Tardou mas não falhou! Eis a lista de livros para 2006. Em vermelho, os top 3. Em azul, os altamente recomendáveis.
1) The Secret History – Donna Tartt --> O ano começou bem demais. Esse livro é um page turner clássico. Fez o maior sucesso por aqui e, já nas primeiras páginas, entendi porquê.
2) The Reader – Bernhard Schlink --> A grande revelação deste ano. Este livro é simplesmente inperdível. Difícil não se emocionar. Difícil largar. Difícil de esquecer e impossível não gostar.
3) Aprendendo a Viver – Clarice Lispector --> Ela não precisa de muitos adjetivos de uma reles subordinada como eu. Como sempre inspiradora, como sempre emocionante, como sempre edificante, como sempre Clarice.
4) The Shadow of the Wind – Carlos Ruiz Zafón --> Outro page turner, este se passa em Barcelona e tem um enredo bem cativante. Não tem como não gostar. Daqueles que dá raiva quando tá acabando.
5) Of Mice and Men – John Steinbeck --> Este foi o primeiro livro do Steinbeck que li. Fala de amizade em seu estado mais puro. Fala de exploração também. E de injustiça, e de ignorância. De homens que são ratos. Lerei outros.
6) Deixe-me Ir, Mãe – Helga Schneider --> Relato ligado ao holocausto, filha revisita mãe que era membro do SS e yadda, yadda, yadda… YAWN. Meio infantil, achei.
7) O Processo – Franz Kafka --> Esse cara é louco.
8) Amor É Prosa, Sexo É Poesia – Arnaldo Jabor --> Mais do que eu esperava, mas eu esperava muito pouco mesmo.
9) O Cavaleiro Inexistente – Italo Calvino --> Meio difícil. Me perdi algumas vezes. No final achei bom mas nem sei dizer porquê.
10) Bricklane – Monica Ali --> Livraço que, travestido de ficção, expressa muito bem a realidade das comunidades de Bangladesh no leste de Londres. Muito sensível também. De guardar no coração
11) Lições de Abismo – Gustavo Corção --> Livro espinhoso mas lindamente profundo. Faz pensar mas exije uma concentração cã. Para ler no banheiro.
12) Paris, 98! – Mário Prata --> Dá pra ler em um dia. Escrita corrida, leve, engraçada, leve mesmo, tanto que já quase esqueci.
13) A Cura de Schopenhauer – Irvin Yalom --> Schopenhauer made easy não é para qualquer um. Fiquei grudada do começo ao fim e descobri que não conhecia Schopenhauer como achava que conhecia.
14) Efeito Urano – Fernanda Young --> Alguns insights legais mas, como um todo, um livro que quer vender narrando traições lésbicas.
15) Carnaval no Fogo – Ruy Castro --> Bairrismo demais, jornalismo de menos
16) The Little Friend – Donna Tartt --> Posso confessar? Parei no meio. Inacreditável que seja a mesma autora do fantástico The Secret History.
17) Beatrice – Noëlle Harrinson --> Muito, muito bom. Escrito num formato bem original e sedutor. E não é só porque leva meu nome.
18) Calcinha no Varal – Sabina Anzuategui --> Um porre. E mal escrito.
19) Shopping – Gavin Kramer --> Literatura indie de primeira. Passa em Tóquio. Mas não aquela que a gente acha que conhece. A decadente. Ótimos insights literários também.
20) The Haunted House – Charles Dickens --> Posso confessar? Parei no meio.
21) Quando Nietzche Chorou – Irvin Yalom --> Na minha opinião superior ao já muito bom A Cura de Schopenhauer. Livro incrivelmente leve para uma leitura capaz de mudar sua percepção do mundo.
Eis a lista, para quem cobrou e para quem nem sabia que isso existia. Todo ano publico uma. Espero pedras a quem esperava ver outros livros em vermehlo ou azul. Sorry, não sou tão previsível assim. Hehe.
No comments:
Post a Comment