“Família muda e vende tudo.”
Vocês me acham curiosa mas não sabem o quanto tremo nas bases quando leio essas placas. Acho que só me mudei pra Londres porque viria sozinha. Não ia agüentar a minha adaptação e a de todo o resto.
Porque eu não ligo de me sentir sozinha. Eu ligo de me sentir sozinha em meio aos meus queridos.
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Belo dia, belo dia. Menos dores hoje, mas ainda não me sinto confortável em subir escadas. O lance, amigos, é que moro no segundo andar e trabalho no primeiro. Logo, contando saídas pra almoço e tal, subo e desço um total de, no mínimo, 5 andares por dia. É pouco, se você estiver inteira.
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Ouvindo agora.
Hello, I’ve waited here for you, everlong
Tonight, I throw myself into
and out of the red, out of her head, she sang
Come down and waste away with me, down with me
Slow how, you wanted it to be,
I’m over my head, out of her head, she sang
And I wonder
when I sing along with you
if everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again
The only thing I’ll ever ask of you
You’ve got to promise not to stop when I say when, she sang
Breathe out, so I can breathe you in, hold you in
And now, I know you’ve always been
out of your head, out of my head, I sang
And I wonder
When I sing along with you
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again
The only thing I’ll ever ask of you
You’ve got to promise not to stop when I say when, she sang
And I wonder
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again
The only thing I’ll ever ask of you
You’ve got to promise not to stop when I say when
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Ontem fui ver Blood Diamond. O melhor filme de 2007 so far. Podem falar o que quiserem, Hollywood fede a pombo, Leo Di Caprio fede a estopa, clichés fedem throughout the movie. Eu adorei. E levanta uma questão sobre venda de diamantes de que eu, pessoalmente, não estava a par.
E eu até quis soltar uma ou outra lagrimazinha porque o filme é chorável. Mas acho que estava cansada demais para chorar.
Outra coincidência foi que o filme mostra em determinado o World Food Programme da ONU, fundado pelo querido e much missed Sir Hans Singer, tio avô de vossa interlocutora. E foi nesse mesmo cinema que, em março do ano passado, recebi a notícia de que o tio Hans tinha morrido.
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Eu jamais teria a pretensão de conseguir me expressar inteiramente a ninguém. As palavras transbordam mas mesmo assim, mesmo assim, isso não é nada. Sou um mangue de pensamentos desconexos. Se você tentar passar por mim, é capaz que afunde. Mas a bem da verdade, pode ser que opte por mudar de caminho.
Eu, de minha parte, não posso fazer nada. Só entender que lá veio e lá foi mais um.
Eu, de minha parte, pressiono um lábio contra o outro, para segurar talvez o riso, de ver as histórias todas se repetindo; talvez o choro, de me ver, mais uma vez, fria e sozinha: a desescolhida.
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