Rápido que realmente a vida anda corrida. Se eu não corer também sou engolida. Voltei de Berlim e Amsterdã. Minha irmã voltou pro Brasil. Eu voltei para minha vida aqui. Amanhã começa o trabalho novo e é por isso que está tudo igual e tudo diferente ao mesmo tempo. Diferente, nem preciso explicar; igual, nem preciso explicar.
Ansiosa pra porra. Fluoxetinada novamente, mas ainda assim ansiosa. Levando susto com penas que caem pelo ar na minha frente. Me coçando sem ter coceira. Comendo unha e respirando daquele jeito que algumas pessoas reconhecem já de longe (né, mirrrrmã?).
**
E ando apaixonada. Minha paixão vem em ciclos, mas cada vez que ela aperta mais, ela fica mais madura e evolui, evolui. E eu me sinto uma menina com coração de senhora e depois de segundos me sinto senhora com coração de menina. Só não me sinto e sou a mesma coisa. Nunca fui dessas de fazer sentido, nunca vou ser, você nunca vai imaginar exatamente o que se passa na minha cabeça e nem qual a frase seguinte que vou falar. Mas hoje, hoje você soube exatamente quando me abraçar, e me fazer carinho com o pé, e me dizer que está tudo bem, que vai dar tudo certo, e que de uma certa forma, só minha, eu sei ser adorável. E isso bastou. Minha ansiedade continua altíssima, mas agora disputa espaço com meu amor. Um amor que me surpreende todo dia. Eu, de todas as pessoas. Eu, que nunca soube o que era a vida sem ironia. Eu, que nunca sorria meu sorriso mais verdadeiro para homem algum que não fosse meu pai.
Brigada, meu amor.
**
Amei Berlim, amei Amsterdã, acho que ouso dizer para desespero e indignação de alguns que gostei mais de Berlim que de Amsterdã. Mas talvez isso seja porque peguei tempo bom em Berlim, e porque lá tem mais coisa pra fazer, e porque tenha muito turista em Amsterdã, e muita turminha de jovens maconheiros querendo pegar mulher. Nada mais enervante, como bem sabem.
Quem sabe um dia desses eu conto como foi a saga da ida no aeroporto. Nunca fiquei tão perto de perder um vôo em toda a minha vida. Mas agora não. Tenho que descansar, relaxar, adormecer docemente porque amanhã será um dia cheio de emoções para esse coração idiota que ainda acelera pelas causas erradas.
**
Ouvindo Nina, sempre Nina. Ultimamente como um mantra. Let it be me.
Sunday, July 29, 2007
Saturday, July 21, 2007
rapidao
De Berlin. Isso aqui eh foda. Indo pra Amsterdam amanha. ACM morreu e eu quero comemorar. Brasil eh um teco mais leve a partir de hoje. Saudade, como sempre, porque saudade eh sempre metade. Mas adorando. Vendo o tempo voar. Cai da bicicleta duas veyes. A primeira foi culpa da minha irma, que jogou o pneu da bicilceta dela na minha frente. "Parabens, Joana, demorou mas voce conseguiu!", disse eu ainda no chao. A segunda foi culpa minha mesmo. Mas nada demais, nada dramatico. Aquelas quedinhas paradas de quem nao alcanca o chao, sabe? Nao machuca nada alem do ego (porque sao quedas pateticas e lentas, muito lentas, sempre).
Ansiosa para comecar o novo trabalho, mas querendo que as ferias durem meses. Calor. Voltei a tomar a Fluoxetina porque nao tava dando. Mas eu tentei. E foi dificil mas reconheci que tive que voltar. Isso eh ainda mais dificil do que parar de tomar, acreditem. E chega, porque devidamente medicada tenho sono na hora certa e sorrio nas horas de sorrir e sinto frio e calor na medida certa. Sou equilibrada e nao lato para pessoas na rua. Me amo um pouquinho mais que na semana passada, quando ainda nao tinha voltado a tomar remedio.
E eh isso. La se vao 100 euros no trem de amanha. Ha que valer a pena. Fluoxetina, hurray!
Ansiosa para comecar o novo trabalho, mas querendo que as ferias durem meses. Calor. Voltei a tomar a Fluoxetina porque nao tava dando. Mas eu tentei. E foi dificil mas reconheci que tive que voltar. Isso eh ainda mais dificil do que parar de tomar, acreditem. E chega, porque devidamente medicada tenho sono na hora certa e sorrio nas horas de sorrir e sinto frio e calor na medida certa. Sou equilibrada e nao lato para pessoas na rua. Me amo um pouquinho mais que na semana passada, quando ainda nao tinha voltado a tomar remedio.
E eh isso. La se vao 100 euros no trem de amanha. Ha que valer a pena. Fluoxetina, hurray!
Wednesday, July 11, 2007
spinning
Fim de semana foda, muito foda. Foda mesmo. Desculpem, mas foi muito bom. Interiormente bom.
Sexta fui pra Brixton, num café com música brasileira ao vivo que fica dentro de um cinema, o Ritzy. Fomos eu, Tania – a pankeka louca –, o Dani e a irmã dele.
De lá fomos para um outro lugar cujo nome me escapa. Fiquei pouco porque queria ver meu Byrifoy. Cheguei lá, recebi jantar e carinho e dormi no meio de Animals, stand-up comedy do Ricky Gervais que, pelos cinco minutos iniciais, parecia ótima. Mais uma vez, culpa do travesseiro, que vem com um delicioso cafuné embutido.
Sábado, dia lindo. Sol. Me and ma’boy pegamos nossas bikes (bom, ele pegou a do Bruno) e fomos até Battersea Park. Sentamos num banquinho e ficamos vendo a pagoda budista e o Tâmisa e um ao outro, e falamos do futuro e de sonhos e de loucuras que estávamos ou não dispostos a fazer. Eu poderia estar ali com vinte ou 80 anos. Teria sido bom em qualquer época. Voltamos para a casa do Byrifoy para pegar a moto e ir almoçar no Nando’s, uma cadeia de restaurantes portuguesa que faz, entre outras coisas, frangos. Bons frangos.
Domingo teve almoço na casa do uncle John. Byrifoy foi conhecer um pedacinho da minha família inglesa. Foi uma delícia. Matei saudade do meu tio, da Biggles e da outrora dona Bruxa, que agora está um doce, confortavelmente longe de mim.
Voltamos para casa, assistimos mais um filme, Lady in the Water, que eu já tinha visto no cinema mas achava que não. Minha cara.
E aí chegou a segunda. Não fui trabalhar - inventei que estava doente - para pegar minha irmã no aeroporto.
Aí depois eu conto.
Sexta fui pra Brixton, num café com música brasileira ao vivo que fica dentro de um cinema, o Ritzy. Fomos eu, Tania – a pankeka louca –, o Dani e a irmã dele.
De lá fomos para um outro lugar cujo nome me escapa. Fiquei pouco porque queria ver meu Byrifoy. Cheguei lá, recebi jantar e carinho e dormi no meio de Animals, stand-up comedy do Ricky Gervais que, pelos cinco minutos iniciais, parecia ótima. Mais uma vez, culpa do travesseiro, que vem com um delicioso cafuné embutido.
Sábado, dia lindo. Sol. Me and ma’boy pegamos nossas bikes (bom, ele pegou a do Bruno) e fomos até Battersea Park. Sentamos num banquinho e ficamos vendo a pagoda budista e o Tâmisa e um ao outro, e falamos do futuro e de sonhos e de loucuras que estávamos ou não dispostos a fazer. Eu poderia estar ali com vinte ou 80 anos. Teria sido bom em qualquer época. Voltamos para a casa do Byrifoy para pegar a moto e ir almoçar no Nando’s, uma cadeia de restaurantes portuguesa que faz, entre outras coisas, frangos. Bons frangos.
Domingo teve almoço na casa do uncle John. Byrifoy foi conhecer um pedacinho da minha família inglesa. Foi uma delícia. Matei saudade do meu tio, da Biggles e da outrora dona Bruxa, que agora está um doce, confortavelmente longe de mim.
