Eu tenho certeza de que todos vocês, estando no meu lugar, também ficariam dias e mais dias sem escrever. Por falta de tempo para deixar me invadir por uma angústia inspiradora. Não se enganem: a angústia continua aqui, mas é outra angústia, mais cruel porque não há tempo para exorcizá-la.
Vou resumir.
Acabou o frila que eu fazia para o Observatório e, embora tenha adorado, deu. Fiquei muito cansada trabalhando em dobro e aos fins de semana. Mas, claro, adorei. O feedback do público também foi ótimo e ressucitei a paixão por aquele lugarzinho especial que me abrigou por quase quatro anos.
Fui para Lisboa. Encontrei babãe. Visitei tudo, não paramos. Não paramos mesmo. Tanto que acabei mais cansada depois do que antes da viagem. Passamos um dia na praia, Cascais e Estoril. Passamos um dia na montanha, Sintra. Foi bom. Foi muito bom. Só sol.
E voltamos para Londres numa viagem pesadelável, em que ficamos empacadas em filas com pessoas peidando, e o metrô quebrado, e babãe caindo de joelho no chão porque não enxergava nada na escada. O inferno, o inferno.
Passou. Chegamos bem, apesar de não inteiras. Eu, pelo menos, quebrada. Mais pela perspectiva de acordar cedo do que de dormir tarde. Retomei a labuta. Liguei para quem me ligou, textei quem me textou, aos poucos escrevo para quem me escreveu. E tudo vai voltar ao normal. Porque precisa, sabe? Sou uma dessas pessoas horríveis que precisam sempre voltar pro marasmo para poder ser quase feliz. E sou uma dessas pessoas horríveis que precisam também estar no olho do furacão para se sentir vivas. Sou várias dessas pessoas de quem adoramos falar.
**
Ainda não voltei a nadar decentemente. Ainda não voltei a escrever decentemente. Ainda falta alguém. Ainda falta tempo e espaço. Mas calma. Estou quase voltando.
Thursday, August 31, 2006
Wednesday, August 16, 2006
the way I treat life
Agora melhor. A perspectiva de poder ir para cama bem cedo não significa que eu vá, de fato, para cama bem cedo. Mas só de saber que posso, que posso porque não tenho mais nada para fazer, só isso basta para me deixar serena. Eu tava precisando. Eu tô precisando. Eu e uma banheira e o shisha e a Nina Simone. Como nem tudo é perfeito, faltou sugar in my bowl, mas acho que se houvesse, eu reclamaria, e preferiria a simplicidade de eu e apenas eu, coisa que eu apreciava muito no passado, que desaprendi e estou reaprendendo. Não é me enclausurar. Não. É apenas saber, now and then, marcar um encontro inadiável comigo mesma. E uma banheira, ou uma piscina, ou uma tela em branco do Word. Qualquer coisa que me faça virar os olhos e não ter olhos para mais ninguém, a não ser para dentro.
Morar sozinha é isso aí.
Mas estão acabando meus dias de andar pelada pela casa, tomar banho de porta aberta, ocupar cada espaço da casa, largar a toalha, fechar a vida para o mundo num espaço que é só meu. Sábado a irmã da Broo chega em Londres e vai morar comigo. Ela é um doce, não tenho dúvidas de que nos daremos extremamente bem. Na verdade, acho que ela está chegando em ótima hora. Mais um pouco e a casa virava casulo. Preciso lembrar de não ser grande demais, porque pretendo um dia dividir minha vida, meu tempo, meu espaço, com mais uma pessoa, e depois mais uma ou duas, se tudo acontecer conforme eu sempre ensaiei.
Estou feliz com a chegada da Flá. Vai ser um desafio para nós duas, já que não nos conhecemos tão bem assim. Ela chega verdinha do Brasil. Toda aquela expectativa de vou-viver-em-Londres que é uma delícia. Uma sensação que ainda me assalta de vez em quando, mas que depois de dois anos e bolinha por aqui vai ficando na memória. Uma brisa gostosa que vez ou outra sopra meu cerebelo e me lembra com ternura que *não sou daqui*.
**
Não foi nada, gente. O estresse está todo nos aeroportos. Nada mudou na vida em Londres. E como só vou pegar avião no fim da semana que vem, tem tempo de sobra para as coisas se aquietarem em Heathrow. É notícia todo dia, toda hora, claro. Mas tudo se restringe aos aeroportos e suas desgraçadas filas e suas desgraçadas regras e suas desgraçadas falhas.
Esquenta não.
**
O que sinto mais falta da minha infância é a capacidade de gostar que se estendia ad infinitum na minha cabeça. Agora não. Agora esqueço bem mais rápido. Agora um pouco de tudo o que era docemente platônico vive, mais uma vez, no fundo da minha cabeça, em forma de memória.
Agora, alguns meses são suficientes para algo que me ocupava a cabeça durante todo o dia, não ser mais que reflexo de um tempo distante. Alguns meses já são um tempo distante. Onde foi parar a sabedoria da velhice? Eu fico mais velha mas parece que tudo o que pára fica realmente para trás. Não tenho mais paciência de esperar. Se não for agora, não é.
Não é.
**
Ando muito espuleta.
**
Mas espuletagem tem um preço. Primeiro veio no sábado à noite, quando tive a infelicidade de assistir, antes de dormir, a Vanilla Sky. Rapaz, entrei numa paranóia dessas que fazia tempo. Nada estava no lugar, meu mundo é um caos e eu sou um bebezão incapaz de: trabalhar; cuidar de uma casa; cuidar da minha saúde; ter relacionamentos, todos e quaisquer. Em alguns segundos eu me anulei. Virei pó. virei uma boneca com braços e pernas tortas cujo olho não fecha mais se deitada. Deitei na cama, sentei de novo, me olhei no espelho e comecei a chorar. Meu mundo não sobreviveria àquela noite. Meu mundo estava desabado e só eu não via. Como sobreviver àquela noite? Eu não sabia. Eram 2 da manhã quando resolvi ligar para minha Piu. Ela não estava. Para minha Bobby. Ela não atendeu. Antes de continuar com as tentativas frustradas de falar com alguém que me trouxesse pro chão, lembrei que felicidade e tranqüilidade, para mim, responde putamerdamente rápido pelo nome de Rivotril. E lá fui eu. Em menos de uma hora estava lutando com os olhos para continuarem abertos e avançarem mais um pouco no espetacular Bricklane.
Aí a noite passou, e veio o dia, e foi, e veio a segunda. E no final do dia aconteceu. Estava no trem voltando pro trabalho e começou. Aperto na garganta, palpitação, suor frio, desespero, maldito trem que não pára, mas se parar eu também não desço, então fodeu, fodeu mesmo, vou ficar para sempre derretendo e gelando naquele banco sujo de trem. Quando passei para o metrô, piorou. O cara da minha frente deve ter percebido, porque me olhava genuinamente preocupado.
Aos poucos foi passando, passando, uma eternidade de 30 minutos para chegar em casa. Uma eternidade horrível. Juro que parecia que 15 minutos haviam se passado entre uma estação e outra.
Quando cheguei em casa, passou completamente.
Perigoso, isso.
Morar sozinha é isso aí.
Mas estão acabando meus dias de andar pelada pela casa, tomar banho de porta aberta, ocupar cada espaço da casa, largar a toalha, fechar a vida para o mundo num espaço que é só meu. Sábado a irmã da Broo chega em Londres e vai morar comigo. Ela é um doce, não tenho dúvidas de que nos daremos extremamente bem. Na verdade, acho que ela está chegando em ótima hora. Mais um pouco e a casa virava casulo. Preciso lembrar de não ser grande demais, porque pretendo um dia dividir minha vida, meu tempo, meu espaço, com mais uma pessoa, e depois mais uma ou duas, se tudo acontecer conforme eu sempre ensaiei.
Estou feliz com a chegada da Flá. Vai ser um desafio para nós duas, já que não nos conhecemos tão bem assim. Ela chega verdinha do Brasil. Toda aquela expectativa de vou-viver-em-Londres que é uma delícia. Uma sensação que ainda me assalta de vez em quando, mas que depois de dois anos e bolinha por aqui vai ficando na memória. Uma brisa gostosa que vez ou outra sopra meu cerebelo e me lembra com ternura que *não sou daqui*.
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Não foi nada, gente. O estresse está todo nos aeroportos. Nada mudou na vida em Londres. E como só vou pegar avião no fim da semana que vem, tem tempo de sobra para as coisas se aquietarem em Heathrow. É notícia todo dia, toda hora, claro. Mas tudo se restringe aos aeroportos e suas desgraçadas filas e suas desgraçadas regras e suas desgraçadas falhas.
Esquenta não.
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O que sinto mais falta da minha infância é a capacidade de gostar que se estendia ad infinitum na minha cabeça. Agora não. Agora esqueço bem mais rápido. Agora um pouco de tudo o que era docemente platônico vive, mais uma vez, no fundo da minha cabeça, em forma de memória.
Agora, alguns meses são suficientes para algo que me ocupava a cabeça durante todo o dia, não ser mais que reflexo de um tempo distante. Alguns meses já são um tempo distante. Onde foi parar a sabedoria da velhice? Eu fico mais velha mas parece que tudo o que pára fica realmente para trás. Não tenho mais paciência de esperar. Se não for agora, não é.
