Ontem foi o aniversário de 1 aninho do Léo. Eu tive aquele ímpeto que me acompanha há muito tempo: o ímpeto de não fazer nada. Mas sucumbi aos pedidos do meu marido, e foi bom ter sucumbido. Uma delícia vê-lo em seu quartinho cheio de crianças brincando junto, um roubando brinquedo do outro. E quando a festa terminou e pus meu filho pra dormir, fiquei pensando que é inacreditável isso tudo que estou vivendo. Que parece uma outra vida aquela pré-filho. Cantei parabéns pro meu bebê, mas senti que cantava para mim. Há um ano eu morri e renasci. O processo foi doloroso e lindo, desesperador e doce. Ainda há luto em mim, mas há mais vida. Dentro e fora do peito.
Sunday, December 22, 2013
Friday, December 13, 2013
quase um ano
Difícil dizer quem mudou mais nesse ano, eu ou você, meu filho.
Você era aquele serzinho que não respondia a nada que não fosse desagradável. Só sabia chorar (e eu sei que foi um bebê bonzinho mesmo assim). E o tempo passou e com um mês você sorriu. E depois disso, mais dois meses e gargalhou. E logo virou uma pessoinha mais decifrável e extremamente agradável, feliz e tranquilo. Aí foi passando o tempo e foi crescendo sua curiosidade e sua estatura. Seu peso quase triplicou e sua altura aumentou em 50%. Seu sorriso se encheu de dentes e a careca, bem, a careca continua bem aparente, mas os fiozinhos dourados começam a cobrir sua cabecinha linda.
Eu passei pelo período mais difícil da minha vida, o ano mais difícil. Fui a um poço tão profundo que jamais imaginei existir lugar tão desesperador. Vi as horas se arrastarem enquanto o mundo me dizia que elas passavam rápido. Me senti um ET e mais sozinha do que nunca. E neste mesmo ano, devagar, consegui florescer, e virar mãe. E perceber a doçura que é ser a pessoa mais importante na vida de alguém para sempre. E a dor imensurável que é o mais curto dos choros, e a alegria descontrolada que é uma gargalhada de bebê. Tudo absurdamente extremado. Ainda não me acostumei com essa montanha russa, confesso. Acho que vai mais um tempinho. Mas o que importa é que agora eu sei que vale a pena. Só de imaginar meu filho dormindo, ou brincando, rindo ou chorando, eu já sinto fisicamente as reações químicas acontecendo em mim. Aquele chavão de virar bicho, enfim, é verdade.
Então acho que foi isso, meu filhinho: em um ano, de bicho você virou gente. Eu, de gente virei bicho. E em algum lugar no meio do caminho a gente se encontrou. E foi aí que eu entendi tudo o que poderia entender. E que tudo mais que eu não entendesse, é porque realmente não tinha como. E que vou ter que me acostumar com essa coisa de não entender porque agora vai fazer parte da minha vida. E isso dói mas faz crescer. Quase tanto quanto meu amor por você, meu titico.
Você era aquele serzinho que não respondia a nada que não fosse desagradável. Só sabia chorar (e eu sei que foi um bebê bonzinho mesmo assim). E o tempo passou e com um mês você sorriu. E depois disso, mais dois meses e gargalhou. E logo virou uma pessoinha mais decifrável e extremamente agradável, feliz e tranquilo. Aí foi passando o tempo e foi crescendo sua curiosidade e sua estatura. Seu peso quase triplicou e sua altura aumentou em 50%. Seu sorriso se encheu de dentes e a careca, bem, a careca continua bem aparente, mas os fiozinhos dourados começam a cobrir sua cabecinha linda.
Eu passei pelo período mais difícil da minha vida, o ano mais difícil. Fui a um poço tão profundo que jamais imaginei existir lugar tão desesperador. Vi as horas se arrastarem enquanto o mundo me dizia que elas passavam rápido. Me senti um ET e mais sozinha do que nunca. E neste mesmo ano, devagar, consegui florescer, e virar mãe. E perceber a doçura que é ser a pessoa mais importante na vida de alguém para sempre. E a dor imensurável que é o mais curto dos choros, e a alegria descontrolada que é uma gargalhada de bebê. Tudo absurdamente extremado. Ainda não me acostumei com essa montanha russa, confesso. Acho que vai mais um tempinho. Mas o que importa é que agora eu sei que vale a pena. Só de imaginar meu filho dormindo, ou brincando, rindo ou chorando, eu já sinto fisicamente as reações químicas acontecendo em mim. Aquele chavão de virar bicho, enfim, é verdade.
Então acho que foi isso, meu filhinho: em um ano, de bicho você virou gente. Eu, de gente virei bicho. E em algum lugar no meio do caminho a gente se encontrou. E foi aí que eu entendi tudo o que poderia entender. E que tudo mais que eu não entendesse, é porque realmente não tinha como. E que vou ter que me acostumar com essa coisa de não entender porque agora vai fazer parte da minha vida. E isso dói mas faz crescer. Quase tanto quanto meu amor por você, meu titico.
Thursday, March 21, 2013
3 meses e 1 dia
Não sei nem por onde começar.
Sei que meu filho é um anjo. E Depressão Pós Parto é uma merda sem tamanho.
Ainda estou pensando na ideia de montar um novo blog para inaugurar essa nova fase da minha vida. A verdade é que ando sem vontade de escrever e de fazer qualquer outra coisa. Again, DPP é uma merda sem tamanho.
Mas estou de longe melhor do que no início. Ainda flerto com o que não devia, mas agora o extremo é menos extremo.
Por ora, deus me livre passar por isso tudo de novo com outro filho.
Nunca pensei que seria assim. Mas vamos em frente que a vida mudou e sobrou bem menos espaço pros meus choramingos agora que tenho que consolar o choramingo do meu filho.
Tentarei voltar mais vezes.
Sei que meu filho é um anjo. E Depressão Pós Parto é uma merda sem tamanho.
Ainda estou pensando na ideia de montar um novo blog para inaugurar essa nova fase da minha vida. A verdade é que ando sem vontade de escrever e de fazer qualquer outra coisa. Again, DPP é uma merda sem tamanho.
Mas estou de longe melhor do que no início. Ainda flerto com o que não devia, mas agora o extremo é menos extremo.
Por ora, deus me livre passar por isso tudo de novo com outro filho.
Nunca pensei que seria assim. Mas vamos em frente que a vida mudou e sobrou bem menos espaço pros meus choramingos agora que tenho que consolar o choramingo do meu filho.
Tentarei voltar mais vezes.
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