Voltamos para casa, assistimos mais um filme, Lady in the Water, que eu já tinha visto no cinema mas achava que não. Minha cara.
E aí chegou a segunda. Não fui trabalhar - inventei que estava doente - para pegar minha irmã no aeroporto.
Aí depois eu conto.
Thursday, July 05, 2007
free and cycling
Tá. Vamos lá.
Final de semana em Bristol foi muito bom. Mas não de todo proveitoso, na minha humirde. Não sei se porque o tempo estava uma bosta ou se porque nossos anfitriões não estavam muito a fim de fazer programas de turista, ou se porque realmente não há muito o que fazer em Bristol.

E Bath, poxa, Bath. Vou ter que voltar porque não valeu. Quer dizer, claro que valeu, fui no SPA termal com o Byrifoy e Broo+Ma e foi um tanto idílico. Piscinas aquecidas no teto do SPA (veja foto ao lado), vista para o bucólico e medieval. Mas faltou ver a cidade. Ver e andar. Queria ter visto os banhos romanos, as ruínas, a cidadezinha em si, o rio se tem rio, o castelo se tem castelo, os detalhes que sempre têm. Enfim, fui a Bath mas não fui. Na verdade fui ao SPA de Bath e só. Valeu cada minuto e cada centavo. Mas preciso voltar.
E dormi mal, como um todo.
Mas mesmo assim valeu. Viagens em condições adversas com pessoas, er, desadversas não têm como dar errado.
Resumão: chegamos sexta de noitinha, fomos para a night de Bristol. Tem muitos lugares pra se sair à noite em Bristol porque a cidade tem acho que duas universidades grandes. Fomos ali para a beira do rio, onde tem uma congregação de baladas e, naturalmente, bêbados, gente brigando etc etc. Byrifoy e eu resolvemos jantar num restaurante que é um barco no rio. Adoramos. Íamos para a balada X mas não rolou porque era gay e custava £5, fomos para a balada Y e não entramos porque o Ma brigou com o segurança da porta e porque também custava £5. Quando chegamos na balada W eu já estava bem cansada e o lugar era lotado e não pagava nada para entrar. E eu não entraria nem que para tal me pagassem. Voltamos para casa. Sabadão, íamos passear mas só chovia, só chovia, e ninguém se animou muito (acho que só eu, mas como não teria nenhum cúmplice, desencanei). Só saímos de casa lá pelas 3 da tarde para ir num churrasco que foi legal mas, again, durou tempo demais – pelo menos para um churrasco em que você não conhece ninguém a não ser seu namorado. Chegamos em casa de madrugada. Capotamos. Dia seguinte, manhã completamente perdida, tarde no SPA como já contei, e volta para Londres.
Fim de semana gostoso, sim, mas mais uma vez constatei: gente, como Londres é abençoada! Happy to be here.
**
Outro resumão, agora do que se passou durante uma hora no fim da tarde da última quinta-feira:
- chego em Vauxhall, estação de trem em que desço para pegar minha bicicleta e pedalar até minha casa, e constato com aquela cara idiota que minha bicicleta foi roubadda. Queria entender como já que o lock que eu uso era considerado ultra-super-max-hiper-platinum-secure. Enfim, foi-se a magrela de que eu nem gostava tanto.
- saindo de Vauxhall (a pé, claro), um cara na rua empurrando/batendo numa mulher e gritando: “Eu sofri abusos quando tiha seis anos, você está entendendo???”. Ai, mundo. Fiquei ali parada, querendo fazer algo porque o cara estava descontrolado. Ia chamar a polícia quando ele virou as costas para ela e ela então correu atrás dele. Aí achei que o assunto não era mais da minha conta. Mesmo assim, avisei o guardinha da estação que um cara “agressivo” estava agredindo uma mulher na rua.
- chego em casa, uma pessoa oferece uma bicicleta no Freecycle. Mando email contanto que a minha acaba de ser roubada. A pessoa então me responde que não só me dará a bicicleta como virá entregar em casa (!!!) junto com uma caixa de potinhos de geléia (???) – eu sei, não perguntem, eu também não sei.
- falo com a Cá, que acabou de dar à luz a Manu. Aquela vozinha tão familiar, carregada de emoção. Eu já tava mole, amoleci de vez.
- me despeço da Carol, flatmate queridíssima, que está deixando a Graceland e Londres e Inglaterra para passar três meses na França.
Tudo isso em uma hora. Não sou eu que sou estranha com emoções. São as emoções que acontecem todas desproporcional e desconcatenadamente na minha vida.
By the way, a bicicleta é velhinha e provavelmente não vou usar. Ontem comprei minha bicicleta nova. Vou manter a velhinha pra minha irmã usar enquanto estiver aqui, se ela quiser. Depois disso, está up for grabs. Quem quiser um bike velhinha e básica mas funcionando, põe o dedo aqui que já vai fechar.
Minha bicicleta nova é essa aqui, ó:

**
Momento de grandes definições na minha cabeça. Friozinho no peito, quentinho no coração. Antíteses sinestésicas, que é para eu testar se essa história de pânico realmente não existe mais.
Ah! Parei a fluoxetina. De vez.
Final de semana em Bristol foi muito bom. Mas não de todo proveitoso, na minha humirde. Não sei se porque o tempo estava uma bosta ou se porque nossos anfitriões não estavam muito a fim de fazer programas de turista, ou se porque realmente não há muito o que fazer em Bristol.
E Bath, poxa, Bath. Vou ter que voltar porque não valeu. Quer dizer, claro que valeu, fui no SPA termal com o Byrifoy e Broo+Ma e foi um tanto idílico. Piscinas aquecidas no teto do SPA (veja foto ao lado), vista para o bucólico e medieval. Mas faltou ver a cidade. Ver e andar. Queria ter visto os banhos romanos, as ruínas, a cidadezinha em si, o rio se tem rio, o castelo se tem castelo, os detalhes que sempre têm. Enfim, fui a Bath mas não fui. Na verdade fui ao SPA de Bath e só. Valeu cada minuto e cada centavo. Mas preciso voltar.
E dormi mal, como um todo.
Mas mesmo assim valeu. Viagens em condições adversas com pessoas, er, desadversas não têm como dar errado.
Resumão: chegamos sexta de noitinha, fomos para a night de Bristol. Tem muitos lugares pra se sair à noite em Bristol porque a cidade tem acho que duas universidades grandes. Fomos ali para a beira do rio, onde tem uma congregação de baladas e, naturalmente, bêbados, gente brigando etc etc. Byrifoy e eu resolvemos jantar num restaurante que é um barco no rio. Adoramos. Íamos para a balada X mas não rolou porque era gay e custava £5, fomos para a balada Y e não entramos porque o Ma brigou com o segurança da porta e porque também custava £5. Quando chegamos na balada W eu já estava bem cansada e o lugar era lotado e não pagava nada para entrar. E eu não entraria nem que para tal me pagassem. Voltamos para casa. Sabadão, íamos passear mas só chovia, só chovia, e ninguém se animou muito (acho que só eu, mas como não teria nenhum cúmplice, desencanei). Só saímos de casa lá pelas 3 da tarde para ir num churrasco que foi legal mas, again, durou tempo demais – pelo menos para um churrasco em que você não conhece ninguém a não ser seu namorado. Chegamos em casa de madrugada. Capotamos. Dia seguinte, manhã completamente perdida, tarde no SPA como já contei, e volta para Londres.
Fim de semana gostoso, sim, mas mais uma vez constatei: gente, como Londres é abençoada! Happy to be here.
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Outro resumão, agora do que se passou durante uma hora no fim da tarde da última quinta-feira:
- chego em Vauxhall, estação de trem em que desço para pegar minha bicicleta e pedalar até minha casa, e constato com aquela cara idiota que minha bicicleta foi roubadda. Queria entender como já que o lock que eu uso era considerado ultra-super-max-hiper-platinum-secure. Enfim, foi-se a magrela de que eu nem gostava tanto.
