E as cagadas, naturalmente, continuam. Assinei os traveller cheques no lugar errado, naturalmente.
Liguei para o American Express e pedi para falar em português. Eles colocaram um intérprete na linha. Foi tipo uma extensão. Eu falava, o intérprete passava para o atendente, o atendente respondia em inglês e o intérprete me repassava a resposta. Tudo como antigamente, eu ligo para fulano e sicrano pega na extensão. Virou uma zona. Isso porque eu entendia melhor o americano texano que estava me atendendo do que o intérprete maldito que falava um português de Portugal. A certa altura, eu já estava corrigindo o intérprete em inglês mesmo, e passei a ignorá-lo e a dialogar direto com o texano. Como o intérprete insistisse em participar da conversa, resolvi desligar o telefone na cara dos dois e começar tudo de novo. Com novo atendente e sem intérprete, desta vez deu certo. Peguei um com sotaque mais decente que o sulista e tudo se resolveu.
It really runs in the family. Já passei sufoco com minha irmã em 1999, no Chile, quando ela fez o mesmo cocô. Só que era o Chile, e nós éramos pirralhas, e estávamos sozinhas, e a mulher que trocava o câmbio (era dentro de uma farmácia, diga-se) fez terrorismo, dizendo repetida e pausadamente que ela minha irmã tinha se fodido porque não tinha como reaver os travellers. E Piu abanava os bracinhos desesperada e tentava discutir com a mulher em espanhol, resultando num patético português com sotaque de húngaro. Eu queria muito ajudar, mas mal pude conter o riso. No final, deu tudo certo. Sempre dá.
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