13/2
Apesar de termos acordado meio tarde, achamos que mereciamos, e o plano era, em todo caso, nao fazer nada de uma cachoeira para a outra. Nao tem hora marcada para isso.
Depois de um cafeh da manha leve, fomos direto para a cachoeira que fica na frente do hotel. Nadamos em piscinas naturais, fizemos hidromassagem na cachoeira e nos sentimos completamente energizados. Desde que comecamos a viagem estavamos esperando pelo momento contato-com-a-natureza. Eu, no caso, nao via a hora de entrar na agua. Fosse de lago, rio, mar ou cachoeira. E calhou de ser nesse lugar fantastico chamado Tadlo. Depois de nos esbaldarmos por horas nas aguas e nas pedras na cachoeira, fomos almocar numa outra guest house que tem vista para o rio. Entre mastigadas, vimos varias criancas brincando e um bufalo tomando banho e atravessando o rio a nado.
Depois do almoco, eu e Ale fomos dar mais um mergulho. E o dia passou devagar, em ritmo de Laos. Um dia perfeito de ponta a ponta. Tirando o fato de o Ale ter queimado demais as costas.
Muito hidratante depois, tivemos mais uma noite de sono boa.
14/2
Infelizmente ja era dia de deixar Tadlo – uma pena, foi um de nossos lugares preferidos ateh agora. Acordamos cedo para podermos conhecer a outra cachoeira pela manha. Demos uma nadada e tiramos varias fotos. Tinhamos a cachoeira toda para nos e foi bem romantico. A gente nem sabia, nem lembrava, mas estava casal melado em pleno Valentine's Day.
Depois da nadada, tomamos um banho e subimos no chiqueirinho de uma caminhonete. Isso ja estah virando rotina no Laos. Fomos levados ateh a rua principal, que na verdade eh a estrada. Esperamos o busao que no final das contas estava mais de meia hora atrasado (o tempo passa devagar no Laos). Chegamos em Pakse e depois de muito confabular, decidimos passar a noite la. Nao era o ideal porque nao tem muito o que fazer em Pakse. Queriamos mesmo era ter ido direto para Si Phan Don, mas o onibus que levava era trevas demais (um tuk-tuk glamourisado que levaria o dobro de tempo necessario) e uma van de ultima hora sairia muito caro (leia-se: a galera da estacao de onibus tentou meter a faca achando que a gente tava desesperado para ir pra Si Phan Don e nao era o caso, embora quisessemos).
Chegamos em Pakse, fizemos o check-in e fomos almocar. Ganhei uma rosa do Ale de Valentine's Day. Achei fofesimo e o cobri de beijos e amassos, no meu melhor estilo Felicia.
Depois do almoco fomos Carol e eu tentamos descobrir de onde sai o barco para Si Phan Don. Ir de barco era uma das opcoes – por ser barato e legal, era a primeira opcao -, mas percebemos que estavamos longe demais do ponto de saida do barco e ouvimos rumores de que era furada. Entao resolvemos que iriamos de van, mesmo pagando um pouco mais.
Tiramos dinheiro suficiente para mais uns dois dias ja que em Si Phan Don nao ha ATMs e nem money exchange bureaus. Na volta, comemos um docinho de uma velhinha muito fofa na rua. Era tipo pastel brasileiro, mas o recheio era uma cocada bem molhada com leite condensado. Divino, needless to say.
Fomos dormir sem muito enrolar porque no dia seguinte teriamos de acordar cedo.
15/2
Levantamos e arrumamos malas, fomos tomar cafeh e partimos na van para Si Phan Don. Si Phan Don sao as famosas “4 mil ilhas”, apelidadas de Bahamas da Asia. Sao varias ilhas no rio Mekong na fronteira do Laos com o Camboja. Chegamos no lugar de onde saiam os barcos e pegamos um barco para Don Khon, uma dessas ilhotas. De todas as ilhas apenas uma (que nao era a nossa) tem eletricidade. Chegamos em Don Khon, que eh supostamente a mais gracinha, mais exotica das ilhas, e ficamos um pouco frustrados porue nao conseguiamos achar acomodacao decente. Ou era desembolsar 35 dolares para ficar num lugar mais ou menos mais pra menos, ou era pagar bem barato (tipo US$5) por um quarto mequetrefe com o minimo do minimo. Optamos pela segunda opcao. Ficamos num guest house que custava 50.000 kip (tipo 5 dolares) o quarto. Nele, uma cama de casal grande, uma rede de mosquito, e um banheiro sem descarga (tudo na base do baldinho, minha gente).
