Em Bruxelas, sem dinheiro. Tudo o que eu tinha eram 30 euros guardados de outras viagens. Chego aqui pra tirar dinheiro e, caralho, nao aceitam meu cartao. Gasto meus ultimos 2 euros num cybercafé MUITO fedido, que também é um off licence, e demoro horas pra digitar porque o teclado é todo trocado. O que fiz com os outros 28 euros, voces perguntam. 7 de viagens de metro, 7 de qlmoco podreira, 5 num gorro que consegui perder no tempo recorde de 2 horas (mentira, esse NAO é o recorde) e mais 7 em um chocolate quente com waffle de Bruxelas (o quadrado com açucar).
O que fiz com meu dia? Andei muito, pela Gran Place, pelos parques que beiram o palacio real, pelas ruelas cheias de waffles e mendigos, pelo overrated Maneken Pis, por uma estatua em que todos passavam a mao e eu passei tb sem saber o que era. Quando cheguei no hotel, logo depois do almoco, dormi. Nao soh para o tempo passar aos que nao tem dinheiro, mas tb porque tive de acordar às 4:50 da matina para pegar o trem. Tive pesadelos nessa soneca da tarde mas ja passou. Pensando agora foi ateh engracado, mas fica para uma ocasiao com teclado decente que esse aqui ja me irritou a alma.
E apesar disso, e apesar de todas as pessoas dizendo pra fazer diferente, gostei de Bruxelas. é meio feia, no sentido de nao fazer muita questao de impressionar, mas ao mesmo tempo tem predios fantasticos espalhados. Tenho certeza de que ha muitas Bruxelas aqui. Meu palpite eh que quem vive aqui nao troca por nada.
E chega que a alma esta explodindo de irritacao com os dedos lentinhos nesse teclado torto.
Beijotchau.
Friday, October 31, 2008
Wednesday, October 29, 2008
singer in the snow
Sim, neve em outubro. Primeira vez que isso acontece em meus 4 anos e meio de Londres. Começou com chuva de granizo, dessas que machucam mesmo (eu sei porque estava na rua, eu e mais alguns desafortunados que andavam por Russell Square num trecho sem toldos ou lojinhas para entrar). Aí virou chuva. Quando saímos eu e ma'boy da casa do Henrique e da Carol para a despedida dela, ainda chovia. Quando jantávamos no Carluccio's para comemorar 2 anos de namoro, nevava. Neve mesmo. Flocos grandes que caem leves. Não foi fácil entender. Achei que não estaria mais em Londres quando caísse a próxima neve. Voltamos para casa; eu, encharcada e feliz.
**
Os dias com Bathatha e Léo estão voando. No momento eles estão em Paris e eu trabalhando e resolvendo pendencinhas. Enquanto estavam aqui, fizemos o tradicional rolê turístico. Ficou faltando algumas coisas, tipo British Museum, Science Museum, Natural History Museum, Tate Britain, Hyde Park (pena que perdemos a Speaker's Corner).
Depois de amanhã parto pra Bruxelas de Eurostar e passearemos por lá e por Bruges até segunda.
**
Resolvemos ma'boy e eu ir com os meus sogros para a Madeira no final do mês. Passagens compradas, Cliff Bay reservado. Não vejo a hora de voltar ao paraíso. Pela quarta vez em pouco mais de 4 anos. Uma ótima média.
**
Quase fechando os tickets da Ásia. Detalhes seguem quando estiver tudo certo! De qualquer forma, agora sinto que é real. Entreguei ontem minha carta de demissão no trabalho. Meu último dia será 4 de janeiro. Agora sim, um proper countdown: 67 days and counting!
**
Os dias com Bathatha e Léo estão voando. No momento eles estão em Paris e eu trabalhando e resolvendo pendencinhas. Enquanto estavam aqui, fizemos o tradicional rolê turístico. Ficou faltando algumas coisas, tipo British Museum, Science Museum, Natural History Museum, Tate Britain, Hyde Park (pena que perdemos a Speaker's Corner).
Depois de amanhã parto pra Bruxelas de Eurostar e passearemos por lá e por Bruges até segunda.
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Resolvemos ma'boy e eu ir com os meus sogros para a Madeira no final do mês. Passagens compradas, Cliff Bay reservado. Não vejo a hora de voltar ao paraíso. Pela quarta vez em pouco mais de 4 anos. Uma ótima média.
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Quase fechando os tickets da Ásia. Detalhes seguem quando estiver tudo certo! De qualquer forma, agora sinto que é real. Entreguei ontem minha carta de demissão no trabalho. Meu último dia será 4 de janeiro. Agora sim, um proper countdown: 67 days and counting!
Thursday, October 23, 2008
inuteu
Aí que ontem me chacoalharam e depois jogaram num puta evento de Smartphone em Earls Court. Eu, meio do mato, com meu sapatênis Nike e meu coletinho Marks & Spencer surrado e sem dois dos três botões, fui. E fiquei rodando aquela porra e recolhendo brindes quando ninguém olhava, porque eu que não queria que viessem falar comigo.
Um show de desenvolvedores de tecnologias para celulares, minha gente. Empresas de GPS, de câmera de celular, de novos sistemas operacionais, yadda yadda. Não fazia a mais puta idéia do que estava fazendo lá. A não ser, claro, recolher brindes. E só pelo esporte mesmo, porque a maioria dos brindes, depois de conquistados, perderam a graça e foram deixados pra trás nas esquinas escuras do evento.
Aí eu achei o Organiser’s Office e resolvi que eu precisava me fazer útil. Comecei a ajudar a organizar os displays etc. Saí de lá 6 e meia pensando que a hérnia futura da organizadora do evento provelmente será a minha hérnia. Cheguei em casa ainda meio sem entender por que me mandaram pra esse evento. Perda do meu tempo e do dinheiro da empresa, claro, que me paga para fazer essas idiotices. Eu não entendo mesmo o mundo corporativo e estou considerando cada vez mais veementemente tirar um tempo para escrever meu livro e (sobre)viver de frilas.
**
Hoje chegam Bathatha e Leo. Logo mais pousam em Heathrow e estarei com o celular por perto caso dê merda na imigração e eu tenha que ir até o aeroporto resgatá-los. Mas não vai dar problema nenhum. Amanhã estou de férias e segunda também, pra passear com os queridos.
