Uma das noites mais estranhas, ontem. Estava quase caindo no sono, e ouvi a voz do Byrifoy lá na sala. O estranho foi que eu não esperava ouvir a voz dele, mas sim a voz da minha mãe ou da minha irmã, como se ainda estivesse no Brasil. Depois acho que ouvi o Byrifoy falando em espanhol, mas pode ser puro delírio.
Pouco depois acordo encharcada de suor. Abro a janela pra deixar um frio perto de 0 grau entrar. E sabe deus como eu ainda resmunguei qualquer coisa pro Byrifoy quando ele veio dormir de forma que ele foi lá e fechou a janela, pelamordedeus.
Estranho indeed.
**
Ontem fui nadar. Pela primeira vez em quase um ano. Foi ridículo. Me senti humilhada. Não por ninguém, mas por mim mesmo. Porra, eu fazia maratonas aquáticas, nadava quase 2 horas todo dia e competia 10km em mar aberto no campeonato paulista. Que porra é essa? Nadei 10 minutos e meu braço ficou pesado como uma lasanha quatro queijos. Parei um pouco, nadei um pouco. Completei meia hora e saí, sacudindo a cabeça de indignação. Hoje acordei com os tríceps doloridos. Meia hora, meia hora. Por que fui cagar assim?
Claro que quero voltar a nadar, mas cadê o estímulo? Aquela história de que o problema de estar no topo é que a queda é braba é, vacamente, verdade.
Tuesday, November 27, 2007
Sunday, November 25, 2007
e de novo com vocês, Dri
"Tenho por princípio nunca fechar portas,
mas
como mantê-las abertas
o tempo todo
se em certos dias o vento quer
derrubar tudo."
Eu, que achei que a teria abandonado de vez. Acho que não, que nunca. Acho que Inverno vai sempre congelar meu coração e fazê-lo tal qual uma uva passa. Quase esqueci que o destino sempre me quis só. Mesmo quando bem acompanhada.
Num deserto, sem saudade, sem remorso
Só.
Parece que o inverno aqui está pegando. Mas eu nunca, nunca ignoro meus invernos internos. Preciso entender o que há. Porque há.
mas
como mantê-las abertas
o tempo todo
se em certos dias o vento quer
derrubar tudo."
Eu, que achei que a teria abandonado de vez. Acho que não, que nunca. Acho que Inverno vai sempre congelar meu coração e fazê-lo tal qual uma uva passa. Quase esqueci que o destino sempre me quis só. Mesmo quando bem acompanhada.
Num deserto, sem saudade, sem remorso
Só.
Parece que o inverno aqui está pegando. Mas eu nunca, nunca ignoro meus invernos internos. Preciso entender o que há. Porque há.
Friday, November 16, 2007
mudando sem sair do lugar
Mudei de lugar no trabalho. Continuo fazendo as mesmas coisas, mas agora sento no primeiro andar em vez do segundo. Longe do meu chefe, já que o meu portfólio agora faz parte de um outro. Não entendo por que por aqui as pessoas mudam tanto de lugar fisicamente mas continuam fazendo exatamente as mesmas coisas. Oh well. Deve ser mais um desses gestos corporativos que nunca entendi, nunca vou entender.
Mais um fim de semana chegando, mais uma onda fria, muito fria. Amanhã de tarde devo encontrar o pessoal do meu antigo trabalho. Hoje, apenas uma das pessoas que estarão lá continua trabalhando no mesmo lugar. Aliás, aproveito o ensejo para dizer o quanto estou gostando do meu trabalho. Achei que nunca iria realmente gostar de marketing, mas algo em mim disse pra eu insistir mais um pouco antes de voltar para a vida miserável do jornalismo. E, olha, valeu. Posso dizer que realmente gosto do que faço, que as segundas-feiras não são mais tão tristes e a sextas não mais tão felizes. Tá, claro que sexta-feira é sempre feliz. Mas quando se gosta do que se faz, a vontade de que a semana acabe logo deixa de ser tão intensa. E fazia muito tempo que não sentia isso.
**
Continuo na minha empreitada mestre-cuquística. Essa semana as novidades foram lasanha e brownie. Os dois saíram OK. O Brownie, mais que OK. Soberbo, eu diria.
**
Estou com mania de contar quantos espirros dou por dia. É TOC isso?
Mais um fim de semana chegando, mais uma onda fria, muito fria. Amanhã de tarde devo encontrar o pessoal do meu antigo trabalho. Hoje, apenas uma das pessoas que estarão lá continua trabalhando no mesmo lugar. Aliás, aproveito o ensejo para dizer o quanto estou gostando do meu trabalho. Achei que nunca iria realmente gostar de marketing, mas algo em mim disse pra eu insistir mais um pouco antes de voltar para a vida miserável do jornalismo. E, olha, valeu. Posso dizer que realmente gosto do que faço, que as segundas-feiras não são mais tão tristes e a sextas não mais tão felizes. Tá, claro que sexta-feira é sempre feliz. Mas quando se gosta do que se faz, a vontade de que a semana acabe logo deixa de ser tão intensa. E fazia muito tempo que não sentia isso.
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Continuo na minha empreitada mestre-cuquística. Essa semana as novidades foram lasanha e brownie. Os dois saíram OK. O Brownie, mais que OK. Soberbo, eu diria.
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Estou com mania de contar quantos espirros dou por dia. É TOC isso?
Monday, November 12, 2007
Wednesday, November 07, 2007
brainy rush
Nevermind que o curso de francês era pra ser feito todo dia e até agora uma semana se passou e eu fiz vergonhosa uma aula. Tão típico! Hoje quero fazer a segunda. Não. Hoje VOU fazer a segunda. Mas tá difícil sentar no computador de noite depois de passar tantas horas camelando no computador do trabalho. Simplesmente não rola.
Estou cansada. Bem cansada. Não aquele cansaço ruim, de basta dessa vida; um cansaço depois de fazer muita coisa mesmo. Um cansaço justificável e coerente: trabalho, me concentro, canso depois de muitas horas, quero descanso. Nada mais natural. Este é o ciclo do meu dia. Acordo com muito sono, mas com o primeiro galão de café a vida fica mais fácil. Daí só paro mesmo para almoçar (geralmente resolver coisas na rua) e quando termina o batente. Com ocasionais paradas xixícias.
