Thursday, July 05, 2007

free and cycling

Tá. Vamos lá.

Final de semana em Bristol foi muito bom. Mas não de todo proveitoso, na minha humirde. Não sei se porque o tempo estava uma bosta ou se porque nossos anfitriões não estavam muito a fim de fazer programas de turista, ou se porque realmente não há muito o que fazer em Bristol.

E Bath, poxa, Bath. Vou ter que voltar porque não valeu. Quer dizer, claro que valeu, fui no SPA termal com o Byrifoy e Broo+Ma e foi um tanto idílico. Piscinas aquecidas no teto do SPA (veja foto ao lado), vista para o bucólico e medieval. Mas faltou ver a cidade. Ver e andar. Queria ter visto os banhos romanos, as ruínas, a cidadezinha em si, o rio se tem rio, o castelo se tem castelo, os detalhes que sempre têm. Enfim, fui a Bath mas não fui. Na verdade fui ao SPA de Bath e só. Valeu cada minuto e cada centavo. Mas preciso voltar.

E dormi mal, como um todo.

Mas mesmo assim valeu. Viagens em condições adversas com pessoas, er, desadversas não têm como dar errado.

Resumão: chegamos sexta de noitinha, fomos para a night de Bristol. Tem muitos lugares pra se sair à noite em Bristol porque a cidade tem acho que duas universidades grandes. Fomos ali para a beira do rio, onde tem uma congregação de baladas e, naturalmente, bêbados, gente brigando etc etc. Byrifoy e eu resolvemos jantar num restaurante que é um barco no rio. Adoramos. Íamos para a balada X mas não rolou porque era gay e custava £5, fomos para a balada Y e não entramos porque o Ma brigou com o segurança da porta e porque também custava £5. Quando chegamos na balada W eu já estava bem cansada e o lugar era lotado e não pagava nada para entrar. E eu não entraria nem que para tal me pagassem. Voltamos para casa. Sabadão, íamos passear mas só chovia, só chovia, e ninguém se animou muito (acho que só eu, mas como não teria nenhum cúmplice, desencanei). Só saímos de casa lá pelas 3 da tarde para ir num churrasco que foi legal mas, again, durou tempo demais – pelo menos para um churrasco em que você não conhece ninguém a não ser seu namorado. Chegamos em casa de madrugada. Capotamos. Dia seguinte, manhã completamente perdida, tarde no SPA como já contei, e volta para Londres.

Fim de semana gostoso, sim, mas mais uma vez constatei: gente, como Londres é abençoada! Happy to be here.

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Outro resumão, agora do que se passou durante uma hora no fim da tarde da última quinta-feira:

- chego em Vauxhall, estação de trem em que desço para pegar minha bicicleta e pedalar até minha casa, e constato com aquela cara idiota que minha bicicleta foi roubadda. Queria entender como já que o lock que eu uso era considerado ultra-super-max-hiper-platinum-secure. Enfim, foi-se a magrela de que eu nem gostava tanto.

- saindo de Vauxhall (a pé, claro), um cara na rua empurrando/batendo numa mulher e gritando: “Eu sofri abusos quando tiha seis anos, você está entendendo???”. Ai, mundo. Fiquei ali parada, querendo fazer algo porque o cara estava descontrolado. Ia chamar a polícia quando ele virou as costas para ela e ela então correu atrás dele. Aí achei que o assunto não era mais da minha conta. Mesmo assim, avisei o guardinha da estação que um cara “agressivo” estava agredindo uma mulher na rua.

- chego em casa, uma pessoa oferece uma bicicleta no Freecycle. Mando email contanto que a minha acaba de ser roubada. A pessoa então me responde que não só me dará a bicicleta como virá entregar em casa (!!!) junto com uma caixa de potinhos de geléia (???) – eu sei, não perguntem, eu também não sei.

- falo com a Cá, que acabou de dar à luz a Manu. Aquela vozinha tão familiar, carregada de emoção. Eu já tava mole, amoleci de vez.

- me despeço da Carol, flatmate queridíssima, que está deixando a Graceland e Londres e Inglaterra para passar três meses na França.

Tudo isso em uma hora. Não sou eu que sou estranha com emoções. São as emoções que acontecem todas desproporcional e desconcatenadamente na minha vida.

By the way, a bicicleta é velhinha e provavelmente não vou usar. Ontem comprei minha bicicleta nova. Vou manter a velhinha pra minha irmã usar enquanto estiver aqui, se ela quiser. Depois disso, está up for grabs. Quem quiser um bike velhinha e básica mas funcionando, põe o dedo aqui que já vai fechar.

Minha bicicleta nova é essa aqui, ó:



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Momento de grandes definições na minha cabeça. Friozinho no peito, quentinho no coração. Antíteses sinestésicas, que é para eu testar se essa história de pânico realmente não existe mais.

Ah! Parei a fluoxetina. De vez.

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