- saindo de Vauxhall (a pé, claro), um cara na rua empurrando/batendo numa mulher e gritando: “Eu sofri abusos quando tiha seis anos, você está entendendo???”. Ai, mundo. Fiquei ali parada, querendo fazer algo porque o cara estava descontrolado. Ia chamar a polícia quando ele virou as costas para ela e ela então correu atrás dele. Aí achei que o assunto não era mais da minha conta. Mesmo assim, avisei o guardinha da estação que um cara “agressivo” estava agredindo uma mulher na rua.
- chego em casa, uma pessoa oferece uma bicicleta no Freecycle. Mando email contanto que a minha acaba de ser roubada. A pessoa então me responde que não só me dará a bicicleta como virá entregar em casa (!!!) junto com uma caixa de potinhos de geléia (???) – eu sei, não perguntem, eu também não sei.
- falo com a Cá, que acabou de dar à luz a Manu. Aquela vozinha tão familiar, carregada de emoção. Eu já tava mole, amoleci de vez.
- me despeço da Carol, flatmate queridíssima, que está deixando a Graceland e Londres e Inglaterra para passar três meses na França.
Tudo isso em uma hora. Não sou eu que sou estranha com emoções. São as emoções que acontecem todas desproporcional e desconcatenadamente na minha vida.
By the way, a bicicleta é velhinha e provavelmente não vou usar. Ontem comprei minha bicicleta nova. Vou manter a velhinha pra minha irmã usar enquanto estiver aqui, se ela quiser. Depois disso, está up for grabs. Quem quiser um bike velhinha e básica mas funcionando, põe o dedo aqui que já vai fechar.
Minha bicicleta nova é essa aqui, ó:
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Momento de grandes definições na minha cabeça. Friozinho no peito, quentinho no coração. Antíteses sinestésicas, que é para eu testar se essa história de pânico realmente não existe mais.
Ah! Parei a fluoxetina. De vez.
Wednesday, July 04, 2007
Thursday, June 28, 2007
obsessões do Bem
Agora vou falar um pouco das minhas últimas obsessões. Uma delas se chama Freecycle. Freecycle é uma rede de listas de discussão. Você entra na sua lista local e enconta milhares de pessoas querendo se livrar de coisas, outras querendo, outras levando o que é oferecido, outras dando o que é pedido. E é lindo. Posso dizer com a maior sinceridade que dar é tão bom quanto receber. Estou me desfazendo de coisas que não uso e sei que vão para pessoas que realmente precisam e darão alguma utilidade. Por outro lado, já fui premiada com algumas doações ótimas. Coisas que eu compraria e que me foram dadas, tipo um aquecedor elétrico, um ferro de passar, um colchão de ar para visitar (né Djones?).
Eu recomendo, muito, para quem quer se livrar ou para quem precisa de algo e tá sem grana. Freecycle.org. Tem no mundo inteiro, mas no Brasil ainda é pequeno. Acho que só tem no Rio, Sampa e, se não me engano, Porto Alegre. De qualquer forma, vale a pena entrar no grupo, ler as instruções, e reciclar de graça.
**
Pronto, passando o discursinho Madre Teresa (mas levem a sério, Freecycle é mó legal e vira uma obsessãozinha do bem), outra obsessão é o meu joelho, que dói mais a cada semana.
Not much I can do. Já fui em medico, fisioterapeuta, o escambau e a resposta é sempre a mesma, que eu preciso fazer Pilates e/ou RPG. Quem sabe seja hora de então fazer Pilates de fato. Largar a mão de ser teimosa.
**
Ontem fui ver o show do David Cross. Quem não o conhece, entre no Youtube e digite David Cross. E abra qualquer vídeo que aparecer. Ele é ótimo. A melhor stand-up comedy desde Seinfeld. Aliás, melhor ainda, vou facilitar. Vejam o vídeo abaixo.
**
Amanhã vou pra Bristol, visitar a Broo e o Má e passear com o Byrifoy. Domingo devemos passar o dia em Bath. A previsão? Oras, chuva, é claro. Mas não tô nem aí. Vai ser bom com sol ou chuva.
**
Estou prestes a adquirir minha bicicleta nova. A ver.
**
Post informativo, quase dissertativo, para compensar a molengueza do anterior (interior?)
Tenho esta irradiante. Estranho isso, logo quando resolvi parar de tomar a fabulosa Fluoxetina.
Eu recomendo, muito, para quem quer se livrar ou para quem precisa de algo e tá sem grana. Freecycle.org. Tem no mundo inteiro, mas no Brasil ainda é pequeno. Acho que só tem no Rio, Sampa e, se não me engano, Porto Alegre. De qualquer forma, vale a pena entrar no grupo, ler as instruções, e reciclar de graça.
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Pronto, passando o discursinho Madre Teresa (mas levem a sério, Freecycle é mó legal e vira uma obsessãozinha do bem), outra obsessão é o meu joelho, que dói mais a cada semana.
Not much I can do. Já fui em medico, fisioterapeuta, o escambau e a resposta é sempre a mesma, que eu preciso fazer Pilates e/ou RPG. Quem sabe seja hora de então fazer Pilates de fato. Largar a mão de ser teimosa.
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Ontem fui ver o show do David Cross. Quem não o conhece, entre no Youtube e digite David Cross. E abra qualquer vídeo que aparecer. Ele é ótimo. A melhor stand-up comedy desde Seinfeld. Aliás, melhor ainda, vou facilitar. Vejam o vídeo abaixo.
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Amanhã vou pra Bristol, visitar a Broo e o Má e passear com o Byrifoy. Domingo devemos passar o dia em Bath. A previsão? Oras, chuva, é claro. Mas não tô nem aí. Vai ser bom com sol ou chuva.
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Estou prestes a adquirir minha bicicleta nova. A ver.
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Post informativo, quase dissertativo, para compensar a molengueza do anterior (interior?)
Tenho esta irradiante. Estranho isso, logo quando resolvi parar de tomar a fabulosa Fluoxetina.
Monday, June 25, 2007
Manuela
Ela chegou. Meu coração partiu em mil porque eu queria estar lá. Ela chegou e o mundo fiocu um pouquinho menos difícil. Ela trouxe inocência e delicadeza. Como eu sei? Eu não sei. Eu só sinto. Eu queria saber depois de ver, de tocar. Mas talvez não precise. Talvez essa sensação de formigamento no coração seja suficiente. A pequena e abençoada Manuela chegou.
E eu chorei no trabalho vendo as fotos. Quase todas as fotos desfocadas. Quem é que consegue segurar direito uma câmera numa hora dessas? Se fosse focada seria mentirosa. Bem-vinda, Manu, ao primeiro dia da sua vida.
**

Essa semana vou ver a standup comedy do David Cross. Vocês não conhecem? Não creio. Se conhecessem, estariam com vontadinha de ir também.
E fim de semana que vem vou com Byrifoy para Bristol e Bath, visitar a Bru e o Ma e tomar um banho nos spas medievais.
Ah, life is good.
**
Fim de semana fui meia.
Se não fosse uma outra metade teria sido meia-boca.
Se fosse sozinha seria um copo meio-vazio.
Sendo como foi, fui meia complementada com outra metadinha.
Adorei cada riso e bocejo.
Mesmo quando estava minutos sozinha com a chuva correndo pela janela.
Tédio dividido é meio tédio.
Alegria dividida é dupla alegria.
É quase matematicamente possível ser feliz (quando já se está feliz).
E eu chorei no trabalho vendo as fotos. Quase todas as fotos desfocadas. Quem é que consegue segurar direito uma câmera numa hora dessas? Se fosse focada seria mentirosa. Bem-vinda, Manu, ao primeiro dia da sua vida.
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Essa semana vou ver a standup comedy do David Cross. Vocês não conhecem? Não creio. Se conhecessem, estariam com vontadinha de ir também.