Não é.
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Ando muito espuleta.
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Mas espuletagem tem um preço. Primeiro veio no sábado à noite, quando tive a infelicidade de assistir, antes de dormir, a Vanilla Sky. Rapaz, entrei numa paranóia dessas que fazia tempo. Nada estava no lugar, meu mundo é um caos e eu sou um bebezão incapaz de: trabalhar; cuidar de uma casa; cuidar da minha saúde; ter relacionamentos, todos e quaisquer. Em alguns segundos eu me anulei. Virei pó. virei uma boneca com braços e pernas tortas cujo olho não fecha mais se deitada. Deitei na cama, sentei de novo, me olhei no espelho e comecei a chorar. Meu mundo não sobreviveria àquela noite. Meu mundo estava desabado e só eu não via. Como sobreviver àquela noite? Eu não sabia. Eram 2 da manhã quando resolvi ligar para minha Piu. Ela não estava. Para minha Bobby. Ela não atendeu. Antes de continuar com as tentativas frustradas de falar com alguém que me trouxesse pro chão, lembrei que felicidade e tranqüilidade, para mim, responde putamerdamente rápido pelo nome de Rivotril. E lá fui eu. Em menos de uma hora estava lutando com os olhos para continuarem abertos e avançarem mais um pouco no espetacular Bricklane.
Aí a noite passou, e veio o dia, e foi, e veio a segunda. E no final do dia aconteceu. Estava no trem voltando pro trabalho e começou. Aperto na garganta, palpitação, suor frio, desespero, maldito trem que não pára, mas se parar eu também não desço, então fodeu, fodeu mesmo, vou ficar para sempre derretendo e gelando naquele banco sujo de trem. Quando passei para o metrô, piorou. O cara da minha frente deve ter percebido, porque me olhava genuinamente preocupado.
Aos poucos foi passando, passando, uma eternidade de 30 minutos para chegar em casa. Uma eternidade horrível. Juro que parecia que 15 minutos haviam se passado entre uma estação e outra.
Quando cheguei em casa, passou completamente.
Perigoso, isso.
Saturday, August 12, 2006
Ain't got no, I got life
Deve ter sido a picada da abelha.
Mandei uma velha æshut up" no ônibus. Mas ela mereceu. Ando sem o menor controle sobre minha língua. E não tenho o menor receio em colocar velha folgada no lugar dela. Não é porque é velha que pode tudo. Se pudesse tudo, estaria andando de carro, táxi, whatever, e não de busão. Mandei-a calar a boca e ouvi risos abafados atrás. Uma senhorinha muito arredia, isso sim.
Ontem saí do trabalho e fui ao supermercado. Enchi uma cesta. Quando estava a um passo do caixa, recuei. Voltei para os corredores do supermercado, devolvi tudo. Tudo parecia imensamente superficial. Para que queijo brie? Para que crumpets? Para que barrinhas de cereal?
Fui deixando tudo pelo caminho, num Budismo desenfreado e mal-interpretado pela minha cabeça. Saí de mãos e estômago vazios. Continuei andando rumo à estação de trem. Olhei no relógio e vi que não daria tempo de pegar o trem das 17:36. Entrei em outro supermercado. Peguei algumas coisas, mas na hora de pagar, só passei os dois litros de coca-light.
Aí, claro, cheguei em casa e não tinha o que comer.
Hoje acordei com a macaca. Fui correr. Eu. Correr. Eu não corro, eu só nado. Mas fui correr. Shorts e top e tudo mais, presilhinha para segurar a franja, iPod. Corri. E corri rápido demais, porque cansei rápido demais. Foi bom. Acho que estava precisando sentir meu peito gritar. Correr rápido, bem rápido, até além do não-agüento, é um jeito.
Sim, sim, com certeza foi a picada de abelha.
**
Ontem fui assistir a Nacho Libre, com Jack Black. Achei que fosse me divertir porque o diretor é o mesmo do Napoleon Dynamite. Porra nenhuma. Fraquinho. Não gastem dinheiro, não.
**
A situação nos aeroportos está ridícula, mas fora deles, a vida está normal. Ninguém mudou rotina nenhuma, e não senti que trens, metrôs e ônibus estão com maior segurança. Garanto que os riscos com terroristas aqui são menores que os riscos com PCC ou Comando Vermelho ou Terceiro Comando daí.
Não que eu queira nivelar por baixo. Não é bem uma questnao de querer nos tempos atuais.
Mandei uma velha æshut up" no ônibus. Mas ela mereceu. Ando sem o menor controle sobre minha língua. E não tenho o menor receio em colocar velha folgada no lugar dela. Não é porque é velha que pode tudo. Se pudesse tudo, estaria andando de carro, táxi, whatever, e não de busão. Mandei-a calar a boca e ouvi risos abafados atrás. Uma senhorinha muito arredia, isso sim.
Ontem saí do trabalho e fui ao supermercado. Enchi uma cesta. Quando estava a um passo do caixa, recuei. Voltei para os corredores do supermercado, devolvi tudo. Tudo parecia imensamente superficial. Para que queijo brie? Para que crumpets? Para que barrinhas de cereal?
Fui deixando tudo pelo caminho, num Budismo desenfreado e mal-interpretado pela minha cabeça. Saí de mãos e estômago vazios. Continuei andando rumo à estação de trem. Olhei no relógio e vi que não daria tempo de pegar o trem das 17:36. Entrei em outro supermercado. Peguei algumas coisas, mas na hora de pagar, só passei os dois litros de coca-light.
Aí, claro, cheguei em casa e não tinha o que comer.
Hoje acordei com a macaca. Fui correr. Eu. Correr. Eu não corro, eu só nado. Mas fui correr. Shorts e top e tudo mais, presilhinha para segurar a franja, iPod. Corri. E corri rápido demais, porque cansei rápido demais. Foi bom. Acho que estava precisando sentir meu peito gritar. Correr rápido, bem rápido, até além do não-agüento, é um jeito.
Sim, sim, com certeza foi a picada de abelha.
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Ontem fui assistir a Nacho Libre, com Jack Black. Achei que fosse me divertir porque o diretor é o mesmo do Napoleon Dynamite. Porra nenhuma. Fraquinho. Não gastem dinheiro, não.
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A situação nos aeroportos está ridícula, mas fora deles, a vida está normal. Ninguém mudou rotina nenhuma, e não senti que trens, metrôs e ônibus estão com maior segurança. Garanto que os riscos com terroristas aqui são menores que os riscos com PCC ou Comando Vermelho ou Terceiro Comando daí.
Não que eu queira nivelar por baixo. Não é bem uma questnao de querer nos tempos atuais.
Tuesday, August 08, 2006
cadeira errada
Realmente correndo. E com dor na coluna, nuns nervos aí. Devo ir num massagista ou algo do gênero no meu lunch break. Carregar dois trabalhos nas costas ao mesmo tempo, além de cuidar de uma casa, nao é missão para qualquer um. Ontem fechei o notebook às 22:30h. E, claro, não consegui dormir. Hoje acordei toda devagar. A dor nas costas piorou. Deve ser a maldita cadeira que a maldita landlady enfiou naquela casa.
Uma vaca, essa mulher, uma vaca. Eu queria muito um dia sentar com ela para um café com biscoitos, sabe? Queria entender por que ela faz das menores coisas as maiores e mais trágicas. Agora ela resolveu que quer receber o aluguel diretamente, e não via agência. Só que a agência disse que não. E como eu já criei o maldito standing order faz menos de um mês, não vou mudar, não. Ela que agüente mais uma pequena razão para reclamar muito da vida. Ela gosta.
Mas tem tanta coisa mais interessante para falar, por que uma velha caquética que não significa nada para mim precisa ocupar espaço, não? Não precisa.
O frila vai muito bem, obrigada. Até melhor que a encomenda, com alguns artigos gerando respostas e mais respostas apaixonadas. Acho ótimo. E sinto saudades desse trabalho com feedback direto do público.
Aiai.
Não se dêem ao trabalho de assistir a Miami Vice.
Oito de agosto meus amigos, oito de agosto. O tempo voando e eu rodopiando junto. Tentando não derrubar as bandeijas, mas às vezes acontece de copos virarem. Entendo que são frustrações nossas de cada dia, mas ainda me sinto injustiçada pelas pequenas desgraças diárias.
Sim, definitivamente um massagista.
Uma vaca, essa mulher, uma vaca. Eu queria muito um dia sentar com ela para um café com biscoitos, sabe? Queria entender por que ela faz das menores coisas as maiores e mais trágicas. Agora ela resolveu que quer receber o aluguel diretamente, e não via agência. Só que a agência disse que não. E como eu já criei o maldito standing order faz menos de um mês, não vou mudar, não. Ela que agüente mais uma pequena razão para reclamar muito da vida. Ela gosta.
Mas tem tanta coisa mais interessante para falar, por que uma velha caquética que não significa nada para mim precisa ocupar espaço, não? Não precisa.
O frila vai muito bem, obrigada. Até melhor que a encomenda, com alguns artigos gerando respostas e mais respostas apaixonadas. Acho ótimo. E sinto saudades desse trabalho com feedback direto do público.
Aiai.
Não se dêem ao trabalho de assistir a Miami Vice.
