Tuesday, January 20, 2009

os ultimos dias

Bom, nem preciso dizer que estah uma correria e que os ultimos lugares em que ficamos nao tinham acesso facil a internet, ne? Por isso o sumico.

Vou ter que resumir, infelizmente, e empurrar com a barriga meus dotes linguisticos, para manter a tradicao.

Ultima noite em Udaipur resolvi ter um ataque de panico, daqueles com comeco, meio e fim. Quem me conhece sabe que este eh um mal que me persegue ha muitos anos e que eu ja quase nem lembrava, uma vez que a ultima vez que tive um ataque completo faz muitos anos e achei que, devidamente medicada, o monstro dormia um sono profundo. Engano, claro. Tive aquilo tudo que pedi a deus nunca mais ter. A sorte eh que eu tinha um anjo loiro ao meu lado que soube lidar com a situacao da melhor forma possivel. Foi supercalmo e me abracou quietinho. Acordei bem triste, meio que derrotada. Essa sensacao eh inevitavel. Mas ao longo do dia fui melhorando. Tinhamos uma longa viagem pela frente ateh Joghpur, com uma parada em Rhanakpur para visitar um dos maiores templos Jainistas (nao sei se eh assim que escreve em portugues) da India e talvez do mundo. Sao cerca de 1,500 pilastras em marmore, entao ja imaginam... Continuo devendo as fotos, assim que tiver acesso wifi o farei.

Chegamos em Jodhpur no final da tarde, de noitinha. Resolvemos pegar um tuk-tuk e achar um restaurante recomendado pelo Lonely Planet. Acontece que o tuk-tuk largou a gente no lugar errado e andamos feito uns loucos em ruas sem nome (ou com nomes em hindu, pra gente nao faz diferenca). E para quem tinha acabado de ter um ataque de panico, estar num emaranhado de ruas muito sujas, muito barulhentas, muito ameacadoras (era assim que parecia, com pedintes e vendedores disputando a atencao dos unicos loiros da area), um system overload desses nao tava caindo bem. Finalmente achamos o lugar e foi um alivio entrarmos num restaurante silencioso, com uma comida espetacular e com 100% de ocupacao ocidental. E viva o monopolio do Lonely Planet. Voltamos ao hotel de tuk-tuk e dei gracas a deus por ter tido o ataque de panico em Udaipur: o hotel em Jodhpur eh o perrengue definido. Sem agua quente, energia caindo o tempo todo, sujinho e com um cafeh da manha bastante vomitavel. Well, this is India, innit?

Dia seguinte rodamos Jodhpur. Fomos ao forte primeiro, o ponto alto da cidade. Foi construido por um Maharaja e yadda yadda, a mesma historia. Vistas lindas da cidade. Vale dizer que subi a rampa ateh o forte de elefante. O Alexandre preferiu ir a peh porque o estomago nao estava 100%. Do forte fomos a um palacio ali do lado, que o Maharaja construiu para sua Maharani (princesa). Maravilhoso tambem. Sol a pino, fomos a uma loja de tecidos e fabricas em que o Alexandre se vestiu de homem do rajastao e me meteram num sari indiano tipico de Jodhpur. Me senti mais palhaca que uma palhaca mas o Alexandre garantiu que eu estava linda (ah, o amor).

De la fomos a um palacio do outro lado da cidade, que hoje tambem eh um hotel. Nao quisemos entrar dessa vez. Ficamos do lado de fora na sombra e a cada 5 minutos vinha alguem pedir para tirar foto com a gente. Eu falei serio quando disse que somos verdadeiras atracoes aqui! Quem nao pedia pra tirar foto dava tchau, sorria, quebrava o pescoco para olhar mais um pouco... Nos divertimos a beca.

De la, almocamos num lugar bem gostosinho, as deveras apimentado. Voltamos cedo para o hotel e achei otimo. O motivo? Diarreia. Fui pega, gente. Nao foi nada do outro mundo, umas tres idas ao banheiro apenas. Dormi um pouco e no dia seguinte acordei morrendo de fome. Bom.

