Thursday, December 08, 2005

a farsa

Eu estou evitando de todas as maneiras me considerer uma farsa. Anoto tudo o que aprendo, faco tudo o que me pedem, estou sempre alerta e solicita. Aprendo rapido, faco perguntas inteligentes, respondo o que o chefe quer ouvir. Voce nao quer um funcionario assim? Essa sou eu. Eu e minha tentative de nao me achar uma farsa. Mas acho que ela eh inerente ao ser humano (ou “cerumano”, como li uma vez). Ja se passaram mais de tres horas do meu dia no trabalho e nao fiz absolutamente nada porque nao ha nada a fazzer. Preciso esperar meu chefe terminar o que for que ele tenha que terminar para poder seguir com explicacoes sobre minha campanha. Ja fiz tudo o que podia fazer, agora ele precisa me pegar pela mao e ir.

Enquanto isso nao acontece, fico navegando, lendo artigos de todo o genero, atualizando um ou outro email, indo ao banheiro, tomando café. E ai fica bem dificil nao ser inundada pela pesarosa sensacao de ser uma farsa.

Voltemos aos meus impulsos ansioliticos. Eu nao estou mais me aguentando para ir ao Brasil. Nao penso em outra coisa. Uma pentelha. Vira e mexe recebo um convite para uma festa no dia 20/12 e abro aquele sorrisao: “Oh, sorry, I’m not gonna make it, I’ll be flying by then!” Ou para o Natal ou para o Ano Novo. Varios convites. Minha prima Emily me convidou par air para o sulo ds Franca. Meu tio me chamou para a Madeira. Fora os convites de festinha em Londres. Mas nenhum deles me deu agua na boca. Nada como ir pra minha terrinha, onde la em casa eh la em casa mesmo.

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Falando em ansiedade, uma outra agitacao foi aliviada. Ontem fui conhecer a casa nova do Chris. E, er, conheci a casa do Chris. Foi bom.

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