Para quem se comprometeu a fazer tanta coisa esse fim de semana prolongado, fazer metade já está de bom tamanho. Todos os dias foram bons. Inclusive ontem, em que só dormi e fui comer pão-de-queijo com o Lino. Inclusive anteontem, em que passei a tarde perambulando por livrarias em Charing Cross. Inclusive anteanteontem, em que caminhei por meu parque preferido em Londres.
Nada de baladas, nada de muito tarde, nada que me fizesse feder a cigarro. Aliás, looking forward para o 1º de julho, quando será proibido fumar dentro de pubs/bars/clubs em toda a Inglaterra.
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Aquela coisa de muito sono continua. E continuo sem saber o que é. Cansaço do mundo? Pode ser. Mas puta coisa triste. Acho que estou precisando de mais rumo. Os últimos meses foram tão bons como foram, desplanejados, aleatórios, que achei que a vida fosse melhor assim desgrenhada.
Mas quem sabe não. Quem sabe eu precise planejar os próximos três ou seis meses da minha vida – mais que isso não sei fazer. Quem sabe eu realmente esteja precisando mudar de emprego, porque esse muitas vezes me entedia. Quem sabe o médico idiota está certo e preciso começar a reduzir meus remédios.
Essa coisa de pensar em começar uma terapia está me dando preguiça. Demora tanto para alguém *realmente* me entender... Se é que isso chega a acontecer.
E no final das contas, eu sei, reclamo de barriga cheia. Arrasto meus puffy eyes para todos os cantos, mas sei que por dentro eu rio. Rio quietinho e quentinho, mas rio. Rio do sono que eu sinto, que não é normal. Rio de pensar que hoje, mais tarde, estarei bem, bem mais feliz. Rio bem fraco, pra dentro, só eu entendo, e isso é ótimo. É ótimo só eu entender.
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