Meu grande medo era de noite. Sem ventilador nem nada, e sendo o lugar absolutamente boiling hot mesmo de noite, temi por minha sanidade e integridade fisica e mental. Tenho pavor de passar calor.
De qualquer maneira, estavamos instalados numa bngalo de frente para o rio, e naquele lugar eh bem dificil reclamar.
Almocamos – o almoco levou tipo 2 horas para chegar a vida passa devagar no Laos) e Henrique e Carol foram cochilar. Eu e Ale pusemos roupa de banho e fomos mergulhar no rio. Depois alugamos uma bicicleta e fomos explorar a ilha. Pedalamos ateh a principal atracao que eh uma cachoeira maravilhosa, mas nao dessas de nadar devido aa forca da agua. Tentamos achar alguns pontos com piscina natural para podermos nos refrescar mas todas estavam cheias de musgos e liquens, e deu nojinho. Pedalamos de volta – alias, esse passeio de bicicleta tambem estah entre os top 10 da viagem ateh agora, apesar de as bicicletas nao terem freio e eu ter quase capotado varias vezes – e fomos mergulhar mais uma vez no rio.
Nadar no rio nunca eh tao legal quanto nadar no mar ou numa represa. No rio voce fica constantemente preocupado com a correnteza e com o que tem embaixo e naao da para ver. Muito bicho, planta e nojinhos. Mas deu para refrescar bem. De noite jantamos num lugar mais ou menos perto e voltamos a luz de lanterna para o nosso bangalozinho.
16/2
Ao contrario do que imaginei, dormi bem a noite. Nao foi nem de longe a melhor noite que tive na viagem, foi uma das piores, inclusive. Mas nao passei mal de calor como estimado. Em vez disso, foi o Ale quem dormiu muito mal. Acordou banhado de suor varias vezes e nao conseguia dormir depois. A experiencia estava sendo um pouco “roots” demais e tomamos uma decisao radical: nesse dia mesmo pegariamos um overnight bus para Vientiane.
Claro que queriamos ter passado mais tempo em Si Phan Don. Claro que tinha mais coisas para ver (mas no muito mais). Claro que nao queriamos ficar viajando praticamente todo dia. Mas nao tinhamos escolha. O Ale tinha dormido mal e eu nao tava exatamente em polvorosa para passar mais um dia de calor intenso. Entao estava decidido. Duramos 24 horas num lugar que muita gente consegue ir para uma semana e termina por um mes. Eh assim mesmo.
Tomamos cafeh, arrumamos as coisas e pegamos o barco para nos levar para a main land. De la, pegamos um mini-bus para Pakse e em Pakse esperamos por muitas horas ateh a hora do nosso onibus sleeper sair. Mas foram horas ativas. Pude checar meus emails num internet cafeh do lado da estacao, almocamos, fizemos amigos (ingleses todos, surpreendentemente abertos), jogamos mau-mau, jogamos expectativa e quando piscamos o tempo havia passado.
Chegou a hora de entrar no busao e, decepcao profunda, nao era bem o que tinham nos dito. Nao era double decker e as camas nao eram espacosas como indicavam as fotos. Acho que resolveram mudar, para pior, nosso onibus. Para completar, nossas camas ficavam grudadas no banheiro, que, naturalmente nao tinha janela e fedia horrores.
Mais uma noite do cao, tudo indicava. Pelo menos dormi grudada no meu amor.
4 comments:
ah, bandeirinha... quartinho sme ar condicionado.. preciso contar o que isso me lembra???
:-)
beijos, te amo, saudades
adorei o post
e sinhei com vc esta noite
mas não lembro o que!
Consolem-se, aqui tbem tá um calor danado, sem cachoeira ... Beijos, Vera (mãe/sogra)
O povo de Laos devde ser irmão do povo da Bahia... Deeeeevaaaaagaarrr....íiii bichiiiiinho.
Imagino a sua cara capotando da bici...
Estou adorando esses posts... Aguardo o próximo capítulo.
Te amo!
Não falei que diarréia nessas bandas do mundo é uma experiência assim,peristálticamente falando,muito mística....?
love
xx Marinella
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