Oito de agosto meus amigos, oito de agosto. O tempo voando e eu rodopiando junto. Tentando não derrubar as bandeijas, mas às vezes acontece de copos virarem. Entendo que são frustrações nossas de cada dia, mas ainda me sinto injustiçada pelas pequenas desgraças diárias.
Sim, definitivamente um massagista.
Tuesday, August 01, 2006
who am I to be blues
Cantando para mim mesma como se fosse uma diva.
Que semana, que semana.
Trabalhando muito para pagar as contas, e também por amor.
E trabalhando para ser uma pessoa melhor. Cansei de levar na cabeça a paulada que um dia, sem lembrar, eu mesma dei.
É isso. Abraçar árvores só pra ver se é bom mesmo como dizem os loucos, acolher refugiados, patrocinar quem pedala 783658726287 de milhas em prol de uma caridade para ajudar na pesquisa para leucemia, conversar com pessoas desinteressantes - vontade genuína de achar alguma luz em cada ser-, doar escondido para não precisar ser condecorado.
O ano não precisou virar para eu ter minhas resoluções, bonitinhas, todas guardadas, etiquetadas em ordem alfabética para facilitar o acesso. E elas aparecem o tempo todo. A maioria, sem prazo para acabar.
Assim, não sei, a vida parece durar mais. E não me custa nada. Ou quase nada. O preço vale anyway.
It's a new dawn
It's a new day
And I'm feeling good
(no repeat)
**
Voltei a nadar e, rapaz, confesso que ontem saí roxa da piscina. Bochechas roxas de cansaço. Foi um treino puxado, séries puxadas que, somadas, davam mais de 3km. Foi gostoso, mas está na hora de arregaçar as mangas (que mangas?) e nadar de verdade. Estou decidida. Amanhã, amanhã.
**
Minha pequena se foi. Fez uma zona imensa na casa, e agora olho o que falta para ajeitar e a vontade que me dá é de bagunçar tudo de novo só para lembrar dela.
Foi ruim nossa despedida. Ofereceram overbooking. Ela aceitou, mas, ao contrário do que aconteceu no ano passado, dessa vez eles não quiseram mais brincar. Às nove ela sai correndo para despachar a mala e passar por todas as barreiras que se passa num aeroporto, inclusive meu abraço. Como as outras barreiras, essa teve que ser feita às pressas. Eu deveria ter segurado mais um pouco. Quem sabe assim ela não perdia o vôo?
Na próxima vez serei mais exigente e, da minha barreira, ela não passa sem bens a declarar.
**
E ele, hein?! Vai ou não vai?
Porque, sabe, a vida acontece. Comigo, então, acontece bastante. A vida acontece duas vezes mais que a rotação da terra, porque senão fico entediada.
Não é nem uma questão de odiar o muro e os que nele se empoleiram. É uma questão de eles não durarem muito tempo na minha vida.
Mas por enquanto tenho lembranças. E isso está sendo o suficiente para me manter longe do tédio. Até quando não for mais.
Que semana, que semana.
Trabalhando muito para pagar as contas, e também por amor.
E trabalhando para ser uma pessoa melhor. Cansei de levar na cabeça a paulada que um dia, sem lembrar, eu mesma dei.
É isso. Abraçar árvores só pra ver se é bom mesmo como dizem os loucos, acolher refugiados, patrocinar quem pedala 783658726287 de milhas em prol de uma caridade para ajudar na pesquisa para leucemia, conversar com pessoas desinteressantes - vontade genuína de achar alguma luz em cada ser-, doar escondido para não precisar ser condecorado.
O ano não precisou virar para eu ter minhas resoluções, bonitinhas, todas guardadas, etiquetadas em ordem alfabética para facilitar o acesso. E elas aparecem o tempo todo. A maioria, sem prazo para acabar.
Assim, não sei, a vida parece durar mais. E não me custa nada. Ou quase nada. O preço vale anyway.
It's a new dawn
It's a new day
And I'm feeling good
(no repeat)
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Voltei a nadar e, rapaz, confesso que ontem saí roxa da piscina. Bochechas roxas de cansaço. Foi um treino puxado, séries puxadas que, somadas, davam mais de 3km. Foi gostoso, mas está na hora de arregaçar as mangas (que mangas?) e nadar de verdade. Estou decidida. Amanhã, amanhã.
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Minha pequena se foi. Fez uma zona imensa na casa, e agora olho o que falta para ajeitar e a vontade que me dá é de bagunçar tudo de novo só para lembrar dela.
Foi ruim nossa despedida. Ofereceram overbooking. Ela aceitou, mas, ao contrário do que aconteceu no ano passado, dessa vez eles não quiseram mais brincar. Às nove ela sai correndo para despachar a mala e passar por todas as barreiras que se passa num aeroporto, inclusive meu abraço. Como as outras barreiras, essa teve que ser feita às pressas. Eu deveria ter segurado mais um pouco. Quem sabe assim ela não perdia o vôo?
Na próxima vez serei mais exigente e, da minha barreira, ela não passa sem bens a declarar.
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E ele, hein?! Vai ou não vai?
Porque, sabe, a vida acontece. Comigo, então, acontece bastante. A vida acontece duas vezes mais que a rotação da terra, porque senão fico entediada.
Não é nem uma questão de odiar o muro e os que nele se empoleiram. É uma questão de eles não durarem muito tempo na minha vida.
Mas por enquanto tenho lembranças. E isso está sendo o suficiente para me manter longe do tédio. Até quando não for mais.
Sunday, July 30, 2006
C'est Paris once again
Fotas, fotas, fotas!

Essa é do D'Orsay, mas tem muitas outras aqui.
Aos defensores de Paris, repito (porque em dezembro de 2004/janeiro de 2005 também estive lá: o parisiense não merece a cidade que tem. É porco, é fedido, é ranzinza. Não dá. Eu até aceito ser chamada de rabugenta. Mas é uma rabugem fofa. Eu sei. Eles não. Eles são muito malas. Eu não consigo entender. Taí um lugar em que jamais moraria, Paris.
E morri de calor e quase morri mesmo. Mesmo, mesmo. Desidratei. Desesperei. No meio da noite pedi socorro para minha irmã, que tentou arrancar um gesto de compaixão do peito de um senhor com óculos e sem desodorantes que esperava algo acontecer às 3h da manhã e 33 graus celsius. Aí aparece uma menina dizendo que sua irmã está passando mal enquanto milhares de pessoas estão desmaiando e algumas dúzias morrendo com o calor pela Europa. E ele era francês. Fechou a cara. Disse que estava calor para todo mundo. Eu não precisei de muito tempo para arquitetar o seqüestro do ar condicionado do lounge do hotel. Era um desses pimpolhos portáteis. Desci de pijama. Eu e meu pijama mui brasileiro e meu mau humor que desarmaria qualquer tentativa de intervenção. Eu, meu pijama mui brasileiro, o mau humor e uma ruiva de "olheira". Se alguém aparecesse a senha seria SUJOU e eu sentaria o pimpolho no chão.
Água para todos os lados, um elevador que demora mais ou menos 37 minutos para fechar as portas, mas eu levaria aquilo até as últimas conseqüências. Quase chorei quando vi que o bichinho funcionava. Funcionava, esfriava, ventava, oscilava, fazia tudo, ele. Só não me fez cafuné mas mesmo assim dormi flutuando.
E, olha, o calor foi realmente um problema. No primeiro dia, principalmente. Mesmo assim, heroína que sou, fiz aquilo tudo: torre eiffel-barquinho no Sena-Notre Dame-St Germain-Champs Elisée-Arco do Triunfo-D'Orsay-Sacre Coeur. Só faltou o Louvre, mas em dois dias e meio fica difícil fazer tudo. E eu chorava só de pensar em ficar em fila debaixo do sol.

(mau humor no barquinho no Sena -- clique na foto para ampliar)
Foi isso. Amamos Paris, odiamos os parisienses. Chegamos em Londres e mais uma vez tive a deliciosa sensação de voltar para casa após uma pequena e doce guerra.
Essa é do D'Orsay, mas tem muitas outras aqui.
Aos defensores de Paris, repito (porque em dezembro de 2004/janeiro de 2005 também estive lá: o parisiense não merece a cidade que tem. É porco, é fedido, é ranzinza. Não dá. Eu até aceito ser chamada de rabugenta. Mas é uma rabugem fofa. Eu sei. Eles não. Eles são muito malas. Eu não consigo entender. Taí um lugar em que jamais moraria, Paris.
E morri de calor e quase morri mesmo. Mesmo, mesmo. Desidratei. Desesperei. No meio da noite pedi socorro para minha irmã, que tentou arrancar um gesto de compaixão do peito de um senhor com óculos e sem desodorantes que esperava algo acontecer às 3h da manhã e 33 graus celsius. Aí aparece uma menina dizendo que sua irmã está passando mal enquanto milhares de pessoas estão desmaiando e algumas dúzias morrendo com o calor pela Europa. E ele era francês. Fechou a cara. Disse que estava calor para todo mundo. Eu não precisei de muito tempo para arquitetar o seqüestro do ar condicionado do lounge do hotel. Era um desses pimpolhos portáteis. Desci de pijama. Eu e meu pijama mui brasileiro e meu mau humor que desarmaria qualquer tentativa de intervenção. Eu, meu pijama mui brasileiro, o mau humor e uma ruiva de "olheira". Se alguém aparecesse a senha seria SUJOU e eu sentaria o pimpolho no chão.