**
Estou quase suportando a idéia de que não há nada me esperando. Que a vida é isso que acontece todo dia e vez ou outra o vento faz mudar de direção. Um pouco mais serena. Nunca o suficiente. Mas mais ou menos convencida de que é isso aí – e, se é isso aí, que eu possa aproveitar sem esperar nada lá na frente.
Odeio ler ou escrever em termos abstratos. Mas tenho certeza de que essa é uma das conclusões mais concretas a que já cheguei desde não sei quando. Muito, for sure.
**
Ah, sim, tem também o caso de fraude de que minha mãe foi vítima. Aquele do seqüestro, batido mas que ainda funciona. Mas não tô a fim de falar disso. Nem um pouco. Já fiquei com o estômago bastante revirado com a história. Além, claro, do natural desânimo de vir do Brasil e um dia talvez voltar.
Estou cansada. Bem cansada. Não aquele cansaço ruim, de basta dessa vida; um cansaço depois de fazer muita coisa mesmo. Um cansaço justificável e coerente: trabalho, me concentro, canso depois de muitas horas, quero descanso. Nada mais natural. Este é o ciclo do meu dia. Acordo com muito sono, mas com o primeiro galão de café a vida fica mais fácil. Daí só paro mesmo para almoçar (geralmente resolver coisas na rua) e quando termina o batente. Com ocasionais paradas xixícias.
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Estou quase suportando a idéia de que não há nada me esperando. Que a vida é isso que acontece todo dia e vez ou outra o vento faz mudar de direção. Um pouco mais serena. Nunca o suficiente. Mas mais ou menos convencida de que é isso aí – e, se é isso aí, que eu possa aproveitar sem esperar nada lá na frente.
Odeio ler ou escrever em termos abstratos. Mas tenho certeza de que essa é uma das conclusões mais concretas a que já cheguei desde não sei quando. Muito, for sure.
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Ah, sim, tem também o caso de fraude de que minha mãe foi vítima. Aquele do seqüestro, batido mas que ainda funciona. Mas não tô a fim de falar disso. Nem um pouco. Já fiquei com o estômago bastante revirado com a história. Além, claro, do natural desânimo de vir do Brasil e um dia talvez voltar.
Wednesday, October 31, 2007
Je allons a appris!
Aí, né, que agora ninguém segura. Que eu fiz esse curso. Que é de marketing integrado e tem um monte de matemática em inglês e é difícil e o difícil é legal. Aí que eu estou com aquela síndrome de cérebro-maravilha e acho que posso tudo. Posso aprender tudo, posso e devo. Aí que eu quero tirar nota alta e fazer a lição de casa e ser a primeira a levantar a mão quando a professora (no caso CEO da empresa) pergunta. E aí que o curso acabou mas eu cismei que quero aprender a fazer os cálculos que não consegui. Aí que estou assim, com mania de aprender. Cheguei em casa e comecei meu curso básico de francês. Nous allons à Nice! Oui, nous allons à Nice. J’aime le soleil, la plage et belle et j’aime le vin!
Disparei. Fodeu. Au revoir.
Disparei. Fodeu. Au revoir.
Monday, October 29, 2007
kicking mood
Ando violenta. A culpa não é minha, mas dos filmes que tenho visto. Na semana passada vi Tropa de Elite. Nesse fim de semana, fui ao cinema ver Eastern Promises (não sei o nome em inglês e nem se já chegou no Brasil, mas se passa em Londres e é sobre a máfia russa que aqui vive).
Gostei muito dos dois. Gostei muito de Tropa de Elite. Se é fiel à realidade ou não, não sei. Se a intenção era ser fidedignou ou não, não sei. Gostei do filme como filme. O Wagner Moura tá, como sempre, muito bom. O enredo cativa e prende. Querendo ou não, o filme mostra um dos catch 22 mais intrínsecos e escrotos do Brasil atual: A classe média/alta que não agüenta mais violência é a mesma que consome drogas e alimenta o tráfico - que naturalmente gera violência.
O diretor é o mesmo de Ônibus 174. Para quem acha mesmo que Tropa de Elite glorifica o BOPE, vai ver o outro filme, este sim de tom jornalístico e compromissado com a verdade.
Já Eastern Promises, achei muito bom. Byrifoy achou que faltou aprofundar na questão, mas como eu nunca soube nada sobre máfia russa em Londres, a abordagem foi perfeita. 110 minutos que passam sem piscar.
Mas sobre eu andar violenta, não é nada novo. Aquela velha história de não suportar multidões. Estava andando pelo centro de Londres com Byrifoy sábado à noite. Mais de meia-noite e aquela multidão (bêbada) pelas ruas. Frio, tarde, porra, vão para casa! Um inferno, um inferno. Seduz-me e muito a idéia de passar um tempo no countryside. Por ora, pelo menos mais um mês há de se passar até que eu me aventure por Leicester Square e adjacências novamente. Amigos londrinos que lêem este blog, não me chamem para eventos no centrão. É sério, eu não vou. Não sou palhaça e não fico bêbada.
**
Fora isso, a vida tem cheirado a crisântemos. Estou novamente sentindo vontade de escrever, apesar de estar feliz (porque até agora as duas coisas pareciam inversamente proporcionais). E exatamente um ano se passou e continuo apaixonada. Para comemorar, levei Byrifoy para ver os Shaolin Monks lutando Kung Fu. Adorei o espetáculo. E adorei ver que o presente foi bem escolhido.
Gostei muito dos dois. Gostei muito de Tropa de Elite. Se é fiel à realidade ou não, não sei. Se a intenção era ser fidedignou ou não, não sei. Gostei do filme como filme. O Wagner Moura tá, como sempre, muito bom. O enredo cativa e prende. Querendo ou não, o filme mostra um dos catch 22 mais intrínsecos e escrotos do Brasil atual: A classe média/alta que não agüenta mais violência é a mesma que consome drogas e alimenta o tráfico - que naturalmente gera violência.
