Wednesday, January 14, 2009
Os primeiros tres dias na India
Não sei de onde tirei a idéia de que a India é de outro mundo. Sei que eu estava certa. Surpreendentemente o dia correu sem grandes surpresas. Saimos na hora marcada, chegamos no aeroporto tranquilos, o embarque foi sossegado e, apesar do tumulto no avião, conseguimos embarcar com apenas uma hora de atraso. Nao entendi bem qual foi o problema, mas foi resolvido e embarcamos. Assim que apagaram a luz do cinto de seguranca pedi encarecida e descaradamente para o cara bafudo do meu lado mudar para a fileira da frente, em que havia espaço livre. Foi a glória.
Chegamos em Delhi às 2 da manhã mas ja deu para ter uma ideia. Mesmo de madrugada todo mundo tasca a mao na buzina. Nosso motorista queria mostrar servico para garantir a gorjeta e foi o caminho inteiro do aeroporto ao hotel mostrando todas as estacoes de metro (???) e comentando: This very richmen people. This very richmen area. But I'm no richman – I'm very poor man.” Ele repetiu isso umas tres vezes no minimo. Para garantir que a mensagem fosse processada e a carteira, claro, aberta.
O mais legal foram as vacas no meio da rua, em plea madrugada. Nao qualquer rua, rua principal mesmo. Mas isso o motorista nao comentou. Deve ser muito trivial pra ele.
Finalmente chegamos no hotel, fizemos um check-in, pedimos um omelete (Alexandre) e queijo quente (eu) e enquanto nao chega escrevo. Aqui ja sao mais de 5 da manha, mas por causa do fuso horoario de 5:30h em relacao a Londres, estamos meio perdidos. Sabemos que deviamos estar dormindo, mas, well, antes de comer nao conseguiremos nem dormir.
Eh isso. Chegamos na India! Estamos mortos e felizes.
11/01
Para ser bem sincera, os primeiros minutos do dia foram insuportaveis. Tanto eu quanto o Alexandre estavamos podres ainda, apos uma noite de apenas 5 horas de sono entrecortadas por muito berro e coisas sendo jogadas com forca contra o chao (ou pelo menos foi assim que pareceu). Fazia tempo que nao via olheiras tao fundas em mim. Fomos tomar cafeh e aconteceu o que eu temia: Nojinho de tudo, medo de vomitar, estomago embrulhado e intestino completamente preso. Resultado: uma banana e cafeh preto de cafeh-da-manha. Resolvi que precisava mudar minha sorte, afinal das contas eh meu aniversario!
Tomei um banho, fui no banheiro (nada de diarreia) e ja me sentia outra pessoa. Tambem recebi parabens (atrasados e cobrados) do Alexandre. Soh fomos sair do hotel depois do meio-dia, ja que acordamos tarde.
Foi um susto do cao. Delhi eh um espetaculo de barulho e cheiros. Buzina aqui tem outro sentido (de verdade, nao to tentando ser engracadinha. Na boleia de todo caminhao ta escrito “Blow Horn” ou “Horn please”. Buzina aqui eh para ser notado, esqueçam retrovisores. Para que?) Nao preciso descrever alem, ne? Comentei que Delhi com certeza seria o lugar que meu pai mais odiairia no mundo mas que ao final de um dia inteiro rodando a cidade ele estaria gargalhando de incredulidade. Nao entendo direito como as coisas fundionam aqui, mas elas funcionam. O transito eh caos completo (carros na contra-mao, tuk tuks, motos, onibus, charretes de burrico, pedestres e ateh elefantes disputam espaco. Nao eh exagero. Estavamos numa via principal e vimos um elefante carregando troncos de arvore e respeitando o sinal fechado (ao contrario dos tuk tuks da vida).
Nossa primeira parada foi o Burli Temple, um templo hindu despretencioso e maravilhoso. Nao ha turistas la, e foi la que tive meu primeiro alumbramento espiritual. Pus os pes descansos naquele chao de marmore (ou algo semelhante) e fui acometida por um bem estar indescritivel. O cheiro, o ar, e elementos extrasensoriais me elevaram, really. Talvez eu ja estivesse predisposta a me sentir assim. De qualquer forma, foi um momento importante que vou carregar comigo na viagem e alem.
De la fomos para o Humayun's Tomb, outro espetaculo. O tempo comecou a ficar curto e corremos de la para o Red Fort. A muralha do forte tem mais de 2km, a maior do mundo depois da Muralha da China, segundo o nosso motorista.
Depois disso ja era de noite e estavamos cansados. Fomos levados a um lugar de chas e pashminas e compramos uns masala teas para preparar chai (cha indiano delicioso, tem pra vender no Brasil?). Mesmo porque aqui esquece o cafeh. Eh um pozinho que tem o dom de ser inferior a cafeh instantaneo e ateh para mim, cafeinaholic inveterada, nao desce. Supro minha dose de cafeina ccom cha preto mesmo.