**
E pirando na viagem pra Ásia. Decidimos mudar de novo o roteiro. Tiramos Austrália e Nova Zelândia para baratear, para aproceitar mais a Ásia e para poder voltar pra Londres antes de ir pro Brasil de vez, de forma que poderemos levar coisas que otherwise despacharíamos por mais uma nota preta.
Estamos pensando em fazer assim: Índia e Nepal por umas 3 semanas, e de um mês e meio a dois meses para o sudeste asiático, incluindo: Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Malásia e Indonésia (Bali e Lombok). Voamos de volta a Londres de Kuala Lumpur ou Singapura. Ficamos de três dias a uma semana em good ol’ England e partimos finalmente para o Brasil.
AAAAHHHH.
Está acontecendo.
**
Para os de Londres, estamos vendendo um monte de coisas. Tem algo que queiram comprar? Um liquidificador? Bicicleta? Patins? Máquina fotográfica? Luminárias, abajour, escrivaninha, sofá-cama? AAAAHHHH de novo. Mudamos dia 13 de novembro pra casa do vizinho que vai nos alugar o apê por um mês. Velhinho fofo, recusou-se a nos mostrar o apartamento ontem porque concluiu, depois de confabular com sua senhora, que “8 da noite é muito tarde”. Tem como ser mais vovô amado que isso?
**
Que mais... Papito fez aniversário. Ele disse que odeia aniversário mas adora o rebuliço que se faz para ele, tenho certeza. Ele, melhor que ninguém, sabe apreciar uma boa FESTINHA.
Nada de Noah nascer e enquanto isso Bobby vai ficando imensa e inquieta. Angústia! Quero ver a cara do bichinho!
Que mais. Tô de saco cheio do trabalho, mas isso não é mais, isso é velho. Uns dias off vão ajudar a restabelecer o equilíbrio zen (rarrarra) mas ainda assim já comecei a contagem regressiva. Faltam dois meses e bem pouco.
Um show de desenvolvedores de tecnologias para celulares, minha gente. Empresas de GPS, de câmera de celular, de novos sistemas operacionais, yadda yadda. Não fazia a mais puta idéia do que estava fazendo lá. A não ser, claro, recolher brindes. E só pelo esporte mesmo, porque a maioria dos brindes, depois de conquistados, perderam a graça e foram deixados pra trás nas esquinas escuras do evento.
Aí eu achei o Organiser’s Office e resolvi que eu precisava me fazer útil. Comecei a ajudar a organizar os displays etc. Saí de lá 6 e meia pensando que a hérnia futura da organizadora do evento provelmente será a minha hérnia. Cheguei em casa ainda meio sem entender por que me mandaram pra esse evento. Perda do meu tempo e do dinheiro da empresa, claro, que me paga para fazer essas idiotices. Eu não entendo mesmo o mundo corporativo e estou considerando cada vez mais veementemente tirar um tempo para escrever meu livro e (sobre)viver de frilas.
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Hoje chegam Bathatha e Leo. Logo mais pousam em Heathrow e estarei com o celular por perto caso dê merda na imigração e eu tenha que ir até o aeroporto resgatá-los. Mas não vai dar problema nenhum. Amanhã estou de férias e segunda também, pra passear com os queridos.
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E pirando na viagem pra Ásia. Decidimos mudar de novo o roteiro. Tiramos Austrália e Nova Zelândia para baratear, para aproceitar mais a Ásia e para poder voltar pra Londres antes de ir pro Brasil de vez, de forma que poderemos levar coisas que otherwise despacharíamos por mais uma nota preta.
Estamos pensando em fazer assim: Índia e Nepal por umas 3 semanas, e de um mês e meio a dois meses para o sudeste asiático, incluindo: Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Malásia e Indonésia (Bali e Lombok). Voamos de volta a Londres de Kuala Lumpur ou Singapura. Ficamos de três dias a uma semana em good ol’ England e partimos finalmente para o Brasil.
AAAAHHHH.
Está acontecendo.
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Para os de Londres, estamos vendendo um monte de coisas. Tem algo que queiram comprar? Um liquidificador? Bicicleta? Patins? Máquina fotográfica? Luminárias, abajour, escrivaninha, sofá-cama? AAAAHHHH de novo. Mudamos dia 13 de novembro pra casa do vizinho que vai nos alugar o apê por um mês. Velhinho fofo, recusou-se a nos mostrar o apartamento ontem porque concluiu, depois de confabular com sua senhora, que “8 da noite é muito tarde”. Tem como ser mais vovô amado que isso?
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Que mais... Papito fez aniversário. Ele disse que odeia aniversário mas adora o rebuliço que se faz para ele, tenho certeza. Ele, melhor que ninguém, sabe apreciar uma boa FESTINHA.
Nada de Noah nascer e enquanto isso Bobby vai ficando imensa e inquieta. Angústia! Quero ver a cara do bichinho!
Que mais. Tô de saco cheio do trabalho, mas isso não é mais, isso é velho. Uns dias off vão ajudar a restabelecer o equilíbrio zen (rarrarra) mas ainda assim já comecei a contagem regressiva. Faltam dois meses e bem pouco.
Friday, October 17, 2008
Das mimagens do meu homem
Gente, depois eu é que sou a mimada. Dêem uma séria analisada no diálogo que se sucedeu.
Contexto: eu lendo na cama antes de dormir, homem entra no quarto e...
- Tá frio, né? – ele diz
- Tá. – eu digo
- Ligo o aquecedor?
- Não.
- (pequena pausa para analisar minha resposta e) SE EU QUISER EU LIGO!!!
Posso?
Contexto: eu lendo na cama antes de dormir, homem entra no quarto e...
- Tá frio, né? – ele diz
- Tá. – eu digo
- Ligo o aquecedor?
- Não.
- (pequena pausa para analisar minha resposta e) SE EU QUISER EU LIGO!!!
Posso?
Thursday, October 16, 2008
adjuntos
Dor nas costas do tipo MEDO. Meio que no pulmão. Só sei que não posso morrer antes da minha viagem pela Ásia, antes de voltar pro Brasil, e antes de ser mãe. E antes de escrever um livro. E antes de ser avó, tentando chutar alto. Eu, do alto dos meus 28 anos, já penso em ser avó. Isso é que é gastar neurônios pensando, minha gente.
Bobby está para parir. Todo dia entro no Gtalk e espero ansiosamente bater umas 11, 11 e pouco da manhã (7, 7 e pouco no Brasil) para ver se ela entra. Pra mim, não entrou está parindo. Pequeno Noah virá ao mundo de Bobby a qualquer momento. Como gira esse mundo. Ontem mesmo dividíamos cama e desgraças na desgraçada Shadwell. Éramos pobres e felizes, mesmo quando não éramos (felizes, porque pobres, sempre).