O diretor é o mesmo de Ônibus 174. Para quem acha mesmo que Tropa de Elite glorifica o BOPE, vai ver o outro filme, este sim de tom jornalístico e compromissado com a verdade.
Já Eastern Promises, achei muito bom. Byrifoy achou que faltou aprofundar na questão, mas como eu nunca soube nada sobre máfia russa em Londres, a abordagem foi perfeita. 110 minutos que passam sem piscar.
Mas sobre eu andar violenta, não é nada novo. Aquela velha história de não suportar multidões. Estava andando pelo centro de Londres com Byrifoy sábado à noite. Mais de meia-noite e aquela multidão (bêbada) pelas ruas. Frio, tarde, porra, vão para casa! Um inferno, um inferno. Seduz-me e muito a idéia de passar um tempo no countryside. Por ora, pelo menos mais um mês há de se passar até que eu me aventure por Leicester Square e adjacências novamente. Amigos londrinos que lêem este blog, não me chamem para eventos no centrão. É sério, eu não vou. Não sou palhaça e não fico bêbada.
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Fora isso, a vida tem cheirado a crisântemos. Estou novamente sentindo vontade de escrever, apesar de estar feliz (porque até agora as duas coisas pareciam inversamente proporcionais). E exatamente um ano se passou e continuo apaixonada. Para comemorar, levei Byrifoy para ver os Shaolin Monks lutando Kung Fu. Adorei o espetáculo. E adorei ver que o presente foi bem escolhido.
Wednesday, October 24, 2007
the bitter taste of trauma
Cheguei. Fiquei doente mesmo. Minha mãe foi embora. A vida voltou ao que era. De volta ao trabalho. Muito trabalho.
Praga é linda, mas cheia de contrastes. Se de um lado ainda dá para notar a influência soviética nos modos das pessoas (grooooossas bagarái), eles também caíram de boca no capitalismo, cobrando para uma mera mijada, para tirar fotos, para absolutamente tudo. Não vá para Praga sem dinheiro se você pretende ficar lá mais de um dia – ou está fadado a se entediar. Já com dinheiro, todas as portas se abrem e você descobre uma Praga maravilhosa.
E no começo consegui ignorar minha gripe, mas com o passar do tempo foi ficando mais difícil. Depois de um dia de muito frio em Terezín, cidade vizinha em que ficava um dos principais campos de concentração da então Tchecoslováquia, caí de cama para assim ficar até a hora de ir embora. Pelo menos consegui ver tudo o que queria. Faltou o que não queria mas que poderia me surpreender. Oh well, tenho que me dar por feliz. O hotel era confortável para abarcar uma hóspede deveras resmungona.
O tempo voou naquela cidade de brinquedo. Voltei meio com medo de voltar para alguma coisa que não sei bem o que é. No dia seguinte à minha chegada, não fui trabalhar porque ainda estava gripada. Mas sair para fazer compras no supermercado foi difícil, e não pela gripe. Sair foi difícil. Por algum motivo que não consigo entender, estava com medo de sair na rua. Vejam bem, entendo a sensação; não é a primeira vez. Não entendo apenas a razão. Medo de sair na rua e ter que desviar das pessoas que parecem correr na minha direção? Talvez. Mas não é só isso. Medo de ter esquecido, de ter enlouquecido mais um pouco. De não conseguir trabalhar com a eficiência com que tenho trabalhado. Acho que estou chegando mais perto. Tem a ver com a sensação que tenho toda vez que volto de viagem desde que a merda da Business Monitor fodeu com a minha cabeça quando saí de férias e, quando voltei, tive de enfrentar duas chefes medrosas que precisavam culpar alguém por não ter atingido uma meta que eu não tinha como atingir já que estava viajando.
Maybe I got to the bottom of it, maybe not. Escrever é bom. Quase, quase cheguei perto de começar a esquecer.
Mas enfim, estou de volta ao trabalho e meu chefe disse que a semana em que estive ausente passou sem sustos ou pendências, além de ter tido resultado de vendas bem favorável, para meu alívio e quentinho no coração.
Aquela Business Monitor realmente fodeu com a minha cabeça. Já faz três anos e cá estou, ainda sentindo o aperto no peito e o medo do mundo que eles me impingiram.
Praga é linda, mas cheia de contrastes. Se de um lado ainda dá para notar a influência soviética nos modos das pessoas (grooooossas bagarái), eles também caíram de boca no capitalismo, cobrando para uma mera mijada, para tirar fotos, para absolutamente tudo. Não vá para Praga sem dinheiro se você pretende ficar lá mais de um dia – ou está fadado a se entediar. Já com dinheiro, todas as portas se abrem e você descobre uma Praga maravilhosa.
E no começo consegui ignorar minha gripe, mas com o passar do tempo foi ficando mais difícil. Depois de um dia de muito frio em Terezín, cidade vizinha em que ficava um dos principais campos de concentração da então Tchecoslováquia, caí de cama para assim ficar até a hora de ir embora. Pelo menos consegui ver tudo o que queria. Faltou o que não queria mas que poderia me surpreender. Oh well, tenho que me dar por feliz. O hotel era confortável para abarcar uma hóspede deveras resmungona.
O tempo voou naquela cidade de brinquedo. Voltei meio com medo de voltar para alguma coisa que não sei bem o que é. No dia seguinte à minha chegada, não fui trabalhar porque ainda estava gripada. Mas sair para fazer compras no supermercado foi difícil, e não pela gripe. Sair foi difícil. Por algum motivo que não consigo entender, estava com medo de sair na rua. Vejam bem, entendo a sensação; não é a primeira vez. Não entendo apenas a razão. Medo de sair na rua e ter que desviar das pessoas que parecem correr na minha direção? Talvez. Mas não é só isso. Medo de ter esquecido, de ter enlouquecido mais um pouco. De não conseguir trabalhar com a eficiência com que tenho trabalhado. Acho que estou chegando mais perto. Tem a ver com a sensação que tenho toda vez que volto de viagem desde que a merda da Business Monitor fodeu com a minha cabeça quando saí de férias e, quando voltei, tive de enfrentar duas chefes medrosas que precisavam culpar alguém por não ter atingido uma meta que eu não tinha como atingir já que estava viajando.