E fim de semana que vem vou com Byrifoy para Bristol e Bath, visitar a Bru e o Ma e tomar um banho nos spas medievais.
Ah, life is good.
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Fim de semana fui meia.
Se não fosse uma outra metade teria sido meia-boca.
Se fosse sozinha seria um copo meio-vazio.
Sendo como foi, fui meia complementada com outra metadinha.
Adorei cada riso e bocejo.
Mesmo quando estava minutos sozinha com a chuva correndo pela janela.
Tédio dividido é meio tédio.
Alegria dividida é dupla alegria.
É quase matematicamente possível ser feliz (quando já se está feliz).
Wednesday, June 20, 2007
bailarina
Tenho congelado no trabalho. O ar condicionado aqui é muito forte. Sei que no alto verão vai ser pecado reclamar. Mas sempre fui um tantinho pecadora. E reclamona.
Mas é sério. Estou com o XALE de uma amiga. Imaginem a cena... Havaianas e XALE. Tá buniiiiito, minha gente. Ê Brasilzão.
**
Como estou num momento resgate, tenho tentado falar com queridos no Brasil. Ontem foi a vez da Djones via Skype. Se tudo der certo, ela vem de BsAs pra Europa e, enquanto estiver em Londres com a irmã, ficará hospedada lá em casa. Uma farra.
Depois liguei pra Milão, minha amiga de tantos anos (quase dez, quase dez, como voa!) que está para ter bebê a qualquer momento. Falei com a secretária eletrônica mas hoje recebi um email lindo dela. Vou tentar ligar de novo.
A próxima da fila (em nenhuma ordem específica, sem chiliques!) é a Frubinha, que já me alertou para possíveis novidades piscáveis. Aguarde meu telefonema, viu, sapequinha bolinho-de-carne?
O resto dos meus amigos? Então. Tenho um monte. Muitos dos quais gostaria de ligar também. Mas muitos dos quais não parecem interessados! Então, não há santo que faça milagres, também acabo perdendo interesse. Mas esses amigos sabem quem são, sabem onde me achar, sabem que vou adorar um contatinho e que vou buscar ao máximo não vomitar punições por terem sumido.
**
Ontem conheci um dos melhores amigos do Byrifoy, o Tonhão. Ele e a esposa vieram passar a lua-de-mel na Europa e passaram por Londres para ir ao show do Ozzy Osbourne, que foi ontem.
E, sou boba mesmo, é uma delícia entrar assim, aos pouquinhos, na vida do loiro. I’m absolutely loving it. Talvez por isso falte a inspiração. Cadê todo o peso do mundo para eu poder amaldiçoar? Eu não sei.
**
Ainda sonho com o dia de acordar e dar de cara com uma declaração de amor. Não eterno, porque há que ser real. Amor de hoje. Amor de muita carne e pouca alma. Amor de alma sem fantasias. Amor entendível, agarrável, perdível, fotografável.
Mas não é assim que funciona. Não existem declarações pedidas.
Vou continuar dançando mesmo sem música.
Monday, June 18, 2007
never quite as it seems
Sexta fui no show da Dolores O’Riordan – para os desavisados, a vocalista do Cranberries; para os perdidos, Cranberries é (era) uma banda irlandesa de rock que foi sucesso nos anos 90. Gente, eu não dava muito. Gosto de Cranberries mas nunca fui alucinada. Fui mais para acompanhar o Byrifoy e perder o medo de shows. Gente, eu adorei. Mesmo. A ponto de agora achar que posso encarar qualquer show (o que sei que não é verdade). Mas foi bom. Quase mágico. Comecei a acreditar em shows, e a não achar um absurdo gastar centenas de reais e/ou libras para sentir a vibração ao vivo (me segurando para não usar a palavra “vibe”, da série palavras-que-odeio).
**
Depois de anos sem contato, uma feliz ocorrência. Um email dela que já foi uma grande amiga e que sumiu sem grandes explicações, apesar da minha nem tão assídua insistência. Um desses pequenos afastamentos que vão aumentando sem percebermos até que entrar em contato de novo não faça mas sentido. Mas ela entrou em contato e sentido nunca foi uma palavra forte no meu dicionário. Agora, depois de anos de silêncio, vamos nos encontrar. Talvez em Paris, onde ela vai passar um mês. Talvez aqui em Londres. Talvez, melhor de tudo, em algum outro lugar, onde nenhuma de nós se sinta em casa – a melhor forma de reatar uma amizade quase perdida.
Em agosto, a confirmar.
**
Olha só, eu tô tentando ser menos mimada. Eu vou continuar tentando. Pode não funcionar muito, mas você vai ver, estou tentando! É que na verdade sou mimada por mim mesma. Coloco a expectativa no mesmo patamar que colocaria se fosse você em relação a mim. E aí cruzando os dados dá uma grande baderna sem sentido. Ah, mas isso você já sabe. De novo, o sentido. De novo, o estranho sentido.
**
Olha, gente, eu não mordo, viu? Quem quiser falar comigo, elogiar o blog ou meu cabelo, pode vir. Eu vou achar legal (embora não acredite na parte do cabelo)
**
Depois de anos sem contato, uma feliz ocorrência. Um email dela que já foi uma grande amiga e que sumiu sem grandes explicações, apesar da minha nem tão assídua insistência. Um desses pequenos afastamentos que vão aumentando sem percebermos até que entrar em contato de novo não faça mas sentido. Mas ela entrou em contato e sentido nunca foi uma palavra forte no meu dicionário. Agora, depois de anos de silêncio, vamos nos encontrar. Talvez em Paris, onde ela vai passar um mês. Talvez aqui em Londres. Talvez, melhor de tudo, em algum outro lugar, onde nenhuma de nós se sinta em casa – a melhor forma de reatar uma amizade quase perdida.
Em agosto, a confirmar.
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Olha só, eu tô tentando ser menos mimada. Eu vou continuar tentando. Pode não funcionar muito, mas você vai ver, estou tentando! É que na verdade sou mimada por mim mesma. Coloco a expectativa no mesmo patamar que colocaria se fosse você em relação a mim. E aí cruzando os dados dá uma grande baderna sem sentido. Ah, mas isso você já sabe. De novo, o sentido. De novo, o estranho sentido.
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Olha, gente, eu não mordo, viu? Quem quiser falar comigo, elogiar o blog ou meu cabelo, pode vir. Eu vou achar legal (embora não acredite na parte do cabelo)
Thursday, June 14, 2007
a faxineira
E novamente, era brasileira. Novamente aquele sorriso escancarado que me faz sentir erroneamente especial por também ser brasileira e *entender*, mesmo que nossas vidas sejam completamente diferentes. Mesmo que meu dia-a-dia tenha mais a ver com o de uma inglesa nowadays.
Mora aqui há três anos, como eu. Aliás, três anos exatos HOJE. Veio por causa da irmã. Casou com um português. Mora em Surbiton, uma região muito boa no Surrey. Trabalha de faxineira, vai de carro a todo lugar. Não me pareceu envergonhada por isso. Carioca, graduada e faxineira. Ela realmente não ligava.
Me senti pequena por ter um dia ligado de confessar que apesar de toda a minha formação, toda a minha bagagem intelectual, eu por um tempo virei salva-vidas. Eu tinha vergonha, claro. Salva-vidas não faz nada. Fica o dia inteiro sentado na cadeira olhando os outros se divertirem, vez ou outra apitando para quem se divertia inadvertidamente atrapalhando os outros. E quando não estava na piscina, estava limpando banheiros, espelhos, passando aspirador de pó na recepção, contando band-aids nas caixas de primeiros-socorros.
Mas voltando à moça, Monica, ela não quer voltar. Ela fala português com sotaque de Portugal. Ela bufou de saco-cheio quando disse que os ingleses do escritório vivem tentando cantá-la. Ela bufou, mas não desgosta. Ela bufou sorrindo.