Ja de noite passamos por India Gate, uma especie de Arco do Triunfo do oriente. Legal mas ja estavamos cansados e nao aguentavamos mais ser abordados por vendedores ambulantes MUITO insistentes. Sem falar com o jeito com que os indianos olham para mim, um misto de curiosidade (tal qual nos temos por elefantes e camelos andando pela rua) com tesao porque acham que mulher ocidental eh tudo puta. Mas isso vale um post a parte.
12/1 – Acordamos 5:30am para pegar a estrada. Muito, muito sono. Pela segunda noite seguida dormimos menos de 5 horas e, quem me conhece sabe, isso eh quase inconcebivel na realidade que tento me impor. Dei umas piscadas no carro mas nao conseguia dormir sabendo que tanta coisa nova e diferente se passava do lado de fora de meus olhos fechados. Chegamos e Agra ainda pela manha e, apos algumas paradas em templos e tumbas sem grande relevancia, fomos finalmente ao glorioso Taj Mahal (aqui pronunciado Taj Mal). Passeamos por la completamente estupefatos. Um dos lugares mais lindos a que ja fui na vida. Li muito a respeito de pessoas que visitaram e se decepcionaram, esperaavam mais. Sinceramente, nao consigo entender como. O Taj eh tudo o que dizem e mais. Queriamos ficar horas sentados pelo chao admirando a beleza do lugar, mas nosso tempo era curto e ainda tinhamos viagem pela frente.
Fomos escoltados ateh uma loja de mosaicos em marmore tais como os que existem dentro do Taj Mahal, e nao resistimos: compramos e despachamos pro Brasil dois enfeites para pormos em nossa casa nova. Um elefantinho (presente que o Alexandre me deu de aniversario) e um candelabro – que devem chegar em uns 20 dias, viu, mae?
Acabamos Agra e seguimos para Rathambore. Mais umas 7 horas de estrada. Cheguei meio mal de resfriado. Pedi um cobertor extra e fomos dormir apos um jantar espetacular no jardim com fogueiras.
Vale lembrar que eu e o Alexandre viramos vegetarianos aqui na India (claro que depois da India voltamos aa dieta normal, eh soh para nao comer macaco pensando que eh frango mesmo). Mas eu entendo o sentido de ser vegetariano aqui. Nao apenas religiosa mas gastronomicamente. Voce nao precisa comer carne alguma para ter refeicoes espetaculares. Tudo com arroz, naan bread, vegetais e molhos incriveis. Nesse dia de Agra o Alexandre passou um pouco mal. Nada demais, soh um mal estar geral. Haviamos comido muito pouco nesse dia e depois de uma refeicao completa ele ja estava melhor.
13/1 – Acordei pior do resfriado mas adotei a tecnica de sempre, que nao resolve mas para mim eh a solucao em situacoes assim: ignorei. Acordamos 5.30am de novo e as 6.30am estavamos prontos para sair para o safari. Pegamos o Kenta (especie de caminhao-jipe) e nos enfiamos no mato do Rajastao. O parque nacional do Rathambore eh famoso pelos tigres mas, curioso e tipico, nao vimos nenhum. Instead, vimos crocodilos, antilopes, passaros exoticos, macacos, veados, porcos selvagens, enfim, toda a arca. Mas nada de tigre. Ta bom. Fomos embora depois de mais um almoco espetacular e pegamos a estrada de novo, rumo a Jaipur. Apenas 4 horas de carro. Perto das distancias que temos percorrido, isso foi fichinha.
Chegamos em Jaipur 7 e pouco. A primeira impressao foi otima. A cidade parece mais civilizada que Delhi, menos barulhenta e mais cosmopolita. Como veremos mais tarde, a primeira impressao nao eh a que fica.
Chegamos no hotel, que ha apenas 2 anos ainda era um palacio. Ficamos otimamente hospedados e fomos muito bem recebidos. Hotel que super recomendo, este.
Mais uma vez o Alexandre passou meio mal. Resolveu misturar cerveja com lassi. Nao eh la a mistura ideal, mas enfim. Nada alem de mal estar. Ainda nao fomos batizados com diarreia e nem vomitos. E olha que ja estamos em nosso terceiro dia. Way to go!
14/1 – Um dia cheio pela frente. Acordamos 6.30am e descemos para o cafeh que, haviam nos dito, comecava aas 7h. Chegamos em baixo, tudo escuro e o recepcionista tinha montado uma cama e dormia atras do balcao. Ficamos meio sem saber o que fazer e voltamos pro quarto e ligamos para a recepcao (sacanagem, ne, mas o que podiamos fazer? Tinhamos encontro marcado com os elefantinhos). Eles levaram o cafeh da manha no quarto e saimos cedo para Amber Fort, outro lugar espetacular com palacios, portoes imensos, jardins, enfim, tal como no Brasil, quando se eh rico mesmo nao ha limite para as riquezas. Ficamos horas no palacio, a que cheguei nas costas de um elefante muito fofinho – o Alexandre nao quis ir de elefante por causa do estomago – e de Amber fomos para Jantar Mantar, casa de um Maharaja viciado em astronomia e cheio dos relogios solares e mapas estelares. Alexandre ficou doidinho e eu tambem adorei. Visitamos ainda o City Palace, paramos para almocar num lugar que nao curti, e depois fomos ao Surya Temple, ou templo do sol, tambem conhecido como templo dos macacos – preciso explicar?