Que mais.
Vou para Ásia só em janeiro. Para compensar a longa espera, vamos viajar por mais tempo do que estipulamos a princípio. Provavelmente dois meses, talvez até um chorinho a mais. Vamos ver. Esse fim de semana vamos na agência ver se compramos o ticket ou pelo menos acertamos o itinerário.
Brasil então, minhas crianças, só em março.
**
Faltam 56 pounds pra pagar meu tênis. Que belezura.
E falta uma semana para a vinda de Bathatha e Leo. Nem acredito que essa vaca amada vem!
O que mais falta... 12 dias para eu e meu menino completarmos 2 anos da mais feliz e doce união. Ele ainda não sabe, mas vai me levar para jantar nesse dia.
**
Meu primo vai casar. O Rols. Aquele que foi um amado logo que cheguei no UK e me ciceroneou e me enturmou e me afofou.
Conheceu Danielle, 31, nos EUA no deserto de Nevada. Ele ajudou ela a montar sua barraca de acampamento e, voilá, 6 semanas depois eles anunciam o casório, que ocorrerá num cartório em baixo da Golden Gate, em São Francisco, no dia 30 deste mês. Nada de conhecer a família do outro. Só os dois tentando se bastar. Felizes são eles que têm um coração correndo e levando o corpo atrás.
Bobby está para parir. Todo dia entro no Gtalk e espero ansiosamente bater umas 11, 11 e pouco da manhã (7, 7 e pouco no Brasil) para ver se ela entra. Pra mim, não entrou está parindo. Pequeno Noah virá ao mundo de Bobby a qualquer momento. Como gira esse mundo. Ontem mesmo dividíamos cama e desgraças na desgraçada Shadwell. Éramos pobres e felizes, mesmo quando não éramos (felizes, porque pobres, sempre).
Que mais.
Vou para Ásia só em janeiro. Para compensar a longa espera, vamos viajar por mais tempo do que estipulamos a princípio. Provavelmente dois meses, talvez até um chorinho a mais. Vamos ver. Esse fim de semana vamos na agência ver se compramos o ticket ou pelo menos acertamos o itinerário.
Brasil então, minhas crianças, só em março.
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Faltam 56 pounds pra pagar meu tênis. Que belezura.
E falta uma semana para a vinda de Bathatha e Leo. Nem acredito que essa vaca amada vem!
O que mais falta... 12 dias para eu e meu menino completarmos 2 anos da mais feliz e doce união. Ele ainda não sabe, mas vai me levar para jantar nesse dia.
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Meu primo vai casar. O Rols. Aquele que foi um amado logo que cheguei no UK e me ciceroneou e me enturmou e me afofou.
Conheceu Danielle, 31, nos EUA no deserto de Nevada. Ele ajudou ela a montar sua barraca de acampamento e, voilá, 6 semanas depois eles anunciam o casório, que ocorrerá num cartório em baixo da Golden Gate, em São Francisco, no dia 30 deste mês. Nada de conhecer a família do outro. Só os dois tentando se bastar. Felizes são eles que têm um coração correndo e levando o corpo atrás.
Wednesday, October 15, 2008
Thursday, October 02, 2008
terceiras pessoas
Quase que não era eu escrevendo o email. Sempre fui assim: quando preciso fazer algo que exija um pouco de guts, resolvo o problema saindo de mim, olhando pra minha vida em terceira pessoa. Sempre funcionou para tirar peso de situações desnecessariamente carregadas. E sempre fiz uma puta tempestade em copo d’água, e sempre matei formiga a tiro de canhão. Se você é assim, dica: saia de você de vez em quando para agüentar as verdadeiras tempestades e as formigas gigantes (er...).
E foi o que fiz quando precisei de um pouco menos de mim e de minha ansiedade para mandar um email pro meu chefe. Coisa boba:
Hi Stuart,
Can we have a quick chat when you have 5 min?
Thanks
E o problema nem foi escrever, o problema foi mandar. Porque agora depende dele responder. E quando ele vier e falar, vamos ali conversar, terei de ir, e terei de falar. Que vou. Não sei quando, mas vou. Antes do final do ano, vou. Vou tentar não demonstrar que na verdade, verdade mesmo, não vejo a hora de sair deste prédio pela última vez. Vai ser estranho e lindo. Vou chorar com o peito apertado e livre, e vou rir do choro e chorar do riso. Sempre mais arregaçado, sempre mais agudo. Eu ainda não sei quanto agüento, mas sei que agüento muito.
**
E estava outro dia nos segundos que antecedem o mergulhar no sono, pensando: acho que foi aos 20 anos que realmente parei de crescer e comecei a envelhecer. Eu lembro direitinho quando aconteceu. Foi aterrorizante mas ao mesm tempo libertador. Você descobre sem perceber que já não precisa sofrer tanto para que as coisas aconteçam. Elas agora dependem muito menos de você e muito mais do mundo. Ao mesmo tempo que o mundo não depende nada, nem um cuspe, de você. Duro e libertador.
**
Essa noite sonhei com bebês, para variar. Eu tinha uma menina e estava num parque de topless, dando de mamar. E rodava e brincava com minha filha. Eu estava atrasada para alguma coisa, mas resolvi parar para brincar de levantá-la nos meus braços e ela sorria tão doce que eu percebia, com um quentinho doce no coração, que nenhum compromisso era mais importante do que aquele, de ver minha filha sorrir e gastar muito tempo com ela, deixando que todas as urgências, com o tempo, fiquem supérfluas. Foi um sonho indescritivelmente espiritual e encantador.
Depois sonhei com outro bebê, a Manu, filha da Cá. Sonhei que ela era seqüestrada e que nós duas ficávamos desesperadas atrás dela. Que sabíamos quem a tinha levado mas que o sujeito era perigoso e teríamos que sair da festa (rolava uma festa) de mansinho. Esse sonho não foi bom.
**
Falando em sonho, ma’boy anda sonambulando novamente. Nada de jogar travesseiros desta vez. Ontem ele acendeu o abajur, ficou em pé em pose de Cristo Redentor. Claro que, com a luz, acordei. Diálogo:
EU: - Tá tudo bem?
ELE: Tudo bem!
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Hã?
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Hã?
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Pra te mostrar!
EU: Mostrar o quê?