Descrevi para ela onde no escritório fica a minha escrivaninha. E no mesmo momento me perguntei por que fui dizer isso. Que diferença faz? Talvez eu tenha pensado, num flash, que minha mesa pudesse ser uma ilhota de refúgio. Saber que uma brasileira senta ali poderia trazer qualquer coisa de familiar para um escritório tão vazio, sem rostos, apenas um ou outro zumbido de hardware que não foi desligado.
Me arrependi de falar onde sento. Achei que ela pudesse achar arrogância, já que tenho um so-called “proper job”. Aí pensei novamente que não é porque a mulher é faxineira que preciso ser cheia de dedos e cuidados, achando que sua profissão a faz mais sensível, mais suscetível a enxergar ofensas onde não há. Prepotência minha. Ela estava tranqüila. Ela nem devia desconfiar de metade do que se passava na minha cabeça estranha. Se soubesse, claro, me acharia uma louca varrida.
“Bom”, ela disse, “melhor eu agilizar aqui”. Claro, claro, eu disse. E pensei que fazia tempo desde a última vez que alguém terminou a conversa por mim. Geralmente eu termino, por falta de interesse, por falta de tempo, por falta do que falar.
Peguei o telefone dela para dar para alguém que esteja precisando de faxineira. Ela disse que adorou conversar comigo. Abriu mais um daqueles sorrisos bem brasileiros, de rir com boca, olhos, nariz e quase orelha, e antes de eu virar as costas perguntou: “Onde mesmo fica sua escrivaninha?”
Wednesday, June 13, 2007
no caso, senhor
Novo link na minha barra à esquerda.
Nocaso.org.
O site é formado por cabecinhas boas, a maioria vivendo aqui em Londres. Um dessas cabecinhas, por sinal, é loira com raízes escuras, e byrifoy.
Todo mundo lá.
Eu, por exemplo, estou sempre metendo o bedelho.
Um dia, quem sabe, estarei lá como colaboradora.
Enquanto isso atuo de PR e tendo difundir site e autores. Nas horas bem vagas(bundas).
**
Ganhei um livro lindo de Dia dos Namorados. Afobada que sou e desconfortável em ganhar presentes, nem vi que tinha dedicatória.
**

Ontem assisti a Notes On a Scandal. Adorei. A mulher lá, a velhota – esqueci o nome, preguiça de pesquisar, alguém que assistiu, help, plis – está espetacular como protagonista. Vale a pena ver. Babái, você vai adorar. Ao contrário do que eu pensava, não é baseado numa história real. Ainda assim, poderia bem ser.
*ah, sim, no momento em que pesquisava a imagem para colocar aqui, vi o nome da velhota. É a ótima Judi Dench.
**
Arrombaram o escritório da binha bãe. Levaram um par de óculos que lhe custou 20 reais. Sério. De um escritório todo levaram só isso. Ladrões burros, incompetentes.
Arrombaram escritórios vários distribuídos em quatro andares do prédio. Levaram laptops, dinheiro, enfim. Foi uma gangue. Entre 6 e 8 infelizes.
E ainda me perguntam por que eu cansei do Brasil.
Na real, moro num dos bairros mais violentos de Londres e ainda sim estou mais segura aqui do que no Itaim Bibi, bairro em que cresci em São Paulo – o mesmo onde fica o escritório de binha bãe.
Nocaso.org.
O site é formado por cabecinhas boas, a maioria vivendo aqui em Londres. Um dessas cabecinhas, por sinal, é loira com raízes escuras, e byrifoy.
Todo mundo lá.
Eu, por exemplo, estou sempre metendo o bedelho.
Um dia, quem sabe, estarei lá como colaboradora.
Enquanto isso atuo de PR e tendo difundir site e autores. Nas horas bem vagas(bundas).
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Ganhei um livro lindo de Dia dos Namorados. Afobada que sou e desconfortável em ganhar presentes, nem vi que tinha dedicatória.
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Ontem assisti a Notes On a Scandal. Adorei. A mulher lá, a velhota – esqueci o nome, preguiça de pesquisar, alguém que assistiu, help, plis – está espetacular como protagonista. Vale a pena ver. Babái, você vai adorar. Ao contrário do que eu pensava, não é baseado numa história real. Ainda assim, poderia bem ser.
*ah, sim, no momento em que pesquisava a imagem para colocar aqui, vi o nome da velhota. É a ótima Judi Dench.
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Arrombaram o escritório da binha bãe. Levaram um par de óculos que lhe custou 20 reais. Sério. De um escritório todo levaram só isso. Ladrões burros, incompetentes.
Arrombaram escritórios vários distribuídos em quatro andares do prédio. Levaram laptops, dinheiro, enfim. Foi uma gangue. Entre 6 e 8 infelizes.
E ainda me perguntam por que eu cansei do Brasil.
Na real, moro num dos bairros mais violentos de Londres e ainda sim estou mais segura aqui do que no Itaim Bibi, bairro em que cresci em São Paulo – o mesmo onde fica o escritório de binha bãe.
Tuesday, June 12, 2007
esmalte
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Hoje tenho minha segunda aula de introdução ao Budismo. Looking forward to.
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Menos de um mês pro meu furacão ruivo assolar terras britânicas. Pouco mais de um mês para sair do meu trabalho. Que ridículo, quanto mais perto fica de eu sair, mais começo a gostar do meu trabalho. Deveria ser o contrário, não?
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Ontem terminei, em meio a muitas lágrimas, The Time Travaller’s Wife. Puta merda, que livro, que livro. Escrito com o estômago e a cabeça ao mesmo tempo – coisa que não sei fazer ainda, só escrevo com o estômago. Recomendo muito. Empresto o meu depois que o Byrifoy ler. 500 e poucas páginas que parecem cento e algumas. De novo, recomendo muito.
Sunday, June 10, 2007
I want to be a good woman
Um fim de semana delicioso, apesar dos nãos da vida, tive sins que compensaram. De verdade. Vários pequenos sins (do plural de sim) compensando um Grande Não. Não achei que isso fosse possível - vários e simples e pequenos sins obnubilando um dos maiores nãos da minha pequena e fútil história -, mas é. Me senti tão leve, tão leve. Até quase me esqueci de chorar e, quando lembrei, era tarde demais, a vontade já tinha passado.
Culpa sua, que faz tudo com tanto cuidado e que sabe me fazer sorrir quando me debato no que deveria ser o mais ardido dos espinhos.
No final, como sempre, o medo é pior do que seu motivo.
Não preciso fazer muita coisa para que você esteja certo, ou faça o certo. Ao contrário de mim, você não precisa fazer muita força para fazer o bem.
De qualquer forma, vou estar aqui, cuidando, não demais, para não te irritar; mas o suficiente para me fazer quase necessária.
I want for you to be a good man.
Culpa sua, que faz tudo com tanto cuidado e que sabe me fazer sorrir quando me debato no que deveria ser o mais ardido dos espinhos.
No final, como sempre, o medo é pior do que seu motivo.
Não preciso fazer muita coisa para que você esteja certo, ou faça o certo. Ao contrário de mim, você não precisa fazer muita força para fazer o bem.
De qualquer forma, vou estar aqui, cuidando, não demais, para não te irritar; mas o suficiente para me fazer quase necessária.
I want for you to be a good man.
Thursday, June 07, 2007
almost out of drugs
Tava lendo no Guardian uma notícia que mais soa como piada. Vocês sabiam que no Irã neguinho precisa se registrar junto ao governo para ter um blog? É simples: você dá seu username E senha para o governo e pronto! O que acontece se você se recusar a dar sua senha? Seu blog será filtrado/bloqueado de acesso para pessoas no Irã e até fora do país.
Matéria inteira aqui:
**
Resolvi diminuir a fluoxetina. Por conta própria. Por quê? Porque cansei, oras.
**
Acabo de voltar de uma reunião. Me pergunto se foi realmente boa idéia ter baixado a Fluoxetina.
