Tuesday, February 17, 2009

o post mais longo da historia

Peguem um cafezinho e uns biscoitinhos porque este eh longo. E tudo indica que o proximo tambem serah1!!

3/2

Acordei algumas vezes durante a noite para ir ao banheiro. Nada legal, nada divertido. Principalmente porque hoje seria dia de pegar estrada, pelo menos 5h, de Pokhara a Kathmandu.

Aproveitamos a manha para resolver algumas coisas pela cidade. No final da manha fomos para o hotel onde estavam Henrique e Carol e de la voltamos, de carona com o motorista que eles contrataram, para Kathmandu. A viagem nao foi das mais agradaveis. Fiquei espremida entre Ale e Henrique no carro e, para completar, o motorista era um maniaco das trevas que dirigia como se nao houvesse amanha.

Pelo menos a vista eh linda e paramos para almocar num lugar com comida ruim mas vista linda, de frente para um rio ultraconvidativo, ao lado de uma ponte pensil que, nao fosse a diarreia ter me deixado bem abatida, eu teria atravessado pulando, para dar emocao.

Chegamos no caos que eh o que chamamos carinhosamente de KathmanCU. Voltamos ao mesmo hotel e, inclusive, ao mesmo quarto em que encontrei um pobre rato morto na privada. Arrumamos nossas coisas e fomos vender o nosso Lonely Planet do Nepal e comprar a faca Khukhuri pela qual o Alexandre estava louco. Sao os facos utilizados pelos Gorkha, uns missionarios guerrilheiros considerados uma das melhores fighting forces do mundo. Parece que para ser um gorkha voce precisa ser de uma casta especifica e, alem disso, carregar 25kg numa cesta subindo uma montanha por varios quilometros. Sounds like fun, eh?

Faca comprada (linda por sinal), fomos jantar no Tashi Delek. Bem gostosinho. Eu ainda estava bem mal da barriga e sem fome. Comi um prato leve para nao ir dormir de barriga vazia e acabou-se mais um dia.

4/2

Barriga melhor. Acordei com fome, um bom sinal. Ainda assim, tive minhas viagens ao banheiro no meio da noite.

Nao hvia muito tempo para fazer nada. Tomamos cafeh da manha, arrumamos o resto das coisas que precisava ser arrumado e logo o taxi com Carol e Henrique rumo ao aeroporto chegou. O aeroporto internacional d de Kathmandu eh um verdadeiro inferno. Dica para quem pensa em ir para la: se nao quiser perder o aviao, chegue com folga. Nos chegamos 2h antes da decolagem e mesmo assim foi apertado. Noventa filas para noventa security checks. Placas muito confusas, taxa de saida do pais (???) etc etc etc.

Oh well, sobrevivemos. Gente, Thai Airwyas eh TU-DO. Acho que a melhor companhia aerea com que ja voei. Aviao impecavel, comida deliciosa (masaman curry, yum), comissarias simpaticas e bancos espacosos.

A viagem para Bangkok durou 3 horas e 40 minutos. Do aviao tivemos uma vista espetacular dos himalaias. A melhor de todas, na verdade. Tentamos achar o Everest. Ele provavelmente passou por nossos olhos estupefatos, mas nao soubemos reconhecer o monstro mais alto em meio a tantos monstros altos.

Do aviao tambem pudemos ver as terras bem pouco habitadas de Burma. Cada paisagem maravilhosa e desertica. Praias completamente inabitadas por centenas de quilometros. Parece que naquela area ha uma minoria muculmana ortodoxa e nomade e que alem deles, ninguem mais anda por aquelas bandas. Fiquei besta. Como pode nao ter ninguem num lugar com um potencial paradisiaco daqueles?

Finalmente chegamos em Bangkok. O aeroporto, aberto em 2006, eh o must dos musts em aeroportos. Tudo supermoderno e bonito. Filas pequenas e pessoal treinado. Ale e Henrique, que nao tem passaporte europeu, precisaram mostrar a carteira de vacinacao com febre amarela em dia. Pegamos as malas, fomos para o ponto de taxi e, de la, para o hotel em que Henrique e Carol tinham reserva. Chegamos la e estava lotado. Eu e Ale saimos por ai procurando vaga e achamos no Erawan Guest House um quarto muito bom com ar-condicionado, embora ligeiramente acima de nosso budget. Soh poderemos ficar aqui por 2 noites.