Água para todos os lados, um elevador que demora mais ou menos 37 minutos para fechar as portas, mas eu levaria aquilo até as últimas conseqüências. Quase chorei quando vi que o bichinho funcionava. Funcionava, esfriava, ventava, oscilava, fazia tudo, ele. Só não me fez cafuné mas mesmo assim dormi flutuando.
E, olha, o calor foi realmente um problema. No primeiro dia, principalmente. Mesmo assim, heroína que sou, fiz aquilo tudo: torre eiffel-barquinho no Sena-Notre Dame-St Germain-Champs Elisée-Arco do Triunfo-D'Orsay-Sacre Coeur. Só faltou o Louvre, mas em dois dias e meio fica difícil fazer tudo. E eu chorava só de pensar em ficar em fila debaixo do sol.
(mau humor no barquinho no Sena -- clique na foto para ampliar)
Foi isso. Amamos Paris, odiamos os parisienses. Chegamos em Londres e mais uma vez tive a deliciosa sensação de voltar para casa após uma pequena e doce guerra.
Wednesday, July 26, 2006
ta dificil
Ta dificil, pessoinhas, ta dificil e vou explicar brevemente por que:
Quatro dias longe do trabalho fodem tudo. Me atolei.
Minha irma estah aqui, o que faz com que meu tempo seja bastaaante canalizado.
Comecei o frila para o meu antigo trabalho, o que me deixara com ainda menos buracos livres no trabalho para atualizar o blog.
Entao eh isso. Vou tentar, now and then, mas nao cobrem porque ta foda.
**
Paris foi bom, mas foi um inferno. Conto depois. Juro.
Quatro dias longe do trabalho fodem tudo. Me atolei.
Minha irma estah aqui, o que faz com que meu tempo seja bastaaante canalizado.
Comecei o frila para o meu antigo trabalho, o que me deixara com ainda menos buracos livres no trabalho para atualizar o blog.
Entao eh isso. Vou tentar, now and then, mas nao cobrem porque ta foda.
**
Paris foi bom, mas foi um inferno. Conto depois. Juro.
Wednesday, July 19, 2006
Paris 40 graus
Sim, sim, continuo aqui. Correndo mais que o vento. Morrendo de calor. La fora, 37 graus. Saudades do inverno, juro!
Minha Piu na area tambem ajuda a tumultuar! Fico com ela quando nao estou trabalhando. Fomos ver "Stomp" no domingo (sensacional, um dos melhores shows que ja vi na vida) e "Avenue Q" ontem (mais ou menos. Eh um musical super aclamado na Broadway mas nao adianta, nao curto essa coisa de boneco). Passamos o sabado em Brighton, pegando um sol de rachar (juro). Eu nadei meus 15 minutinhos – nao mais porque a agua ainda (sempre) esta muito fria. Aa noite fomoa na festa de uns amigos, housewarming, aquela coisa de sempre. Muito legal. Deveras, deveras.
(Nao sei, esse calor me tira a inspiracao! Cade o frio para me fazer doer o peito? Soh assim escrevo bem.)
Enfim, estou com minha amada Piu, essa pessoinha tao querida. Amanha vamos a Paris. Dizem que la tambem estah bem quente. Eu nunca pensei que essa seria uma preocupacao minha morando na Europa. Estou obcecada com noticias do tempo.
**
Estou fazendo minha primeira venda via eBay. Dois tickets de adulto para a Eurodisney. Sim sim, minha princesinha caiu em si e viu que Paris tem bem mais a oferecer do que o Mickey e a Minnie e o Pluto e o Pateta. La vie en rose, ma non troppo afinal. A torre Eiffel que não se foda mais, certo? Certo.
Amanhã, então, voamos a Paris, eu e minha bola de fogo. Vai ser deveras histórica essa viagem. Watch this space.
**
Quente. Muito quente. Estou com pena de minha condição de usuária do transporte público nessa cidade. A gente sofre e nem se diverte.
**
Esse mês de agosto promete ser uma correria. De fim de julho a fim de agosto voltarei ao meu emprego do coração, como redatora do melhor site crítico da rede, in my humble opinion. Sempre falei de peito estufado que quatro anos no Observatório me fizeram uma jornalista com algo mais. Bem mais. Vai ser bom voltar por um mês. Minha vida mudou tanto... E no entanto voltarei a fazer o que fazia há seis anos no Brasil. Gostoso. Por um mês é gostoso.
E no final, quase como se eu já previsse e me desse de presente, a viagem com babãe para Lisboa. Para fechar agosto em grande estilo.
**
Comigo é assim: esse negócio de "beija, beija, tá calor, tá calor" é mais "deixa, (me) deixa, tá calor, tá calor". Entenderam? Não, né? Legal.
Minha Piu na area tambem ajuda a tumultuar! Fico com ela quando nao estou trabalhando. Fomos ver "Stomp" no domingo (sensacional, um dos melhores shows que ja vi na vida) e "Avenue Q" ontem (mais ou menos. Eh um musical super aclamado na Broadway mas nao adianta, nao curto essa coisa de boneco). Passamos o sabado em Brighton, pegando um sol de rachar (juro). Eu nadei meus 15 minutinhos – nao mais porque a agua ainda (sempre) esta muito fria. Aa noite fomoa na festa de uns amigos, housewarming, aquela coisa de sempre. Muito legal. Deveras, deveras.
(Nao sei, esse calor me tira a inspiracao! Cade o frio para me fazer doer o peito? Soh assim escrevo bem.)
Enfim, estou com minha amada Piu, essa pessoinha tao querida. Amanha vamos a Paris. Dizem que la tambem estah bem quente. Eu nunca pensei que essa seria uma preocupacao minha morando na Europa. Estou obcecada com noticias do tempo.
**
Estou fazendo minha primeira venda via eBay. Dois tickets de adulto para a Eurodisney. Sim sim, minha princesinha caiu em si e viu que Paris tem bem mais a oferecer do que o Mickey e a Minnie e o Pluto e o Pateta. La vie en rose, ma non troppo afinal. A torre Eiffel que não se foda mais, certo? Certo.
Amanhã, então, voamos a Paris, eu e minha bola de fogo. Vai ser deveras histórica essa viagem. Watch this space.
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Quente. Muito quente. Estou com pena de minha condição de usuária do transporte público nessa cidade. A gente sofre e nem se diverte.
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Esse mês de agosto promete ser uma correria. De fim de julho a fim de agosto voltarei ao meu emprego do coração, como redatora do melhor site crítico da rede, in my humble opinion. Sempre falei de peito estufado que quatro anos no Observatório me fizeram uma jornalista com algo mais. Bem mais. Vai ser bom voltar por um mês. Minha vida mudou tanto... E no entanto voltarei a fazer o que fazia há seis anos no Brasil. Gostoso. Por um mês é gostoso.
E no final, quase como se eu já previsse e me desse de presente, a viagem com babãe para Lisboa. Para fechar agosto em grande estilo.
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Comigo é assim: esse negócio de "beija, beija, tá calor, tá calor" é mais "deixa, (me) deixa, tá calor, tá calor". Entenderam? Não, né? Legal.
Thursday, July 13, 2006
so be it
Em caso de tedio, eu escrevo. Nao que nao haja coisas para fazer no trabalho. Tem e muita. Mas estou entediada. Simples assim. Quero fazer o que tenho que fazer, mas nao consigo. Olho para onde tenho que olhar e nao foco. Uma porcaria. Me deem um travesseiro e eu faco da minha escrivaninha o mais confortavel dos futons.
A realidade eh que o tedio se mistura e se soma ao sono. Tenho dormido pouco, como ja expliquei, mas agora estah comecando a pegar. Dormi pouquissimo na segunda, na terca nao deu para por em dia, ontem fui nadar e cheguei pilhada, hoje tem festa do Ernesto, amanha cedo chega minha Piu e sabado cedo vamos para Brighton. E a noite tem outra festa. Nao posso reclamar, eu sei, mas reclamo. Fui atropelada por bicicletas de afeto. E caminhoes de preguica.
**
A verdade eh que achei que rolaria pelo menos, eu disse pelo menos, uma mensagem de texto de tchau. Mas nao rolou. Oh well. Por que nao estou surpresa?
**
Tem alguem que logo logo estah indo para o aeroporto de Guarulhos rumo a Heathrow… Quem?? Quem?? Quem te ama??
**
Na minha vida posso dizer que ja fiz muito joguinho, e ja fui sincera alem do necessario. Hoje em dia, ja nao sei mais dizer. Eh triste.
A realidade eh que o tedio se mistura e se soma ao sono. Tenho dormido pouco, como ja expliquei, mas agora estah comecando a pegar. Dormi pouquissimo na segunda, na terca nao deu para por em dia, ontem fui nadar e cheguei pilhada, hoje tem festa do Ernesto, amanha cedo chega minha Piu e sabado cedo vamos para Brighton. E a noite tem outra festa. Nao posso reclamar, eu sei, mas reclamo. Fui atropelada por bicicletas de afeto. E caminhoes de preguica.
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A verdade eh que achei que rolaria pelo menos, eu disse pelo menos, uma mensagem de texto de tchau. Mas nao rolou. Oh well. Por que nao estou surpresa?