Fomos novamente perseguidos por curiosos e ambulantes ao ponto da irritacao. Todo mundo vem falar conosco mas eh dificil discernir se sph querem falar oi (muitos soh querem isso mesmo) ou se estao querendo “donations”. Alem disso, quando passa um bando de homens sigo olhando para o chao, grudada no Alexandre, como se fossem me abduzir se olhasse na direcao deles. Na volta tomamos um chai que custou 3 rupias cada, ou seja, o equivalente a pouco mais de 1 centavo de real mais ou menos, e voltamos para o hotel. Meu resfriado estava comecando a pegar de novo e precisava descansar. Dormimos por um par de horas e ca estou, recem-acordada, escrevendo do jardim do hotel. Logo mais vamos jantar e preparar para pegar estrada amanha de manha, mais uma vez. Sentido Udaipur. Octopussy significa algo para voces? O filme do 007 foi filmado no palacio de la.
Sunday, January 11, 2009
Delhi
A viagem foi tranquila e ja escrevi um quilo de coisas no meu laptop mas nao tem wi-fi aqui (e eu pensei que estava aonde?) para eu poder publicar direto, entao vim soh dizer que estou bem, que teve bolo hoje pro meu aniversario no roof top to hotel, que nao ganhei nenhum presente de aniversario e isso nao fez a MENOR diferenca, e que nao aguento mais ouvir buzinas. Que tive meu primeiro alumbramento espiritual em um templo nao-turisico, que vi um elefante pela rua disputando espaco com carros e tuk-tuks, que aqui sou celebridade e nao tem UMA pessoa que nao vire o pescoco para me olhar por mais tempo. Que por isso estou grudada no Alexandre com medo, mas adorando cada olhar porque olhar curioso eh tudo e nunca imaginei que eu pudesse ser uma curiosidade. Que estou amando tudo, estou podre de sono, ainda nao vomitei e nem tive diarreia, que amanha ja partiremos para Agra para ver o Taj Mahal, e de la iremos para um parque nacional fazer um safari em meio a tigres etc. Nao poderia estar melhor. Os indianos enchem o saco pra caralho e eu os amo desde hoje.
Estamos felizes demais! Agora eh cama porque amanha levantamos as 6am. Se der em breve posto o resto com mais detalhes de algum outro lugar.
Friday, January 09, 2009
and we're off
Gente, não estou indo pra guerra. Passarei bem longe de Gaza. Estou levando mais remédios do que minha mãe recomendaria. Isso é BASTANTE. Tenho seguro, tenho conmputador, vou tentar mandar notícias mas não estranhem se demorar. É isso. Chega. Estou fechando as malas porque amanhã saímos cedo. Próximo post vai ser lá do Oriente.
Namaste, meus amores!
Wednesday, January 07, 2009
haja saco para mim
Quem tiver saco pode acompanhar cada passo nos arquivos do blog. Confesso que achava esse blog bem mais interessante no começo. E vou tentar não incorrer no erro de torná-lo didático, porque não tô sendo paga pra ensinar ninguém. Aliás, não tô sendo paga at all.
Mas voltando. Só mais três dias.
O que falta resolver:
cortar o cabelo
fazer exame de sangue (o médico pediu)
pegar o resultado da biópsia da pinta na minha bochecha, na sexta, fingers crossed
me despedir dos amados sexta à noite
arrumar todas as malas e colocá-las no sótão da casa do Ernesto (essa tarefa promete ser divertida se não perigosa visto que há apenas uma escada de alumínio bem mequetrefe, uma pessoa que sabe fazer essas coisas e uma pessoa (eu) com duas mãos esquerdas.)
almoçar com o pessoal do meu antigo trabalho amanhã
comprar remédios de emergência (anti-vômito, anti-vômito, anti-vômito!) e tabletes de malária – resolvi tomar o Doxy, cheap and cheerful.
Aí me bate um desesperinho também porque está quase tudo resolvido. E agora, como vou ocupar minha cabeça sem nada pendente? Não consigo! Estou ansiosa e quando fico assim preciso RESOLVER problemas e pendências. O que fazer quando eles não existem? Claro que ainda tenho tudo o que tá aí em cima para resolver, mas no ritmo em que estou, consigo fazer tudo isso em meio dia.
E sobra tempo para quê? Pensar besteira. Penso que serão 3 meses maravilhosos, mas sem meu café coado brasileiro todo dia. 3 meses espetaculares, mas sem dinheiro entrando na conta. 3 meses deliciosos, mas sem amigos ou família por perto a não ser meu amado.