**
Ontem vi Ask the Dust. Adorei. Uma surpresa mesmo, já que sou apaixonada pelo livro homônimo e é difícil acontecer de eu gostar do filme. Assistam. Antes, claro, leiam o livro.
Matéria inteira aqui:
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Resolvi diminuir a fluoxetina. Por conta própria. Por quê? Porque cansei, oras.
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Acabo de voltar de uma reunião. Me pergunto se foi realmente boa idéia ter baixado a Fluoxetina.
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Ontem vi Ask the Dust. Adorei. Uma surpresa mesmo, já que sou apaixonada pelo livro homônimo e é difícil acontecer de eu gostar do filme. Assistam. Antes, claro, leiam o livro.
Wednesday, June 06, 2007
efemeridades
Não era para ter lido. Não era.
**
A primeira aula de introdução ao Budismo foi bacana. Classe pequena e um professor para lá de fofo, como a maioria dos budistas que conheço. “Nosso curso vai começar sempre às 6:32pm”, ele disse. “Por alguma razão todo mundo sempre chega às 6:32pm quando marco às 6:30pm”. Primeira aula foi básica. Ele explicou alguns termos usados na tradição budista, alguns preceitos básicos – a maioria eu já sabia, mas é sempre bom reiterar – e algumas das diferenças entre as diversas vertentes budistas.
Ele explicou que no Budismo não há Deus. E que não há alma, ou “self”. Que não há nada que esteja realmente estagnado. E eu percebi o quanto é difícil para nós ocidentais assimilarmos realmente alguns desses conceitos básicos (como o de reencarnação em animais), porque fomos criados para assimilarmos outras coisas. Aí parece que algumas coisas da cultura oriental são piada. Nós, ocidentais, é que sabemos da verdade. Que há céu, e inferno, e purgatório, e pecados, e dízimos, e muito mais que não sei citar porque realmente desconheço.
Terça que vem tem mais.
**
Assinei o contrato e mandei. Pronto.
Aqui no trabalho todos já sabem. Recebi mensagens muito amadas. O editor de quem mais gosto e com quem tenho que trabalhar diariamente, foi o mais querido. Disse que fazia anos que a companhia não tinha um “marketeer” como eu. Achei estranho ser chamada de marketeer. Outra editora me disse “you are not allowed to leave!”
Enfim, feliz e triste. Vou sair à brasileira, fazendo alarde e, se se fizer necessário, chororô.
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A primeira aula de introdução ao Budismo foi bacana. Classe pequena e um professor para lá de fofo, como a maioria dos budistas que conheço. “Nosso curso vai começar sempre às 6:32pm”, ele disse. “Por alguma razão todo mundo sempre chega às 6:32pm quando marco às 6:30pm”. Primeira aula foi básica. Ele explicou alguns termos usados na tradição budista, alguns preceitos básicos – a maioria eu já sabia, mas é sempre bom reiterar – e algumas das diferenças entre as diversas vertentes budistas.
Ele explicou que no Budismo não há Deus. E que não há alma, ou “self”. Que não há nada que esteja realmente estagnado. E eu percebi o quanto é difícil para nós ocidentais assimilarmos realmente alguns desses conceitos básicos (como o de reencarnação em animais), porque fomos criados para assimilarmos outras coisas. Aí parece que algumas coisas da cultura oriental são piada. Nós, ocidentais, é que sabemos da verdade. Que há céu, e inferno, e purgatório, e pecados, e dízimos, e muito mais que não sei citar porque realmente desconheço.
Terça que vem tem mais.
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Assinei o contrato e mandei. Pronto.
Aqui no trabalho todos já sabem. Recebi mensagens muito amadas. O editor de quem mais gosto e com quem tenho que trabalhar diariamente, foi o mais querido. Disse que fazia anos que a companhia não tinha um “marketeer” como eu. Achei estranho ser chamada de marketeer. Outra editora me disse “you are not allowed to leave!”
Enfim, feliz e triste. Vou sair à brasileira, fazendo alarde e, se se fizer necessário, chororô.
Monday, June 04, 2007
muito do mesmo
Não me entendo. Uma hora resolvo que a vida é boa e quero achar emprego na área editorial. Hoje, mesmo com um emprego novo e mais promissor nas mãos, me pego no site da Catho procurando vagas de marketing no Brasil. Por nenhum motivo específico. Não quero voltar e, se voltar, não acho que vá trabalhar com marketing. Não me entendo, mas também, não me reprimo. Quem sabe mais pra frente tudo vá fazer sentido.
.
.
.
Hoje entreguei minha carta de demissão.
*Alívio*
**
Fim de semana perfeito, para compensar o tédio do anterior. A bagunça começou na sexta, com jogo do Brasil e Inglaterra na TdM. Convidados seletos, tudo como planejado. Foi ótimo. De lá, fomos bater um GBK, o melhor hamburguer de Londres.
Sábado acordei relativamente cedo. Fui para o parque na frente de casa, tomar sol e ler. Saí quando a pirralhada começou a jogar futebol do lado e tive ímpetos satânicos de furar a bola big time se ela caísse mais uma vez perto de mim.
Fui encontrar meus ex-flatmates Izac e Diego no Borough Market. Eu e minha bike, minha bike e eu. Foi uma delícia, o dia estava perfeito (talvez até um pouco quente demais). Chegando lá o Raí e sua PANCINHA DE CHOPP davam o ar da graça. Sério, o Raí, jogador de futebol, pancinha. Acho que ele pode, néam?
Papo vai, papo vem, monto na bike e vou para a casa do Byrifoy. Vamos para o kennington Park onde – nem sei como explicar – ficamos atirando bolinhas uns nos outros (eu, Byrifoy e Bruno).
Chego em casa, tomo banho e Byrifoy passa para me pegar de moto. Queimo a perna no escapamento, olá queimadura, olá bolha, bem vindas. Vamos para um bar chamado Escape que fica em Herne Hill, pra lá de Brixton. Era lançamento da marca de roupas da Tânia e o Byrifoy foi modelo.
Dia seguinte fomos com Bruno na escola de aviação dele. Programa diferente. Na pqp. Estação de debden, zona 6, já em Essex. Foi legal. Só tava muito quente. Estendemos uma canga e eu dormi sobre pedregulhos. Nunca fui assim, não sei o que me deu. Deve ter sido a alta qualidade do travesseiro.
De lá fomos direto para o oeste de Londres, churrasco do Renato em Earl’s Court. Fiquei com um pouquinho de saudade de morar no oeste. Mas logo passou.
Terminei o fim de semana tentando entender porque este foi tão bom e o anterior tão ruim. Concluí que a culpa não é do fim de semana. E nem tanto do clima quanto eu pensava. Eu até sei a resposta, mas não consigo prová-la. Eu chego lá.
**
A meta de hoje é passar no South Bank Gym Club. É do lado de casa e, teoricamente, barato. Voltar a me mexer.
Amanhã devo ir à minha primeira aula de Introdução ao Budismo.
O que estou tentando fazer: Ressuscitar paixões, despertar outras. Algo que me faça gritar de vontade. Ultimamente tem havido pessoas que me fazem ficar assim, mas não atividades, lugares, coisas. Claro que é melhor desse jeito, mas porque não ter de tudo? Meu mundo precisa de mais descobertas, paixões, vontade de revirar, de saber mais, de sonhar de noite com assuntos sobre os quais não paro de pensar de dia, de me devotar, me obcecar. Sou assim.
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Hoje entreguei minha carta de demissão.
*Alívio*
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Fim de semana perfeito, para compensar o tédio do anterior. A bagunça começou na sexta, com jogo do Brasil e Inglaterra na TdM. Convidados seletos, tudo como planejado. Foi ótimo. De lá, fomos bater um GBK, o melhor hamburguer de Londres.
Sábado acordei relativamente cedo. Fui para o parque na frente de casa, tomar sol e ler. Saí quando a pirralhada começou a jogar futebol do lado e tive ímpetos satânicos de furar a bola big time se ela caísse mais uma vez perto de mim.