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Tem alguem que logo logo estah indo para o aeroporto de Guarulhos rumo a Heathrow… Quem?? Quem?? Quem te ama??
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Na minha vida posso dizer que ja fiz muito joguinho, e ja fui sincera alem do necessario. Hoje em dia, ja nao sei mais dizer. Eh triste.
Tuesday, July 11, 2006
faraway
Sei que faz tempo. Nao deveria. Estou com tudo entalado, querendo sair. Eh assim quando acumula. Tanta coisa acontecendo tao rapido que eh dificil focar – que nem os olhos dos outros no metro.
Mas estou mais viva que nunca. Dormindo menos, comendo menos – nadando menos, confesso. Reclamando menos. Porque ultimamente ha bem pouco de que reclamar. Deixa eu ver… Babai veio e foi. Isso eh triste. Estou com muito trabalho. Isso eh de um triste quase feliz. Estou nadando pouco. Eh triste que o dia soh tenha 24 horas. A Broo se foi. Isso eh triste, sim.
E soh. Nada mais me aborrece. Minha Piu estarah aqui em poucos dias. Vou buscar minha fogueteira no aeroporto na sexta. Nao poderia pedir mais.
O trabalho vai muito bem. Cada vez mais responsabilidades caem nas minhas maos, e eu nem tremo nas bases. Acho que aprendi mesmo a enganar.
E tem tambem o coracao, neam? Que estah sempre mais acelerado que o normal, voces ja sabem, mas raramente me surpreende com isso. Hoje estou surpresa. Voces ja dormiram mal aa noite, acordaram um bagaco e ficaram felizes cada momento do dia seguinte em que sentiu essa *bagaceria* porque o motivo eh adoravel? Porque eh otimo lembrar? Por que eu sou assim, tao filme?
**
Aproveitei o unico fim de semana babaiano para rodar a cidade. Sexta uncle John e Jane vieram em casa e saimos para jantar. Foi muito bom. Biggles, o cao amado, tambem veio, e agora eh o papel de parede do meu celular.
Sabado fomos no Victoria & Albert museum ver uma exposicao sobre Modernismo. Achei meio pequena, mas bem legal. Quebrou um pouco do meu preconceito contra essas expressoes muderrrnas. Mas soh um pouco. Ainda sou uma mocinha de familia, que gosta dos impressionistas e suas donzelas rechonchudas e rosadas.
De la fomos aa Waterstones de Piccadilly, acho que a maior livraria de Londres. Me perdi, me perdi. Quase terminei um Bukowsky sem piscar.
Aa noite fomos passear e jantar em Putney. Vimos a Alemanha ganhar o terceiro lugar o que, por um lado, me enfureceu, por outro me fez chegar em segundo lugar no bolao do escritorio, ja que era essa a posicao que eu havia previsto para os anfitrioes.
E domingo viemos para o lugar em que mais tempo passo: Kingston. Babai viu onde trabalho, mas fomos adiante, ateh o rio, onde estava tendo uma regata. Passeamos, passeamos, voltamos. Assistimos aa final da Copa em casa e saimos para jantar num indiano la perto, divino.
Pronto. Aqui estah meu fim de semana a la meu-diario. Ha muito mais alem disso, claro, porque eu estava parada enquanto minha cabeca dancava a mais doce valsa.
Puta merda, como sou romantica.
Mas estou mais viva que nunca. Dormindo menos, comendo menos – nadando menos, confesso. Reclamando menos. Porque ultimamente ha bem pouco de que reclamar. Deixa eu ver… Babai veio e foi. Isso eh triste. Estou com muito trabalho. Isso eh de um triste quase feliz. Estou nadando pouco. Eh triste que o dia soh tenha 24 horas. A Broo se foi. Isso eh triste, sim.
E soh. Nada mais me aborrece. Minha Piu estarah aqui em poucos dias. Vou buscar minha fogueteira no aeroporto na sexta. Nao poderia pedir mais.
O trabalho vai muito bem. Cada vez mais responsabilidades caem nas minhas maos, e eu nem tremo nas bases. Acho que aprendi mesmo a enganar.
E tem tambem o coracao, neam? Que estah sempre mais acelerado que o normal, voces ja sabem, mas raramente me surpreende com isso. Hoje estou surpresa. Voces ja dormiram mal aa noite, acordaram um bagaco e ficaram felizes cada momento do dia seguinte em que sentiu essa *bagaceria* porque o motivo eh adoravel? Porque eh otimo lembrar? Por que eu sou assim, tao filme?
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Aproveitei o unico fim de semana babaiano para rodar a cidade. Sexta uncle John e Jane vieram em casa e saimos para jantar. Foi muito bom. Biggles, o cao amado, tambem veio, e agora eh o papel de parede do meu celular.
Sabado fomos no Victoria & Albert museum ver uma exposicao sobre Modernismo. Achei meio pequena, mas bem legal. Quebrou um pouco do meu preconceito contra essas expressoes muderrrnas. Mas soh um pouco. Ainda sou uma mocinha de familia, que gosta dos impressionistas e suas donzelas rechonchudas e rosadas.
De la fomos aa Waterstones de Piccadilly, acho que a maior livraria de Londres. Me perdi, me perdi. Quase terminei um Bukowsky sem piscar.
Aa noite fomos passear e jantar em Putney. Vimos a Alemanha ganhar o terceiro lugar o que, por um lado, me enfureceu, por outro me fez chegar em segundo lugar no bolao do escritorio, ja que era essa a posicao que eu havia previsto para os anfitrioes.
E domingo viemos para o lugar em que mais tempo passo: Kingston. Babai viu onde trabalho, mas fomos adiante, ateh o rio, onde estava tendo uma regata. Passeamos, passeamos, voltamos. Assistimos aa final da Copa em casa e saimos para jantar num indiano la perto, divino.
Pronto. Aqui estah meu fim de semana a la meu-diario. Ha muito mais alem disso, claro, porque eu estava parada enquanto minha cabeca dancava a mais doce valsa.
Puta merda, como sou romantica.
Wednesday, July 05, 2006
subamos
Como todos devem saber, Babai’s inda house. Que delicia eh ter meu barbudinho do lado, todos os dias. Ser a ultima pessoa que vejo antes de dormir e a primeira quando acordo. Eh tudo o que um filhote carente poderia querer.
Ansioserrima novamente. A pressao do meu novo cargo no trabalho estah subindo, a chegada de babai tambem subindo, a perspectiva de ver minha suprema Piu em pouco mais de uma semana subindo, e historias, historias de ontem, e de anteontem, e do mes passado, historias subindo. Ontem foi quase, viu? Coracao palpitando, respiracao acelerada, muito calor, subindo, subindo, subindo. Aih parei, respirei, me concentrei e passou. Mas foi quase.
E eu ateh queria escrever mais, neam?, mas tem gente demais lendo esse blog. Vou ter que guardar para mim. Pelo menos por enquanto.
Ansioserrima novamente. A pressao do meu novo cargo no trabalho estah subindo, a chegada de babai tambem subindo, a perspectiva de ver minha suprema Piu em pouco mais de uma semana subindo, e historias, historias de ontem, e de anteontem, e do mes passado, historias subindo. Ontem foi quase, viu? Coracao palpitando, respiracao acelerada, muito calor, subindo, subindo, subindo. Aih parei, respirei, me concentrei e passou. Mas foi quase.
E eu ateh queria escrever mais, neam?, mas tem gente demais lendo esse blog. Vou ter que guardar para mim. Pelo menos por enquanto.
Monday, July 03, 2006
efemérides
Impressionante. Há uma semana, uma semaninha apenas, para tudo mudar. Eu realmente não posso acreditar que as coisas são. Elas sempre estão. Eu, inclusive. Não sou nada. Apenas estou. E nessa condição é que tiro o peso de tudo o que fica. Se eu fosse uma pedra, por exemplo, minha vida seria bem mais difícil. Eu seria. Agora, apenas estando, posso fazer e desfazer o que bem entender. A vida não é minha; ela está minha.
E estando assim, preciso entender que o mundo dança. Que eu posso acordar amanhã completamente diferente. Que um pôr-do-sol roxo pode ser sucedido por um amanhecer cinza. Não dá para saber. Por que teimamos em permanecer? Por que, no entanto, admiramos o que passa sem apego – uma estrela cadente (sinal de sorte), uma rosa vermelha (sinal de paixão), uma borboleta (sinal de beleza). Por quê, se nada duram?
Enfim. Eu quero dizer que estou feliz. Que este foi um fim de semana muito bom. Especial. Que mais uma vez terminou como jamais imaginei, e é por isso que já é lembrado com doçura de anos que passam rápido. Quero dizer, ou melhor, gritar, que o Brasil perdeu, mas eu ganhei. Está tudo aqui, guardadinho, nas gavetas que sempre fiz questão de manter arrumadas. Tudo aqui.
E estando assim, preciso entender que o mundo dança. Que eu posso acordar amanhã completamente diferente. Que um pôr-do-sol roxo pode ser sucedido por um amanhecer cinza. Não dá para saber. Por que teimamos em permanecer? Por que, no entanto, admiramos o que passa sem apego – uma estrela cadente (sinal de sorte), uma rosa vermelha (sinal de paixão), uma borboleta (sinal de beleza). Por quê, se nada duram?
