Saturday, November 12, 2005

troca de guarda

Faltando ainda 38 dias para ir ao Brasil e eu me pego já pensando em cada momento, cada coisinha, desde o pouso do avião. até as pessoas me esperando no aeroporto, até a chegada em casa, o barulho da porta rangendo, o cheiro de feijão da Ligia, os cheiros, os cheiros. O calor, o mal-jeito jeitoso do brasileiro. Tudo. Acho que vou entrar em parafuso.

Enquanto isso, para tentar segurar a ansiedade (ficar nessas por mais 38 dias vai ser bastaaaante sofrido), penso na viagem da semana que vem. E penso que preciso resolver minhas pendências empregatícias logo. E penso que a idéia de mudar de casa vai ter que ser bem considerável nos próximos meses. E penso que dia 3 de dezembro vou para Brighton comemorar mais um aninho dos 95 que meu tio-avô viveu até hoje. Aquela coisa fofa.

Enfim, hoje foi mais um sábado de trabalho, amanhã mais um domingo de trabalho, e assim vou apagando, um a um, os fins de semana que não existiram em 2005. Ontem fui assistir a The Constant Gardener, o novo filme do Fernando Meirelles cujo nome em português ignoro. Achei muito bom, mas prefiri Cidade de Deus. Aliás, engraçadíssimo: estava saindo do cinema em Kilburn, na companhia da Broo (bem melhor que Bru, não?), Paulinha e Renata, quando vejo aquele poste com um chumaço branco no topo: uncle John! Uncle John e a Bruxa foram ver o mesmo filme, uma sessão mais tarde. Foi tudo bem rápido porque a bruxa da Bruxa estava ansiosa para entrar logo (isso porque aqui cinema tem cadeira marcada, mas enfim, bruxa é bruxa). Saindo do cinema fomos num pub-restaurante foférrimo, sugestão da Broo, que já foi uma Garota de Kilburn.

E aí dormi na casa da Broo e mais uma vez descobri que felicidade responde pelo nome de FUTON. Dormi como um anjo naquele futon duro e confortável. Preciso comprar um ou minhas costas vão morrer.

Agora estou aqui, insistindo para assistir a um filme que os meninos não querem assistir, eles, malditos monopolizadores da TV e do DVD e da Sky. Eu nunca peço porra nenhuma, porque nunca estou em casa ou acordada para ficar vendo programas. Quando peço, uma vez, uminha, para assistir a um filme, recebo um NAO e um olhar indignado, tipo, já-vimos-esse-filme.

Fodam-se. Vou ler e dormir que ganho mais.

Não, vou lutar pelos meus direitos de moradora dessa casa, malditos sacos de testosterona mal-conduzida. Vou lutar e depois conto como foi. Estou ficando de mau humor.

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