De novo aquela puxadinha sem sistema para expelir.
Se eu fosse dizer o que falta ao corpo humano para ser perfeito, diria que falta um cu, ou qualquer buraco equivalente, capaz de expelir angústia. Não seria perfeito?
Pois então, deus, fica aqui minha sugestão para os próximos milhões de anos, se é que até lá o senhor ainda terá saco de continuar fazendo e desfazendo gente.
Pois eu preciso, porque explodo de um jeito todo torto, todo primitivo. Explodo por todos os poros.
Mas enquanto espero deus me envoluir, vou arranjando soluções-tampão, o que, modéstia a parte (ou *modeste a parte* como li outro dia), sei fazer bem.
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Mais um fim de semana cheio de acontecimentos. Se chamássemos fim de semana de começo da semana acho que minha implicància com os domingos estaria 50% resolvida.
Mas voltando. Vou resumir porque senão fica um saco. Sexta ao chegar do trabalho, inspirada, resolvi correr com a Flá. Babãe deu sua caminhada à base do que-belas-flores! Dessa vez, com uma pessoa um pouco mais sensata que eu para estabelecer o ritmo, corri por 20 minutos. Um aproveitamento de 100% sobre a vez que saí correndo pelo parque feito um avestruz para me mostrar para os marmanjos e, apesar de morta, não ia parar na hora em que alguém estivesse vendo. Porque sou o centro do universo, eu sei. Estava o parque todo vendo como corre bem aquela avestruzinha das bochechas vermelhas. Me poupe, né, eguinho?
Do parque pro banho, do banho pro restaurante. Fomos no indiano perto de casa e ganhei todas as calorias que perdi correndo.
Sábado quis me enforcar por acordar às 7:30h e depois de muita manha fomos ao Shakespeare Globe, o teatro em que as peças do Shakespeare eram (e são) encenadas. Muito legal. Muito bonito. E tal. Mas achei caro pro que oferece. Sou mais um dia comprar ingressos para ver uma Macbeth da vida do que ouvir guia engraçadinho tirando sarro da calamidade sanitária de teatros em tempos escatológicos.
De lá caminhamos pelo South Bank até o Borough Market, o queridinho dos businessmen que têm culinária como hobby. Mercado lotado, um monte de gente aproveitando as amostras de degustação para pular o almoço, empurra-empurra quase brasileiro, aquela alegria, aquele calor humano. Eca.
Abreviei o passeio e tratei de sair de lá assim que houvesse brecha. Não precisou muito porque babãe e Flá já estavam de saco cheio do tumulto também. Voltamos ao South Bank, vimos ferinhas e pessoas querendo e conseguindo aparecer. Vimos de tudo e não compramos nada. Ou quase nada.
Babãe derrotada e Flá com amigos em Londres, fui encontrar minha turma, que já nem lembrava mais meu nome. Refresquei a memória e reaprendi alguns nomes também (haha). Foi legal. É bom voltar.
Domingo quis me enforcar por acordar às 11:30h mas me arrumei rapidão para ir a Trafalgar Square, onde ocorria o festival judáico. Foi legal pelas músicas, mas aí entrou uma falação do prefeito, e a feirinha e a comida deixaram a desejar. Rodamos aquilo desviando de policiais óbvios e à paisana, que às dúzias tentaram e conseguiram garantir uma festa sem explosões.
Resolvemos então aproveitar que esse fim de semana foi o London Open House, um evento em que vários prédios da cidade, fechados ao público normalmente, abrem por apenas dois dias para visitas gratuitas. Fomos no New Parliament, em frente ao incansável Big Ben. Foi legal.
E depois mais andanças pelo South Bank, bateria de escola de samba, homens-bonecos, comida, coreano vendendo qualquer coisa que faça barulho e fascine criancinhas. Gente esparramada na grama, comendo um frango ou fumando maconha. Um domingo típico.
Voltamos para casa. Canseira. Um fim de semana inteiro de andanças e até correiranças. Pena que passou tão rápido.
O últibo fim de sebâda com babãe e seus bibos.
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