Enfim. Eu quero dizer que estou feliz. Que este foi um fim de semana muito bom. Especial. Que mais uma vez terminou como jamais imaginei, e é por isso que já é lembrado com doçura de anos que passam rápido. Quero dizer, ou melhor, gritar, que o Brasil perdeu, mas eu ganhei. Está tudo aqui, guardadinho, nas gavetas que sempre fiz questão de manter arrumadas. Tudo aqui.
Thursday, June 29, 2006
bye bye Broo
bosta
Clonaram meu cartao do banco. La se foram £150. Estou puta demais para ficar explicando. Se entrar em detalhes ficarei ainda mais. Se alguem souber se o banco tem a obrigacao de me ressarcir ficarei grata. Mas quero apenas mensagens de quem entende, nao de motivacao ou religiao ou estarei-sempre-contigo.
O mais ironico eh que eh uma fraude meio estupida. O pessoal tem torrado meu dinheiro na Pizza Hut e na Domino’s Pizza. Claro que nao sou ingenua ao ponto de achar que realmente eles pediram pizza. Mas deve ter alguma gangue trabalhando nesses lugares. Evitem. Pelo menos evitem pagar com cartao. A verdade eh que nao sei onde tudo comecou, ja que deve fazer um ano que comi pizza no Pizza Hut pela ultima vez, e nunca pus o peh num Domino’s. Entao em algum lugar meu cartao foi clonado. Dificil eh descobrir para evitar incorrer no mesmo erro no futuro.
Ai, chega. Falei que nao queria falar.
**
Hoje vou jantar no uncle John. Soh a Biggles mesmo para tirar meu mau humor.
**
Vendo cigarros por £25 o pacote com 20 macos. Marlboro Lights. Oferta especial de alguem que acaba de ser roubado (antes era £30). Eh serio. Quem quiser comprar, entra em contato. Rapido.
**
Agora chega que eu com raiva nao fumciono.
O mais ironico eh que eh uma fraude meio estupida. O pessoal tem torrado meu dinheiro na Pizza Hut e na Domino’s Pizza. Claro que nao sou ingenua ao ponto de achar que realmente eles pediram pizza. Mas deve ter alguma gangue trabalhando nesses lugares. Evitem. Pelo menos evitem pagar com cartao. A verdade eh que nao sei onde tudo comecou, ja que deve fazer um ano que comi pizza no Pizza Hut pela ultima vez, e nunca pus o peh num Domino’s. Entao em algum lugar meu cartao foi clonado. Dificil eh descobrir para evitar incorrer no mesmo erro no futuro.
Ai, chega. Falei que nao queria falar.
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Hoje vou jantar no uncle John. Soh a Biggles mesmo para tirar meu mau humor.
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Vendo cigarros por £25 o pacote com 20 macos. Marlboro Lights. Oferta especial de alguem que acaba de ser roubado (antes era £30). Eh serio. Quem quiser comprar, entra em contato. Rapido.
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Agora chega que eu com raiva nao fumciono.
Tuesday, June 27, 2006
esmos
Acho que estou desenvolvendo uma linguagem propria. Nao eh ingles, nem portugues, e nem deriva de nenhuma dessas. Eh estranho. Sou estranha.
**
Estou em processo de ser convidada a assistir uma rodada de RPG. Meda e panica, horrora e desespera. Eu vou. Watch this space.
**
Muita coisa acontecendo. Ultimos dias de Brooninha em casa, poucos dias para babai chegar. Poucos, tambem, para minha amada Piu. Poucos dias, sempre, para tudo mudar. Se fossem dias demais, nem sentiria que seriam mudancas. Entao nao reclamo. Eu gosto de reciclar. Reciclar sem perder a docura, claro.
**
Estou tentando guardar cada uma das frases fantasticas que leio em Abismos do Coracao, mas acho que eu teria que decorar o livro.
**
Cheguei no trabalho as 8am e vou pular o almoco. Espero que o sacrificio valha a pena, hein, Brasilzao?!
**
Se eu pudesse, me teletransportaria. Ficaria ali no canto mais importante da plateia, em algum lugar em que, de relance ela pudesse me ver sem se assustar. Eu ficaria quieta quando fosse hora de ficar quieta, e riria quando fosse para rir, e todos ririam comigo, e daria tudo certo. Meu aplauso seria o mais alto (maos vermelhas das pancadas), e seus olhos, os mais brilhantes. Um sorriso que nao cabe em um soh rosto. Extravaza pelos olhos, pinica o nariz. Se eu pudesse me teletransportar, acho que invadiria o palco alucinada de amor e orgulho. Ela eh minha, ouviram? Soh minha. Mas voces tambem podem assisti-la. No final, eu vou ficar com o melhor mesmo.
Te amo, minha pequena grande atriz, e um dia nao precisarei me teletransportar para te ver no palco.
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Estou em processo de ser convidada a assistir uma rodada de RPG. Meda e panica, horrora e desespera. Eu vou. Watch this space.
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Muita coisa acontecendo. Ultimos dias de Brooninha em casa, poucos dias para babai chegar. Poucos, tambem, para minha amada Piu. Poucos dias, sempre, para tudo mudar. Se fossem dias demais, nem sentiria que seriam mudancas. Entao nao reclamo. Eu gosto de reciclar. Reciclar sem perder a docura, claro.
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Estou tentando guardar cada uma das frases fantasticas que leio em Abismos do Coracao, mas acho que eu teria que decorar o livro.
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Cheguei no trabalho as 8am e vou pular o almoco. Espero que o sacrificio valha a pena, hein, Brasilzao?!
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Se eu pudesse, me teletransportaria. Ficaria ali no canto mais importante da plateia, em algum lugar em que, de relance ela pudesse me ver sem se assustar. Eu ficaria quieta quando fosse hora de ficar quieta, e riria quando fosse para rir, e todos ririam comigo, e daria tudo certo. Meu aplauso seria o mais alto (maos vermelhas das pancadas), e seus olhos, os mais brilhantes. Um sorriso que nao cabe em um soh rosto. Extravaza pelos olhos, pinica o nariz. Se eu pudesse me teletransportar, acho que invadiria o palco alucinada de amor e orgulho. Ela eh minha, ouviram? Soh minha. Mas voces tambem podem assisti-la. No final, eu vou ficar com o melhor mesmo.
Te amo, minha pequena grande atriz, e um dia nao precisarei me teletransportar para te ver no palco.
Monday, June 26, 2006
sweet days, sweet dreams
Foi um grande final de semana. Sexta-feira, como sempre, foi dia de nadar. Broo foi comigo. De la fomos ao Wagamama, por que nosso assunto nunca acaba? Por que nao eh assim com todo mundo? Por que justo com uma querida que vai morar em outra cidade? Olha, ela nao cansa de repetir que nao estah se despedindo, mas eu nao me canso de nao me deixar convencer por essas palavras, porque, sim, muda tudo.
Minha gemeazinha vai morar em Bristol. Vou ficar orfa ateh agosto. Claro que nesse meio tempo, nem ouso reclamar. Estarei com babai, depois minha Piu e depois babae. Mas mesmo assim. Minha amiga das mais queridas vai para longe, entao sim, da lincenca que eu me vejo no mais digno direito de ficar triste.
E sabado foi soh arrumacao. Na verdade, acordei ja quase a tarde. Compramos coisinhas, arrumamos a casa e, finalmente, nos arrumamos. Era a festa do B. Todo mundo deveria vir vestido de algo que comece com a letra B, o que acabou nao acontecendo.
Eu ia de beijinhos, ja que tinha uma camiseta cheia de beijinhos e pensei em fazer outros mil beijinhos na minha cara e nos meus bracos. Mas ai a Broo achou que era meio foda ir com blusa furada e encardida e eu concordei. Entao resolvi ir de boneca. Pus uma blusinha com uma boneca russa estampada que a Bathatha me deu no meu ultimo aniversario, sainha preta, meia de listras coloridas areh o joelho e sapatilha. Maria-chiquinha e maquiagem de boneca tambem. Fiquei tao boneca que se me deitassem eu fechava os olhos automaticamente.
Broo foi de baiana. Ela custou a reconhecer, mas a verdade eh que ela quis ir de baiana porque sempre quis usar turbante e nunca achou um bom pretexto. Ai foram chegando as pessoas e percebemos que pouquissimas entenderam que realmente falamos a serio quando falamos da festa do B. Mas valeu anyway. A zona foi ateh 4.30am, com direito a convidado overnight inclusiveam...
E domingo, apos generosas quatro horas de sono, fui ao Thorpe Park, uma especie de Playcenter aa inglesa. Foi bem legal. A Joo e a Re tinham um convite extra cada para o "fun day out" da empresa delas, e eu e Broo tivemos a felicidade de sermos as escolhidas (valeu, meninas fofas!). Fomos em montanha russa de tudo quanto eh tipo - ateh uma no escuro e toda de costas que era mais engracada que assustadora, nao sei por que. Talvez fosse o sono.
Chegamos em casa como criancas que passaram o dia correndo atras de patos. Nem consegui assistir ao jogo de Portugal e Holanda ateh o fim. Dormi, dormi, dormi, e acordei meio sem entender que quase dez horas haviam se passado desde que pisquei pela ultima vez.