Maybe I got to the bottom of it, maybe not. Escrever é bom. Quase, quase cheguei perto de começar a esquecer.
Mas enfim, estou de volta ao trabalho e meu chefe disse que a semana em que estive ausente passou sem sustos ou pendências, além de ter tido resultado de vendas bem favorável, para meu alívio e quentinho no coração.
Aquela Business Monitor realmente fodeu com a minha cabeça. Já faz três anos e cá estou, ainda sentindo o aperto no peito e o medo do mundo que eles me impingiram.
Wednesday, October 17, 2007
praga de Praga
OE de PRAGA.
Estou doente.
A cidade eh linda, mas estou doente.
O tempo estah lindo, mas estou doente.
Tudo eh lindo mas estou doente. Eh a primeira vez no ano que fico doente, e tem que ser quando venho pra Praga. Que praga...
Estou adorando. Mas meio que cuspindo sangue. E com dor de cabeca e talvez febre. Mas estou pensando em aplicar aquele meu golpe basico de fingir que nao eh comigo e sair mesmo assim. Ai se amanha estiver pior eu sossego. Eh isso. Soh sossego se piorar. Porra, cidade tao linda e eu de cama? Nao, nao.
Vou sair e soh volto antes da hora para o hotel se estiver muito, muito mal.
Estou doente.
A cidade eh linda, mas estou doente.
O tempo estah lindo, mas estou doente.
Tudo eh lindo mas estou doente. Eh a primeira vez no ano que fico doente, e tem que ser quando venho pra Praga. Que praga...
Estou adorando. Mas meio que cuspindo sangue. E com dor de cabeca e talvez febre. Mas estou pensando em aplicar aquele meu golpe basico de fingir que nao eh comigo e sair mesmo assim. Ai se amanha estiver pior eu sossego. Eh isso. Soh sossego se piorar. Porra, cidade tao linda e eu de cama? Nao, nao.
Vou sair e soh volto antes da hora para o hotel se estiver muito, muito mal.
Wednesday, October 10, 2007
foca brega, arrogante, supimpa
Continuo sem tempo. Acho que não é mais um estado, e sim uma constante. Mas eu gosto de escrever no blog, mas eu canso às vezes. Mas eu gosto, eu gosto, preciso lembrar que eu gosto. De escrever e de ser lida.
Tá. As novidades. Não muitas. Quer dizer, sempre tem.
Minha mãe chega amanhã. Segunda-feira vamos para Praga por uma semana.
Continuo firme na minha proposta de cozinhar algo novo pelo menos uma vez por semana. Já fiz bolo de cenoura, strogonoff, chicken hot pot (não sei a tradução!) e macarrão ao forno. Até agora tudo deu certo, ou quase. Juro que estou tentando pegar gosto pelo negócio.
Ganhei um bônus pelos meus dois primeiros meses de árdua labuta no emprego novo. Sardinha pra foquinha. Não tô reclamando, não. Vai pagar boa parte dos meus gastos na Ilha da Madeira em dezembro. Sou nojenta ou não sou? Uma foquinha arrogante.
Logo mais Byrifoy e eu completamos um mês na casa nova. E mais um pouquinho completamos um ano juntos. Vou parar de escrever - altos riscos de breguice. Não se enganem though, a breguice está guardada aqui no meu peito e será bastante usada entre quatro paredes.
Supimpa. Minha vida está supimpa.
Tá. As novidades. Não muitas. Quer dizer, sempre tem.
Minha mãe chega amanhã. Segunda-feira vamos para Praga por uma semana.
Continuo firme na minha proposta de cozinhar algo novo pelo menos uma vez por semana. Já fiz bolo de cenoura, strogonoff, chicken hot pot (não sei a tradução!) e macarrão ao forno. Até agora tudo deu certo, ou quase. Juro que estou tentando pegar gosto pelo negócio.
Ganhei um bônus pelos meus dois primeiros meses de árdua labuta no emprego novo. Sardinha pra foquinha. Não tô reclamando, não. Vai pagar boa parte dos meus gastos na Ilha da Madeira em dezembro. Sou nojenta ou não sou? Uma foquinha arrogante.
Logo mais Byrifoy e eu completamos um mês na casa nova. E mais um pouquinho completamos um ano juntos. Vou parar de escrever - altos riscos de breguice. Não se enganem though, a breguice está guardada aqui no meu peito e será bastante usada entre quatro paredes.
Supimpa. Minha vida está supimpa.
Monday, October 01, 2007
um pouco
Em resumo, porque continua foda.
- Minha avó morreu. Finalmente a velhinha descansa. Claro que fiquei triste.
- Mudei de casa já faz duas semanas. Estou amando a nova casa, a vizinhança e o novo “roommate”. Claro que estou feliz
- Fiz o primeiro bolo da minha vida. Bolo de cenoura. Ficou “muito bom”, segundo o roommate Byrifoy. “Melhor que o meu”, lembro-o dizer.
- Terminei um freela para o Observatório da Imprensa – um dos motivos da ausência no blog.
- Peguei outro freela de revisão – um dos motivos da minha ausência no blog nos dias vindouros.
- O trabalho vai bem. Trabalho muito mas estou gostando. E sendo reconhecida.
- Em menos de duas semanas binha bãe chega. Em duas semanas, vamos para Praga.
- Temos Wii em casa. E uma freeview box. Mais motivos para ausência.
- Ainda não temos internet – mas o vizinho tem, e, *poor thing*, deixa a rede aberta para parasitas como nós chupinharmos. Mas essa semana já devemos estar dentro da lei de novo, com nossa própria internet.
- Minha avó morreu. Finalmente a velhinha descansa. Claro que fiquei triste.
- Mudei de casa já faz duas semanas. Estou amando a nova casa, a vizinhança e o novo “roommate”. Claro que estou feliz
- Fiz o primeiro bolo da minha vida. Bolo de cenoura. Ficou “muito bom”, segundo o roommate Byrifoy. “Melhor que o meu”, lembro-o dizer.
- Terminei um freela para o Observatório da Imprensa – um dos motivos da ausência no blog.
- Peguei outro freela de revisão – um dos motivos da minha ausência no blog nos dias vindouros.
