Thursday, July 30, 2009

ai, vida

Alguém, por favor, me pega na mão e leva? Alguém que saiba mais que eu e ache que saiba mais que eu. Alguém que entende as merdas que eu faço e decide por mim que não posso mais fazê-las.

A verdade é que nunca cumpri bem o papel de carente insegura, porque simplesmente não é bem o meu papel. Mas que dá vontade de ter uma figura acima te conduzindo para o Bem, ah dá.
Eu ouço o que me falam. Eu só nem sempre acredito. É assim que deveria ser, mas sendo assim, fica difícil se deixar levar. Ai, vida. Chega de pensar por hoje. Hora de ir na fisio e pensar em nada além de exercitar meu pezinho e ouvir as histórias adolescentes da fisioterapeuta e os dramas maiores que os meus dos outros pacientes. Music to my ears.

Thursday, July 23, 2009

para todos entenderem porque eu twitto mais do que blogo

Trabalho das 9h às 18h, daí tenho fisioterapia. Otop of that tenho que procurar apartamento. On top of that tenho que resolver coisinhas quando sobra tempo. And above all, vocês já sabem, tenho sono.

Convenhamos, o twitter supre melhor minha necessidade de escrever telegraficamente. Mas vamos lá, que eu não sou de deixar meus filhos mais antigos de lado.

Friday, July 10, 2009

meia hora

Que eu estou feliz, que as coisas estão aos poucos se ajeitando, que tenho perto de mim amados, disso eu sei. Mas tem alguma coisa que nunca volta pro lugar. E acho que não é um desarranjo só meu. É de todo mundo que optou por uma vida de saudade. Uma vida com laços lá e cá e uma vontade de criar novos laços acolá, onde ainda não há nada, mas sei que há de haver, e é isso que me mantém regularmente inquieta. Tem algo além do que conheço que eu não conheço. E eu quero me testar cada vez mais. Eu preciso me testar sempre. Eu preciso tentar os limites para me sentir centrada. Eu preciso gritar para entender o silêncio.

Nada mudou. Foram 5 anos fora. Foram muitas lições aprendidas. Foram 3 meses na Ásia. Foi muito bom, mas não foi o suficiente. Nunca vai ser suficiente. Minhas histórias e angústias não têm fim, e eu sabia disso quando comecei todas elas. Agora tebto adormecer no mesmo lar que adormecia antes, e tenho medo de acordar querendo estar em outro lugar. Querendo fugir de novo de coisas que me acompanham sempre, sempre. Eu sei, e mesmo assim não consigo fazer diferente.

Eu toparia, por exemplo, ir para a Coréia do Sul. Poucas coisas eu não toparia. Eu toparia qualquer coisa que não está acontecendo comigo, justamente porque não está acontecendo comigo.

Mas daí chega um email qualquer confirmando presença no meu evento. Ou dá vontade de tomar café. Ou o esmalte começa a sair. Ou toca o celular e é meu amor.

Aí tenho, quando muito, meia hora de trégua.

E começa tudo outra vez.

Saturday, July 04, 2009

restless soul

Diz que a blogosfera está esvaziando. Todo mundo debandando pro Twitter e pro facebook e pro orkut. Fiquei meio com pena da blogosfera. Eu, que estou aqui há 8 anos. Senti meio como se deixasse o primogênito de lado para brincar com os caçulas.

Então, de cabeça baixa e pedindo desculpas, resolvi aparecer.

Só não sei quanto tempo meus guilty feelings durarão.

Mas isso pouco importa. Ninguém me paga pra escrever, ninguém pode reclamar.

Lá se vão mais de 3 meses de Brasil. Acreditem, ainda me sinto desajustada aqui. Dizem que é normal. Eu não acho normal. Porque tenho a sensação de que adotei essa inquietude para sempre. An unrestful soul.

Como estão vocês, me contem? Eu estou bem. Continuo gostando do trabalho, continuo na casa da mãe, continuo tentando emagrecer, continuo prometendo a mim mesma voltar a nadar, continuo a reclamar de um cansaço que jamais vai embora.