Foi bom. Faltou gente mas foi bom. Aniversário que pelo menos não passou em branco. E que ainda não acabou em comemorações, apesar de ter acabado cronologicamente.
Nunca fui muito fã de comemorar meu aniversário porque odiava o antes, a expectativa, a possibilidade de não ir ninguém. Odiava ter que assumir uma pose blasé para algo que eu acho importante não por ser meu aniversário, mas ser o dia que escolhi para ver meus amigos todos, ou quase todos. E de repente o dia que eu escolhi poderia não ser o dia que eles escolheram, e eu poderia ficar chutando pedrinhas.
E é chato, porque sou mundana e rasa muitas vezes, sim. Isso nunca aconteceu, mas sempre achei possível, já que aniversário em férias escolares é fadado ao esquecimento. Mas mesmo não acontecendo, mesmo assim continuo achando que pode acontecer. E no final é bom porque sempre me surpreendo.
E fui dormir às 2 da manhã e por isso perdi o fio da meada e não vou me preocupar em achá-lo.
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Aos poucos os dias parecem semanas. Comecei a trabalhar na terça, mas parece que já estou de volta há meses. Brasil já está lá longe, e só o que realmente importa desponta na memória.
Mas se fosse diferente, seria bem mais difícil.
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Nada de especial planejado esse fim de semana. Festa no sábado, o segundo round de comemorações do meu aniversário. Hoje quero saber de cama bem cedo. Um filminho antes também, só para ir me acostumando com a horizontal. Um chá de camomila para ficar calminha e, se não adiantar, uma gotícula de Rivotril para alegrar um pouco essa cara cansada.
Porque três dias dormindo mal, no meu caso, não é apenas doloroso. É também perigoso.
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Realmente, é mais efetivo pensar que tudo o que faço está condenado a se repetir ad infinitum, do que pensar que hoje pode ser o último dia da minha vida. O que vocês acham, hein, hein?! Nietzsche ou Buda? Quero saber.
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