- O trabalho vai bem. Trabalho muito mas estou gostando. E sendo reconhecida.
- Em menos de duas semanas binha bãe chega. Em duas semanas, vamos para Praga.
- Temos Wii em casa. E uma freeview box. Mais motivos para ausência.
- Ainda não temos internet – mas o vizinho tem, e, *poor thing*, deixa a rede aberta para parasitas como nós chupinharmos. Mas essa semana já devemos estar dentro da lei de novo, com nossa própria internet.
Friday, September 21, 2007
Thursday, September 06, 2007
a senha do inbox dele - ou o passaporte para a merda
Aí um dia eu tive a oportunidade de ver a senha dele. Ele tapou meus olhos, mas eu vi por entre seus dedos. E eu tentei não decorar mas não consegui. E daí fui dormir, e quando acordar quis ter esquecido, mas não esqueci.
A senha. A senha do email. Descobrir senha é hoje o que ouvir na extensão do telefone era há 20 anos e o que procurar marcas de batom, arranhões ou perfumes pouco familiares eram há 30.
E eu “sem querer” memorizei. E fiquei com aquela informação pesando. Eu poderia ler todos os emails dele. Eu poderia escarafunchar cada mensagem enviada, cada mensagem recebida. Eu podia. A Verdade vem dos emails. As maiores Verdades do século 21 foram descobertas fuxicando emails alheios. E justo eu, curiosa, curiosíssima, mas orgulhosa demais para perguntar qualquer coisa, com aquela maldita informação preciosa.
Hoje está tudo bem, mas vai que um dia me bate aquela insegurançazinha, aquele deseperinho, aquele vaziozinho tão mulherzinha? Aí posso recorrer ao poço da Verdade, o inbox dele. Sim, posso! Posso descobrir coisas e passar horas me divertindo ou me flagelando. Até inventar eu posso, sob o pretexto de poder inferir. E ele nunca vai saber.
Mas eu vou. Vou sempre saber. Vou sempre hesitar. Vou sempre desconfiar. Por mais que não queira. E odeio não poder controlar sentimentos tão reptícios. Odeio saber que eles vão estar sempre a espreita.
E num impulso de boa índole, de quem quer que as coisas realmente funcionem, falei assim que lembrei que não havia esquecido: “eu memorizei sua senha”. Ele só acreditou quando eu falei. Franziu a testa meio bravo, mas acho que foi puro reflexo. É chato se sentir desmascarado mesmo quando nada aconteceu. Foi uma desmascarização em potencial. Mas eu fiz o que era certo, o que era direito. E eu sei que no fundo fiz um gesto respeitoso e respeitável.
Ele mudou a senha e eu continuo confortavelmente longe do que nem meu é.
Porque é assim: relacionamento tem sempre milhares de pontos prontos para encrespar, milhares de começos de fins. É muito fácil se deixar seduzir – quem não faria a festa com a senha de email do amado? Mas há conseqüências. Sempre há. E eu não estou a fim de encrespar linhas tão lisas. Com orgulho eu afastei um dos muitos começos de fins que assombram os relacionamentos.
Fui daquele melhor tipo de medroso: o que tem medo de foder com o que está muito, muito bom.
Tuesday, September 04, 2007
filtros
Bem ela não está. Leucemia galopante (que termo, que termo). E quando eu perguntei inocentemente se eu ainda a veria, mamãe respondeu: imagino que não, mas eu entendi: óbvio que não. E aí doeu um pouquinho porque aquela história de que para sempre é tempo demais é clichê mas é verdade. De qualquer maneira, guardo uma foto dela no meu celular. E quando aperta eu dou zoom na foto, ora nos olhinhos quae fechados de tanta ruga, ora na boca cheia de linhas mas com um digno batom, ora na orelhinha que carregou tantos brincos, ora na cabecinha branca e cuidada por fora, desgastada por dentro. Minha vó. Ela ainda não se foi, mas já aperta a saudade e a garganta e o estômago. Afinal, é quase aritmético que não vou mais a ver.
**
Contagem regressiva para minha mudança. É domingo, minha gente, é domingo!
**
Sobre o post anterior, parem de perguntar, please. Se quisesse falar eu falava. Passou e não me abalou. Só na hora. Agora estou de novo inalterada no caminho que escolhi. Nunca acreditei em uruca anyway.
**
Semana agitada. Ontem fui ver a casa nova mais uma vez, eu e Byrifoy queríamos rever detalhes importantes. É, de fato, uma casa pequena. Terei que deixar coisas pelo caminho. Estou me desfazendo de tranqueiras com um sorriso de orelha a orelha. É bom precisar de menos.
Hoje depois do trabalho, talvez, vou encontrar a Carol, amiga da PUC que veio passar uma semana em Londres. Amanhã é dia de horas de papo com a amada Bobby. Faz ridículos meses que não nos vemos. Quinta eu queria já estar com o contrato da casa assinado, idealmente, para parar de panicar. Nada assinado e em teoria nos mudamos no domingo.
Sexta e sábado – empacotar, empacotar.
Domingo – mudar. E soltar uma grande e merecida bufada ao final do dia.
**
Contagem regressiva para minha mudança. É domingo, minha gente, é domingo!
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Sobre o post anterior, parem de perguntar, please. Se quisesse falar eu falava. Passou e não me abalou. Só na hora. Agora estou de novo inalterada no caminho que escolhi. Nunca acreditei em uruca anyway.
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Semana agitada. Ontem fui ver a casa nova mais uma vez, eu e Byrifoy queríamos rever detalhes importantes. É, de fato, uma casa pequena. Terei que deixar coisas pelo caminho. Estou me desfazendo de tranqueiras com um sorriso de orelha a orelha. É bom precisar de menos.
Hoje depois do trabalho, talvez, vou encontrar a Carol, amiga da PUC que veio passar uma semana em Londres. Amanhã é dia de horas de papo com a amada Bobby. Faz ridículos meses que não nos vemos. Quinta eu queria já estar com o contrato da casa assinado, idealmente, para parar de panicar. Nada assinado e em teoria nos mudamos no domingo.
Sexta e sábado – empacotar, empacotar.
