Wednesday, September 06, 2006

paz armada

Meus olhos já não são mais os mesmos. Oito horas por dia na frente do computador já são suficientes para ficarem vermelhos. E eu, teimosa, estou aqui, na frente do computador mais uma vez, escrevendo mais uma vez, porque agora é a hora que dá (tempo e inspiração).

Está tudo corrido. Tenho que me dividir entre o trabalho e a babãe na area. Sei que ela tenta não interferir na minha vida para não me atrapalhar, mas se não interferisse seria até estranho. De qualquer forma, segunda feira fui nadar. E meu técnico, Tony, perguntou se eu havia treinado durante as “ferias” porque eu estava “fit”. Agradeci o elogio mas falei para ele não se iludir. Nadei bem por vontade acumulada de nadar. Acho que fazia uns dez dias que não caía n’água. E 4km passaram sem que eu percebesse. Claro que depois morri e tive cãimbra e yadda yadda. Mas foi a glória. Tentarei amanhã, eu juro. Juro, juro. Que tentarei.

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E depois da pataquada de babãe comprando ingresso para Chicago tendo confundido com Sinatra (eu assisti a Chicago há mais ou menos um mês, quando minha Piu estava aqui), ela garante que dessa vez comprou certo. Sabadanoite. Veremos!

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Ontem, antes de irmos ao teatro (porque, sim, assisti novamente a Chicago, e lembrava de pequenos detalhes que são só detalhes mas que se repetem e fazem, afinal, a diferença), fomos comer num restaurante tailandês. Um filhadaputa pediu um prato com sei lá que veneno mas que fez o nariz de todo mundo escorrer e a garganta de todo mundo coçar. De verdade. All of a sudden o restaurante todo tossia. Uma cena digna de Hiroshima. O horror.

Queria saber que tempero é aquele para o caso de, ah, sei lá, precisar para uma vigancinha, dessas de se pôr em prato que se come frio. Temos sempre que ter uma carta na manga para as necessidades de manter saudável aquele lado maldoso gostosinho.

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Por ora é isso. Tenho dormido com a Flá porque babãe, como poucos sabem, ronca. Quanto? O suficiente para eu dormir com a Flá. Não lembro se já falei da Flá aqui. Irmã da Broo e minha nova flatmate, quem, inclusive, já foi chamada de minha irmã também. Anyway, gosto de pensar que somos, assim, uma pequena família em Londres.

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Sexta-feira vou ao medico. Nada demais, imagino. Problemas e exams de rotina. Há que ser.

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Recebi uma das melhores notícias do ano: a possibilidade REAL de minha Bathatha vir passar um mês, UM MÊS INTEIRINHO comigo. Não poderia querer melhor notícia. Claro que ela vai ficar comigo. Claro que vou tentar faze-la perder o avião de volta. Claro que ela vai se apaixonar por Londres como eu sempre previ e, quem sabe um dia, se planejar para ser, mais uma vez, minha vizinha.

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Tenho sentido bichos caminharem sobre meu corpo. Passo a mão e não tem nada. Mal sinal.

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