Monday, December 24, 2007

I'll make the most of it

Vim trabalhar de novo. Só eu, claro. Estou sozinha em todo o meu andar e a sensação de abandono é quase ensurdecedora. Mas vou tocar meu trabalho. Enquanto isso, ouço CBN pela internet. O Heródoto acaba de noticiar que este foi o primeiro natal em não sei quantos anos que não houve nenhum seqüestro registrado na cidade de São Paulo. Uma grande conquista pra cidade, não é mesmo? Mas uma comemoração meio tosca para quem está “do lado de cá”.

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Byrifoy e eu enfrentamos o terror do Boxing Day em Oxford Street. Guerreiros, conseguimos manter o bom humor e sair da batalha com um par de tênis cada um, pela bagatela de 15 pilas, e um jogo de Wii deveras, deveeeeras divertido e viciante.

Vou dar uma passadinha na Topshop na minha hora de almoço. Oras, tenho que me fazer agrados depois de chegar no trabalho e saber que sou a única em todo o meu andar. É deprimente, gente. As luzes são sensíveis a movimento, então se quero ir até a cozinha fazer um café, tenho que andar abanando os braços, senão tropeço e me esborracho – sozinha.

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Natal? Foi ótimo. Apesar de muito longe, como disse anteriormente, valeu a pena. A Dri Pinheiro cozinha muito. Muito mesmo. Cozinha como adulto, sabe? Peru inteiro, farofa, pernil, risoto, um espetáculo gastronômico. Fizemos inimigo secreto e ganhei um tapa orelhas. Inimigos brandos, esses.

Foi gostoso. Acho que todo mundo meio que escondeu as saudades e a vontade de estar em outro lugar atrás de álcool e otras cositas más. Eu, que não tenho esconderijo, quase estraguei a já branda maquiagem ao falar com a Bathatha quando bateu meia-noite aqui em Londres. Foi estranho. Ninguém comemorou, as pessoas não saíram se abraçando. Da nossa parte, eu e Byrifoy entramos numa bolha e selamos um feliz natal com um beijo rápido. Ou talvez nem isso, ou mais que isso, não lembro. O estranho é que não fazia diferença. Como se fosse um natal de mentira. Gostei, claro, mas gostei como gostaria de uma festa de Halloween em fevereiro. Uma festa boa, mas cujo motivo de comemoração continua vazio.

Que venha o ano novo.

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