21/2
Acordei depois de 11 horas ininterruptas de sono. Encontramos Carol e Henrique na padaria escandinava (sim, eh uma rede por todo o Laos turistico aparentemente) e depois de um cafeh demorado, resolvemoss fazer uma massagem tipica do Laos. Eh parecida com a tailandesa, muito gostosa, relaxante, mas vigorosa.
De la o calor pegou e tinhamos que fazer decisoes rapidas (porque quanto mais tarde, mas o sol vai subindo) e certas (porque andar debaixo desse sol eh quase a morte para branquelos como nos). E acho que o sol afetou nossas ideias. Acabamos comprando um buda deitado de madeira e nao sobrou dinheiro para almocarmos. Tivemos que dividir um sanduiche e depois comer umas Oreo para disfarcar
O calor estava tanto que nao ousamos por o peh para fora do quarto. Instead, resolvemos tomar decisoes importantes. Resolvemos pular o Vietnam e re-incluir a Indonesia. Pensamos muito e achamos que a chance de nao gostarmos na Indonesia eh bem mais baixa. Uma pena termos gastado dinheiro com o visto do Vietnam, mas acho que tomamos a melhor decisao que podiamos ter tomado. Acho que quando se estah viajando, nao se deve ir a um lugar se nao se estah com vontade. E nao queriamos ir pro Vietnam mais. Os relatos nos desanimaram completamente, e a ideia de gastar tempo em um lugar desagradavel enquanto tinha um paraiso na Indonesia nos esperando foi mais que suficiente para tomarmos a decisao.
O plano agora eh voarmos de Luang Prabang direto para Siam Reap, no Camboja. Ainda temos alguns dias de Luang Prabang para curtir. Amanha, por exemplo, compramos um tour que nos levarah para andar de caiaque no rio (com direito a algumas rapidas), entrar na caverna Pak Ou, visitar o vilarejo onde eles produzem o Lao Lao (uisque do Laos, aparentemente ruim pra burro), e encerrar com um passeio de elefante pela floresta.
Tudo decidido, fomos jantar e comprar o tour. Depois do jantar voltei para o hotel e o Ale foi com o Henrique para o Bar Lao Lao.
Fiquei escrevendo meu diario de bordo ateh que nao muito mais de uma hora depois o Ale volta pro quarto, uma cara ruim. Estava enjoado e queria vomitar. Enquanto ele fazia o servico, eu corria ateh o quarto da Carol para pegar um Eno ou equivalente. Voltei, preparei, e ele vomitou um pouco mais. Fiquei com noh na garganta, juro. Vontade de chorar por ele. Sei que vomitar para ele nao eh nada demais, mas se fosse eu naquela situacao... gente, nao consigo me imaginar em uma situacao de maior sofrimento do que a de ter que vomitar. E de ver meu amor mal, fiquei bem chateada. Mas se deus quiser ele vai acordar bem amanha para podermos passear.
22/2
Despertador tocou para irmos andar de caiaque mas eu ja sabia. Nao haveria como. Ale acordou ainda enjoado e, claro, fraco. Era dia de ficar de enfermeira de um doente muito amado e mimado. Deixei ele no quarto e fui tenta adiar nosso passeio. Deu tudo certo, vamos amanha. Tomei cafeh da manha e levei um bagel para o Ale. Quando cheguei de novo no quarto Ale ja estava em peh e com vontade de comer bolo. Melhor sinal impossivel. Fiquei feliz da vida e sai com ele para a padaria escandinava, onde ele pode comer o bolo de banana que queria.
Ao longo do dia ele se sentiria melhor. Aproveitamos que seria um dia devagar para resolver coisas. Mudamos nossa passagem do Camboja pra Tailandia pro dia 1/3, e compramos nossa passagem de Luang Prabang para Siam Reap (Camboja) para o dia 25/2.
Mais tarde fomos almocar num restaurante perto da nossa guest house e encontramos o Mickey e a Susannah, casal ingles que viajou no busao com a gente de Pakse a Vientiane. Ale comeu bem, inclusive bastante do meu prato, mais um otimo sinal de que as coisas estavam voltando ao normal. Ficamos conversando ateh o calor ficar insuportavel para mim. Voltei pro quarto, tomei uma ducha gelada e deitei embaixo do ventilador. Nosso quarto eh super fresquinho, alias ficamos bem satisfeitos com o lugar que escolhemos.
Dormimos um pouco, afinal a noite tinha sido ruim para ambos. Ale, claro, doente. E eu fiquei meio alerta, com sono leve, a noite toda, para cuidar do meu menino. Acordamos ja na hora de jantar. Fomos com Henrique e Carol para o night market. Ale quis comer bolo de limao (ele cismou com bolo) e shake de frutas. Eu comi um sanduiche de frango. Sentamos num cantinho la em que soh os laolitos sentam e um gato muito amado se engracou conosco. Ficava pulando do meu colo pro do Alexandre. Sem, claro, tirar o olho do peixe do Henrique.
Fomos dormir cedo porque dia seguinte seria dia de passear, sim.
23/2
Acordei antes do despertador e chequei se Ale estava bem para andar de caiaque. Ele estava, entao nos aprontamos e aas 9am estavamos la, esperando a van.
Outras 3 pessoas se juntaram a nos 4 e seguimos para o rio Nam Am (ou Nam Khan, nao lembro). Fomos deixados la com caiaques duplos e um guia que se dizia chamar William mas na verdade se chamava Pantamar (???).
Logo de cara o Time Pato se encaixou nas remadas e foi muito, muito divertido (aa parte algumas vezes em que Mr Pato deu remadas em minha cabeca – com capacete, thank god).