A cidade estah estourando de turistas. E, inacreditavel, as 11 da noite, em pleno inverno, estava 30 graus. Nenhuma brisa. Desespero. Se eh assim de noite, o que vou fazer com o dia? Tenho desespero de dias quentes demais, apesar da constante reclamacao do frio ingles. E eh desespero mesmo. Comeco a ficar abobada, nao consigo pensar, soh fico parada e suo, ateh sair correndo para qualquer buraco com ar-condicionado.

Depois de resolvidos os hoteis, eu e Ale fomos jantar na rua. Peguei um Pad Thai desses de comer na sarjeta, um milho verde e, de sobremesa, melancia! Meu deus, o paraiso culinario eh aqui.

Depois fomos a um restaurante bem cool na frente do nosso hotel e ficamos jogando conversa fora. Eu ja estava sendo devorada por mosquitos e continuava com muito calor. Resolvi ir pro quarto me enfiar no ar condicionado e dormir para regularizar o jet lag. Agora estamos, se nao me engano, 9 horas aa frente
do Brasil.

5/2

Nosso primeiro dia na Tailandia foi bem tranquilo e responsavel. Tinhamos uma serie de coisas a resolver. Primeiro fomos lavar roupa.

Dai, fomos a um servico de shipping e mandamos uma caixa por navio para o Brasil para o endereco da binha bae, que deve chegar em 2 ou 3 meses, ou seja, very likely que eu esteja por la para receber.

Depois procuramos outro hotel para mudar amanha, ja que o nosso soh tem vaga por 2 noites (a gente nao fazia ideia de que Bangkok estaria tao cheia).

Mais tarde pesquisamos precos de visto pro Vietna e escolhemos a agencia mais barata. Nossos passaportes estao em vossos poderes, entao ateh terca-feira ficaremos quietinhos aqui por Bangkok e arredores.

Por fim, fizemos uma massagem tailandesa de uma hora cada. Sim, porque relaxar eh nossa obrigacao quando se estah de ferias, hehe. Entre uma atividade e outra do dia corriamos para o ar condicionado do quarto ou para uma chuveirada gelada. Alias, teve uma corrida pro ar condicionado que em vez de ser pro quarto foi pro Swensen's, uma cadeia de sorvetes americana very very naughty. Deliciously so.

Antes de terminar o dia, o Alexandre percebeu que havia perdido seu cartao do banco. Toca cancelar tudo via Skype. Mas tudo foi resolvido e o cartao nao foi usado. Precisando, a gente usa soh o meu.

De noite estavamos ja cansados por causa do calor. Jantamos com Carol e Henrique, que tambem passaram o dia resolvendo pepinos, e fomos nos embalar. Just another day in Bangkok.

6/2

Levantamos tarde. A janela do quarto eh muito pequena, entao nao entra luz, entao parece que eh noite quando eh dia. Era tipo 10:30. Um crime para quem estah viajando e conhecendo lugares novos. Mas aconteceu. Tomamos cafeh e mudamos para nosso novo hotel. Uma espelunca. Desconfiamos que seja na verdade soh um antro de putaria mesmo, lugar em que os branquelas levam as prostitutas tailandesas para a intimidade. Mas na verdade eh soh mais um guest house mesmo, dos bens sujinhos, com camas durinhas.

Deixamos nossas coisas e saimos por ai para explorar um pouco a cidade (ou melhor, o bairro) a peh. Vimos alguns budas (um imenso, em peh; outro imenso, sentado – cada posicao do Buda tem todo um significado pros budistas). Caminhando de um Buda ao outro, passamos por um mercado com algumas iguarias unicas, fresquinhas: sapos, cobras, lesmas, fresquinhas fresquinhas, prontas para serem embaladas e cozinhadas na tranquilidade do lar.

Nem preciso dizer que mil vezes eca, ne? E nos andando de chinelo pelo mercado e aquela aguinha de feira de peixe batendo na nossa perna e entrando por entre os dedos. Nada gostoso. Enfim, um lado de Bangkok que bem poucos turistas conhecem.

Quando resolvemos almocar, ja bem tarde, nada mais me apetecia. Eu soh queria me enfiar num lugar com ar-condicionado, nem que fosse um Burguer King. Acabamos indo para um lugar sem ar-condicionado, mas razoavel, a que sempre vamos. Tomei um suco bem gelado de papaya, e depois outro de melancia. Estranhamente nao estava com fome, entao nao forcei. Ale bebeu umas Tigers e rumamos ao hotel depois de encontrar Henrique e Carol e combinar de sair cedo no dia seguinte para evitar o pior do calor.