Minha gemeazinha vai morar em Bristol. Vou ficar orfa ateh agosto. Claro que nesse meio tempo, nem ouso reclamar. Estarei com babai, depois minha Piu e depois babae. Mas mesmo assim. Minha amiga das mais queridas vai para longe, entao sim, da lincenca que eu me vejo no mais digno direito de ficar triste.
E sabado foi soh arrumacao. Na verdade, acordei ja quase a tarde. Compramos coisinhas, arrumamos a casa e, finalmente, nos arrumamos. Era a festa do B. Todo mundo deveria vir vestido de algo que comece com a letra B, o que acabou nao acontecendo.
Eu ia de beijinhos, ja que tinha uma camiseta cheia de beijinhos e pensei em fazer outros mil beijinhos na minha cara e nos meus bracos. Mas ai a Broo achou que era meio foda ir com blusa furada e encardida e eu concordei. Entao resolvi ir de boneca. Pus uma blusinha com uma boneca russa estampada que a Bathatha me deu no meu ultimo aniversario, sainha preta, meia de listras coloridas areh o joelho e sapatilha. Maria-chiquinha e maquiagem de boneca tambem. Fiquei tao boneca que se me deitassem eu fechava os olhos automaticamente.
Broo foi de baiana. Ela custou a reconhecer, mas a verdade eh que ela quis ir de baiana porque sempre quis usar turbante e nunca achou um bom pretexto. Ai foram chegando as pessoas e percebemos que pouquissimas entenderam que realmente falamos a serio quando falamos da festa do B. Mas valeu anyway. A zona foi ateh 4.30am, com direito a convidado overnight inclusiveam...
E domingo, apos generosas quatro horas de sono, fui ao Thorpe Park, uma especie de Playcenter aa inglesa. Foi bem legal. A Joo e a Re tinham um convite extra cada para o "fun day out" da empresa delas, e eu e Broo tivemos a felicidade de sermos as escolhidas (valeu, meninas fofas!). Fomos em montanha russa de tudo quanto eh tipo - ateh uma no escuro e toda de costas que era mais engracada que assustadora, nao sei por que. Talvez fosse o sono.
Chegamos em casa como criancas que passaram o dia correndo atras de patos. Nem consegui assistir ao jogo de Portugal e Holanda ateh o fim. Dormi, dormi, dormi, e acordei meio sem entender que quase dez horas haviam se passado desde que pisquei pela ultima vez.
Friday, June 23, 2006
saia rodando da minha vida
Eu sempre fui assim, de entrar em sintonia com minhas amigas. Sempre. No caos, principalmente.
Primeiro a avoh de minha Bathathinha falece.
O mundo de Bobby cai.
Broo vai para longe de mim.
Fru nao vem mais esse ano.
Milao deve estar quase vomitando para o grande dia: amanha ela vira mulher casada.
Ha muitos outros, mas eu nao sei. Estou longe, entao nao interesso mais.
Tudo rodando bem mais rapido que o conveniente. Eu, daqui, passo por muitas e boas, e tento fingir que saio ilesa. Sempre esse risinho ironico no canto direito, que eh para nao esquecer que a vida eh uma piada mesmo em seus desfechos mais tragicos. Eu no meu barco de papel que ameaca virar a qualquer momento, e por isso nao pode ser levado a serio. Eu e um pequeno mundo que anda toda vez que eu ando, porque sou profunda, quero crer, e todo mundo que eh profundo leva consigo um mundo ao redor.
Entao vou rodando saia, tropecando sem estar bebada, mas fingindo estar para fazer mais sentido. Vou virando tequilas imaginarias e dancando tangos que desconheco. E quando se encherem de dancar tango comigo, eu sambo sozinha, eu grito ateh as jugulares nao aguentarem. Eu deixo que toda a minha garganta sangre, para eu secar com exaustao uma ansiedade insaciavel.
Quanto mais eu bebo, mais seca e sobria fico. Estou me lavando. Todas as canetas que me riscaram por dentro agora vao sair por meus cabelos. Toda a tinta me vai pingar dos olhos. No final soh fico eu, no cantinho de um quarto claro - que eh pra eu ver minha miseria – enrolada em mim mesma, tentando guardar o que restou do meu mundo. Um ponto-final. A lapis para poder apagar amanha.
Primeiro a avoh de minha Bathathinha falece.
O mundo de Bobby cai.
Broo vai para longe de mim.
Fru nao vem mais esse ano.
Milao deve estar quase vomitando para o grande dia: amanha ela vira mulher casada.
Ha muitos outros, mas eu nao sei. Estou longe, entao nao interesso mais.
Tudo rodando bem mais rapido que o conveniente. Eu, daqui, passo por muitas e boas, e tento fingir que saio ilesa. Sempre esse risinho ironico no canto direito, que eh para nao esquecer que a vida eh uma piada mesmo em seus desfechos mais tragicos. Eu no meu barco de papel que ameaca virar a qualquer momento, e por isso nao pode ser levado a serio. Eu e um pequeno mundo que anda toda vez que eu ando, porque sou profunda, quero crer, e todo mundo que eh profundo leva consigo um mundo ao redor.
Entao vou rodando saia, tropecando sem estar bebada, mas fingindo estar para fazer mais sentido. Vou virando tequilas imaginarias e dancando tangos que desconheco. E quando se encherem de dancar tango comigo, eu sambo sozinha, eu grito ateh as jugulares nao aguentarem. Eu deixo que toda a minha garganta sangre, para eu secar com exaustao uma ansiedade insaciavel.
Quanto mais eu bebo, mais seca e sobria fico. Estou me lavando. Todas as canetas que me riscaram por dentro agora vao sair por meus cabelos. Toda a tinta me vai pingar dos olhos. No final soh fico eu, no cantinho de um quarto claro - que eh pra eu ver minha miseria – enrolada em mim mesma, tentando guardar o que restou do meu mundo. Um ponto-final. A lapis para poder apagar amanha.
Thursday, June 22, 2006
voo baixo
Nao sei de quem estou com mais pena, se do Ronaldo ou da Varig. Ambos devem ter seus voos cancelados hoje. Ambos devem sofrer dura queda.
Alias, deixo registrado aqui o meu completo horror perante a situacao da Varig. Como uma filha da decada perdida, preciso confessor que Varig para mim era sinonimo de alegria. Viajar pra fora, e ainda por cima de Varig, era ser feliz sabendo. Eu e minha irma faziamos muito mais planos para as horas que passariamos no aviao, do que para o proprio local de destino. Guardavamos guardanapos, roubavamos cobertores (se eu fosse um pouquinho mais obsessiva acharia que contribui para a ruina da companhia), ficavamos extremamente empolgadas com as refeicoes e admiravamos as aeoromocas.
Varig era sinonimo de felicidade. Era uma marca solida em minha pequena vida. Ateh commercial da Varig eu parava para ver quando era menor. Ai, quando a grana ficou mais curta, nao deixamos de viajar, mas escolhiamos linhas aereas mais “dodgy”, como Aerolineas Argentinas (gulp). Odiavamos a viagem. As aeromocas eram velhas e a comida insuportavel. Nao que a da Varig fosse otima, mas era pelo menos mastigavel. E sempre que voamos, pensavamos que poderia estar bem melhor se fosse com a Varig.
Meu primeiro choque veio recentemente, quando voei pela Swiss Air de Sao Paulo a Zurique. Um ano e meio depois, voei TAM de Paris ao Brasil. Em ambas as ocasioes fiquei estupefata com a alta qualidade dos servicos e das aeronaves. Enquanto isso, ouvia que a Varig, tadinha, soh piorava. Servico pessimo, comida pessima, tudo, tudo pessimo. E me deu um apertaozinho. Como aquele que da quando o nosso brinquedo favorito de infancia perde a graca.
E a punhalada final veio hoje, quando na primeira pagina da Folha Online, leio que mais da metade dos voos programados para hoje, uns 180, foram cancelados. Pobrezinha. E que ha apenas sete aeronaves fazendo voos internacionais. Sete. Nada restou da Varig da minha infancia.
Alias, deixo registrado aqui o meu completo horror perante a situacao da Varig. Como uma filha da decada perdida, preciso confessor que Varig para mim era sinonimo de alegria. Viajar pra fora, e ainda por cima de Varig, era ser feliz sabendo. Eu e minha irma faziamos muito mais planos para as horas que passariamos no aviao, do que para o proprio local de destino. Guardavamos guardanapos, roubavamos cobertores (se eu fosse um pouquinho mais obsessiva acharia que contribui para a ruina da companhia), ficavamos extremamente empolgadas com as refeicoes e admiravamos as aeoromocas.
Varig era sinonimo de felicidade. Era uma marca solida em minha pequena vida. Ateh commercial da Varig eu parava para ver quando era menor. Ai, quando a grana ficou mais curta, nao deixamos de viajar, mas escolhiamos linhas aereas mais “dodgy”, como Aerolineas Argentinas (gulp). Odiavamos a viagem. As aeromocas eram velhas e a comida insuportavel. Nao que a da Varig fosse otima, mas era pelo menos mastigavel. E sempre que voamos, pensavamos que poderia estar bem melhor se fosse com a Varig.
