Thursday, March 19, 2009

18/3 - Ko Lanta ao avesso

Tiramos o dia para explorar Ko Lanta. Alugamos uma motoca e, antes de sair por ai, fomos ateh o correio despachar mais uma caixa para o Brasil. Como eh bom se livrar de peso, mesmo tendo que pagar caro por isso...

Depois saimos por ai, percorrendo a costa, parando em uma ou outra praia deserta (tem de monte aqui) e rezando para o nosso protetor solar estar funcionando. Cada dia que passa o sol por essas bandas fica mais escaldante.

Depois de percorrer quase todo o litoral acessivel por carro, fomos para o outro lado da ilha. Passamos por uma caverna (mas nao entramos, primeiro porque estava muito quente, segundo porque nao estavamos a fim de pagar por algo que deveria ser de graca – ta na cara que os malandros locais inventaram uma “taxa” que os farang tem que pagar para entrar, mas isso nao eh em nenhuma instancia uma taxa legal), chegamos do outro lado e paramos para almocar num lugar com vista para o mar e as dezenas de ilhotas que circundam Ko Lanta.

Comemos um churrasco de arenque delicioso, mas a barracuda continua minha favorita.

De la seguimos ateh um pier com uma vista sensacional – me xinguei varias vezes por ter deixado a maquina no hotel – e depois fomos aa Lanta Old Town. Eh aqui que muitos dos locais vivem, principalmente os pescadores (a pesca, junto com o turismo, sao as principais atividades na ilha). Trata-se de um vilarejo muculmano bem calmo, bem antigo, com casinhas de sape e madeira, de palafita na beira do mar. Um monte de barquinhos de pescador em volta. Absurdamente pitoresco. E me xinguei de novo por estar sem a maquina.

Anyways, vir a Ko Lanta e nao ir aa Old Town eh como nao vir. Eh por ali que enxergamos a personalidade tranquila e tradicional da ilha. Todo o resto eh pra farang ver.

Seguimos adiante na estrada ateh ela acabar. E ela acaba docemente numa quadra de volei improvisada. O ultimo trecho de asfalto possui uma rede de volei alguns metros antes de terminar, e por algum motivo eu achei isso sensacional. Ainda nao entendi bem por que. Acho que enxerguei uma mensagem nisso, ja que soh gringo se aventura por aquelas bandas. Algo como “voces podem ir onde quiserem, mas o ultimo pedacinho eh nosso”. Ou nao, e estou viajando, o que eh sempre bem possivel.

Demos entao meia volta e seguimos pela estrada de volta. Concluimos que realmente a praia em que estamos eh a mais bonita, e que Ko Lanta eh bem gostoso, bem tranquilo, mas nada espetacular. Nada, pelo menos, comparavel a Hat Yuan, em koh-Pha-Ngan. Acho que Hat Yuan vai ser para sempre a queridinha...

Como o sol ainda estava quente quando voltamos, nos enfiamos no ar-condicionado do quarto e eu fiquei lendo, enquanto Ale tirou sua costumeira pestana.

Mais para o final da tarde fomos passear na praia e correr atras de siris e cutucar aguas-vivas mortas pela areia. E olhamos o ceu que mais uma vez estava cinza chumbo, carregado de chuva de um lado, e laranja-roseo do outro, com o sol descendo na praia. E deixamos que em alguns momentos a agua pegasse nosso peh, e olhamos para as pessoas na praia, e os hoteizinhos tranquilos e vazios. Acima de tudo, olhamos o mar. Com a humildade de quem ja esteve nele mais de 20 vezes no ultimo mes e ainda o reverencia. Hoje, no entanto, nao entrei no mar. Mas ele entrou em mim.

3 comments:

Isabella Rogatschenko said...

Acho que as últimas colheradas de um doce são as mais saboreadas, assim como estão sendo estes últimos dias aí...aproveitem e curtam! Bjos da tia Bel

Isabella Rogatschenko said...

Vera Angry: E voce não levou a máquina???? E afinal, qual É a praia mais bonita??? Não ficou bem claro.... Que final poético no seu texto de hoje ! Deve ser a inflência da natureza transbordando dentro do seu ser, nora querida ! Faltam só algns dias agora, tchan...tchan..tchan...tchan...

Bobby said...

Bi. Tô adorando tudo. Mas tô com muita saudades, e louca pra tê-los aqui no Rio. Então deixa as areias daí e vem pras areias daqui LOGO.
Muitas saudades e amor, Bobbynha