7/2

E demorou mas aconteceu. Peguei alguma bacteria ou protozoario ou ameba do mal. Bem do mal. Em uma noite de muitas idas ao banheiro consegui terminar um rolo de papel higienico inteirinho. Nao preciso dizer mais, ne? Quase nao dormi. De 15 em 15 minutos acordava com colica. Daquelas do tipo punhal mesmo. Quando o despertador tocou eu quis chorar. O Alexandre teve de encontrar com nossos amigos para explicar o probleminha e comprar remedios para mim. Ele voltou com bolachas, suco de maca, remedio para colica e anti-diarreia. Esta nao seria sua unica ida aa farmacia. Nao conseguia comer nada, me forcei a deglutir um par de biscoitos secos, soh para poder tomar os remedios.

Realmente a diarreia parou totalmente. A colica melhorou, mas ainda sentia dores por todo o corpo. Febre. Em plena Bangkok, mais de 30 graus, eu quis tomar um banho quente, muito quente. O Ale inclusive se queimou no chuveiro quando achei minha temperatura ideal. Depois, prudentemente, e para meu desespero, ele diminuiu a temperatura.

Entao la foi Alexandre amado, de novo, na farmacia. Dessa vez ele voltou com antibiotico e antiprotozoario. Fiz um esforco sobrenatural para almocar umas cinco garfadas de sopa de arroz com legumes e frango. E quando foi para jantar, eu achei que estava melhor. Topei irmos a China Town, conhecer aquelas bandas e jantar num chines. Grande erro. O cheiro me deu nausea ao ponto de nao poder nem olhar para o cardapio. No desespero, comecei a chorar. Parecia que eu nao ia melhorar nunca, e eu sabia que precisava comer se quisesse encurtar aquela porra toda.

Mas consegui comer qualquer coisa e voltamos voando para o quarto. Tomei meu anti-vomito e dormi uma noite linda e sem sonhos, completamente dopada.

8/2

Acordei bem melhor. Ainda mal, mas resolvi nao tomar mais antidiarreia e anticolica, soh antiameba e antibiotico mesmo. Resolvemos mudar de hotel de novo, para o original. Eles agora tinham quartos livres, e ja bookamos para mais 3 noites. Aproveitando que eu estava me recuperando, resolvemos passear de novo. Fomos para Wat Pho, onde fica o maior dos Budas, de mais de 40 metros de cumprimento. O Wat todo eh muito legal e o Buda gigante eh impressionante, impossivel de fotografar em um unico shot.

De la pegamos um taxi para a estacao de trem. Compramos nossas passagens para Ubon - de la pegaremos um onibus que cruzara com o Laos na fronteira sul.

Passagens resolvidas, pegamos mais um taxi para Siam Square, a regiao dos shoppings e predios modernos que eh impressionante, mas nada que tire folego de quem mora em Sao Paulo. Almocamos num restaurante bacaninha num dos shoppings, sob um delcioso ar-condicionado. Ainda nao muito bem, optei pelo franguinho grelhado com salada e batata. Alexandre comeu um ribeye stake como ha muito vinha sonhando. De la voltamos para o hotel – ja era final da tarde e o dia tinha sido muito bem aproveitado.

9/2

As estripolias took their toll. Acordei novamente esquisita e a barriga recomecou com suas desagradaveis atividades. Mais um dia de ficar no quarto do hotel lendo (terminei \the White Tiger e comecei The Beach, livro mais previsivel impossivel para quem vai/estah na Tailandia), jogando Expectativa com o ever so patient Ale amado, e ver o que rola no mundo pela CNN. Saimos um pouco para comer etc, mas nada demais. Esse bug realmente me pegou mas teria de ir embora na marra: decidimos no dia seguinte ir a Kanchanaburi, cidade que fica ha 2h de Bangkok, onde fica a ponte to rio Kwait e o Tiger temple.

Entao era isso. Dormir cedo e tomar os medicamentos bonitinha porque amanha eu passeio nem que amarrada.

10/2

E minhas preces foram ouvidas. Acordei boa. Tomei um cafeh da manha bem fraquinho pro estomago nao embrulhar na viagem. Pegamos o minibus com mais dois casais e fomos. Primeiro nos deixaram num Bangalo delicioso, na beira do rio, para almocar. Comemos e tiramos algumas fotos bem legais dos bangalos e do rio.

De la fomos para o Tiger temple, um templo budista em que tigres sao criados e cuidados – e extrema/estranhamente doceis. Passamos a mao em varios tigres e temos dezenas de fotos para atestar! Eles sao maravilhosos, e tem patas e dentes capazes de arrancar nossa cabeca com um espirro, entao ficamos bem espertos, carinho soh na bunda deles, nada de chegar perto da cabeca.