Em algum momento (acho que em Bangkok), encontraremos com o Henrique e a Carol, amigos aqui de Londres que vão fazer um roteiro pareciso. Vai ser bom para dar uma quebrada na relação umbilical que eu e o Alexandre vamos ter construído, for sure. Por mais que moremos juntos, passo o dia fora de casa trabalhando e ambos temos amigos e compromissos que não dependem do outro. Agora vamos prum lugar desconhecido, sem amigos e sem compromissos. Pode ser ideal para quem está de fora. Mas também poderia ser um desastre para os pessimistas como eu. Enfim, conversamos a respeito disso e entenderemos se rolar um saco cheio. Não quer dizer absolutamente nada.
Que mais que eu fico pensando e me torturando... Ah, claro, penso na possibilidade de vômito tipo de hora em hora. Mesmo com o médico receitando remédio anti-náusea e anti-vômito. Não importa, a imagem de eu jogada num chão não lá muito limpo de banheiro, debruçada sobre uma privada não muito limpa no meio do Rajastão, é forte o suficiente para me dar calafrios só de pensar. É sério, gente. Fobia não pe frescura.
Por fim, penso que vai ser animal. Tudo vai ser animal. Não tem vômito que me tire isso da cabeça. Nem a chance de uma crise conjugal me perturba, na verdade. Estou indo pra Ásia! Índia! Nepal! Tailândia! Laos! Camboja! Vietnã! Malásia! Indonésia, se der tempo! E Singapura!
Porra!
Tuesday, January 06, 2009
sobre miudezas
Quando se vai fazer uma viagem longa com pouca bagagem, como a nossa, o fundamental é o aparentemente supérfluo. Por exemplo, vou levar apenas uma calça jeans e deus me ajude. Vou levar só 4 calcinhas. Uns 3 pares de meia, umas 4 camisetas entre manga curta e comprida. Só um agasalho (fleece). Uma toalha de microfibra.
E para viajar assim, preciso levar o que aqui chamam de Universal Sink-Stopper. Ou seja, um tapa-ralo que serve em qualquer pia do mundo. Eu nem sabia que isso existia, mas li a respeito num outro blog de viagem de um casal sem noção que viajou por mais de ano só com mochila nas costas, e de cara percebi que é um item fundamental para levar a menor quantidade possível de roupa.
Outros detalhes que me alegro de ter pensado/lembrado:
* Tapa-ouvidos – quando se é grumpy como eu, nada como trancar o mundo para fora. Além disso, dizem que a Ásia grita.
* Toalha de micro-fibras – idéia do Alexandre. Ocupa menos espaço e seca mais rápido que toalha normal. Comprei no eBay por 3 contos esterlinos.
* Camisetas bem podres da Primark. Assim, quando chegar lá e quiser comprar blusinhas bonitinhas e diferentes, posso jogar as minhas fora sem remorso.
* Líquido anti-bactéria de bolsa com pelo menos 60% de álcool. Chamem-me de neurótica, mas não adianta porra alguma lavar a mão após ir no banheiro se na água há mais giardias (aquela maldita bactéria da diarréia) por metro cúbico do que água em si.
* Travel money card – é tipo um Visa pré-pago que você carrega antes de ir e durante a viagem vai usando em qualquer ATM ou estabelecimento que aceite Visa. Bem mais prático e hassle-free que traveller cheque e cumpre a mesma função.
Ainda estou na dúvida quanto aos tabletes de malária. O problema é que eles são caros, muitas vezes têm efeitos colaterais e, acima de tudo, *não garantem* que você não pegará malária. Achei meio tosco você correr o risco de ficar doente com os efeitos colaterais e ao mesmo tempo continuar desprotegido. Still, você está mais protegido do que se não tomasse nada.
Ouço de tudo. Gente que diz que tomar é besteira, gente que diz que não tomar é suicídio, gente que não diz nada para não se comprometer. Como se não bastasse, há 3 tipos diferentes de droga para você escolher, de mais cara a mais barata e, respectivamente, de menos e mais efeitos colaterais. Hoje vou no médico fazer um check-up, pegar umas prescrições e, se tudo der certo, resolver o que quero fazer em relação a esses tabletes.
Saturday, January 03, 2009
livros 2008
Em bold as leituras recomendadas. Em vermelho as decepcionantes.
1. A Suitable Boy – Vikram Seth - Uma das melhores leituras do ano, e mais longas também. São 1,500 páginas que me custaram 9 meses de leitura de cabeceira mas valeu a pena. A história envolve várias famílias, ao estilo Cem Anos de Solidão, e retrata a elite indiana dos anos 50. Recomendo muito e fiquei meio vazia quando terminei a leitura.
2. Fun Home – Alison Bechdel - minha incursão bem-sucedida no mundo dos quadrinhos adultos. História autobiográfica de menina gay que tem que aturar a resistencia da família.
3. Politics – Adam Thirwell - legal, mas tenta ser cool demais e perde um pouco. Romance juvenil ingles em triangulo amoroso quevira threesome. batidinho.