Pegamos estrada de novo sentido Pushkar. Soh 4 horinhas de estrada.

Chegamos em Pushkar na hora do almoco. O hotel eh divino, no meio das montanhas e do mato. Caminhamos ateh o restaurante (bom, bom) e de la caminhamos pelas ruelas ateh achar uma entrada pro lago sagrado Brahman. Jogamos florzinha no lago e fizemos um pedido forte de que Brahman protegesse a nossa familia. Foi bem legal, mas nao podiamos tirar fotos porque ha pessoas se banhando no lago e eh um lago sagrado yadda yadda.

De la continuamos pleas ruas. Visitei o Brahman temple, um dos unicos do mundo. Nao achei nada demais, mas ateh fiquei com medo de pensar, tamanha era a quantidade de gente prestando homenagens e fazendo promessas. Muitos mendigos tambem.

Seguimos ao redor do ladgo e encontramos com uma russa, Margarita, e um suico, David. Nos juntamos a eles para subir ateh o Savitri Temple, no alto da montanha. De la vimos o por-do-sol e uma vista maravilhosa da cidade. Eh um absurdo (voces vao ver nas fotos, prometo!). Terminamos os 4 comendo alguma coisa num restaurante com vista para o lago.

Ah, Pushkar. Acho que o melhor lugar a que fomos. Queriamos ter ficado uma semana la. Gostei mesmo e recomendo.

Hoje de manha pegamos estrada bem cedo e paramos em Ajmer, cidade vizinha de Pushkar, para visitar uma das maiores mesquitas da India. Um monte de gente rezando e na verdade nos sentimos meio mal. Mesmo com as cabecas cobertas e seguindo o protocolo, recebemos muitos olhares de desaprovacao por estar ali, e muitas tentativas de extorsao tambem. Nao gostei da atmosfera, mas valeu a experiencia.

O resto foi soh muita estrada com olhar de despedida. Chegamos em Delhi ja de noite e nem nos despedimos do Sharma, nosso motorista. Ele nao gostou da nossa gorjeta de 500 rupias. E nao podiamos fazer nada, estouramos o budget big time na India e temos ainda mais de 2 meses pra correr atras do prejuizo.

Amanh voamos para Kathmandu!

To com muita saudade de todos e, surprise surprise, meu celular londrino funciona, mas nao me liguem porque nao tenho credito, a nao ser que seja uma emergencia. Rather, mandei mensagens de texto que recebo sem pagar nada. :)

Beijos e saudades de todos!

7 comments:

Anonymous said...

Eu ja fiquei com sensory overload so de ler! hahahaha
Mas estou adorando as historias, e que bom que o ataque de panico ja passou e que o Alexandre ficou calminho :)
Beijos!

Isabella Rogatschenko said...
This comment has been removed by the author.
Isabella Rogatschenko said...

Que bom ter notícias de vcs!
Que bons fluídos os acompanhem!. Bjs

Isabella Rogatschenko said...

Que bom ter notícias de vcs e saber que estão vivos e bem ! Beijos e saudades da tia/mãe Vera

Anonymous said...

Xavier,
adorei ler teu relato, estava morrendo de saudades.
Você recebeu meu sms? queria saber pra não ficar mandando se não estiver chegando :-)
te amo, saudade, beijo no ale.
xavier.

LuSinger said...

Ai Bicó, ainda bem que o Alê soube cuidar de seu ataque de pânico sem perder a cabeça.
Aproveite o Nepal, meu amor!

Hoje estava lendo cartinhas que vc. escrevia para mim quando pequenina... Me deu uma saudade tãããão grande de você...

HYTALO MARCOS said...

Ola querida, desculpa poe me intrometer, mas nao poderia deixar de comentar depois de ler tudo....
tõ adorando suas histirias...
estarei aguardando aproxima.
forte abraço.