Na verdade eles estavam tao quietinhos que desconfiamos que eles pudessem estar dopados, mas pode ser que soh estivessem letargicos apos a refeicao – turistas soh podem mexer nos tigres entre 2pm e 4pm, acho que o motivo eh esse, de ser uma hora em que mais estao com sono. Havia outros bichos para vermos, mas o calor estava pegando e queriamos mais do que tudo voltar pro ar condicionado do minibus.

Com a viagem, ficamos amigos de um casal de medicos indianos, de Mumbai, que morou 3 meses na Coreia do Sul e estava passeando antes de voltar pra casa. Pessoal bem legal.

Antes de voltar a Bangkok, passamos na ponte do rio Kwai. Eh bem bonitinho, e passa o Death Train apitando e tudo, uma graca. Com certeza eu poderia escrever mais se tivesse entendido o contexto historico da ponte, mas nao procurei saber entao eh isso. Googlem “Ponte Rio Kwai” se quiserem mais informacoes.

Chegamos em Bangkok de noitinha e estavamos secos por uma porcaria. Eu, completamente recuperada, estava morrendo de fome. Fomos entao no Burguer King. Sim, meus amigos, minha gente, mandei um Double Cheese Burguer com batatas fritas e, sabe o que? Saimos de la e fomos no Swensen's e dividimos um sorvetao. E quer saber? Me senti otima. Renovada. Purificada. Soh a junkie food salva.

Dia otimo que selou a morte do bicho escroto que comia nas minhas entranhas.

11/2

Acordamos tarde e arrumamos todas as nossas coisas. Saimos do hotel e, meio sem saber o que fazer com o dia livre, resolvemos fazer o que mais estavamos com vontade de fazer: nadar! Fomos num hotel em que pagavamos 200 Bahts (£4) para poder usar a piscina e ficamos a tarde toda la, de papo pro ar, no rooftop do hotel, mergulhando e deixando que os chafarizes de elefantinho nos gelasse a cabeca.

O Alexandre inclusive ganhou uma fan la, Maisy. Ela tem 5 anos e eh de Devon, Inglaterra. Ela perguntou pra ele se ele estava “in love with” me. Ao que ele respondeu, “of course, she's my girlfriend!” e ela disse: “that's bad luck!”

Voltamos para o hotel para pegar as malas que deixamos guardadas e fomos rumo aa estacao de trem. Encontramos Henrique e Carol la e subimos no trem.

Nosso trem ia para Ubon Ratchachani, quase na fronteira sul com o Laos. O trem saiu 8:30pm e chegou no dia seguinte aas 7am. Fomos de primeira classe, para podermos ficar num quartinho, com cama de verdade e espaco soh nosso, que podiamos trancar.

Olha, podia ter sido pior. Nosso quartinho tinha porta pro quartinho do Henrique e da Carol, entao pudemos jogar Expectativa e socializar um pouco. Em vez das dezenas de baratas que matamos, poderia haver ratos. E eu impressionantemente consegui dormir, mesmo sabendo que poderia haver baratinhas subindo em mim. E nao consegui jantar, mas o Ale pediu um prato la e eu filei bastante. No final, deu tudo muito certo e recomendo a viagem de trem noturno pela Tailandia para todos que nao tem pavor de barata.

12/2

“Bang, bang bang! Seven minutes! Ubon Ratchanchani in 7 minutes!” Foi assim que fomos acordados. Juro. Porra. Sete minutos para acordar, lavar o rosto, arrumar as coisas e fazer um xixi? Um pouco militar, eu achei, mas assim foi feito. Fomos escurracados do trem e uma nuvem de touts veio nos oferecer taxi para a estacao de onibus, de onde pegariamos o onibus que entraria no Laos. Depois de muito regatear, fechamos com um cara que tinha uma caminhonete e fomos, de mala e cuia no chiqueirinho, por 15km de estrada.

Depois de comprar as passagens que nos levariam para Pakse, resolvemos tomar cafeh da manha. Soh que nao tinha cafeh da manha as we know it. O jeito foi mandar um Pad Thai aas 8 da manha. Exceto que eu nao achei prudente faze-lo com o corpo ainda baqueado do virus/bacteria/ameba e o Ale comprou uma bolachinha seca para mim.