ELE: Não sei!
EU: Aiaiai, então deita e apaga a luz.
E ele obedeceu. E, claro, não lembrou de nada no dia seguinte.
**
Meu astuto coleguinha Herrmann me mandou:
Blogging: Never before have so many people with so little to say said so much to so few.
Adorei.
E foi o que fiz quando precisei de um pouco menos de mim e de minha ansiedade para mandar um email pro meu chefe. Coisa boba:
Hi Stuart,
Can we have a quick chat when you have 5 min?
Thanks
E o problema nem foi escrever, o problema foi mandar. Porque agora depende dele responder. E quando ele vier e falar, vamos ali conversar, terei de ir, e terei de falar. Que vou. Não sei quando, mas vou. Antes do final do ano, vou. Vou tentar não demonstrar que na verdade, verdade mesmo, não vejo a hora de sair deste prédio pela última vez. Vai ser estranho e lindo. Vou chorar com o peito apertado e livre, e vou rir do choro e chorar do riso. Sempre mais arregaçado, sempre mais agudo. Eu ainda não sei quanto agüento, mas sei que agüento muito.
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E estava outro dia nos segundos que antecedem o mergulhar no sono, pensando: acho que foi aos 20 anos que realmente parei de crescer e comecei a envelhecer. Eu lembro direitinho quando aconteceu. Foi aterrorizante mas ao mesm tempo libertador. Você descobre sem perceber que já não precisa sofrer tanto para que as coisas aconteçam. Elas agora dependem muito menos de você e muito mais do mundo. Ao mesmo tempo que o mundo não depende nada, nem um cuspe, de você. Duro e libertador.
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Essa noite sonhei com bebês, para variar. Eu tinha uma menina e estava num parque de topless, dando de mamar. E rodava e brincava com minha filha. Eu estava atrasada para alguma coisa, mas resolvi parar para brincar de levantá-la nos meus braços e ela sorria tão doce que eu percebia, com um quentinho doce no coração, que nenhum compromisso era mais importante do que aquele, de ver minha filha sorrir e gastar muito tempo com ela, deixando que todas as urgências, com o tempo, fiquem supérfluas. Foi um sonho indescritivelmente espiritual e encantador.
Depois sonhei com outro bebê, a Manu, filha da Cá. Sonhei que ela era seqüestrada e que nós duas ficávamos desesperadas atrás dela. Que sabíamos quem a tinha levado mas que o sujeito era perigoso e teríamos que sair da festa (rolava uma festa) de mansinho. Esse sonho não foi bom.
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Falando em sonho, ma’boy anda sonambulando novamente. Nada de jogar travesseiros desta vez. Ontem ele acendeu o abajur, ficou em pé em pose de Cristo Redentor. Claro que, com a luz, acordei. Diálogo:
EU: - Tá tudo bem?
ELE: Tudo bem!
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Hã?
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Hã?
EU: Por que você acendeu a luz?
ELE: Pra te mostrar!
EU: Mostrar o quê?
ELE: Não sei!
EU: Aiaiai, então deita e apaga a luz.
E ele obedeceu. E, claro, não lembrou de nada no dia seguinte.
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Meu astuto coleguinha Herrmann me mandou:
Blogging: Never before have so many people with so little to say said so much to so few.
Adorei.
Monday, September 29, 2008
tulipas
Ganhei tulipas do meu amor. Tulips laranja. Ontem fizemos 1 ano e 11 meses de namoro. Pessoas sempre acham sem graca ganhar flores ateh ganharem tambem. Eh uma delicia. Nao tirei o sorriso do rosto o dia inteiro e Ernesto e Samantha tiveram de aguentar meu bom humor.
**
Faltam 70 pounds de caminhada para pagar meu tenis.
**
Depois de aliviar o peito contando para todos (menos para meu chefe direto, que estah de ferias) que vou sair, segunda-feira nem foi mais tao assustadora. Se eu soubesse que teria esse efeito positivo, teria avisado que ia sair muito antes.
**
Faltam 70 pounds de caminhada para pagar meu tenis.
**
Depois de aliviar o peito contando para todos (menos para meu chefe direto, que estah de ferias) que vou sair, segunda-feira nem foi mais tao assustadora. Se eu soubesse que teria esse efeito positivo, teria avisado que ia sair muito antes.
Thursday, September 25, 2008
sublimando
Eu não vou escrever como estou e como vão as coisas porque acho que só de pensar vou desanimar, e me irritar, e meu coração acelera e me falta o ar – sou assim sensível. Então apenas um alô, tá tudo indo, vou vivendo aprendendo cada dia mais quão pouco vale a pena me estressar com a burrice alheia.
Não posso deixar que o saco cheio do trabalho interfira outros setores da minha vida que vão muito bem, obrigada.
Vamos lá, falar de coisas boas. Esquecer que passo 8 horas do meu dia me sentindo um alien num ambiente de trabalho que não é compatível comigo.
* Comprei um tênis de corrida que custou £80. Para pagar a mim mesma o valor do tênis, me propus a andar de casa pro trabalho ou do trabalho pra casa ou os dois. Costumo gastar uns £3 por dia com transporte. Imagino que em uns 30-40 dias consigo pagar pelo brinquedo. Faltando agora £73, vou fazer contagem regressiva aqui no blog.
* Fui numa agência de viagem e ajudou bastante a definirmos nossa viagem à Ásia. Resolvemos que iremos apenas à Tailândia, Vietnã, Laos e Camboja, em vez de ficar gastando grana, tempo e saco em passagem de avião. Nepal fica pra próxima, Japão fica pra próxima, Filipinas fica pra próxima. Acho que pegaremos um return ticket para Bangkok e de lá faremos a volta. Outra possibilidade é chegar em Cingapura e voltar por Bagkok. De qualquer forma, está bem mais claro e real, e isso é ótimo.
* Queria muito fazer a viagem acima com uns 5, pelo menos 5 quilos a menos. De banha, digo, não de bagagem. Estou de regime de novo, minha gente. Cheating a bit, acho, já que estou tomando 5-HTP. Não sei se funciona e nem se é o que preciso, mas vou tomando até dar errado, se der. Não sabe o que é 5-HTP? Pesquisa.
* A primeira malinha da mudança pro Brasil já está feita e encontra-se nas confiáveis mãos da Francine, namorada do Bruno. Eles vão ao Brasil em outubro por apenas duas semanas e a Fran vai levar minha mala. A avó dela mora pertíssimo da minha irmã, que irá buscar meus bens amados. Conteúdo da mala? Dois pares de sapato, uma gaita, um iPod velho, algumas bijouterias e o resto, tipo uns 10kg, só de livro.