Meu primeiro choque veio recentemente, quando voei pela Swiss Air de Sao Paulo a Zurique. Um ano e meio depois, voei TAM de Paris ao Brasil. Em ambas as ocasioes fiquei estupefata com a alta qualidade dos servicos e das aeronaves. Enquanto isso, ouvia que a Varig, tadinha, soh piorava. Servico pessimo, comida pessima, tudo, tudo pessimo. E me deu um apertaozinho. Como aquele que da quando o nosso brinquedo favorito de infancia perde a graca.
E a punhalada final veio hoje, quando na primeira pagina da Folha Online, leio que mais da metade dos voos programados para hoje, uns 180, foram cancelados. Pobrezinha. E que ha apenas sete aeronaves fazendo voos internacionais. Sete. Nada restou da Varig da minha infancia.
Tuesday, June 20, 2006
acordes em desacordo
Estou querendo ver o jogo da Inglaterra em algum pub. Mas ainda nao decidi se quero ser pisoteada/amassada hoje.
Com esse calor, perdi a fome.
Mas ganhei em ansiedade. Estou pilhada. Perigo, periguissimo.
Eu e Broo vamos dar festa la em casa. Eh a festa do "B". Eh nesse sabado. E no domingo vou no parque de diversao com a Re e a Joo. Eu vou morrer de tao pouco tempo para tanta coisa.
Ontem fui no show da BBC com a Broo. Amamos! Mesmo so entendendo metade!
Em alguns dias meus queridos Rodrigo e Camila, casal dos mais tops da minha vida, estao finalmente trocando aliancas. Aiai. Como eu odeio a distancia e os custos para transpassa-la.
Outro dia eu ouvi na natacao que eh muito bom ver meu lindo sorriso. Aih eu devo ter escancarado os labios de tal maneira que minha boca quase rasgou para sempre. Foi um elogio bem vindo, vindo da pessoa certa.
Estou comendo uma salada de fruta curiosa. A manga tem gosto de limao e o melao tem gosto de nada. E eh essa a salada de fruta. Salada de duas frutas.
Existe um jeito de ficar calma sem ter que tomar Rivotril e morrer de sono? Alo, industria farmaceutica?
Achei UM blueberry na salada de fruta. Piada, nao?
Com esse calor, perdi a fome.
Mas ganhei em ansiedade. Estou pilhada. Perigo, periguissimo.
Eu e Broo vamos dar festa la em casa. Eh a festa do "B". Eh nesse sabado. E no domingo vou no parque de diversao com a Re e a Joo. Eu vou morrer de tao pouco tempo para tanta coisa.
Ontem fui no show da BBC com a Broo. Amamos! Mesmo so entendendo metade!
Em alguns dias meus queridos Rodrigo e Camila, casal dos mais tops da minha vida, estao finalmente trocando aliancas. Aiai. Como eu odeio a distancia e os custos para transpassa-la.
Outro dia eu ouvi na natacao que eh muito bom ver meu lindo sorriso. Aih eu devo ter escancarado os labios de tal maneira que minha boca quase rasgou para sempre. Foi um elogio bem vindo, vindo da pessoa certa.
Estou comendo uma salada de fruta curiosa. A manga tem gosto de limao e o melao tem gosto de nada. E eh essa a salada de fruta. Salada de duas frutas.
Existe um jeito de ficar calma sem ter que tomar Rivotril e morrer de sono? Alo, industria farmaceutica?
Achei UM blueberry na salada de fruta. Piada, nao?
Monday, June 19, 2006
se tudo pode acontecer
Mais uma segunda-feira de muito, muito sono. Mais um fim de semana muito, muito bom se passou.
Apesar de que me rendi aos encantos do Rivotril.
Mas eh que nao deu. Eu estava extremamente ansiosa e, depois de ter ido dormir as 3 da manha na sexta, acordo no sabado as 8. Isso porque estava arrebentada depois de uma semana de pouco sono. Ai acordei, o corpo atropelado mas a cabeca a mil. Nao conseguia dormir. E foi entao que ele, o meu anjo salvador e entorpecente, meu santo padroeiro Rivotril, foi entao que ele mais uma vez me salvou. Dormi, letargica, ateh uma e meia da tarde, quando Bobby ligou para nos encontrarmos. Fui flutuando tomar banho. Flutuando almocei, e flutuando fui ateh o metro para encontra-la. Rumo a Angel.
Andamos, rimos, andamos, tomamos café, rimos, engasgamos e rimos mais. Fomos para sua casa, onde falamos ateh nao aguentarmos mais o som de nossas proprias vozes. Falamos de homens, de casa e filhos, de trabalho, do futuro, de desgracas, de livros, de programas de TV, dos outros. E mais uma vez lembrei que Bobby eh uma das minhas pessoas favoritas. Nao canso de estar com ela.
Fomos dormir la pela meia-noite, porque meu camarada Rivotril ainda estendia seus tentaculos sobre meus olhos que lutavam para permanecer abertos. Mas fui embora e soh acordei na manha seguinte, com Bobbynha ao peh da cama, fazendo de tudo para chamar minha atencao.
Primeiro ela me chamou. Nao funcionou.
Ai ela comecou a cantar musiquinhas. Nao funcionou.
Ai acho que ela perdeu a paciencia e, meio indignada com meu estado letargico, declamou: “Bi, o Bussunda morreu, po!”.
Entao ta, acordei.
Fui para casa depois de mais tagarelice. Um banho, comida, eu ainda flutuava, embora menos. Fui ao jogo entao. O lugar era maior, mas as telas menores. A farra nao foi tanta quanto do outro jogo, mas o jogo foi melhor. Tinha menos brasileiros, mas mais amigos meus que da outra vez. Sempre assim, para equilibrar os sorrisos.
O jogo. Olha, o Brasil foi mais Brasil no segundo tempo, mas ainda deixou a desejar. Eu queria ver uma goleada melhor que a que a Argentina deu na Servia e Montenegro. Nao chegou nem perto. Mas ganhou. Unico time do grupo que ganhou todas as partidas ateh agora. Calma que vai esquentar. Tenho fe!
**
E quando eu digo que perdoo, eu perdoo meeeeesmo. Eu ateh queria ser uma pessoa mais dura em geral, mas o argumento de que soh se vive uma vez sempre vence. Eu fico eterea e maleavel. No bom sentido, claro. Fico leve, leve. E eh assim que estou me sentindo.
Aconteceu. De novo.
E apesar de passar o fim de semana todo flutuando, sai da casa dele com os pes devidamente fincados no chao.
Apesar de que me rendi aos encantos do Rivotril.
Mas eh que nao deu. Eu estava extremamente ansiosa e, depois de ter ido dormir as 3 da manha na sexta, acordo no sabado as 8. Isso porque estava arrebentada depois de uma semana de pouco sono. Ai acordei, o corpo atropelado mas a cabeca a mil. Nao conseguia dormir. E foi entao que ele, o meu anjo salvador e entorpecente, meu santo padroeiro Rivotril, foi entao que ele mais uma vez me salvou. Dormi, letargica, ateh uma e meia da tarde, quando Bobby ligou para nos encontrarmos. Fui flutuando tomar banho. Flutuando almocei, e flutuando fui ateh o metro para encontra-la. Rumo a Angel.
Andamos, rimos, andamos, tomamos café, rimos, engasgamos e rimos mais. Fomos para sua casa, onde falamos ateh nao aguentarmos mais o som de nossas proprias vozes. Falamos de homens, de casa e filhos, de trabalho, do futuro, de desgracas, de livros, de programas de TV, dos outros. E mais uma vez lembrei que Bobby eh uma das minhas pessoas favoritas. Nao canso de estar com ela.
Fomos dormir la pela meia-noite, porque meu camarada Rivotril ainda estendia seus tentaculos sobre meus olhos que lutavam para permanecer abertos. Mas fui embora e soh acordei na manha seguinte, com Bobbynha ao peh da cama, fazendo de tudo para chamar minha atencao.
Primeiro ela me chamou. Nao funcionou.
Ai ela comecou a cantar musiquinhas. Nao funcionou.
Ai acho que ela perdeu a paciencia e, meio indignada com meu estado letargico, declamou: “Bi, o Bussunda morreu, po!”.
Entao ta, acordei.
Fui para casa depois de mais tagarelice. Um banho, comida, eu ainda flutuava, embora menos. Fui ao jogo entao. O lugar era maior, mas as telas menores. A farra nao foi tanta quanto do outro jogo, mas o jogo foi melhor. Tinha menos brasileiros, mas mais amigos meus que da outra vez. Sempre assim, para equilibrar os sorrisos.
O jogo. Olha, o Brasil foi mais Brasil no segundo tempo, mas ainda deixou a desejar. Eu queria ver uma goleada melhor que a que a Argentina deu na Servia e Montenegro. Nao chegou nem perto. Mas ganhou. Unico time do grupo que ganhou todas as partidas ateh agora. Calma que vai esquentar. Tenho fe!
**
E quando eu digo que perdoo, eu perdoo meeeeesmo. Eu ateh queria ser uma pessoa mais dura em geral, mas o argumento de que soh se vive uma vez sempre vence. Eu fico eterea e maleavel. No bom sentido, claro. Fico leve, leve. E eh assim que estou me sentindo.
Aconteceu. De novo.
E apesar de passar o fim de semana todo flutuando, sai da casa dele com os pes devidamente fincados no chao.
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