4. Meninas Inseparáveis – Lori Lansens - Demorou para eu lembrar que livro era esse, então não pode ser extraordinário. Escrita juvenil demais. História de irmãs siamesas e suas aventuras no mundo cruel.
5. Ghostwritten – David Mitchell - Outra boa leitura do ano. Muito bem escrito e pesquisado. São várias histórias que se interligam e criam um livro no que poderiam ser contos. Uma delícia.
6. The Game – Neil Strauss - Eu achei que iria odiar, mas meu cunhado recomendou tanto que resolvi ler. Adorei! Um mergulho no mundo dos Pick-Up Artists escrita de forma cativante e sem rodeios. O autor, jornalista do New York Times, começa desconfiado e depois se joga no "jogo", a arte de pegar mulher.
7. The Interpretation of Murder – Jed Rubenfeld - achei ruim. Psicanálise meets historinha policial. Bocejei pacas. Não entendi ainda porque ganhou tantos premios.
8. Candide – Voltaire - sátira do século 17 (acho) incrivelmente atual para a época em que foi escrito. Legal.
9. The Economic Naturalist – Robert H Frank - fraquinho. Perguntas e respostas sobre tudo para provar que economia está em tudo. Achei o livro bem óbvio.
10. A Long Way Down – Nick Hornby - Esse foi o primeiro livro que li do Hornby e adorei. Ultrasarcástico e bem escrito. O cara é muito bom. A história tem 4 protagonistas que resolveram, no último dia do ano, cometer suicídio. Sem sucesso, a história começa, sempre contada do ponto-de-vista de um dos 4. Fabuloso.
11. O último Amigo – Tahar Ben Jelloun - Não me fez erguer muito as sobrancelhas. Leitura leve e rápida, em uma semana depois de ler voce já esqueceu a metade. O problema desse livro para mim foi que a propaganda foi grande demais. Não entendi, sinceramente.
12. The Rum Diary – Hunter Thompson - Now we're talking. Esse livro é superior a Fear and Loathing in Las Vegas in so many levels que me arrepia saber que poderia ter perdido essa leitura por causa da primeira impressão que tive de Hunter Thompson. História semi-autobiográfica de um jornalista que vai trabalhar em Porto Rico e se mete em várias aventuras adultas e bebadas. Para eu ter curtido um plot desses o cara tem que ser muito bom, concordam?
13. Super-Cannes – J.G. Ballard - Gostei do meio pra frente. Policial que se passa na riviera francesa e consiste em muito dinheiro, prostitutas, medicina, anger management e assassinatos. Vale a leitura.
14. Disobedience - Naomi Alderman - Judias que se amam e precisam enfrentar a ortodoxia de Hendon. Cativante mas nada que fez meu coração pular de empolgação. Mas se o tema interessa, leiam sim.
15. Attack of the Unsinkable Rubber Ducks - Christopher Brookmyre - Bem interessante, sobre picaretagem dos que se julgam paranormais. Começa didático e depois vira um tanto quanto policial. Bem pesquisado e escrito. Uma surpresa para quem deu para o namorado um livro baseando-se puramente no título.
16. Em Busca do Borogodó Perdido - Joaquim Ferrera dos Santos - Ele me desapontou big time. Eu adorava as colunas do Joaquim no No Mínimo. Sempre mandava e-mail com meus comentários e vez ou outra recebia respostas divertidas. Fui com fé de que me divertiria. Mas achei Joaquim extremamente arrogante dentro de sua pretensa humildade. Muita palavra difícil e pouca história. Para mim, a pior combinação possível. Odeio me desapontar.
17. The Dice Man - Luke Rhinehart - Um achado. Esse livro é fantástico. Conta a história de um psiquiatra que entrega sua vida suicidável e entediante ao acaso do dado. Todas as suas decisões passam a ser ditadas pelo dado e as consequencias são hilárias e impertinentes, como há de ser numa vida aleatória. Desconfio, inclusive, que o autor tenha escrito o livro com um dado na mão para decidir para que lado ir com o personagem. Daí faria sentido o fato de a primeira pessoa ter o nome do próprio autor.
18. Choke – Chuck Palyanuk - Outra ótima surpresa. Do autor de Clube da Luta, o protagonista é um sex-addict que engasga de propósito para ganhar pena e dinheiro das pessoas que salvaram sua vida e por isso passaram a se sentir heroinas responsáveis pelo pobrecito. Escrito com o estomago, como tem de ser. O primeiro de todos os livros desse autor que lerei, for sure.
19. Maus – Art Spielberger - Minha segunda leitura de quadrinhos adultos foi ainda mais extraordinária. Esse livro estava dando sopa na casa do Ernesto e o tema, holocausto, me interessa. Então peguei e por 4 dias não soltei. O autor retrata a história real de seu pai, um judeu polones que naturalmente sobreviveu, com muita sorte e sagacidade, a Auschwitz. Do caralho. Imagens fortes e história muito bem contada. Arrancou lagriminhas. Não percam. Mesmo, mesmo.
