Impressionante. Há uma semana, uma semaninha apenas, para tudo mudar. Eu realmente não posso acreditar que as coisas são. Elas sempre estão. Eu, inclusive. Não sou nada. Apenas estou. E nessa condição é que tiro o peso de tudo o que fica. Se eu fosse uma pedra, por exemplo, minha vida seria bem mais difícil. Eu seria. Agora, apenas estando, posso fazer e desfazer o que bem entender. A vida não é minha; ela está minha.
E estando assim, preciso entender que o mundo dança. Que eu posso acordar amanhã completamente diferente. Que um pôr-do-sol roxo pode ser sucedido por um amanhecer cinza. Não dá para saber. Por que teimamos em permanecer? Por que, no entanto, admiramos o que passa sem apego – uma estrela cadente (sinal de sorte), uma rosa vermelha (sinal de paixão), uma borboleta (sinal de beleza). Por quê, se nada duram?
Enfim. Eu quero dizer que estou feliz. Que este foi um fim de semana muito bom. Especial. Que mais uma vez terminou como jamais imaginei, e é por isso que já é lembrado com doçura de anos que passam rápido. Quero dizer, ou melhor, gritar, que o Brasil perdeu, mas eu ganhei. Está tudo aqui, guardadinho, nas gavetas que sempre fiz questão de manter arrumadas. Tudo aqui.
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