Passamos por algumas corredeiras, mas tudo bem suave. Uma delicia o contraste da agua com as pedras passando rapido no fundo. Deu uma vontade imensa de cair n'agua, principalmente porque ja estava muito quente, e o rio era muito limpo. Depois de uns 40 minutos remando, paramos na areia em uma prainha para admirar a vista e tirar fotos. Uma pedra gigantesca aa frente, perto da qual logo mais passariamos com o caiaque. O paraiso, gente. Nos sentiamos o casal mais sortudo do mundo por estarmos ali, naquele momento.
Depois de muito admirar (e queimar os pes na areia quente), voltamos ao caiaque. Continuamos remando, passamos pela pedra majestosa e dei meus urros para testar o eco, que era absurdo.
Depois seguimos pelo rio por mais uns 40 minutos e estacionamos em uma vila, onde ficavam os elefantes. Eram dois amados gorduchos e sujoes, esperando por nos quatro (os outros 3 quiseram fazer apenas caiaque e nos soh os encontrariamos no final do passeio). Subimos no elefantinho e fomos, floresta adentro, passear. Foi gostoso, mas ficamos meio com pena dos elefantes. Tadinhos, carregando pessoas nesse calor! Mas parece que pra eles isso nao eh nada. Esses sao elefantes em recuperacao de uma pratica bem mais vil, a dos madeireiros que os faziam carregar centenas de quilos de madeira nas costas, por horas a fio, todo dia.
Ou essa eh a historia que nos contaram para nao acharmos que havia abuso com os elefantinhos camaradas.
Enfim, o passeio durou uma hora, durante o qual nosso simpatico elefantinho brincou com galhos pelo caminho (parecia um ritual de auto-flagelacao, mas ele parecia estar se divertindo), comeu muito mato gostoso, tomou banho no laguinho, cuspiu na gente via tromba, cuspiu poh, tambem via tromba, fez xixi e abanou muito as orelhas amadas.
Findo o passeio, era hora de almocar. Nosso guia nos deu nossas marmitinhas e comemos um arroz com frango e vegetais bem simples e saboroso. Depois compramos bananas para dar pros elefantinhos. Tenho fotos e ateh filminhos registrados. Ta bem engracado.
Deixamos entao os elefantinhos para traz e pegamos novamente o caiaque. Atravessamos o rio para visitar a caverna Pak Ou (Buda). Eh legal, mas estavamos exaustos. A caverna eh considerada sagrada e tem centenas de estatuas do Buda. Vimos tudo sentados em umas cadeiras porque ja tinhamos subido muitas escadas para chegar la. Vimos tambem alguns passarinhos sendo soltos. Em todo templo budista daqui sempre tem gente vendendo uma gaiolinha de palha com um passarinho dentro. Voce compra, ai faz um pedido e solta o passarinho da gaiola. Eh uma pratica errada, claro, porque nenhum passarinho tinha que ser preso em primeira instancia, mas enfim, vai discutir com tradicoes locais de sabe-se la quantos anos? Nao vai.
Da caverna pegamos novamente o caiaque e seguimos por mais 40 minutos para nossa ultima para, a vila em que se produz o uisque lao lao. A essa altura, o pacato e limpido Nam Khan ja tinha desembocado no Mekong e remavamos em agua bem mais turva. O Ale estava bem cansado por causa do bug, que o deixou bem fraco, entao essa ultima perna com o caiaque foi praticamente em meia fase. Chegamos no vilarejo, sem muito folego para passear. Ainda estava bem quente e Ale precisava de algo com acucar. Achamos um restaurante com coca. Depois de uns 10 minutos, entramos todos na van e voltamos para Luang Prabang.
Fomos correndo para o chuveiro. Estavamos imundos, claro. Depois fomos comer como se nao houvesse amanha. Dormimos como anjos.
24/2
Depois de uma otima noite de sono, acordamos bem menos doloridos do que esperavamos. Resolvemos entao ter um dia bem devagar, para descansar do anterior.
Tomamos cafeh, voltamos pro quarto e depois de muito enrolar, dormimos novamente. Acordamos aas 2pm, fomos ali bater um crepe e voltamos pro hotel.
O calor estava absurdo e resolvemos tentar nadar num rio, o Nam Phu. Foi uma ideia meio de jerico: o rio eh meio sujo e com uma correnteza forte. Ainda assim, nao nos demos por vencidos e gastamos uns 15 minutos sentados, os quatro, e jogando pedrinhas para ver se elas quicavam.
Voltamos pro hotel loucos por um banho. Depois do banho saimos para jantar e mais um dia passou, em ritmo de Laos. Nosso ultimo dia. Gostamos muito do Laos. Nao da para explicar o carinho que pegamos pelo pais e pelo povo. Eh tudo o que um pais precisa ser, really. Tudo o que diz o establishment, o Laos faz o contrario. Nos amamos o Laos para sempre.
Amanha eh levantar cedo pra voar para o Camboja. Aguardem noticias de la!
4 comments:
Que bom que o Lê melhorou ! Que bom que vocês estão curtindo a viagem ! Beijinhos da Vera, se cuidem !!!
Que bom que agora so dois estão bem! Acho que a decisão de ir para a Indonnésia ( em vez do Vietnma) foi sábia. Estou lendo Comer, Rezar e Amar e sempre que pego no livro openso em vcs.! Jà tiveram a opoertunidade de ler? É sobre as experiências de uma mulher vivendo na Itália, Índia e Indonésia... Vale a pena
Gosto de ler as suas peripécias ...dá bem a idéia de como está sendo a aventura de vcs! Que experiência enriquecedora conviver c/ culturas tão diferentes! Cuidem-se! Bjs da tia Bel
saudades.. :-)
te amo
piu
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