Domingo – mudar. E soltar uma grande e merecida bufada ao final do dia.
Thursday, August 30, 2007
sai, uruca!
E a saudade?
“Bia, a única novidade é a saudade. Principalmente saudade de vc nas travessias.
Vc estava nadando muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito...lembra! Prova de 10Km...não é
para qualquer um!”
Saudade do meu técnico brigando comigo. Quando ele manda um email como o acima dói ainda mais. Ele não é de elogiar o certo, ele é de xingar o errado. Assim fico ainda mais longe daquela realidade.
**
Talvez eu mude esse fim de semana, talvez não. Talvez eu vá acampar em Kent, talvez não. Consegui o microondas, vou buscar na sexta. Falta pouco para tudo mudar. Estou feliz.
**
Incrível como tem gente que simplesmente não suporta ver os outros felizes quando estão infelizes. Eu tive o azar de ter uma pessoa dessas tão próxima de mim. Mas fica um conselho: não rola. Já era. Desista. Não gaste sua pouca energia. Tô feliz e forte e além do ponto em que suas pequenices sejam capazes de estragar. É bem maior que você, a minha felicidade. No máximo solto umas fumacinhas de raiva e depois lembro do quanto estou bem, e do quanto você está fodida, e aí a raiva vira pena.
E de novo, de novo você perdeu. Porque se continuar querendo cultivar intrigas, você jamais vai sair da merda, e vai sempre perder, e as merdas que você cultiva hoje vão voltar para te afundar porque você ainda não aprendeu a superá-las, então está fadada a repeti-las. Você é meio burra. E você me cansou. Eu tentei ajudar, agora pouco me importa se a merda te tapa os olhos. Você já não me interessa. Por favor, fique longe de mim e do que é meu. Espalhe sua infelicidade e frustrações, suas faltas de orgasmos e sorrisos, com os pobres coitados que vão ter que te aturar. Eu só terei que agûentar esse veneno por pouco tempo.
Que pena que você virou esse monstro.
A verdade é que fui cabeça-dura – eu devia ter ouvido as pessoas ao meu redor.
“Bia, a única novidade é a saudade. Principalmente saudade de vc nas travessias.
Vc estava nadando muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito...lembra! Prova de 10Km...não é
para qualquer um!”
Saudade do meu técnico brigando comigo. Quando ele manda um email como o acima dói ainda mais. Ele não é de elogiar o certo, ele é de xingar o errado. Assim fico ainda mais longe daquela realidade.
**
Talvez eu mude esse fim de semana, talvez não. Talvez eu vá acampar em Kent, talvez não. Consegui o microondas, vou buscar na sexta. Falta pouco para tudo mudar. Estou feliz.
**
Incrível como tem gente que simplesmente não suporta ver os outros felizes quando estão infelizes. Eu tive o azar de ter uma pessoa dessas tão próxima de mim. Mas fica um conselho: não rola. Já era. Desista. Não gaste sua pouca energia. Tô feliz e forte e além do ponto em que suas pequenices sejam capazes de estragar. É bem maior que você, a minha felicidade. No máximo solto umas fumacinhas de raiva e depois lembro do quanto estou bem, e do quanto você está fodida, e aí a raiva vira pena.
E de novo, de novo você perdeu. Porque se continuar querendo cultivar intrigas, você jamais vai sair da merda, e vai sempre perder, e as merdas que você cultiva hoje vão voltar para te afundar porque você ainda não aprendeu a superá-las, então está fadada a repeti-las. Você é meio burra. E você me cansou. Eu tentei ajudar, agora pouco me importa se a merda te tapa os olhos. Você já não me interessa. Por favor, fique longe de mim e do que é meu. Espalhe sua infelicidade e frustrações, suas faltas de orgasmos e sorrisos, com os pobres coitados que vão ter que te aturar. Eu só terei que agûentar esse veneno por pouco tempo.
Que pena que você virou esse monstro.
A verdade é que fui cabeça-dura – eu devia ter ouvido as pessoas ao meu redor.
Tuesday, August 28, 2007
empty sobbing
E cá estou, mais uma vez, tentando recuperar o tempo perdido. Não vou entrar em detalhes porque em detalhes só se entra quando se escreve todo dia, então não tenho mais esse direito, não agora.
O dia de me mudar para a casa nova parece galopar na minha direção. Eu acho ótimo. Quero mudar logo, me estabelecer logo e parar de, ridícula e injustamente, sentir saudade dele no meio da noite.
Esse fim de semana arrecadamos umas panelas ótimas. Acho que de principal só falta mesmo o microondas.
Ontem foi a festa de dissolução da casa do Byrifoy. Triste e feliz. Eu, bem mais feliz que triste. Mas, claro, vou sentir saudade de chegar lá com saudades. Tem nada não. Guardo as saudades para outras pessoas e situações. Não me faltam aparatos.
**
Minha vó tá mal. Não sei quão mal, mas na idade dela qualquer malzinho já assusta. Foi internada ontem no hospital. Fiquei sabendo no meio da festa na casa do Byrifoy. Estragou, confesso. Fui embora porque não tava mais sendo simpática. Aos que sentiram falta do meu beijinho de tchau (e lêem esse blog quase bissexto), ei-lo aqui, smack, e fiquem contentes.
Parece que ela melhorou um pouco hoje. Princípio de pneumonia nunca é bom. É tão ruim estar longe... Me sinto por fora, meio desolada, mas pelo menos não me sinto sozinha.
O dia de me mudar para a casa nova parece galopar na minha direção. Eu acho ótimo. Quero mudar logo, me estabelecer logo e parar de, ridícula e injustamente, sentir saudade dele no meio da noite.
Esse fim de semana arrecadamos umas panelas ótimas. Acho que de principal só falta mesmo o microondas.
Ontem foi a festa de dissolução da casa do Byrifoy. Triste e feliz. Eu, bem mais feliz que triste. Mas, claro, vou sentir saudade de chegar lá com saudades. Tem nada não. Guardo as saudades para outras pessoas e situações. Não me faltam aparatos.