É isso, pessoinhas. Espero que a lista inspire alguns a uma boa leitura. 2008 foi um ano ótimo para mim, em termos literários. Ah, em outros também. 2008 foi do caralho. 2009 terá um hard act to follow...
Friday, January 02, 2009
ano novo, blog novo
Singer in the World
Estamos com quase tudo pronto. Visto da Índia resolvido, do Vietnã também. Ainda preciso ir no banco tentar resolver minha conta - bancos ingleses bloqueiam cartões quando são usados em países de reputação questionável como Índia por exemplo. E ficar por lá sem cartão não vai ser uma opção. Então ou o cartão funciona ou vou ter que apelar pros jurássicos traeller cheques, que não são muito mais usados.
Outra pendência são os remédios. Li tanto, mas taaaanto sobre prevenção de bactérias e vírus que se eu ficar doente vai ser burrice pura. E quando se é emetofóbica (descobri que meu mal, medo de vomitar, tem nome!) não dá para ser burra. O pior, dizem, é a Índia. A água é insalubre e cheia de bactérias e vírus que não afetam mais o sistema digestivo dos indianos, mas pode causar projectile-vomiting e diarréia em nós, ocidentais. Aí resolvi o seguinte: banho de boca fechada, escovar os dentes com água filtrada, nada de gelo, nada de sucos, nada que venha em garrafas abertas, nada de chutney, nada de comida crua (salada etc - a não ser que seja algo descascável e que você mesmo descasque) e nada de carne. Ouvi dizer que muitas vezes você pede frango e eles servem macaco. Não achei legal. E, claro, carne vermelha nem a pau. Eles não comem carne vermelha at all e sendo a vaca um ser sagrado, sabe lá o que eles vão colocar na mesa de quem comete a profanidade de pedir uma xuleta mal passada.
Ainda assim, vou levar remédios anti-náusea e anti-diarréia. Teremos viagens longas de trem e estou quase considerando comprar uma fralda geriátrica para não precisar ir no que me descreveram como o banheiro de um trem na Índia.
Afora essas pequenas medidas de precaução, vou ter que relaxar para aproveitar ao máximo. Como disse a nossa agente de viagem, brasileira claro: "Gente, a Ásia é MUITO suja, é MUITO legal, É TUDO."
Vai ter que ser.
Friday, December 19, 2008
living on the edge
Comprei um Jornada 720 para levar para a viagem. Jornada é um handheld. Pra escrever minhas coisas e, onde der, acessar a internet via wi-fi.
Aí olhei pra ele e torci o nariz. Principalmente quando meu namorado disse que eu paguei caro por uma máquinha de 2001.
E eu concordei e na hora resolvi devolver.
E tudo isso não teria acontecido fosse eu menos ansiosa.
Aliás, eu seria muito mais rica fosse eu menos ansiosa. Porque não sei quantas coisas comprei porque estava ansiosa para me livrar do errand.
Então, em tempos em que temos poucas semanas para resolvermos tantas coisas, das pequenas às grandes, esse tipo de cagada acontece numa freqüência irritantemente diária.
Vou tentar me ajudar esse fim de semana. Vou fazer um curso de meditação. Parem de rir.
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E saindo do curso vou acompanhada do meu namorado, meu breque humano, até Tottenham Court Road para comprar meu handheld. Vou tentar ir com calma e não deixar que meus olhos brilhem diante do que julgo, do alto da minha ânsia, uma barganha.
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Acabou. Mais de quatro anos de dedicação e ma’boy terminou o doutorado. Sem precisar de NENHUMA correção. Algo extremamente raro em doutorados. Meu homem, meu orgulho.
Ontem levei-o para comemorar num restaurante ultra descolado, Sugar Hut. Hoje é o dia da comemoração geral, num pub de rock a que fomos recentemente e adoramos, o Big Red, em Holloway Road.
Wednesday, December 10, 2008
dias finais
Pensamos em começar um blog a dois sobre a viagem mas desistimos já. Primeiro porque sugeri uns 30 nomes e o Alê não gostou de nenhum. Depois, e principalmente, se resolvermos criar um blog da viagem nos sentiremos na obrigação de escrever o tempo todo, e ficar caçando computador em plena puta que o pariu não é bem a idéia. Portanto, quando der, onde der, acima de tudo, SE der, postarei aqui mesmo.
Que mais.... Vacinas tomadas, livros comprados.
Faltando:
- Visto da Índia
- Visto do Vietnã (que devemos tirar em Bangkok)
- Comprar um kit joinha de primeiros-socorros
- Reservar hotel em Delhi para as primeiras noites (hotel escolhido, só falta confirmarmos as datas, o que só será possível com o visto da Índia em full-colour nas minhas mãos)
Ah sim, claro, falta definir o roteiro. A gente tá indo bem de oba-oba e esse é um dos objetivos, mas não podemos ficar largados demais. A Ásia é imensa e se não traçarmos o roteiro certinho, cortando coisas, vamos perder o quente mais pra frente. Seria típico demais. Preciso fugirda minha previsibilidade for once.