Pouco depois estavamos de novo na estrada. Depois de duas horas mais ou meno, o onibus parou para os gringos pegarem o visto. Foi tudo em ritmo de Laos Grande. Demorou pacas, foi bem confuso e quente, mas pegamos nosso visto. O problema foi a Carol, que resolveu pagar 5 dolares a mesmo e carimbar o passaporte brasileiro dela, em vez do europeu. Mas ela usou o europeu para sair da Tailandia. Ja imaginm o rolo nao? Foi um erro bem primario, eu achei, ainda mais que a Carol ja viajou bastante e deveria ter previsto que nao se pode usar aleatoriamente os dois passaportes.

Foi mais ou menos uma hora esperando os dois resolverem o drama. Achei que o onibus ia embora sem eles, inclusive. Mas no final deu tudo certo. Chegamos em Pakse, mas dai tivemos que pegar um tuk-tuk ateh a outra estacao de onibus. Ja estava cansada, morrendo de fome (ainda nao tinha comido nada e eram 3 da tarde) e a barriga comecando movimentos peristalticos inconvenientes. Finalmente subimos no onibus e fomos para Tadlo, nosso destino final. Mais uma hora e meia de estrada. Pelo menos tirei uma soneca.

Chegamos em Tadlo e um tuk-tuk nos levou para a area dos hoteis e guest houses, na beira do rio. Depois de um momento tenso na escolha de quartos (os hoteis pareciam bem cheios e insisti em procurarmos mais antes de fecharmos num moquifo. Henrique e Carol ficaram no moquifo, eu e Alexandre olhar mais e achamos um quarto otimo em outro hotel, maravilhoso, com vista pra cachoeira).

Ainda tinha luz, entao eu e Alexandre fomos correndo trocar de roupa para mergulhar na cachoeira. Foi delicioso. O tipo de experiencia que ansiavamos por ter: soh nos dois numa cachoeira idilica no entardecer de um vilarejo perdido no sul do Laos. E ai, nesses cinco unicos minutos que conseguimos ficar na cachoeira, toda a viagem desde Bangkok, todo o perrengue, a enchecao de saco, o calor, tudo valeu a pena.

Saimos da cachoeira, tomamos um banho caprichado e fomos jantar – outra coisa que eu ansiava ferozmente uma vez que ja eram quase 7 da noite e eu nao tinha comida nem uma misera refeicao no dia.

Marcamos de encontrar Carol e Henrique em nosso hotel para jantar. Eles ficaram estupefatos com o hotel e no dia seguinte viriam se hospedar aqui tambem.

Jantamos a luz de vela com o som da cachoeira estourando ao fundo. Bolas de luzes coloridas enfeitavam as arvores do hotel. Estavamos realmente vivendo um sonho muito bom. O jantar estava excelente (comemos o prato tipico, de frango com pimenta e menta, divino!) e o ceu absurdamente estrelado. Deitamos um pouco numa dessas cadeiras de madeira reclinaveis e ficamos falando besteira e olhando o ceu.

Logo o sono bateu, claro. Tinhamos passado uma noite ruim no trem e um dia bem cheio e chato de viagem. Quando deitei nem lembro de ter fechado os olhos. Eram umas 10 da noite. Fui abrir de novo os olhos 12 horas depois.

5 comments:

Isabella Rogatschenko said...

Que aventura! Dá até p/ escrever um livro (s/ o capítulo da barriga, he,he) Uma experiência p/ se guardar num bauzinho precioso!
Bjs...tia bel

LuSinger said...

Concordo com a Isabella: Isso dá para escrever um livro ... mas sem omitir a experiência da barriga... Afinal faz parte do folclore. ;-)

Foi bom falar com vc há pouico minha gatinha!

Te amo!
Mamita

Anonymous said...

Bandeira, na Nova Zelandia tb tem essa parada de taxa de saída do país. e tb achei baxxxxtant bizarro

Anonymous said...

Oi Bia!
Sou amiga da Joana, tava no niver dela ano passado... Ana Rita!
Tua irmã falou do blog, da viagem, das histórias... Vim aqui conferir! O sono ta batendo mas da vontade de ler td de uma vez!
Vou comentar mto... to achando o maximo! Preciso ter tempo de olhar td isso no Google.
Em abril vou pra Londre ficar 1 mes, mas vcs já estarão de volta... pena!
Bom... curta mto, cuide-se com a barriga e vou acompanhando tb os próximos capítulos!
Bjos
Ana

Isabella Rogatschenko said...

Que momentos idílicos e românticos, hein??? Nos filmes ninguém informa que antes deles tem diarréia e chacoalhar na condução ! Aproveitem, queridos, saudades da Mãe/Sogra Vera Rogatschenko !