Ah, então vamos brincar de quem agüenta mais tempo calado? Olha que eu ganho... Olha que você depois vai vir me implorar para pararmos com essa brincadeira de mau gosto.
Mas tudo bem. Tudo bem. Tudo vai ficar bem se no final das contas você disser que ficou com saudades.
Mas vai ter que falar.
I’ve got my feet on the ground and I don’t wanna sleep to dream.
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Vidinha, assim, tranqüila. Babãe na área significa mimos. Café-da-manhã na mesa, supermercado feito, quarto limpo. Coisas que eu normalmente faço quando me sobra uma esquina no tempo. O que raramente acontece porque estou sempre inventando coisas e reclamando da falta de tempo e corneteando para o mundo todo que não quero, não posso, ser apenas mais uma.
Trabalhando, nadando quando dá. Fazendo programas turísticos. Greenwich e Sinatra no sábado, Kew Gardens no domingo. Eu adoro o pretexto de ter visitas para ter que bater perna por essa cidade maravilhosa. Engraçado que quando vim morar em Londres eu nunca tinha posto o pé na cidade, mas de alguma forma sabia que seria a *minha* cidade, que eu viajaria o mundo e continuaria sentindo que moro na melhor cidade do mundo. Eu estava certa. Amo Londres. Viajei para vários lugares da Europa e, por mais que tenha me encantado com muitos, nenhum é tão encantador e tão a miha cara quanto Londres. Aiai. Declarando meu amor à cidade. Não imaginei que iria por aí quando comecei a escrever este post.
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Now now, resolvi que no final do ano eu vou me dar um aumento. Isso porque vou pedir ao chefe e, se ele não der, vou procurar outro. Sendo assim, de qualquer maneira eu vou me dar um aumento, por bem ou por mal. Adoro meu trabalho, adoro as pessoas etc, mas tenho que crescer, néam? Eu já fui promovida. Agora falta ganhar mais.
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E os Master Nationals estão aí, na porta, e eu já estou sendo relativamente cobrada, mas acho que vou me dar uma de João-sem-braço porque não estou com vontade de passar nervoso-vergonha-tristeza. Talvez eu vá assistir e torcer. Go Wandsworth, go. C’est tout.
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Preciso só deixar registradas aqui duas Bobbyces, porque se eu não tomo nota elas se perdem no buraco negro do esquecimento, um triste fim para tão gracioso espetáculo.
O primeiro, há poucas semanas, quando Bobbynha disse que fazendo assim e assado a gente resolve duas coisas *com uma coelhada só*. DOCE. FOFA. MORRI. DOEU. Mas sofri em silêncio com esses sentimentos porque falávamos de algo sério.
E o outro, ontem, em meio a uma conversa com várias flechas e gráficos saindo para todos os lados e apontando para mil coisas que só nós entendemos, ela estava a matutar sobre o nine-eleven e saiu sixteen-nine. Algo assim bem Bobby. Quem a conhece sabe. E custou para ela voltar encontrar os números certos. Dessa vez eu nem me segurei nem nada. Se ela estivesse do meu lado a bochecha sofreria as conseqüências. Ah, sofreria.
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