meu cérebro é a grande pá que põe tudo em movimento e mantém a mistura homogênea. E o futuro é quem manipula e mantém ativa essa pá.

A família, pequena porém unida, vai fazer uma falta cã. Babãe, babái, principalmente a minha Piu, que é tão próxima e tão amada e tão amiga. Muito mais que uma irmã. Sei, por exemplo, que se não fôssemos irmãs seríamos amigas daquele tipo de ter lamentado não ter nascido irmã. De qualquer forma, as alegrias vão continuar. As festas, as besteiras, os arrotos ao pé do ouvido, tudo isso continua. E a alegria ofegante e canina quando eu chegava da natação, a ternurinha que eu provocava quando acordava e a chamava bem baixinho, as discussões pelas calcinhas e, principalmente, pelas meias, as trocas de olhares que dispensam palavras, isso e muito mais - eu ficaria até amanhã - continua vivo aqui dentro.

E junto a essa família maravilhosa, há um novo agregado, o Tiago. Novo, mas muito especial. Por causa dele, perdi um pouco do meu ar mau humorado, rabugento e irônico que fazia a festa de muitos de meus leitores. Reclamem com ele. Porque realmente ao lado do Ti eu não preciso disso. Não preciso ser *cool* o tempo todo. Não preciso tanto assim de feedback -- ele já me dá o suficiente. Não preciso sofrer até a veia. Não preciso de sangue. E nossa despedida só não me tirou o ar por completo porque sei que nos veremos em breve. Enquanto estou lá, ele está arrumando as malas por aqui.

E meus amigos, é claro. Todos tão amados. Nunca recebi tanto carinho. Nunca me senti tão querida. Nunca ganhei tantos dias com pequenos gestos que fazem qualquer um ganhar o dia. Nunca pensei que pudesse, realmente, fazer tanta falta. Acima de tudo, essa viagem é exatamente para isso: para recuperar a minha visão de mim mesma, já tão agredida que virou uma massa amorfa. Me despeço de todos aqui para ir ali me reencontrar.

Saturday, June 12, 2004

almost leaving on a jetplane

Este post foi escrito anteontem, mas só hoje o UOL abriu a porta da esperança e havia alguém do outro lado da linha. Segue, pois:

Faltam quatro dias. Malas prontas. Graças à fofa da Cá, que veio aqui me ajudar, consegui empacotar quase tudo hoje. Mais uma despedida doída, com receio de chorar dos dois lados. "Vou logo para não abrir o berreiro". Eu deixei, claro. Amo muito essa garota. Quem duvidar vem aqui em casa e dá uma olhada no meu mural. Vivi absurdos com ela.

Daqui a pouco estou saindo para a despedida da despedida do pessoal das maratonas. Ontem foi a despedida da piscina. Meut reinador me deixou criar a série principal. Mais um abraço apertado em pessoas queridas, mais uma garganta travada. Dessa vez mal segurei.

Almocei na casa de babái, onde me despedi da Soninha e enxuguei as primeiras lagriminhas de Piu.

Ontem, foi a vez do Julinho. Fomos almoçar no América e eu me diverti ouvindo suas histórias e o vendo babar todo o sanduíche, ele sempre faz isso. E garante que é sexy. Vou sentir falta, muita falta. Foi difícil dizer tchau e, como ele, fiquei com a garganta embolada. Estarei em Londres esperando o CD, pequeno.

Mais tarde, ou amanhã, vou passar na cada da Bathatha. A mãe fofésima dela, dona Mimi, fez um cachecol lindo e quente e afofável para mim. Vai ser mais um tchau.

Ainda falta fechar a conta no Banco Real amanhã. Ainda falta mudar o plano no UOL. Ainda falta ligar pro dê-vogado e ver se está tudo bem meeeeesmo. Ainda falta me despedir de mutia gente. Às vezes desconfio de que não conseguirei. Mas às vezes desconfio errado.

Wednesday, June 09, 2004

a maldição dos traveller cheques

E as cagadas, naturalmente, continuam. Assinei os traveller cheques no lugar errado, naturalmente.

Liguei para o American Express e pedi para falar em português. Eles colocaram um intérprete na linha. Foi tipo uma extensão. Eu falava, o intérprete passava para o atendente, o atendente respondia em inglês e o intérprete me repassava a resposta. Tudo como antigamente, eu ligo para fulano e sicrano pega na extensão. Virou uma zona. Isso porque eu entendia melhor o americano texano que estava me atendendo do que o intérprete maldito que falava um português de Portugal. A certa altura, eu já estava corrigindo o intérprete em inglês mesmo, e passei a ignorá-lo e a dialogar direto com o texano. Como o intérprete insistisse em participar da conversa, resolvi desligar o telefone na cara dos dois e começar tudo de novo. Com novo atendente e sem intérprete, desta vez deu certo. Peguei um com sotaque mais decente que o sulista e tudo se resolveu.

