Friday, February 06, 2009

Fim de Nepal, comeco de Tailandia

2/2

Mesmo indo dormir as 8:30pm da noite anterior, hoje acordei aas 7:30am, me sentindo bem melhor. Encontramos Carol e Henrique e resolvemos ir a outro lago, Begnas Tal, que eh vizinho de mais outro, Rupa Tal. Comecamos a caminhada ao redor do lago e por dentro da montanha que separa os dois lagos. Foi cansativo novamente, mas muito bonito. Paramos para tomar uma Sprite num restaurante bem alto com vista para os dois lagos. De la, seguimos de volta para o Begnas, mas no outro lado. Nos perdemos um pouco, nos enfiamos no meio da mata mesmo, uma taturana grudou no tenis da Carol e o Henrique caiu (ele nega, diz que apenas escorregou e dobrou o joelho, mas acho que isso eh mero eufemismo). Eu quase atolei na lama e o Alexandre passou ileso a experiencia.

No final, conseguimos chegar num vilarejo na beira do lado com um restaurante e seu peixe frito pescado no dia, no lago. Abocanhamos os bichinhos e prosseguimos para o barco. Tive de falar grosso com os tiozinhos do barco porque em cima da hora queriam que nos 4 fossemos em 2 barcos para nao ter “overload”. Ele soh falava “boat overload, boat overload” e eu falando: “no. wrong. Not nice”. No basico do meu ingles chamando o cara de canalhinha ribeirinho. No final, conseguimos que fosse do nosso jeito. O tiozinho remou por quase uma hora e tivemos umas das vistas mais bonitas ateh agora. O Begnas eh bem mais unspoilt que o Phewa e vimos um monte de peixes pela agua. E quase nada de lixo. Tambem vimos uma cobra e um monte de nepales jogando pedras na coitada.

Voltamos para Pokhara no final do dia e fomos direto almojantar. De la fomos os quatro ao nosso hotel e, novamente, eu nao me sentia muito bem. Fui deitar cedo. Em meio a mais um dia de sol na cabeca comecava minha segunda diarreia asiatica.

E em Londres parece que neva horrores...

3/2

Acordei algumas vezes durante a noite para ir ao banheiro. Nada legal, nada divertido. Principalmente porque hoje seria dia de pegar estrada, pelo menos 5h, de Pokhara a Kathmandu.

Aproveitamos a manha para resolver algumas coisas pela cidade. No final da manha fomos para o hotel onde estavam Henrique e Carol e de la voltamos, de carona com o motorista que eles contrataram, para Kathmandu. A viagem nao foi das mais agradaveis. Fiquei espremida entre Ale e Henrique no carro e, para completar, o motorista era um maniaco das trevas que dirigia como se nao houvesse amanha.

Pelo menos a vista eh linda e paramos para almocar num lugar com comida ruim mas vista linda, de frente para um rio ultraconvidativo, ao lado de uma ponte pensil que, nao fosse a diarreia ter me deixado bem abatida, eu teria atravessado pulando, para dar emocao.

Chegamos no caos que eh o que chamamos carinhosamente de KathmanCU. Voltamos ao mesmo hotel e, inclusive, ao mesmo quarto em que encontrei um pobre rato morto na privada. Arrumamos nossas coisas e fomos vender o nosso Lonely Planet do Nepal e comprar a faca Khukhuri pela qual o Alexandre estava louco. Sao os facos utilizados pelos Gorkha, uns missionarios guerrilheiros considerados uma das melhores fighting forces do mundo. Parece que para ser um gorkha voce precisa ser de uma casta especifica e, alem disso, carregar 25kg numa cesta subindo uma montanha por varios quilometros. Sounds like fun, eh?

Faca comprada (linda por sinal), fomos jantar no Tashi Delek. Bem gostosinho. Eu ainda estava bem mal da barriga e sem fome. Comi um prato leve para nao ir dormir de barriga vazia e acabou-se mais um dia.

4/2

Barriga melhor. Acordei com fome, um bom sinal. Ainda assim, tive minhas viagens ao banheiro no meio da noite.

