Tuesday, November 27, 2007

numa fria

Uma das noites mais estranhas, ontem. Estava quase caindo no sono, e ouvi a voz do Byrifoy lá na sala. O estranho foi que eu não esperava ouvir a voz dele, mas sim a voz da minha mãe ou da minha irmã, como se ainda estivesse no Brasil. Depois acho que ouvi o Byrifoy falando em espanhol, mas pode ser puro delírio.

Pouco depois acordo encharcada de suor. Abro a janela pra deixar um frio perto de 0 grau entrar. E sabe deus como eu ainda resmunguei qualquer coisa pro Byrifoy quando ele veio dormir de forma que ele foi lá e fechou a janela, pelamordedeus.

Estranho indeed.

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Ontem fui nadar. Pela primeira vez em quase um ano. Foi ridículo. Me senti humilhada. Não por ninguém, mas por mim mesmo. Porra, eu fazia maratonas aquáticas, nadava quase 2 horas todo dia e competia 10km em mar aberto no campeonato paulista. Que porra é essa? Nadei 10 minutos e meu braço ficou pesado como uma lasanha quatro queijos. Parei um pouco, nadei um pouco. Completei meia hora e saí, sacudindo a cabeça de indignação. Hoje acordei com os tríceps doloridos. Meia hora, meia hora. Por que fui cagar assim?

Claro que quero voltar a nadar, mas cadê o estímulo? Aquela história de que o problema de estar no topo é que a queda é braba é, vacamente, verdade.

Sunday, November 25, 2007

e de novo com vocês, Dri

"Tenho por princípio nunca fechar portas,

mas

como mantê-las abertas
o tempo todo
se em certos dias o vento quer
derrubar tudo."

Eu, que achei que a teria abandonado de vez. Acho que não, que nunca. Acho que Inverno vai sempre congelar meu coração e fazê-lo tal qual uma uva passa. Quase esqueci que o destino sempre me quis só. Mesmo quando bem acompanhada.

Num deserto, sem saudade, sem remorso
Só.

Parece que o inverno aqui está pegando. Mas eu nunca, nunca ignoro meus invernos internos. Preciso entender o que há. Porque há.

Friday, November 16, 2007

mudando sem sair do lugar

Mudei de lugar no trabalho. Continuo fazendo as mesmas coisas, mas agora sento no primeiro andar em vez do segundo. Longe do meu chefe, já que o meu portfólio agora faz parte de um outro. Não entendo por que por aqui as pessoas mudam tanto de lugar fisicamente mas continuam fazendo exatamente as mesmas coisas. Oh well. Deve ser mais um desses gestos corporativos que nunca entendi, nunca vou entender.

Mais um fim de semana chegando, mais uma onda fria, muito fria. Amanhã de tarde devo encontrar o pessoal do meu antigo trabalho. Hoje, apenas uma das pessoas que estarão lá continua trabalhando no mesmo lugar. Aliás, aproveito o ensejo para dizer o quanto estou gostando do meu trabalho. Achei que nunca iria realmente gostar de marketing, mas algo em mim disse pra eu insistir mais um pouco antes de voltar para a vida miserável do jornalismo. E, olha, valeu. Posso dizer que realmente gosto do que faço, que as segundas-feiras não são mais tão tristes e a sextas não mais tão felizes. Tá, claro que sexta-feira é sempre feliz. Mas quando se gosta do que se faz, a vontade de que a semana acabe logo deixa de ser tão intensa. E fazia muito tempo que não sentia isso.

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Continuo na minha empreitada mestre-cuquística. Essa semana as novidades foram lasanha e brownie. Os dois saíram OK. O Brownie, mais que OK. Soberbo, eu diria.

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Estou com mania de contar quantos espirros dou por dia. É TOC isso?

Wednesday, November 07, 2007

brainy rush

Nevermind que o curso de francês era pra ser feito todo dia e até agora uma semana se passou e eu fiz vergonhosa uma aula. Tão típico! Hoje quero fazer a segunda. Não. Hoje VOU fazer a segunda. Mas tá difícil sentar no computador de noite depois de passar tantas horas camelando no computador do trabalho. Simplesmente não rola.

Estou cansada. Bem cansada. Não aquele cansaço ruim, de basta dessa vida; um cansaço depois de fazer muita coisa mesmo. Um cansaço justificável e coerente: trabalho, me concentro, canso depois de muitas horas, quero descanso. Nada mais natural. Este é o ciclo do meu dia. Acordo com muito sono, mas com o primeiro galão de café a vida fica mais fácil. Daí só paro mesmo para almoçar (geralmente resolver coisas na rua) e quando termina o batente. Com ocasionais paradas xixícias.

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Estou quase suportando a idéia de que não há nada me esperando. Que a vida é isso que acontece todo dia e vez ou outra o vento faz mudar de direção. Um pouco mais serena. Nunca o suficiente. Mas mais ou menos convencida de que é isso aí – e, se é isso aí, que eu possa aproveitar sem esperar nada lá na frente.

Odeio ler ou escrever em termos abstratos. Mas tenho certeza de que essa é uma das conclusões mais concretas a que já cheguei desde não sei quando. Muito, for sure.

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Ah, sim, tem também o caso de fraude de que minha mãe foi vítima. Aquele do seqüestro, batido mas que ainda funciona. Mas não tô a fim de falar disso. Nem um pouco. Já fiquei com o estômago bastante revirado com a história. Além, claro, do natural desânimo de vir do Brasil e um dia talvez voltar.