* Estamos quase definidos sobre onde vamos ficar depois do dia 13 de novembro, quando acaba nosso contrato na atual casa. Em breve começaremos o processo de desapego, onde estaremos dando/vendendo quase tudo e nos mudando basicamente com o que vamos levar conosco para o Brasil. Spooky!
* Acreditam se eu disser que esses dias, quando caia no sono, tive uma idéia ótima de livro? Pois é verdade. Mas do jeito que as coisas vão, não sei se o livro escorrerá da minha cabeça para as mãos. Veremos.
E só de me desligar por alguns instantes do trabalho estou bem melhor, mais leve, mais confiante de que o tempo há de voar para eu poder pôr fim a essa palhaçada.
Não posso deixar que o saco cheio do trabalho interfira outros setores da minha vida que vão muito bem, obrigada.
Vamos lá, falar de coisas boas. Esquecer que passo 8 horas do meu dia me sentindo um alien num ambiente de trabalho que não é compatível comigo.
* Comprei um tênis de corrida que custou £80. Para pagar a mim mesma o valor do tênis, me propus a andar de casa pro trabalho ou do trabalho pra casa ou os dois. Costumo gastar uns £3 por dia com transporte. Imagino que em uns 30-40 dias consigo pagar pelo brinquedo. Faltando agora £73, vou fazer contagem regressiva aqui no blog.
* Fui numa agência de viagem e ajudou bastante a definirmos nossa viagem à Ásia. Resolvemos que iremos apenas à Tailândia, Vietnã, Laos e Camboja, em vez de ficar gastando grana, tempo e saco em passagem de avião. Nepal fica pra próxima, Japão fica pra próxima, Filipinas fica pra próxima. Acho que pegaremos um return ticket para Bangkok e de lá faremos a volta. Outra possibilidade é chegar em Cingapura e voltar por Bagkok. De qualquer forma, está bem mais claro e real, e isso é ótimo.
* Queria muito fazer a viagem acima com uns 5, pelo menos 5 quilos a menos. De banha, digo, não de bagagem. Estou de regime de novo, minha gente. Cheating a bit, acho, já que estou tomando 5-HTP. Não sei se funciona e nem se é o que preciso, mas vou tomando até dar errado, se der. Não sabe o que é 5-HTP? Pesquisa.
* A primeira malinha da mudança pro Brasil já está feita e encontra-se nas confiáveis mãos da Francine, namorada do Bruno. Eles vão ao Brasil em outubro por apenas duas semanas e a Fran vai levar minha mala. A avó dela mora pertíssimo da minha irmã, que irá buscar meus bens amados. Conteúdo da mala? Dois pares de sapato, uma gaita, um iPod velho, algumas bijouterias e o resto, tipo uns 10kg, só de livro.
* Estamos quase definidos sobre onde vamos ficar depois do dia 13 de novembro, quando acaba nosso contrato na atual casa. Em breve começaremos o processo de desapego, onde estaremos dando/vendendo quase tudo e nos mudando basicamente com o que vamos levar conosco para o Brasil. Spooky!
* Acreditam se eu disser que esses dias, quando caia no sono, tive uma idéia ótima de livro? Pois é verdade. Mas do jeito que as coisas vão, não sei se o livro escorrerá da minha cabeça para as mãos. Veremos.
E só de me desligar por alguns instantes do trabalho estou bem melhor, mais leve, mais confiante de que o tempo há de voar para eu poder pôr fim a essa palhaçada.
Wednesday, September 17, 2008
ah, sim
Mas hoje o que eu quero mesmo é ir para casa e ler a luz de velas na minha banheira anos 60. Meu patinho de borracha flutuando ao redor e uma música de folclore irlandês tocando no fundo. Umas pitadas de sal de banho para me refogar direito.
Foi o que eu queria dizer e esqueci quando apertei o PUBLISH.
.
.
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Eu sempre esquecendo do mais importante.
Foi o que eu queria dizer e esqueci quando apertei o PUBLISH.
.
.
.
Eu sempre esquecendo do mais importante.
procrastination, that's my name
Ah, e claro, agoooora que minha dor-de-cabeça inexistente passou, eu resolvo ter uma de verdade. Cínico, esse que por nós zela.
**
Resolvi que vou trabalhar na Bloomberg quando for pro Brasil. Eles ainda não sabem, mas eu vou.
**
Eu queria muito conseguir ficar interessada no casamento da Sandy, porque do jeito que a mídia propagou, tenho que achar que o resto do Brasil inteiro se interessou. Me senti meio de fora. Sou a única que caga montes para Sandy ou Júnior ou o escambau?
**
É hoje que acabou meu beloved A Suitable Boy (Sutapopói pros íntimos – e depois de 9 meses a gente cria uma intimidade). 1.500 páginas, meus amigos, do mais puro romance histórico na Índia nos anos 50.
Também não entendi por que fui me interessar, mas adorei. Também na reta final do Super-Cannes, que começou bem meia-boca e foi esquentando. Mas acho que se voltasse no tempo com esse conhecimento escolheria não lê-lo.
**
Resolvi que vou trabalhar na Bloomberg quando for pro Brasil. Eles ainda não sabem, mas eu vou.
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Eu queria muito conseguir ficar interessada no casamento da Sandy, porque do jeito que a mídia propagou, tenho que achar que o resto do Brasil inteiro se interessou. Me senti meio de fora. Sou a única que caga montes para Sandy ou Júnior ou o escambau?
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É hoje que acabou meu beloved A Suitable Boy (Sutapopói pros íntimos – e depois de 9 meses a gente cria uma intimidade). 1.500 páginas, meus amigos, do mais puro romance histórico na Índia nos anos 50.
Também não entendi por que fui me interessar, mas adorei. Também na reta final do Super-Cannes, que começou bem meia-boca e foi esquentando. Mas acho que se voltasse no tempo com esse conhecimento escolheria não lê-lo.
Tuesday, September 16, 2008
loosing it, finding it
Dias diferentes, estes. Alguma coisa mudou. Ainda não entendi bem o quê, mas sou dessas que primeito sente e depois entende.