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Minha vó tá mal. Não sei quão mal, mas na idade dela qualquer malzinho já assusta. Foi internada ontem no hospital. Fiquei sabendo no meio da festa na casa do Byrifoy. Estragou, confesso. Fui embora porque não tava mais sendo simpática. Aos que sentiram falta do meu beijinho de tchau (e lêem esse blog quase bissexto), ei-lo aqui, smack, e fiquem contentes.
Parece que ela melhorou um pouco hoje. Princípio de pneumonia nunca é bom. É tão ruim estar longe... Me sinto por fora, meio desolada, mas pelo menos não me sinto sozinha.
Saturday, August 18, 2007
oi
Calma. Não tá fácil arranjar tempo. Na verdade, verdade mesmo, falta inspiração. Como já disse, tem mais coisa acontecendo fora do que dentro, então, pela primeira vez em muito tempo, preciso cuidar de fora e o de dentro vai ter que esperar.
Os highlights são os seguintes:
* Byrifoy e eu achamos casa. Vamos morar em Pimlico, bairro ótimo e central. Mudamos dia 9 no máximo. Não vejo a hora.
* O trabalho novo é bem legal. Bem mais puxado, o que acho ótimo. Ainda não me entrosei muito com o pessoal, mas aqui é assim mesmo. Até te chamarem pra tomar um café em casa pode contar pelo menos um ano.
* Estou pensando em passar esse fim de ano aqui e ir pro Brasil só no começo do ano que vem. A ver.
* Adoro sábado de manhã.
Os highlights são os seguintes:
* Byrifoy e eu achamos casa. Vamos morar em Pimlico, bairro ótimo e central. Mudamos dia 9 no máximo. Não vejo a hora.
* O trabalho novo é bem legal. Bem mais puxado, o que acho ótimo. Ainda não me entrosei muito com o pessoal, mas aqui é assim mesmo. Até te chamarem pra tomar um café em casa pode contar pelo menos um ano.
* Estou pensando em passar esse fim de ano aqui e ir pro Brasil só no começo do ano que vem. A ver.
* Adoro sábado de manhã.
Friday, August 10, 2007
home and away
Tá. Eu sei que bati o recorde. Foda-se. Não tenho tido tempo e nem vontade de escrever. Talvez porque esteja num dos raros momentos em que tem mais coisa acontecendo fora do que dentro de mim.
Trabalho novo. Estou me assentando aos poucos. Curtindo. Ainda sou aquela menina nova, sem amigos, estrangeira, mas foda-se. Sempre foi assim e nunca foi um problema. O trabalho em si está bem legal. Bem mais que o antigo. Claro que o antigo era cheio de pessoas que eu conhecia e de quem gostava. Mas é uma questão de tempo, I know. Aqui, ainda mais que no Brasil, amizade leva muito tempo. E mesmo assim, depois de anos, a intimidade ainda é superficial. Ou é brasileiro que é muito intrometido. Ou um pouco de cada, o que é mais sensato.
**
Vou mudar de casa. Resolvemos nas últimas semanas. E “resolvemos” não envolve minhas flatmates, e sim eu e o Byrifoy. Resolvemos tentar morar juntos. Haha, coitado.
Brincadeira.
Sou muito legal e cordata.
.
.
.
Estamos naquela insanidade de ver casas, ver termos, pensar em todas as possibilidades e limitações, e lá vou eu para minha sétima residência em Londres.
**
No mais, o sol brilha e minha mente está quieta sob o cafuné doce da Fluoxetina, minha amante preferida – eu vou embora e ela me recebe de braços abertos quando volto.
Esse fim de semana, além de ver casas, vou ciceronear a Déa, que vem de Paris cheia de bicos passar o fim de semana comigo. A primeira vez que a vejo em mais de três anos. O tempo muda de significado quando se mora fora do Brasil. Ficar sem ver alguém por três anos equivale a três meses quando se está perto. Pensando assim, pelo menos, minha vida fica menos absurda.
E chega. Acho que enferrujei.
Trabalho novo. Estou me assentando aos poucos. Curtindo. Ainda sou aquela menina nova, sem amigos, estrangeira, mas foda-se. Sempre foi assim e nunca foi um problema. O trabalho em si está bem legal. Bem mais que o antigo. Claro que o antigo era cheio de pessoas que eu conhecia e de quem gostava. Mas é uma questão de tempo, I know. Aqui, ainda mais que no Brasil, amizade leva muito tempo. E mesmo assim, depois de anos, a intimidade ainda é superficial. Ou é brasileiro que é muito intrometido. Ou um pouco de cada, o que é mais sensato.
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Vou mudar de casa. Resolvemos nas últimas semanas. E “resolvemos” não envolve minhas flatmates, e sim eu e o Byrifoy. Resolvemos tentar morar juntos. Haha, coitado.
Brincadeira.
Sou muito legal e cordata.
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Estamos naquela insanidade de ver casas, ver termos, pensar em todas as possibilidades e limitações, e lá vou eu para minha sétima residência em Londres.
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No mais, o sol brilha e minha mente está quieta sob o cafuné doce da Fluoxetina, minha amante preferida – eu vou embora e ela me recebe de braços abertos quando volto.
Esse fim de semana, além de ver casas, vou ciceronear a Déa, que vem de Paris cheia de bicos passar o fim de semana comigo. A primeira vez que a vejo em mais de três anos. O tempo muda de significado quando se mora fora do Brasil. Ficar sem ver alguém por três anos equivale a três meses quando se está perto. Pensando assim, pelo menos, minha vida fica menos absurda.
E chega. Acho que enferrujei.
Sunday, July 29, 2007
let me be me
Rápido que realmente a vida anda corrida. Se eu não corer também sou engolida. Voltei de Berlim e Amsterdã. Minha irmã voltou pro Brasil. Eu voltei para minha vida aqui. Amanhã começa o trabalho novo e é por isso que está tudo igual e tudo diferente ao mesmo tempo. Diferente, nem preciso explicar; igual, nem preciso explicar.
Ansiosa pra porra. Fluoxetinada novamente, mas ainda assim ansiosa. Levando susto com penas que caem pelo ar na minha frente. Me coçando sem ter coceira. Comendo unha e respirando daquele jeito que algumas pessoas reconhecem já de longe (né, mirrrrmã?).