Fui encontrar meus ex-flatmates Izac e Diego no Borough Market. Eu e minha bike, minha bike e eu. Foi uma delícia, o dia estava perfeito (talvez até um pouco quente demais). Chegando lá o Raí e sua PANCINHA DE CHOPP davam o ar da graça. Sério, o Raí, jogador de futebol, pancinha. Acho que ele pode, néam?
Papo vai, papo vem, monto na bike e vou para a casa do Byrifoy. Vamos para o kennington Park onde – nem sei como explicar – ficamos atirando bolinhas uns nos outros (eu, Byrifoy e Bruno).
Chego em casa, tomo banho e Byrifoy passa para me pegar de moto. Queimo a perna no escapamento, olá queimadura, olá bolha, bem vindas. Vamos para um bar chamado Escape que fica em Herne Hill, pra lá de Brixton. Era lançamento da marca de roupas da Tânia e o Byrifoy foi modelo.
Dia seguinte fomos com Bruno na escola de aviação dele. Programa diferente. Na pqp. Estação de debden, zona 6, já em Essex. Foi legal. Só tava muito quente. Estendemos uma canga e eu dormi sobre pedregulhos. Nunca fui assim, não sei o que me deu. Deve ter sido a alta qualidade do travesseiro.
De lá fomos direto para o oeste de Londres, churrasco do Renato em Earl’s Court. Fiquei com um pouquinho de saudade de morar no oeste. Mas logo passou.
Terminei o fim de semana tentando entender porque este foi tão bom e o anterior tão ruim. Concluí que a culpa não é do fim de semana. E nem tanto do clima quanto eu pensava. Eu até sei a resposta, mas não consigo prová-la. Eu chego lá.
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A meta de hoje é passar no South Bank Gym Club. É do lado de casa e, teoricamente, barato. Voltar a me mexer.
Amanhã devo ir à minha primeira aula de Introdução ao Budismo.
O que estou tentando fazer: Ressuscitar paixões, despertar outras. Algo que me faça gritar de vontade. Ultimamente tem havido pessoas que me fazem ficar assim, mas não atividades, lugares, coisas. Claro que é melhor desse jeito, mas porque não ter de tudo? Meu mundo precisa de mais descobertas, paixões, vontade de revirar, de saber mais, de sonhar de noite com assuntos sobre os quais não paro de pensar de dia, de me devotar, me obcecar. Sou assim.
Friday, June 01, 2007
vrum
Daqui a pouco vou falar com meu chefe.
MEDA PÂNICA HORRORA DESESPERA SOCORRA.
Não vai doer, mas bom também, não pé. Vou dizer que me foi feita a oferta de um outro trabalho, no estilo mais prolixo e cheio de dedos inglês. Do tipo, me foi oferecido um emprego, não tenho culpa, sou agente da passiva.
Por enquanto mandei um email rapidinho, dizendo que quando ele tiver “a mo”, vir falar comigo. Ele já deve saber. Ele já estava antenado. Não vai doer, ele vai facilitar as coisas.
.
.
.
Falei. Pronto. E como num passe de mágica, o escritório todo já sabe. Não sei como eles fazem isso. Mas isso é o menos importante. Meu último dia aqui é dia 17 de julho. Meu primeiro dia lá é dia 30. Isso mesmo. Férias de quase duas semanas para a princesa aqui. Mais do que merecido, mais do que eu esperava. Porque sempre espero menos, anyway.
**
Ontem fui jantar num restaurante coreano com Byrifoy e mais um casal de amigos. Foi a primeira vez que comi comida coreana. E amei (apesar da pimenta das entradas). Saudável e saboroso. Claro, comi coisas palatáveis. Nada de ovo cru no meio da comida, como vi no prato dos coreanos ao lado.
Ontem foi um dia bom, como um todo. Cheguei na casa do Byrifoy completamente exausta, mas com um sorriso de canto. Eu, sozinha, vivi tanta coisa em um só dia e sobrevivi. Dormi quase imediatamente. Acordei inchada de sono e esperança de que o sol vai brilhar o fim de semana inteiro.
**
Hoje Brasil e Inglaterra jogam. Impressionante como estando fora fico mais ligada nesses eventos nacionalistas. Claro que faz sentido, mas é estranho ser parte da manada. Estranho, e estranhamente confortável.
**
Estou virando motoqueira. Jaqueta de couro e tudo. Adoro. Babãe, babái, Piu: não tem motivo pra alarme. Por enquanto, e por um bom tempo, só penso em ser passageira.
(Na verdade andar de moto é uma desculpa para ter que agarrar bem agarrado quem está dirigindo.)
MEDA PÂNICA HORRORA DESESPERA SOCORRA.
Não vai doer, mas bom também, não pé. Vou dizer que me foi feita a oferta de um outro trabalho, no estilo mais prolixo e cheio de dedos inglês. Do tipo, me foi oferecido um emprego, não tenho culpa, sou agente da passiva.
Por enquanto mandei um email rapidinho, dizendo que quando ele tiver “a mo”, vir falar comigo. Ele já deve saber. Ele já estava antenado. Não vai doer, ele vai facilitar as coisas.
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Falei. Pronto. E como num passe de mágica, o escritório todo já sabe. Não sei como eles fazem isso. Mas isso é o menos importante. Meu último dia aqui é dia 17 de julho. Meu primeiro dia lá é dia 30. Isso mesmo. Férias de quase duas semanas para a princesa aqui. Mais do que merecido, mais do que eu esperava. Porque sempre espero menos, anyway.
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Ontem fui jantar num restaurante coreano com Byrifoy e mais um casal de amigos. Foi a primeira vez que comi comida coreana. E amei (apesar da pimenta das entradas). Saudável e saboroso. Claro, comi coisas palatáveis. Nada de ovo cru no meio da comida, como vi no prato dos coreanos ao lado.
Ontem foi um dia bom, como um todo. Cheguei na casa do Byrifoy completamente exausta, mas com um sorriso de canto. Eu, sozinha, vivi tanta coisa em um só dia e sobrevivi. Dormi quase imediatamente. Acordei inchada de sono e esperança de que o sol vai brilhar o fim de semana inteiro.
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Hoje Brasil e Inglaterra jogam. Impressionante como estando fora fico mais ligada nesses eventos nacionalistas. Claro que faz sentido, mas é estranho ser parte da manada. Estranho, e estranhamente confortável.
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Estou virando motoqueira. Jaqueta de couro e tudo. Adoro. Babãe, babái, Piu: não tem motivo pra alarme. Por enquanto, e por um bom tempo, só penso em ser passageira.
(Na verdade andar de moto é uma desculpa para ter que agarrar bem agarrado quem está dirigindo.)
Wednesday, May 30, 2007
tim-tim pra mim
Comemoremos! Pra quem é de comemorar, claro.
Até sexta-feira saberei quem é meu novo empregador. Por enquanto, sei que terei um novo emprego.
.
.
.
Mas vou dizer que cansou. Mas eu consegui. Mas cansou. Mas eu consegui.
Porque pra mim o copo está sempre meio cheio e meio vazio. Ao mesmo tempo. E não tente me convencer do contrário. Funciono na base do real. Mesmo muitas vezes voando bem além dos healthy boundaries.
Ouvi dizer que mesmo assim funciona, dá pra ser feliz.
**
Minha nova moda? Insônia, claro. Estou cansada, deito cedo, leio, leio, está tudo me direcionando para um sono tranqüilo, apago o abajour e nada acontece. Nada querendo dizer nada mesmo. Não durmo. Ontem deitei antes das 9:30pm e li 40 páginas do meu livro, e tentei dormir e não consegui. Levantei de novo, fui fazer outra coisa, xixi quem sabe, li mais um pouco. A última vez que olhei no relógio era quase meia-noite.
Nada bom para minha propensão ansiogênica. Nada bom.
**
Por que reclamo tanto? Porque continua cinza. Pela primeira vez em muito tempo o clima da Inglaterra tá dragging me down.