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Fizeram um buraco na minha bochecha e dói e tem ponto.
Agora deixando de manha um pouco: o médico resolveu fazer biópsia naquela pintinha na minha bochecha. Anestesia local que dói pra porra, deu vontade de chutar o saco do doutor. Não que fosse aliviar a minha dor. Só para ficarmos em pé de igualdade mesmo. Meu negócio sempre foi justiça, nem que para ser feita com os próprios pés.
Resultado em uma, duas semanas.
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Amigos bacaninhas para jantar hoje. Farei um macarrão com molho branco, presunto e ervilhas. Delicinha.
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Sábado mudamos de casa de novo. Rumo Fulham, onde ficaremos até o derradeiro adeus.
C’est tout for now.
Thursday, November 27, 2008
cagada, prazer
E dois dias depois tem ataque terrorista a *pontos turísticos* em Mumbai.
E então compramos nossas passagens. Entre outros lugares, Tailândia.
E um dia depois o *aeroporto internacional* foi tomado e fechado por manifestantes que ameaçam causar um conflito civil no país.
Olá, essa é a minha vida, prazer.
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Aí recebo um email da minha irmã ontem ENUMERANDO a quantidade de prêmios e sorteios que ela ganhou este ano, inclusive uma viagem com acompanhante e tudo pago para a Austrália.
Eu pergunto, é justo, minha gente?
Vai ser cagada na puta que o pariu. Pobre do meu homem que tem de partilhar do meu azar.
Wednesday, November 26, 2008
Wednesday, November 19, 2008
don't loose your faith in me
Estou ateh me levando mais a serio. E ja me levo a serio bagarai.
Amei Bruges, Bathatha foi embora, mudei de casae ando muito, muito ocupada com muita coisa, a maioria relacionada a minha volta ao Brasil e ida a Asia.
Ah sim, tem o trabalho tambem. Continua na mesma. Uma bosta.
Fora isso fui no medico ontem e ele me encaminhou para uma clinica de cancer de pele. Jooooia! Mas nao estremecei - soh checar uma pinta na bochecha que nao parece das mais inocentes sardas...
Ah sim, meus sogros chegam na segunda-feira e no final de semana que vem vamos todos pra Madeira, lembrar como eh ser feliz e nao odiar o planeta! Bom!
Friday, October 31, 2008
brussels, my cheap love
O que fiz com meu dia? Andei muito, pela Gran Place, pelos parques que beiram o palacio real, pelas ruelas cheias de waffles e mendigos, pelo overrated Maneken Pis, por uma estatua em que todos passavam a mao e eu passei tb sem saber o que era. Quando cheguei no hotel, logo depois do almoco, dormi. Nao soh para o tempo passar aos que nao tem dinheiro, mas tb porque tive de acordar às 4:50 da matina para pegar o trem. Tive pesadelos nessa soneca da tarde mas ja passou. Pensando agora foi ateh engracado, mas fica para uma ocasiao com teclado decente que esse aqui ja me irritou a alma.
E apesar disso, e apesar de todas as pessoas dizendo pra fazer diferente, gostei de Bruxelas. é meio feia, no sentido de nao fazer muita questao de impressionar, mas ao mesmo tempo tem predios fantasticos espalhados. Tenho certeza de que ha muitas Bruxelas aqui. Meu palpite eh que quem vive aqui nao troca por nada.
E chega que a alma esta explodindo de irritacao com os dedos lentinhos nesse teclado torto.
Beijotchau.
Wednesday, October 29, 2008
singer in the snow
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Os dias com Bathatha e Léo estão voando. No momento eles estão em Paris e eu trabalhando e resolvendo pendencinhas. Enquanto estavam aqui, fizemos o tradicional rolê turístico. Ficou faltando algumas coisas, tipo British Museum, Science Museum, Natural History Museum, Tate Britain, Hyde Park (pena que perdemos a Speaker's Corner).
Depois de amanhã parto pra Bruxelas de Eurostar e passearemos por lá e por Bruges até segunda.
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Resolvemos ma'boy e eu ir com os meus sogros para a Madeira no final do mês. Passagens compradas, Cliff Bay reservado. Não vejo a hora de voltar ao paraíso. Pela quarta vez em pouco mais de 4 anos. Uma ótima média.
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Quase fechando os tickets da Ásia. Detalhes seguem quando estiver tudo certo! De qualquer forma, agora sinto que é real. Entreguei ontem minha carta de demissão no trabalho. Meu último dia será 4 de janeiro. Agora sim, um proper countdown: 67 days and counting!
Thursday, October 23, 2008
inuteu
Um show de desenvolvedores de tecnologias para celulares, minha gente. Empresas de GPS, de câmera de celular, de novos sistemas operacionais, yadda yadda. Não fazia a mais puta idéia do que estava fazendo lá. A não ser, claro, recolher brindes. E só pelo esporte mesmo, porque a maioria dos brindes, depois de conquistados, perderam a graça e foram deixados pra trás nas esquinas escuras do evento.