Ontem não fui trabalhar. Motivo: Enxaqueca inexistente. Na verdade ela existiu no domingo, mas achei sacanagem ser bem num domingo e resolvi transferir pra segunda. Então a segunda foi meu domingo e meu domingo foi minha segunda. Tudo para dizer em várias palavras que dei o gato no trabalho sem dó nem piedade. E hoje foi difícil acordar e aleguei que estava groggy dos remédios. Mentira, só queria dormir um pouco mais. A semana começa bem melhor quando começa quase na quarta.
Sobre domingo, a enxaqueca tem uma ótima razão. Fui voar com ma’boy e Bruno. O Bruno voa aviões pequenos, particulares. Ele alugou um por uma hora e meia e fomos os três, em um Piper que por dentro lembra o mais detonado dos fusquetas, voar até Dover. Então imagino que a enxaqueca se deva ao excesso de sol, ao headset que esmagou minha cabeça para eliminar o som do motor, e à mudança de pressãozinha básica. Além de todos os meus hormônios.
Ponto alto do vôo aconteceu uns 5 minutos após a decolagem: eu aponto à esquerda e, feliz da vida, grito: “Olha, olha, que legal! Um outro avião passando do nosso lado!” Foi por BEM pouco. Estimamos que o outro avião estava a uns 20 a 30 metros do nosso.
“Olha, olha, que legal!” Típico!
E depois de dormir 12 horas de domingo para segunda, quando regava minha pimentinha (ela é toda trocada, como eu: as pimentas crescem para cima, as flores apontam para baixo), ma’boy me conta que o Lehman Brothers caiu. Eu não consigo mais negar, então vou bradar aos quatro ventos: sinto um prazer imenso com esse tipo de catástrofe. Imenso mesmo. E eu espero que o mercado imobiliário continue me trazendo mais destes júbilos.
Agora, após tomar minha sopinha de tomate e esfregar bastante as têmporas em falsa dor, vou ali trabalhar um pouco. Sou palhaça, mas dessas certinhas.
Ontem não fui trabalhar. Motivo: Enxaqueca inexistente. Na verdade ela existiu no domingo, mas achei sacanagem ser bem num domingo e resolvi transferir pra segunda. Então a segunda foi meu domingo e meu domingo foi minha segunda. Tudo para dizer em várias palavras que dei o gato no trabalho sem dó nem piedade. E hoje foi difícil acordar e aleguei que estava groggy dos remédios. Mentira, só queria dormir um pouco mais. A semana começa bem melhor quando começa quase na quarta.
Sobre domingo, a enxaqueca tem uma ótima razão. Fui voar com ma’boy e Bruno. O Bruno voa aviões pequenos, particulares. Ele alugou um por uma hora e meia e fomos os três, em um Piper que por dentro lembra o mais detonado dos fusquetas, voar até Dover. Então imagino que a enxaqueca se deva ao excesso de sol, ao headset que esmagou minha cabeça para eliminar o som do motor, e à mudança de pressãozinha básica. Além de todos os meus hormônios.
Ponto alto do vôo aconteceu uns 5 minutos após a decolagem: eu aponto à esquerda e, feliz da vida, grito: “Olha, olha, que legal! Um outro avião passando do nosso lado!” Foi por BEM pouco. Estimamos que o outro avião estava a uns 20 a 30 metros do nosso.
“Olha, olha, que legal!” Típico!
E depois de dormir 12 horas de domingo para segunda, quando regava minha pimentinha (ela é toda trocada, como eu: as pimentas crescem para cima, as flores apontam para baixo), ma’boy me conta que o Lehman Brothers caiu. Eu não consigo mais negar, então vou bradar aos quatro ventos: sinto um prazer imenso com esse tipo de catástrofe. Imenso mesmo. E eu espero que o mercado imobiliário continue me trazendo mais destes júbilos.
Agora, após tomar minha sopinha de tomate e esfregar bastante as têmporas em falsa dor, vou ali trabalhar um pouco. Sou palhaça, mas dessas certinhas.
Tuesday, September 09, 2008
curtas
Hoje vou ver uma pré-estréia de graça. Poxa, como gosto de coisas de graça. Fico realmente empolgada.
**
Ainda sem definições quanto a datas. Estou ficando indócil com o trabalho. Meio na dúvida se vale a pena dar uma de louquinha e ser feliz nesses próximos meses. Talvez o negócio seja agüentar mais um pouco pra poder depois viajar sossegada.
De qualquer forma, até agora a única coisa oficial é que ficaremos na nossa casa até 13 de novembro. Depois disso, ou seguimos para a Ásia, ou é bom acharmos nova acomodação.
**
Esse fim de semana fomos visitar a Dora, filhinha recém-nascida do Diter e da Dulce (e eles juram que não têm nada com a letra D, pura coincidência). Eu entro em uma sintonia completamente nova quando carrego um bebê no colo. Como se mais nada existisse ou importasse. Eu tenho quase vontade de SER aquele bebê sem história e sem caprichos, sem liberdade e sem responsabilidade. Completamente a mercê. Eu queria me deixar ser assim um pouco. Mas já passou a fase. Faz uns 28 anos.
**
Sonhei com campos abertos e satélites e celulares sem sinal. Hoje recebi uma mensagem da minha operadora dizendo que se eu não pagar a conta (e é certo que não vou pagar – outra hora explico porquê) meu celular será desligado. Cagando montes, estou.
**
Essa semana comemoro com meu amado 1 ano de morando juntos. Andamos mais autistas do que nunca, e mais apaixonados também.
**
Ainda sem definições quanto a datas. Estou ficando indócil com o trabalho. Meio na dúvida se vale a pena dar uma de louquinha e ser feliz nesses próximos meses. Talvez o negócio seja agüentar mais um pouco pra poder depois viajar sossegada.
De qualquer forma, até agora a única coisa oficial é que ficaremos na nossa casa até 13 de novembro. Depois disso, ou seguimos para a Ásia, ou é bom acharmos nova acomodação.
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Esse fim de semana fomos visitar a Dora, filhinha recém-nascida do Diter e da Dulce (e eles juram que não têm nada com a letra D, pura coincidência). Eu entro em uma sintonia completamente nova quando carrego um bebê no colo. Como se mais nada existisse ou importasse. Eu tenho quase vontade de SER aquele bebê sem história e sem caprichos, sem liberdade e sem responsabilidade. Completamente a mercê. Eu queria me deixar ser assim um pouco. Mas já passou a fase. Faz uns 28 anos.