Talvez porque agora já era de se esperrar o mínimo do bom tempo. Estamos quase em junho e ainda estou usando sobretudo.
Até sexta-feira saberei quem é meu novo empregador. Por enquanto, sei que terei um novo emprego.
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Mas vou dizer que cansou. Mas eu consegui. Mas cansou. Mas eu consegui.
Porque pra mim o copo está sempre meio cheio e meio vazio. Ao mesmo tempo. E não tente me convencer do contrário. Funciono na base do real. Mesmo muitas vezes voando bem além dos healthy boundaries.
Ouvi dizer que mesmo assim funciona, dá pra ser feliz.
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Minha nova moda? Insônia, claro. Estou cansada, deito cedo, leio, leio, está tudo me direcionando para um sono tranqüilo, apago o abajour e nada acontece. Nada querendo dizer nada mesmo. Não durmo. Ontem deitei antes das 9:30pm e li 40 páginas do meu livro, e tentei dormir e não consegui. Levantei de novo, fui fazer outra coisa, xixi quem sabe, li mais um pouco. A última vez que olhei no relógio era quase meia-noite.
Nada bom para minha propensão ansiogênica. Nada bom.
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Por que reclamo tanto? Porque continua cinza. Pela primeira vez em muito tempo o clima da Inglaterra tá dragging me down.
Talvez porque agora já era de se esperrar o mínimo do bom tempo. Estamos quase em junho e ainda estou usando sobretudo.
Monday, May 28, 2007
mirror to the moon
Eu realmente não precisava passar por esse cinza e esse frio nesse momento. Estou naquelas épocas de ouvir obsessivamente a mesma música por nenhuma razão específica. Como eu fazia há uns 10 anos. Quando era boba e usava saias curtas e estourava bolas de chiclete todos os dias. Eu precisava sangrar a música. Aí de vez em quando isso volta e parece que é uma droga. Vicia. Já nem faz mais bem. Mas parece que se eu parar de ouvir a vida vai parar de girar. Preciso parar com essa idiotice.
A culpa é do dia. Dos últimos dias. Todos cinzas e molhados. E eu fiquei cinza e molhada também, e meu coração passou a bater de acordo com a bateria dessas músicas que me perseguem e não posso mais, não posso mais. Meu coração precisa bater como um coração. Chega de inundá-lo de cargas elétricas e faze-lo desempenhar o papel de ditador do ritmo. Eu não agünto, não agüento.
Vai ver foi tempo demais em casa. Isso acontece. Não há para onde ir! Só chove faz três dias. Eu bocejo a cada cinco minutos e espirro a cada dez. Um relógio triste.
Como sempre, minha gente, reclamo de barriga cheia. Mas é aí que tá o problema. Só barriga cheia não faz ninguém parar de reclamar.
**
Preparei minha apresentação de amanhã e, sinceramente, ficou faltando graça. Ela ficou que nem eu hoje, cinza. Não vai ser nenhum desastre, mas também não será brilhante.
Desastre mesmo será ter que chegar lá na entrevista às 8am se o tempo continuar assim. Depois de tantos meses de frio, acho que merecemos um pouco de calor. Estamos quase em junho. Dia 20 será o dia mais longo do ano aqui. And yet estou com o aquecedor ligado e com pantufas e com frio. Não é justo.
**
Vou fechar um pouco mais os olhos, e tapar um pouco os ouvidos. E dizer menos com os olhos e mais com os lábios. E vou tentar entender. Entender de verdade, não isso que eu acho que já sei, não essa minha pretensnao de achar que em 5 minutos se conhece uma vida e se vê uma história e se chega a toda e qualquer conclusão. Alguém, por favor, chute meu pedestal longe. Me faça cair e quebrar docemente a perna. Preciso ser chocada. Preciso ser contrariada. De verdade. De embaçar a vista e perder o chão. Preciso ver furacões que jamais previ vindo em minha direção. Preciso parar de tentar enxergar amor o tempo todo. Como cansa tentar ver amor. Como cansa tentar entrar no outro. Como cansa dormir precisando muito descansar.
A culpa é do dia. Dos últimos dias. Todos cinzas e molhados. E eu fiquei cinza e molhada também, e meu coração passou a bater de acordo com a bateria dessas músicas que me perseguem e não posso mais, não posso mais. Meu coração precisa bater como um coração. Chega de inundá-lo de cargas elétricas e faze-lo desempenhar o papel de ditador do ritmo. Eu não agünto, não agüento.
Vai ver foi tempo demais em casa. Isso acontece. Não há para onde ir! Só chove faz três dias. Eu bocejo a cada cinco minutos e espirro a cada dez. Um relógio triste.
Como sempre, minha gente, reclamo de barriga cheia. Mas é aí que tá o problema. Só barriga cheia não faz ninguém parar de reclamar.
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Preparei minha apresentação de amanhã e, sinceramente, ficou faltando graça. Ela ficou que nem eu hoje, cinza. Não vai ser nenhum desastre, mas também não será brilhante.
Desastre mesmo será ter que chegar lá na entrevista às 8am se o tempo continuar assim. Depois de tantos meses de frio, acho que merecemos um pouco de calor. Estamos quase em junho. Dia 20 será o dia mais longo do ano aqui. And yet estou com o aquecedor ligado e com pantufas e com frio. Não é justo.
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Vou fechar um pouco mais os olhos, e tapar um pouco os ouvidos. E dizer menos com os olhos e mais com os lábios. E vou tentar entender. Entender de verdade, não isso que eu acho que já sei, não essa minha pretensnao de achar que em 5 minutos se conhece uma vida e se vê uma história e se chega a toda e qualquer conclusão. Alguém, por favor, chute meu pedestal longe. Me faça cair e quebrar docemente a perna. Preciso ser chocada. Preciso ser contrariada. De verdade. De embaçar a vista e perder o chão. Preciso ver furacões que jamais previ vindo em minha direção. Preciso parar de tentar enxergar amor o tempo todo. Como cansa tentar ver amor. Como cansa tentar entrar no outro. Como cansa dormir precisando muito descansar.
Thursday, May 24, 2007
drifting
Teve um dia que estávamos na balsa e ele comia o sanduích
e de atum, a cara estava ótima, mas eu não queria porque estava levemente enjoada, levemente surtada. E ele me disse que eu tinha que experimentar, que eu não me arrependeria. Eu disse tá bom. E ele ficou genuinamente feliz. E antes de me dar a mordida ele mordeu as pontinhas do pão, para que eu pudesse morder bem o recheio. E foi aqui que fodeu tudo, meus amigos. Uma das vezes em que percebi que era um caso perdido (ganho?). Ali eu percebi que também tem quem cuide de mim, e que é bom deixar cuidar.
**
Verão chegando e estou com medo. Ontem meu quarto estava bem mais quente que a temperatura lá fora. Talvez seja o caso de investir em meu des-desespero e comprar um ar-condicionado, como sugeriu Byrifoy. Se o verão for como no ano passado, estou literal e figuradamente frita.
**
E eu esqueci do Bank Holiday. Quase chorei de alegria quando lembrei. Feriado na segunda. Uma benção divina. Às vezes o mundo colabora.
Aí comecei a pensar que ia passar o dia na praia. Aí lembrei que segunda-feira às 8am tenho entrevista E apresentação. No caso, não vou mais estar viajando.
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Verão chegando e estou com medo. Ontem meu quarto estava bem mais quente que a temperatura lá fora. Talvez seja o caso de investir em meu des-desespero e comprar um ar-condicionado, como sugeriu Byrifoy. Se o verão for como no ano passado, estou literal e figuradamente frita.
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E eu esqueci do Bank Holiday. Quase chorei de alegria quando lembrei. Feriado na segunda. Uma benção divina. Às vezes o mundo colabora.
Aí comecei a pensar que ia passar o dia na praia. Aí lembrei que segunda-feira às 8am tenho entrevista E apresentação. No caso, não vou mais estar viajando.
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