It really runs in the family. Já passei sufoco com minha irmã em 1999, no Chile, quando ela fez o mesmo cocô. Só que era o Chile, e nós éramos pirralhas, e estávamos sozinhas, e a mulher que trocava o câmbio (era dentro de uma farmácia, diga-se) fez terrorismo, dizendo repetida e pausadamente que ela minha irmã tinha se fodido porque não tinha como reaver os travellers. E Piu abanava os bracinhos desesperada e tentava discutir com a mulher em espanhol, resultando num patético português com sotaque de húngaro. Eu queria muito ajudar, mas mal pude conter o riso. No final, deu tudo certo. Sempre dá.

Friday, June 04, 2004

o futuro é na esquina

Como sempre, enrolei. Mas agora resolvi contar (algumas) novidades.

Uma semana após minha chegada em Londres, começarei o que chamam carinhosamente de "work experience" - um equivalente ao estágio não-remunerado no Brasil; nem tudo é perfeito - num dos maiores jornais ingleses, The Times. Serão apenas duas semanas, de 21/6 a 4/7, ajudando, de Londres, na cobertura da Eurocopa 2004, que acontece em Portugal. Claro que achei um tesão. Acho que isso pode me abrir portas. Lá pelo meio de julho, passarei uma temporada, provavelmente 10 dias, na Ilha da Madeira. E só quando voltar é que entrarei no esquemão novamente, arranjando, espero, um emprego decente.

Assim está bom. Precisava mesmo ter alguma perspectiva lá, antes de sair do Brasil. O vazio que eu via no futuro estava me sufocando -- quem me conhece imagina.

De qualquer forma, as sábias palavras de minha irmã estão sendo fundamentais para manter a sanidade até onde é possível. Não tem como escapar à ansiedade. Inclusive, a dotôra autorizou: se o circo começar a se armar, duas gotas de Rivotril, sim, senhorita.
check list reatualizada

* Transferir conta do UOL para o cartão de babãe;

* Deixar de besteira e resolver logo a situação com o banco;

* Comprar a camiseta do Ronaldo para o Owen;

* Comprar as Havaianas da Hilary;

* Comprar um *regalito* para Jane;

* Comprar um *regalito* para Roland;

* Comprar minha bota de neve;

* Resolver o perrengue do bota-fora;

* Cobrar meus CDs que estão com o Cadu há muuuuito tempo e sem os quais não vivo;

* Devolver as coisas dos outros há muuuuito tempo comigo; [Se eu preciso te devolver alguma coisa, fale agora ou cale-se para sempre]

* Limpar o computador;

* Tirar xerox do passaporte;

* Cancelar assinatura do Speedy e da linha telefônica.

Estou quase lá... FALTAM 10 DIAS.

Tuesday, June 01, 2004

sua presença é sagrada

Eis o convite para meu bota-fora. Acabei esquecendo de postar ontem.

Enrolei, enrolei, planejei, desplanejei e replanejei. Finalmente decidi: Meu bota-fora oficial será no dia 5/6, sábado, no bar Sagrado. Digo oficial porque, caso você não possa ir, terá a obrigação de criar um bota-fora extra-oficial.

O quê? Ninguém te contou? Você achou que fossem boatos? Não, não. É tudo verdade. Dia 14/6 parto para a Old England sem data para voltar. Então, please, faça uma esforço e venha me ver nessa despedida que vai ser tão importante pra mim.

Será dia 5/6. Estarei no Sagrado a partir das 20:30h, basicamente a hora em que começam a colocar as cadeiras no chão. E ficarei até, bom, até começarem a pôr as cadeiras em cima da mesa. Portanto, sem desculpas. Meu bota-fora pode virar sua pré-balada, sua pós-balada ou, melhor que tudo, sua balada nesse sabadão.

Se quiserem saber mais do bar, entrem em www.sagradobar.com.br. Se estiverem com preguiça, eu informo o principal:

A partir das 22h será cobrado um couvert artístico de R$ 8. A banda de pop rock Moai estará tocando. A partir das 23h, mulher paga R$ 4 de consumação mínima e homem, R$ 12. Tranqüilíssimo.

Logicamente estão convidados namorados(as) e afins. Se animem, falem uns com os outros para combinarem de se encontrar lá, chamem alguém que não chamei porque não tinha o e-mail ou o telefone, ou porque esqueci mesmo, ando bem atarantada. Dêem um jeito porque quero ver todo mundo. Vai ser supergostoso.

Endereço: Rua Dr. Renato Paes de Barros, 994. Fica na primeira esquina depois da Av. Juscelino Kubitschek. Para os perdidos, no site do Sagrado tem um mapa.

É isso aí, gente. Quero ver todo mundo lá para a minha despedida. Quem sabe vocês não terão o privilégio de testemunhar o primeiro porre da minha vida, dançando Fiona Apple com o batom borrado sobre a bancada do bar? Estou apenas confabulando, não se animem tanto. Mas devo confessar que, quanto maior o número de pessoas presentes, maior a chance de eu me empolgar.

Qualquer dúvida, liguem (sorry, não vou pôr meu telefone no blog, néam?) ou escrevam. Se puderem, confirmem até sexta pra eu avisar a moça do bar.