**
E ando apaixonada. Minha paixão vem em ciclos, mas cada vez que ela aperta mais, ela fica mais madura e evolui, evolui. E eu me sinto uma menina com coração de senhora e depois de segundos me sinto senhora com coração de menina. Só não me sinto e sou a mesma coisa. Nunca fui dessas de fazer sentido, nunca vou ser, você nunca vai imaginar exatamente o que se passa na minha cabeça e nem qual a frase seguinte que vou falar. Mas hoje, hoje você soube exatamente quando me abraçar, e me fazer carinho com o pé, e me dizer que está tudo bem, que vai dar tudo certo, e que de uma certa forma, só minha, eu sei ser adorável. E isso bastou. Minha ansiedade continua altíssima, mas agora disputa espaço com meu amor. Um amor que me surpreende todo dia. Eu, de todas as pessoas. Eu, que nunca soube o que era a vida sem ironia. Eu, que nunca sorria meu sorriso mais verdadeiro para homem algum que não fosse meu pai.
Brigada, meu amor.
**
Amei Berlim, amei Amsterdã, acho que ouso dizer para desespero e indignação de alguns que gostei mais de Berlim que de Amsterdã. Mas talvez isso seja porque peguei tempo bom em Berlim, e porque lá tem mais coisa pra fazer, e porque tenha muito turista em Amsterdã, e muita turminha de jovens maconheiros querendo pegar mulher. Nada mais enervante, como bem sabem.
Quem sabe um dia desses eu conto como foi a saga da ida no aeroporto. Nunca fiquei tão perto de perder um vôo em toda a minha vida. Mas agora não. Tenho que descansar, relaxar, adormecer docemente porque amanhã será um dia cheio de emoções para esse coração idiota que ainda acelera pelas causas erradas.
**
Ouvindo Nina, sempre Nina. Ultimamente como um mantra. Let it be me.
Ansiosa pra porra. Fluoxetinada novamente, mas ainda assim ansiosa. Levando susto com penas que caem pelo ar na minha frente. Me coçando sem ter coceira. Comendo unha e respirando daquele jeito que algumas pessoas reconhecem já de longe (né, mirrrrmã?).
**
E ando apaixonada. Minha paixão vem em ciclos, mas cada vez que ela aperta mais, ela fica mais madura e evolui, evolui. E eu me sinto uma menina com coração de senhora e depois de segundos me sinto senhora com coração de menina. Só não me sinto e sou a mesma coisa. Nunca fui dessas de fazer sentido, nunca vou ser, você nunca vai imaginar exatamente o que se passa na minha cabeça e nem qual a frase seguinte que vou falar. Mas hoje, hoje você soube exatamente quando me abraçar, e me fazer carinho com o pé, e me dizer que está tudo bem, que vai dar tudo certo, e que de uma certa forma, só minha, eu sei ser adorável. E isso bastou. Minha ansiedade continua altíssima, mas agora disputa espaço com meu amor. Um amor que me surpreende todo dia. Eu, de todas as pessoas. Eu, que nunca soube o que era a vida sem ironia. Eu, que nunca sorria meu sorriso mais verdadeiro para homem algum que não fosse meu pai.
Brigada, meu amor.
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Amei Berlim, amei Amsterdã, acho que ouso dizer para desespero e indignação de alguns que gostei mais de Berlim que de Amsterdã. Mas talvez isso seja porque peguei tempo bom em Berlim, e porque lá tem mais coisa pra fazer, e porque tenha muito turista em Amsterdã, e muita turminha de jovens maconheiros querendo pegar mulher. Nada mais enervante, como bem sabem.
Quem sabe um dia desses eu conto como foi a saga da ida no aeroporto. Nunca fiquei tão perto de perder um vôo em toda a minha vida. Mas agora não. Tenho que descansar, relaxar, adormecer docemente porque amanhã será um dia cheio de emoções para esse coração idiota que ainda acelera pelas causas erradas.
**
Ouvindo Nina, sempre Nina. Ultimamente como um mantra. Let it be me.
Saturday, July 21, 2007
rapidao
De Berlin. Isso aqui eh foda. Indo pra Amsterdam amanha. ACM morreu e eu quero comemorar. Brasil eh um teco mais leve a partir de hoje. Saudade, como sempre, porque saudade eh sempre metade. Mas adorando. Vendo o tempo voar. Cai da bicicleta duas veyes. A primeira foi culpa da minha irma, que jogou o pneu da bicilceta dela na minha frente. "Parabens, Joana, demorou mas voce conseguiu!", disse eu ainda no chao. A segunda foi culpa minha mesmo. Mas nada demais, nada dramatico. Aquelas quedinhas paradas de quem nao alcanca o chao, sabe? Nao machuca nada alem do ego (porque sao quedas pateticas e lentas, muito lentas, sempre).
Ansiosa para comecar o novo trabalho, mas querendo que as ferias durem meses. Calor. Voltei a tomar a Fluoxetina porque nao tava dando. Mas eu tentei. E foi dificil mas reconheci que tive que voltar. Isso eh ainda mais dificil do que parar de tomar, acreditem. E chega, porque devidamente medicada tenho sono na hora certa e sorrio nas horas de sorrir e sinto frio e calor na medida certa. Sou equilibrada e nao lato para pessoas na rua. Me amo um pouquinho mais que na semana passada, quando ainda nao tinha voltado a tomar remedio.
E eh isso. La se vao 100 euros no trem de amanha. Ha que valer a pena. Fluoxetina, hurray!
Ansiosa para comecar o novo trabalho, mas querendo que as ferias durem meses. Calor. Voltei a tomar a Fluoxetina porque nao tava dando. Mas eu tentei. E foi dificil mas reconheci que tive que voltar. Isso eh ainda mais dificil do que parar de tomar, acreditem. E chega, porque devidamente medicada tenho sono na hora certa e sorrio nas horas de sorrir e sinto frio e calor na medida certa. Sou equilibrada e nao lato para pessoas na rua. Me amo um pouquinho mais que na semana passada, quando ainda nao tinha voltado a tomar remedio.
E eh isso. La se vao 100 euros no trem de amanha. Ha que valer a pena. Fluoxetina, hurray!
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