Eu hoje fingi que não percebi que vão fazer uma certa festança para mim no escritório.
Eu tô morrendo de sono.
Eu tive insônia depois de anos sem nem lembrar como era por causa das *dorgas*.
Eu assisti a O Primeiro Dia, em vez de ir nadar, porque está sono e está frio.
Eu quase chorei.
Eu acho que o mundo está sono. Não só eu. O mundo não, mas Londres está sono.
Eu logo mais faço anos. 27, idade besta.
Eu não gosto de ver as fotos da festa de natal da empresa penduradas na parede do escritório.
Eu me comprei um sobretudo porque o meu tava rasgado.
Eu também me comprei calças sociais já que as minhas de trabalho também estão rasgadas.
Eu ainda preciso comprar outras coisas para virar mocinha decente.
Eu nunca vou ser mocinha decente se pretendo continuar com uma conta bancária positiva.
Eu acho que ser mocinha é uma merda gigante.
Eu estou mocinha, no sentido menstruado do termo. E odiando.
Eu tive um começo de enxaqueca ontem, mas tomei remédio e passou.
Eu recebi uma mensagem de texto amadíssima no meio da minha insônia.
Eu aí não consegui dormir mesmo.
Eu amei.
Eu queria ter dormido, no entanto.
Eu estou um caco.
Eu vou odiar esse texto amanhã.
Eu queria que o iTunes adivinhasse o que quero ouvir.
Eu quero que a Banda Eva se exploda.
Eu queria nunca mais ser interrompida quando escrevo.
Eu queria que alguém estivesse aqui comigo agora.
Eu tô com saudade.
Eu quero bochechas além das minhas.
Eu quero parar de querer tudo, também, porque cansa e dói e é pequeno.
Eu sou um monstrinho do bem.
Eu estou com medo, mas estou feliz. É possível?
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