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Sonhei com campos abertos e satélites e celulares sem sinal. Hoje recebi uma mensagem da minha operadora dizendo que se eu não pagar a conta (e é certo que não vou pagar – outra hora explico porquê) meu celular será desligado. Cagando montes, estou.
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Essa semana comemoro com meu amado 1 ano de morando juntos. Andamos mais autistas do que nunca, e mais apaixonados também.
Thursday, September 04, 2008
há cinco anos
Eu fazia quase poesia, todo dia:
"O melhor da vida é comer as bordas". É simples e é uma verdade absoluta e contraditória. O melhor da vida é o que vem anexado, sem querer, a ela. O melhor não era exatamente a competição, mas tudo o que a rondava. A felicidade não é exatamente nada, mas tudo o que não é exato e circunscreve a exatidão.
Foi lá em maio de 2003.
"O melhor da vida é comer as bordas". É simples e é uma verdade absoluta e contraditória. O melhor da vida é o que vem anexado, sem querer, a ela. O melhor não era exatamente a competição, mas tudo o que a rondava. A felicidade não é exatamente nada, mas tudo o que não é exato e circunscreve a exatidão.
Foi lá em maio de 2003.
Friday, August 29, 2008
asas para baixo
De volta a esse lugar que me suga pelos olhos e me cospe todas as noites. Sempre perguntando o que estou fazendo com minha vida, sempre tentando entender como é que há gente que acredita ser feliz aqui e agora. Conversa que só consigo ter com meu umbigo, que não me julga e não é mais ou menos feliz que eu.
Porque ninguém é capaz de genuína e convincentemente me explicar o sentido deste blog, por exemplo, enquanto uma mosca morre de asas para baixo na minha escrivaninha.
Um dia eu tentei ser a melhor. E acreditei que poderia, até. Alguns chegaram a me convencer disso por alguns instantes, e por esses instantes deixei às vezes escorrer lágrimas de alegria. Mas alegria, gente, alegria não é felicidade. Alegria é a esmola que me jogam com desdém sem me olhar no rosto. E eu aceito, claro, for that's all I have for today. E tentar ser a melhor é uma merda sem tamanho, porque não existe melhor, porque posso ser menos que a mosca morta de asas para baixo. Posso ser menos que as anteninhas inertes.
Não sei o que há comigo hoje. Vontade de me mandar ao inferno, mas séria desconfiança de que já estou nele.
**
A viagem para a Espanha foi divina. Madrid é bem legal, mas parte do meu coração ficou em Barcelona. Em algum lugar nos anos deste blog falei que sou uma pessoa altamente apaixonável por lugares, e que isso era bom por um lado, mas acabava me convencendo a me afastar de pessoas igualmente apaixonáveis. Barcelona é mais um exemplo disso. Acho que se a vida não der certo por algum motivo no Brasil e eu pensar em voltar para a Europa daqui a alguns anos, consigo me ver perfeitamente morando lá. Logo mais coloco fotos no meu Flickr. Aqui só algumas palavras mesmo, sobre a cidade que tem absolutamente tudo o que julgo essencial numa cidade, e ainda um charme todo dela. Encantadora. Virei mais uma dessas malas apaixonadas por Barcelona.
Queria escrever mais, mas não tô na pilha agora. Shame.
**
Amanhã vou para Dover com meu homem. Levaremos as bicicletas no trem e passaremos o dia entre cliffs, praias, castelo e ruas pitorescas. O último dia de verão inglês, dizem. Havemos que aproveitar.
Porque ninguém é capaz de genuína e convincentemente me explicar o sentido deste blog, por exemplo, enquanto uma mosca morre de asas para baixo na minha escrivaninha.
Um dia eu tentei ser a melhor. E acreditei que poderia, até. Alguns chegaram a me convencer disso por alguns instantes, e por esses instantes deixei às vezes escorrer lágrimas de alegria. Mas alegria, gente, alegria não é felicidade. Alegria é a esmola que me jogam com desdém sem me olhar no rosto. E eu aceito, claro, for that's all I have for today. E tentar ser a melhor é uma merda sem tamanho, porque não existe melhor, porque posso ser menos que a mosca morta de asas para baixo. Posso ser menos que as anteninhas inertes.
Não sei o que há comigo hoje. Vontade de me mandar ao inferno, mas séria desconfiança de que já estou nele.
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A viagem para a Espanha foi divina. Madrid é bem legal, mas parte do meu coração ficou em Barcelona. Em algum lugar nos anos deste blog falei que sou uma pessoa altamente apaixonável por lugares, e que isso era bom por um lado, mas acabava me convencendo a me afastar de pessoas igualmente apaixonáveis. Barcelona é mais um exemplo disso. Acho que se a vida não der certo por algum motivo no Brasil e eu pensar em voltar para a Europa daqui a alguns anos, consigo me ver perfeitamente morando lá. Logo mais coloco fotos no meu Flickr. Aqui só algumas palavras mesmo, sobre a cidade que tem absolutamente tudo o que julgo essencial numa cidade, e ainda um charme todo dela. Encantadora. Virei mais uma dessas malas apaixonadas por Barcelona.
Queria escrever mais, mas não tô na pilha agora. Shame.
**
Amanhã vou para Dover com meu homem. Levaremos as bicicletas no trem e passaremos o dia entre cliffs, praias, castelo e ruas pitorescas. O último dia de verão inglês, dizem. Havemos que aproveitar.
Wednesday, August 20, 2008
beijing beijing
e tchau tchau. Férias, mon cheries. Madrid e Barcelona. Volto com minhas pataquadas portuñolas e muito, muito mais! Quinta-feira da semana que vem eu volto. Até lá só atualizo sob tortura.
Aos familiares: estou levando celular, mas como resolvi não pagar mais a conta (longa história, a culpa é daqueles putos da operadora) pode ser que ele morra n'além mar. Neste caso, sosseguem o facho (faixo? faxo? faicho?) e quando der eu mando um alô.
**
Ai, me senti tão amadora nas minhas maratonas aquáticas... Aquelas mulheres nadaram 10km como quem nada 1km. Fiquei boquiaberta. Lindo lindo. E muito nostálgico.
**
Chove...
Aos familiares: estou levando celular, mas como resolvi não pagar mais a conta (longa história, a culpa é daqueles putos da operadora) pode ser que ele morra n'além mar. Neste caso, sosseguem o facho (faixo? faxo? faicho?) e quando der eu mando um alô.
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Ai, me senti tão amadora nas minhas maratonas aquáticas... Aquelas mulheres nadaram 10km como quem nada 1km. Fiquei boquiaberta. Lindo lindo. E muito nostálgico.
