Sunday, March 13, 2005

Como escalar um poço sem alguém para jogar a cordinha

Diretamente do meu brinquedo lindo, informo que estou voltando ao trilho aos poucos.

Descarrilhada braba, acompanhada de uma certa decepção também. Pessoinhas que costumo citar como amadas e preferidas: quem está longe também sofre de luto. Acabo de descobrir e gostaria de dividir com vocês. Pode parecer estranho, mas chorei muito todos esses dias e ontem tive mais uma clássica ameaça de ataque de pânico. Nada com que já não esteja acostumada, certo? Errado. Uma pessoa jamais se acostuma à ataques de pânico. À tristeza, sim. Todo mundo conhece alguém viciado em tristeza. Mas mais uma vez, pessoinhas amadas e preferidas, este não é o meu caso.

Então, um lembretinho para esses amigos, para minhas pessoas preferidas e amadas manterem essa digna e rara posição: vocês fizeram falta. Não estavam lá quando precisei. Não se dignaram a ligar (por que achavam que eu preferia ficar “sozinha” na hora em que mais me senti sozinha? Por que ligar para Londres é difícil e caro e tem horários trocados? Por que é difícil ligar para alguém sabendo que a voz do outro lado do telefone não vai estgar vibrando?), um ou outro mandou email. A maioria dos que se comunicaram comigo aproveitou o “ensejo” quando entrei no Messenger para aproveitar que eu já tava lá mesmo e falar tudo aquilo que deveriam ter tomado a iniciativa de falar. De me reconfortar.

Foi-se. O tempo passou e não me venham com o ombro quando minha cabeça já é capaz de ficar parada sobre meu pescoço. Nada pior do que alguém vindo te dar toda a atenção quando na verdade toda essa atenção só teria tido valor se fosse na hora certa. E já não foi, no matter how hard you try now.

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Estou comendo um iogurte de rhubarb (alguém sabe o que é isso???), vendo um documentario sobre filmes x-rated na BBC e ruminando o que fiz há apenas alguns minutos. Terminei com o Chris. Na verdade, pedi um tempo. E apesar de ter ficado num bode cão durante esse fim de semana (ele teve o dom de sair para “tomar um chá e fumar um cigarro” quando eu estava prestes a ter o ataque de pânico), confesso que não foi fácil. Odeio isso de machucar as pessoas. Já fui mais tranqüila em relação a isso, mas quando você lembra o quanto dói estar do outro lado, é bem cuzão ser tranqüilo.

De qualquer forma, ficamos de nos falar. Na verdade, eu fiquei de ligar. E vou ligar. Ao contrário da maioria dos caras que ficaram retidos no meu pente finíssimo. Ele foi e é especial. Mas de repente não vale o sacrifício dos fins de semana.

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Rivotril correndo na veia depois de meses. Babei. E dormi como fazia tempo que não acontecia. Na verdade, menos que um ataque de pânico, tive tipo um acesso nervoso, tremedeira, choro compulsivo, enfim, um carnaval às plenas 3am de hoje. Inferno.

Mas passou. (Novamente, sem comiserações tardias, façavor.)

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Você já viu Mar Adentro? Não? Trouxa…

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