Não era para ter lido. Não era.
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A primeira aula de introdução ao Budismo foi bacana. Classe pequena e um professor para lá de fofo, como a maioria dos budistas que conheço. “Nosso curso vai começar sempre às 6:32pm”, ele disse. “Por alguma razão todo mundo sempre chega às 6:32pm quando marco às 6:30pm”. Primeira aula foi básica. Ele explicou alguns termos usados na tradição budista, alguns preceitos básicos – a maioria eu já sabia, mas é sempre bom reiterar – e algumas das diferenças entre as diversas vertentes budistas.
Ele explicou que no Budismo não há Deus. E que não há alma, ou “self”. Que não há nada que esteja realmente estagnado. E eu percebi o quanto é difícil para nós ocidentais assimilarmos realmente alguns desses conceitos básicos (como o de reencarnação em animais), porque fomos criados para assimilarmos outras coisas. Aí parece que algumas coisas da cultura oriental são piada. Nós, ocidentais, é que sabemos da verdade. Que há céu, e inferno, e purgatório, e pecados, e dízimos, e muito mais que não sei citar porque realmente desconheço.
Terça que vem tem mais.
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Assinei o contrato e mandei. Pronto.
Aqui no trabalho todos já sabem. Recebi mensagens muito amadas. O editor de quem mais gosto e com quem tenho que trabalhar diariamente, foi o mais querido. Disse que fazia anos que a companhia não tinha um “marketeer” como eu. Achei estranho ser chamada de marketeer. Outra editora me disse “you are not allowed to leave!”
Enfim, feliz e triste. Vou sair à brasileira, fazendo alarde e, se se fizer necessário, chororô.
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