**
Chove...
Friday, August 15, 2008
notícias de ontem
Troco quase nada por tudo. Sempre quis sair ganhando nos meus, como chama mesmo, mucambo? macambo? ando esquecendo de palavras que usava toda semana em português. Como chama aquele esquema de troca dos índios? Era marambo, mumbaque, algo assim.
Enfim, não gosto muito de fazer mau negócio. Seja a inegável raiz judia, seja o medo mesmo, medo de sair perdendo na vida. Aqui e ali, um pouquinho todo dia faz diferença. Eu não gosto de dormir hoje menos do que era quando fui dormir ontem.
**
Ver a natação nas Olimpíadas tem me dado uma coceira sem tamanho. Mas enfim, vai ficar coçando até a carne ficar viva (ela é morta antes disso? perguntas, perguntas). Não há muito, agora, que eu possa fazer.
Meu amado me perguntou se penso em voltar a nadar como antes quando voltar ao Brasil. Well, amor, eu disse, se eu voltar a nadar como antes vou ficar uma gostosa sem tempo e energia para mais nada. Você quer? Eu na verdade não perguntei porque não importaria a resposta. Eu não quero. Gostaria muito de mergulhar sem ser de cabeça, mas nunca me ensinaram e eu nunca senti falta também. Então não sei. Entrar pela beirada, sentindo os dedinhos frios primeiro nunca foi a minha. Mas me enerdecer (c) na natação novamente não vai dar.
**
Na verdade vim aqui escrever porque nada mudou, mas como o tempo passa e o blog vai ficando velho e chato e desatualizado e às moscas, de vez em quando venho aqui jogar poeira e fingir que morar em Londres é sempre tudoaomesmotempoagora e que, uhu, é verão, festival, uau. Não, nunca será assim. Não para mim.
Enfim.
Estava aqui escrevendo e meu amado começou a perguntar sobre o que eu estava escrevendo. E aí falei "depois você lê no blog, oras" e ele gritou agudo e eu perdi a concentração. Então é isso. Até a próxima desatualização.
Enfim, não gosto muito de fazer mau negócio. Seja a inegável raiz judia, seja o medo mesmo, medo de sair perdendo na vida. Aqui e ali, um pouquinho todo dia faz diferença. Eu não gosto de dormir hoje menos do que era quando fui dormir ontem.
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Ver a natação nas Olimpíadas tem me dado uma coceira sem tamanho. Mas enfim, vai ficar coçando até a carne ficar viva (ela é morta antes disso? perguntas, perguntas). Não há muito, agora, que eu possa fazer.
Meu amado me perguntou se penso em voltar a nadar como antes quando voltar ao Brasil. Well, amor, eu disse, se eu voltar a nadar como antes vou ficar uma gostosa sem tempo e energia para mais nada. Você quer? Eu na verdade não perguntei porque não importaria a resposta. Eu não quero. Gostaria muito de mergulhar sem ser de cabeça, mas nunca me ensinaram e eu nunca senti falta também. Então não sei. Entrar pela beirada, sentindo os dedinhos frios primeiro nunca foi a minha. Mas me enerdecer (c) na natação novamente não vai dar.
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Na verdade vim aqui escrever porque nada mudou, mas como o tempo passa e o blog vai ficando velho e chato e desatualizado e às moscas, de vez em quando venho aqui jogar poeira e fingir que morar em Londres é sempre tudoaomesmotempoagora e que, uhu, é verão, festival, uau. Não, nunca será assim. Não para mim.
Enfim.
Estava aqui escrevendo e meu amado começou a perguntar sobre o que eu estava escrevendo. E aí falei "depois você lê no blog, oras" e ele gritou agudo e eu perdi a concentração. Então é isso. Até a próxima desatualização.
Monday, August 04, 2008
torcicolo
Sempre cometendo os mesmos erros. Admirando fotografias sem perceber que as pessoas POSAM para elas.
é falso. é artificial. é longe, muito longe do que realmente foi.
e com as cartas a mesma coisa. simplesmente um a tentativa celulósica de diminuir uma distância que não, hon, não diminui. E uma falta de memória, e uma quase vontade de me machucar. não sei porque ainda faço isso comigo, mas é quase incontrolável. amo meu passado e odeio o passado dos outros.
**
Torcicolo significa alguma coisa? Estou com torcicolo. Carreguei umas sacolas muito pesadas na quinta-feira e meu ombro virou um pedaço de pão velho. Aí o ombro foi melhorando e o pescoço travando. Fui fazer massagem e acupuntura hoje e ainda não sei se melhorei. O china me entuxou (?) de coisinhas herbais caras que comprei porque não tava na onda de resistir, sabe?
Mas esse negócio de olhar para trás, Beatriz, não ajuda a melhorar o torcicolo.
Será que eu quero doer? Mas dói tanto... Será que eu gosto? Não pode ser.
é falso. é artificial. é longe, muito longe do que realmente foi.
e com as cartas a mesma coisa. simplesmente um a tentativa celulósica de diminuir uma distância que não, hon, não diminui. E uma falta de memória, e uma quase vontade de me machucar. não sei porque ainda faço isso comigo, mas é quase incontrolável. amo meu passado e odeio o passado dos outros.
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Torcicolo significa alguma coisa? Estou com torcicolo. Carreguei umas sacolas muito pesadas na quinta-feira e meu ombro virou um pedaço de pão velho. Aí o ombro foi melhorando e o pescoço travando. Fui fazer massagem e acupuntura hoje e ainda não sei se melhorei. O china me entuxou (?) de coisinhas herbais caras que comprei porque não tava na onda de resistir, sabe?
Mas esse negócio de olhar para trás, Beatriz, não ajuda a melhorar o torcicolo.
Será que eu quero doer? Mas dói tanto... Será que eu gosto? Não pode ser.
Tuesday, July 29, 2008
a place called us
I remember everything.
A curse, I’d say, to remember everything.
But I kinda like it.
You and me and all our beautiful and not so glorious moments
You and me and the times when we just really didn’t care.
They are still here somewhere.
As I get away from what’s around me
(And inevitably I do)
I get closer and closer to you.
A curse, I’d say, to remember everything.
But I kinda like it.
You and me and all our beautiful and not so glorious moments
You and me and the times when we just really didn’t care.
They are still here somewhere.
As I get away from what’s around me
(And inevitably I do)
I get closer and closer to you.
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