Nao hvia muito tempo para fazer nada. Tomamos cafeh da manha, arrumamos o resto das coisas que precisava ser arrumado e logo o taxi com Carol e Henrique rumo ao aeroporto chegou. O aeroporto internacional d de Kathmandu eh um verdadeiro inferno. Dica para quem pensa em ir para la: se nao quiser perder o aviao, chegue com folga. Nos chegamos 2h antes da decolagem e mesmo assim foi apertado. Noventa filas para noventa security checks. Placas muito confusas, taxa de saida do pais (???) etc etc etc.

Oh well, sobrevivemos. Gente, Thai Airwyas eh TU-DO. Acho que a melhor companhia aerea com que ja voei. Aviao impecavel, comida deliciosa (masaman curry, yum), comissarias simpaticas e bancos espacosos.

A viagem para Bangkok durou 3 horas e 40 minutos. Do aviao tivemos uma vista espetacular dos himalaias. A melhor de todas, na verdade. Tentamos achar o Everest. Ele provavelmente passou por nossos olhos estupefatos, mas nao soubemos reconhecer o monstro mais alto em meio a tantos monstros altos.

Do aviao tambem pudemos ver as terras bem pouco habitadas de Burma. Cada paisagem maravilhosa e desertica. Praias completamente inabitadas por centenas de quilometros. Parece que naquela area ha uma minoria muculmana ortodoxa e nomade e que alem deles, ninguem mais anda por aquelas bandas. Fiquei besta. Como pode nao ter ninguem num lugar com um potencial paradisiaco daqueles?

Finalmente chegamos em Bangkok. O aeroporto, aberto em 2006, eh o must dos musts em aeroportos. Tudo supermoderno e bonito. Filas pequenas e pessoal treinado. Ale e Henrique, que nao tem passaporte europeu, precisaram mostrar a carteira de vacinacao com febre amarela em dia. Pegamos as malas, fomos para o ponto de taxi e, de la, para o hotel em que Henrique e Carol tinham reserva. Chegamos la e estava lotado. Eu e Ale saimos por ai procurando vaga e achamos no Erawan Guest House um quarto muito bom com ar-condicionado, embora ligeiramente acima de nosso budget. Soh poderemos ficar aqui por 2 noites.

A cidade estah estourando de turistas. E, inacreditavel, as 11 da noite, em pleno inverno, estava 30 graus. Nenhuma brisa. Desespero. Se eh assim de noite, o que vou fazer com o dia? Tenho desespero de dias quentes demais, apesar da constante reclamacao do frio ingles. E eh desespero mesmo. Comeco a ficar abobada, nao consigo pensar, soh fico parada e suo, ateh sair correndo para qualquer buraco com ar-condicionado.

Depois de resolvidos os hoteis, eu e Ale fomos jantar na rua. Peguei um Pad Thai desses de comer na sarjeta, um milho verde e, de sobremesa, melancia! Meu deus, o paraiso culinario eh aqui.

Depois fomos a um restaurante bem cool na frente do nosso hotel e ficamos jogando conversa fora. Eu ja estava sendo devorada por mosquitos e continuava com muito calor. Resolvi ir pro quarto me enfiar no ar condicionado e dormir para regularizar o jet lag. Agora estamos, se nao me engano, 9 horas aa frente
do Brasil.

5 comments:

Isabella Rogatschenko said...

Uau! What an adventure, wish I were there to see the "monsters" with you... Take care, children, love you !

Vera Rogatschenko

Anonymous said...

bandelena, vou tentar te ligar! só pra matar as saudades
beijunda

Anonymous said...

ahhhh! te liguei mas vcs fizeram o check out do hotel hj mesmo! que pena!!!!!! piu

Anonymous said...

Bia,
Estou com o Vivo Zap que a Sonia comprou e que permite acessar a internet de qq parte. Li com muito interesse sobre a tua viagem.
Aqui no Guarujá muito calor (será que mais do que na tailandia 30-32 graus).
Agora fica mais fácil acompanhar as tua aventuras.
Um super beijo,
Papai

LuSinger said...

Quanto aventura!!!
Sei muito bem como é morrer de calor e querer se enfiar no primeiro ar condicionadao que achar.. Tens a quem puxar loirinha.
Está gostando da comida Thai original?
Já que teve que sair do hotel legalzinho, onde estão agora?
Muita saudade!
Mamita