Aí que eu liguei por médico, e aí que eu descobri que estou pefeita, que não tem nada errado comigo, que meu blood count tá lindo, lindo. Inclusive meu TSH indica que eu estou tomando hormônio demais para tiróide. Não é poético?
E aí?
Não faço idéia. As próximas mudanças na minha vida serão: mudar a pílula (quero tomar uma mais fraca do que a que eu tomo) e tentar descolar um psicólogo na faixa via NHS (o sistema de saúde daqui, uma espécie de SUS de batom).
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Mais um coleguinha entregou sua carta de demissão aqui na empresa. Como o mundo dos empregos é volátil nesse país! Os ingleses passam a idéia de pessoas de tradição, raiz, lealdade, rotina, mas acho que isso não passa de teoria ultrapassada hoje. Nunca vi uma dança das cadeiras tão ativa. Não à toa as agências de emprego são tão numerosas e competitivas. Um mercado saboroso.
Inclusive, como sabem, eu estou na fila.
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Ontem fui jantar com dois queridos, o Renato e o Daniel. Fomos no portuga do lado de casa. Falamos mais do que comemos, e olha que comemos bem. Eu, no caso, mais ouvi. Estarrecida. Say no more. Tsc, tsc.
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Eu que pensei que hoje chegaria em casa e assistiria um filme quietinha no meu Mac lindinho, LEDO ENGANO (da coleção palavras e expressões que odeio). Vou ter que ir até o pub do cretino do landlord porque simplesmente a companhia de luz, EDF, apareceu em casa querendo trocar a fechadura da nossa porta. Isso mesmo, a FECHADURA. Por quê? Porque o mongolóide safado não paga conta de luz e gás há tempo suficiente para acumular uma dívida de mais de £3,000 com a EDF. E, claro, nós, pobres, fracas e cansadas, nos fodemos.
Estou tão irada, tão irada, que não sei se vai ser uma boa idéia aparecer lá hoje. Mas vou, ah vou. O objetivo da visita? Explicar que nenhum aluguel será transferido enquanto todos, I mean TODOS os problemas da casa forem resolvidos.
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Voltei a escrever música.
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