Aí eu achei o Organiser’s Office e resolvi que eu precisava me fazer útil. Comecei a ajudar a organizar os displays etc. Saí de lá 6 e meia pensando que a hérnia futura da organizadora do evento provelmente será a minha hérnia. Cheguei em casa ainda meio sem entender por que me mandaram pra esse evento. Perda do meu tempo e do dinheiro da empresa, claro, que me paga para fazer essas idiotices. Eu não entendo mesmo o mundo corporativo e estou considerando cada vez mais veementemente tirar um tempo para escrever meu livro e (sobre)viver de frilas.
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Hoje chegam Bathatha e Leo. Logo mais pousam em Heathrow e estarei com o celular por perto caso dê merda na imigração e eu tenha que ir até o aeroporto resgatá-los. Mas não vai dar problema nenhum. Amanhã estou de férias e segunda também, pra passear com os queridos.
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E pirando na viagem pra Ásia. Decidimos mudar de novo o roteiro. Tiramos Austrália e Nova Zelândia para baratear, para aproceitar mais a Ásia e para poder voltar pra Londres antes de ir pro Brasil de vez, de forma que poderemos levar coisas que otherwise despacharíamos por mais uma nota preta.
Estamos pensando em fazer assim: Índia e Nepal por umas 3 semanas, e de um mês e meio a dois meses para o sudeste asiático, incluindo: Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Malásia e Indonésia (Bali e Lombok). Voamos de volta a Londres de Kuala Lumpur ou Singapura. Ficamos de três dias a uma semana em good ol’ England e partimos finalmente para o Brasil.
AAAAHHHH.
Está acontecendo.
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Para os de Londres, estamos vendendo um monte de coisas. Tem algo que queiram comprar? Um liquidificador? Bicicleta? Patins? Máquina fotográfica? Luminárias, abajour, escrivaninha, sofá-cama? AAAAHHHH de novo. Mudamos dia 13 de novembro pra casa do vizinho que vai nos alugar o apê por um mês. Velhinho fofo, recusou-se a nos mostrar o apartamento ontem porque concluiu, depois de confabular com sua senhora, que “8 da noite é muito tarde”. Tem como ser mais vovô amado que isso?
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Que mais... Papito fez aniversário. Ele disse que odeia aniversário mas adora o rebuliço que se faz para ele, tenho certeza. Ele, melhor que ninguém, sabe apreciar uma boa FESTINHA.
Nada de Noah nascer e enquanto isso Bobby vai ficando imensa e inquieta. Angústia! Quero ver a cara do bichinho!
Que mais. Tô de saco cheio do trabalho, mas isso não é mais, isso é velho. Uns dias off vão ajudar a restabelecer o equilíbrio zen (rarrarra) mas ainda assim já comecei a contagem regressiva. Faltam dois meses e bem pouco.
Friday, October 17, 2008
Das mimagens do meu homem
Contexto: eu lendo na cama antes de dormir, homem entra no quarto e...
- Tá frio, né? – ele diz
- Tá. – eu digo
- Ligo o aquecedor?
- Não.
- (pequena pausa para analisar minha resposta e) SE EU QUISER EU LIGO!!!
Posso?
Thursday, October 16, 2008
adjuntos
Bobby está para parir. Todo dia entro no Gtalk e espero ansiosamente bater umas 11, 11 e pouco da manhã (7, 7 e pouco no Brasil) para ver se ela entra. Pra mim, não entrou está parindo. Pequeno Noah virá ao mundo de Bobby a qualquer momento. Como gira esse mundo. Ontem mesmo dividíamos cama e desgraças na desgraçada Shadwell. Éramos pobres e felizes, mesmo quando não éramos (felizes, porque pobres, sempre).
Que mais.
Vou para Ásia só em janeiro. Para compensar a longa espera, vamos viajar por mais tempo do que estipulamos a princípio. Provavelmente dois meses, talvez até um chorinho a mais. Vamos ver. Esse fim de semana vamos na agência ver se compramos o ticket ou pelo menos acertamos o itinerário.
Brasil então, minhas crianças, só em março.
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Faltam 56 pounds pra pagar meu tênis. Que belezura.
E falta uma semana para a vinda de Bathatha e Leo. Nem acredito que essa vaca amada vem!
O que mais falta... 12 dias para eu e meu menino completarmos 2 anos da mais feliz e doce união. Ele ainda não sabe, mas vai me levar para jantar nesse dia.
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Meu primo vai casar. O Rols. Aquele que foi um amado logo que cheguei no UK e me ciceroneou e me enturmou e me afofou.
Conheceu Danielle, 31, nos EUA no deserto de Nevada. Ele ajudou ela a montar sua barraca de acampamento e, voilá, 6 semanas depois eles anunciam o casório, que ocorrerá num cartório em baixo da Golden Gate, em São Francisco, no dia 30 deste mês. Nada de conhecer a família do outro. Só os dois tentando se bastar. Felizes são eles que têm um coração correndo e levando o corpo atrás.